Ponte a Portu-Gal

Muito em breve, de 20 a 23 de abril, o município de Ponte Areias organizará uma semana cultural galego-portuguesa. O mês de abril é mesmo assim, já sabem, carregado de programação e atividades. Ponte Areias é um desses lugares sobre os quais ainda nunca tinha escrito neste blogue, então, sentir que o círculo é cada vez maior é sempre gratificante.

Ponte a Portu-Gal procura exibir as manifestações culturais comuns dos dois lados do Minho.

  • Na quinta, dia 20, Sala Multiusos do Auditório Municipal com a inauguração, às 20:30 h, da exposição fotográfica ‘Aos Olhos de Eduardo’ do fotógrafo Eduardo Teixeira Pinto.
  • Na sexta 21, às 21h (que fácil!) na mesma sala do auditório haverá a projeção do documentário Galegos em Lisboa de Xan Leira. Como eu gostaria de ver isto, ia curtir imenso!
  • No sábado 22, às 20h na sala do auditório temos mais um documentário, Mulheres da raia, de Diana Gonçalves, e a seguir haverá um colóquio com a realizadora.
    • às 22hh há um concerto de Galandum Galundaina (Miranda do Douro, Portugal) e Caxade (Galiza)
  • No domingo 23 temos o encerramento destas atividades. Para acabar à grande e à francesa às 18h30 sairão da Câmara Municipal as bandas Longos Vales (Portugal) e Agarimos da Terra e percorrerão as ruas do lugar até chegarem novamente ao auditório, onde serão recebidos por dois cantores do desafio: Augusto Canário e Luís Caruncho.

Alinhem! Abril sempre!

Cantos na Maré 2017

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Chega um dos eventos mais importantes do nosso calendário: o Cantos na Maré. Este ano a edição vai ser, por assim dizer, uma homenagem e um reencontro com a África lusófona, depois de em 2016 termos perdido um dos grandes vultos da nossa cultura: Narf.

Cada vez que no Lusopatia aparecia o tag “Guiné”, confessemos, era por causa dele. O Narf era desses músicos com alma que foi capaz de fazer-nos ver que lá no fundo no fundo…a origem de todas as coisas é o continente africano. E assim chegaram a este blogue nomes como o de Manecas Costa, por exemplo.

Este vai ser um festival em grande. Amanhã começam uma série de atividades complementares que irão decorrer entre Compostela e Ponte Vedra:

  • dia 12: conversa e cantos com Manecas Costa (Guiné Bissau) na Casa das Crechas em Compostela às 22h30 (5 euros)
  • dia 13: oficina musical para escolares sobre cantos tradicionais brasileiros com Kátya Teixeira (Brasil) no Paço da Cultura de Ponte Vedra às 11h.
  • dia 13 também: Colóquio: O semba, matriz cultural de Angola com Paulo Flores (Angola) na livraria Paz em Ponte Vedra às 20h.
  • dia 14: oficina de canto alentejano com Celina da Piedade (Portugal) no Gramola em Ponte Vedra às 13h.

Como já falei das atividades…não sei se hei de falar do cartaz do sábado. Acho que conseguem adivinhar quem vai estar.

Com efeito: Manecas Costa, Paulo Flores, Kátya Teixeira, Celina da Piedade, as nossas Guadi Galego e Uxia e o músico espanhol Santiago Auserón. Todas estas pessoas atuaram na Galiza e temos por cá no blogue notícias suas que cheguem, é por isso que não vos quero aborrecer e vou apenas colocar uma canção, se me permitirem, do Narf com o Manecas, porque acho que é quase um dever.

Onde quer que estiveres…alô irmão “Narife”

A música portuguesa a gostar dela própria

Amanhã às 20h chega a Vilar de Santos, à Arca da Noe,  A música portuguesa a gostar dela própria.

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Aquelas pessoas que me conhecem bem sabem que sou uma pessoa que aborrece a música tradicional mesmo. Mas “A música portuguesa a gostar dela própria” vai mais além da tradição. Antes de mais, temos que dizer que o nome é já uma intencionalidade expressa, o projeto nasce com o intuito de valorizar aquelas formas de património vivo: as cantigas, os romances, os desafios…Aí já não há gosto ou não gosto pela minha parte, aí há um trabalho de anos que é necessário reconhecer.

