Tá-se, tá-se, tá-se “mui” bem

Recordo à perfeição o dia em que o soube.
Era o ano 1996 e entre sandes de Nutella e apontamentos de Ciências Naturais descobri-o. Foi uma tarde qualquer, como todas as outras tardes à saída das aulas na escola secundária. Seguia o meu ritual de fazer os trabalhos para casa enquanto via na TVG o Xabarín Club e assim, de roldão, começou a soar reggae. Nunca mais esqueci aquela música.

Pouco tempo depois recebi como prenda o CD de “A cantar con Xabarín” e após alguns anos, na Fnac do Chiado de Lisboa, comprei o compilatório daquela banda: Kussondulola. Conto isto muito literariamente, quase de um jeito épico, porque o dia da sandes de Nutella soube que a nossa língua era mundial. E “tava-se bem, muita bem” fazendo parte de um mundo grande.

Para quem não souber, estes meus ídolos (ganhadores de um prémio Blitz) residem em Portugal, mas a banda é angolana. Janelo da Costa é o líder que na década de 90 pôs Portugal a pular com canções e ritmos novos. Entre portugueses e africanos vindos dos Países Africanos de Língua Portuguesa, não há quem não conheça Kussondulola. Eles falam de histórias de um país longínquo, histórias de “kotas“, de guerras civis, de Jah e de cannabis.
Janelo da Costa e o grupo estarão este fim de semana no Festival a Rebusca. Decorem: amanhã pelas 23.00 em Maceda de Trives. Lá poderão ouvir grandes temas como Perigosa, Tá-se bem, Amor é bué, Guerrilheiro…

Rabadabadabadabadá!

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