Desde 2011 o realizador Tiago Pereira tem recolhido estas manifestações populares por todo o país vizinho. Acabei mesmo de entrar na página do Facebook deles e li agora uma afirmação que me fez muito feliz, por uma coisa que vos explicarei mais logo: “é urgente documentar, gravar e reutilizar fragmentos da memória de um povo“. O projeto já ultrapassou fronteiras, hoje estão em Vilar de Santos a gravar, portanto, quando falamos de “um povo” falamos de “um povo” maior do que os seus limites administrativos. E quem quiser ver, que veja.

Adelina da Límia, maravilha.

Todo este acervo cultural é material para o programa “O povo que ainda canta” que o Tiago dirige na Antena 1.

Amanhã às 20h podem então com este realizador, que vai apresentar o projeto na nossa taberna preferida.

 

Desfazendo a raia

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A Gálix e a Ciranda à volta do português organizam hoje um evento sobre livro infantil e juvenil chamado Desfazendo a raia. O nome é já uma declaração de intenções, a Galiza e Portugal unem-se para criar uma ponte de livros, desfazer uma fronteira política.

O livro virado para o público mais miúdo vai ser visto de diferentes focagens: a crítica, a edição, a ilustração…o programa está a decorrer nestes momentos na Galeria Sargadelos de Compostela e haverá atividades até amanhã sábado. Querem saber quais são as inquietações a respeito disto na Galiza e em Portugal? este é o vosso evento.

Minho Reggae Splash 2016

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Chega a sétima edição do festival de música reggae mais conhecido no país: o Minho Reggae Splash.

Habitualmente, aparecem no cartaz várias bandas de países lusófonos e este ano a tradição não se rompe.

  • No dia 2 de setembro chegarão a Tominho no palco Dub Corner:

Junior Dread. Este brasileiro representa a nova geração da música reggae. Com músicas gravadas em português e inglês destaca-se e atravessa fronteiras.

Em 2011 lançou a música e o videoclipe “Não deixe de lutar”  com participação de Gustavo “Black Alien”, um dos artistas mais respeitados na cena do Rap no Brasil e aí a carreira do Junior Dread nunca parou de bombar.

Ouvi hoje a canção do Menino e gostei muito, na verdade. Tem aquele toque Natiruts.

Real Rockers. Real Rockers não é bem uma banda de reggae, Real Rockers é um movimento criado na cidade do Porto que foi criado com o intuito de dar valor e rotina à cultura Reggae Roots & Dub na invicta. Podemos definir o Real Rockers como uma união de músicos e produtores que promovem os ritmos da era dourada do rub-a-dub.

  • No sábado 3 de setembro, no palco das bandas:

Angatu. Angatu é uma banda brasileira formada por ex-integrantes da Cultivo. Estamos a falar de uma das mais novas bandas de reggae de Florianópolis.

Estes músicos lançaram em 2014 o seu primeiro CD, A vida que eu sempre quis, um disco todo com músicas originais e também participações vocais das jamaicanas Kim Pommell e Shareda S. Sharpe (Groundation) e dos gaúchos Pablo “See a Rasta” (Rutera), Leonardo “Frodo” Barbosa (Brilho da Lata), Fyah Rocha e Danilo Beccaccia.

Então, vamos lá?

 

 

Isto não é o Milhões de Festa

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Milhões de Festa é um dos festivais portugueses do verão. Como já vos disse vezes sem conta Barcelos não é só uma cidadezinha com artesanato e galos: fervem nas vielas e ruas dessa terra uma criatividade ímpar e como prova estão aí o carimbo discográfico Lovers&Lollypops . Este festival nasceu em 2006 e desde esse momento tem reforçado a sua posição de evento eclético, abordando a música sem limitações genéricas, estendendo-se desde a pop mais dançável ao metal mais extremo, sem deixar de parte linguagens vindas de África, da América Latina e da Ásia e, aliás, favorecendo os cruzamentos entre o que é diferente.

Fazer promoção na Galiza de um festival em Barcelos é um sintoma. Talvez a lusopatia seja mais contagiosa do que eu esperava. E digo isto porque no dia 2 de julho em Compostela no Bar Embora e no Cachán Clube poderemos ouvir uns teasers, um adianto do que vai ser o autêntico Milhões de Festa. Mas as boas notícias não acabam aí: portugueses vêm cá e galegos vão estar no cartaz deste Milhões 2016 (Vozzyow, Malandrómeda e Uppercut)

O que poderemos ver no Embora e no Cachán? “Isto não é o Milhões de Festa” reúne muita a coisa boa, sintonia entre galegos e portugueses. Vou falar do grupo português que vem mesmo tocar, porque já sabem que o blogue é mesmo para isso.

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Killimanjaro. São um grupo de heavy-rock de Barcelos. Segundo eles mesmos contam são como búfalos a galope, sem destino algum, apenas o de estremecer aqueles por quem passam. Só lhes interessa o palco, como a savana onde o búfalo se alimenta, para continuar a galopar.

 

Doze segredos da língua portuguesa

4e4b39f9f77afe41052d3effa2d61105Doze segredos da língua portuguesa é desses livros que mostram uma visão diferente da língua e das línguas. Por vezes sinto que ao ler um livro sobre história da língua o que estou a ler é uma teoria do Big Bang onde como por um truque de magia aparece lá como quem não quer nada o Camões. A história oficial parece dizer que a língua nasceu em Portugal e não há mais nada a dizer.

Marco Neves, autor do livro e do blogue Certas Palavras, oferece uma visão ampla e necessária para qualquer pessoa interessada neste tema. Para nós é ainda mais interessante porque Doze segredos da língua portuguesa é desses livros que nos inclui e isto, bem sabem, não acontece montes de vezes. Em palavras do escritor este é  «Um livro essencial para quem se preocupa com o português e, ao mesmo tempo, não quer ficar preso a mitos e ideias-feitas sobre a nossa língua.»

E como o assunto vai de desmistificar, não percam, por favor, a entrevista que foi feita pelo Valentim Fagim no PGL. Dessas entrevistas de deixar água na boca.

No dia 16, às 20h, na livraria Ciranda em Compostela.

 

O mundo persistente

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O “Projeto Nós” foi uma iniciativa criada em 2015 para unir o teatro galego e o português. Esta é a segunda produção conjunta entre a Galiza e Portugal.

Amanhã no Salón Teatro de Compostela será a estreia d’O mundo persistente, peça que reúne atores e atrizes da ESAD de Vigo, do Teatro Nacional Dona Maria II de Lisboa e do teatro de São João do Porto. Depois da estreia poderemos ver o espetáculo até o dia 5 de junho. Após essa data começa uma pequena digressão pelo Porto e Lisboa.

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O texto foi escrito por Fernando Epelde e a direção artística é de Tito Asorey.

A mensagem da obra parece ser um convite para vivermos a vida real e descolar os nossos dedos dos ecrãs dos telemóveis. O mundo é um mundo virtual onde nada parece ter fronteiras até que um dos jovens protagonistas adoece e recebe a visita da morte que o faz viajar de um modo dickensiano pelo mundo real, na companhia dos amigos.

 

Oficina de danças galego-portuguesas

No dia 29 de abril, dia internacional da dança, temos por aí uma atividade linda para fazer.pes de lan

Na Cidade da Cultura há oficina de danças galego-portuguesas com motivo do dia internacional da dança e também…da chegada da primavera. É isso aí! primavera é luz, alegria e dança.

Quem disse que começar uma coisa pelos pés era uma má ideia? que melhor para conhecer uma língua que achegar-se a uma cultura.

Para participarem da oficina devem fazer antes uma inscrição. Façam. Façam e dancem. Quem dança seus males espanta.

Ler contos com diferentes sabores da nossa língua II

Chega aí uma segunda edição do Ler contos com diferentes sabores da nossa língua. Lembram-se? no ano passado na biblioteca Ánxel Casal de Compostela houve uma iniciativa conjunta da AGAL e da própria biblioteca para achegar as literaturas lusófonas aos miúdos (e também aos graúdos). Felizmente, o evento conta com uma segunda edição que decorrerá amanhã às 18h30.2016_04_23_2ªedición_Ler-contos-com-diferentes-sabores-da-nossa-língua

As pessoas que vão pôr voz aos contos são:

  • Angola: Sara Vongula
  • Brasil: Márlio Barcelos
  • Galiza: Ángeles Goás
  • Portugal: João Ribeirete

Vão a esta atividade e sejam felizes como petizes!