Nexos: Arquitetura. O legado da Escola do Porto

 

Vitrúvio é, por assim dizer, o pai da arquitetura. No seu tratado De Architectura definiu os três conceitos em que se baseia esta arte: a beleza (Venustas), a construção (Firmitas) e a função (Utilitas). Ele foi um homem importante na história desta arte. Conhecem algum nome de arquiteto/a lusófono/a? imagino que agora andam a pensar em Siza Vieira ou Óscar Niemeyer. A notícia de hoje tem a ver com o primeiro.

Gostam, como eu, de andar a ver prédios e outras construções? estão de parabéns! Amanhã na Cidade da Cultura, no marco de atividades do Nexos, será tratado o tema do legado da Escola do Porto da mão de dois professores portugueses: Alexandre Alves Costa e Pedro Bandeira.

A chamada Escola do Porto marca o modo de fazer arquitetura em Portugal nas últimas décadas do século XX. É inegável o grande número de fãs que a cidade reúne, porque, pensem bem, na cidade invicta podemos ver amostras arquitetónicas desde o medievo até a contemporaneidade.
Távora, Álvaro Siza e Souto de Moura são as colunas que sustentam uma tendência hoje seguida por muitos aprendizes. É esta produção arquitetónica que normalmente está associada internacionalmente à imagem da “arquitetura portuguesa”.

Podem ver o programa nesta ligação. Inscrevam-se!

Isabela Figueiredo à conversa na EOI de Compostela


Isabela Figueiredo nasceu no ano 63 numa terra que na altura era chamada de Lourenço Marques. Depois da independência de Moçambique, deixou Maputo e rumou a Portugal.

Foi jornalista, é professora de português e bloggista de Novo Mundo, portanto, já tem pontos para eu gostar dela.
Desenvolve workshops de escrita criativa e participa em seminários e conferências sobre as suas principais áreas de interesse: estratégias de poder, de exclusão/inclusão, colonialismo dos territórios, géneros, corpo, culturas e espécies.
Hoje estará na sala 5 da EOI de Compostela às 18h30 e poderemos meter conversa com ela sobre o seu último livro, A gorda, e outros.

Festival Atlântica 2017

Amanhã começa o nosso encontro com a narração oral: o Festival Atlântica, um clássico na programação da cidade. Bem haja para este projeto, que já conta com cinco (cinco!) edições.

Abre o festival o contador Pablo Albo de Alicante, mas realmente a gala inaugural com todos os contadores e contadoras não é até depois de amanhã.

Será em 16 de março quando os contos em português comecem. Sofia Maul  (Madeira), Cláudia Fonseca (Brasil), Valter Peres (Açores), Vítor Fernandes (Trás-os-Montes) vão ser os representantes das vozes em língua portuguesa.

Então é assim, os contadores lusófonos não são novos…mas isto não quer ser uma crítica! Quem está de volta é porque vale a pena!

No programa há também uma atividade que…quem me dera a mim poder fazer!! Mas os tempos do capitalismo pedem que trabalhe e trabalhe e isto atrapalha muito a vida social. O Manuel Gago fará uma visita guiada pela cidade, contando a crónica negra dos últimos tempos. Um passeio pelos crimes de Compostela que pode apaziguar a sede de conhecimento do mais morboso/a. Será esta a cidade calminha que sempre achamos que era?

Haēma na Galiza

10688034_723341757747644_8417274482523208144_oE vamos às origens. Haēma é em latim Sangue. Também é o nome da dupla lisboeta formada por Susana Nunes e Diana Cangueiro.

Elas têm um som muito particular, fundamentado no Trip-hop, pop e jazz. Em palavras das integrantes da banda, Haēma é “o espaço que criamos para reinterpretações e redescobertas e para experiências sem barreiras numa busca sinestésica”.

Na verdade não encontrei muitas informações sobre elas na net. Mas é sempre bom encontrar novas artistas. Querem conhecê-las um bocado mais? Ouçam-nas na soundcloud.

Vão tocar hoje na Borriquita de Belém em Compostela (21h30) e amanhã em Tui (22h) no pub Betún.

Vamos deixar, como o sangue, o som fluir.

 

The Twist Connection

19975127_ooiph-750x422Amanhã chega à Gentalha do Pichel, em Compostela, a formação The Twist Connection de Coimbra.

Músicos de muitas outras bandas, habitués do garage, reuniram-se para tocarem juntos ritmos que tocam estilos tão diversos como o rock, o blues e o garage.

Stranded Downtown, o é o seu álbum de estreia, chega para mostrar com quanta eletricidade se faz o novo velho rock’n’roll. Bateria, baixo e guitarra parece uma receita simples, mas só os melhores fazem da simplicidade a sua bandeira.

Amanhã às 22h!

O Conto do Inverno

invernoEspero que o Natal tenha sido mesmo bom e que o Pai Natal vos trouxesse muitas roupas para vos agasalhar. Igual que o frio, porque hoje, meus e minhas, está um frio de rachar, a peça de teatro de William Shakespeare O conto do inverno chega a Compostela nesta semana.

A crítica tem classificado como comédia a obra, mas esta é uma dessas peças teatrais que podem confundir os espetadores quanto ao género porque há também inúmeras doses de drama. Qual é o enredo? a história acontece entre Boêmia e a Sicília e nos três primeiros atos Leontes, rei da Sicília, que suspeita que o seu amigo de infância, Camillo, e a sua esposa, Hermione, estão a ter um caso.

Esta peça foi inúmeras vezes encenada e adaptada, mas é sempre bom revisitar os clássicos e mais se estes são interpretados em português por atores e atrizes galegos e portugueses. Teatro Oficina e o CDG fazem uma boa parceria.

Teatro Oficina junta, no mesmo palco, um fantástico elenco de atores e os músicos Manuel Fúria e os Náufragos atuam também, ao vivo, durante a peça.

No Salón Teatro os dias 12, 14 (20h30) e 15 (às 18h)

Portugal ilustrado

14435045_10209974124407222_2540536238918515087_o Viver é como desenhar sem borracha, segundo diz o provérbio.

Infelizmente, não podemos ter todo o controlo das nossas próprias vidas, mas aquelas pessoas peritas na arte de desenhar podem dominar o destino do seu desenho.

Nos dias 11, 12 e 13 deste mês decorrerá na cidade a exposição Compostela Ilustrada. As mãos dos e das ilustradoras não precisam de borracha nenhuma. Vamos poder apreciar cada traço e cada cor.

Compostela Ilustrada trata-se de um encontro internacional  de cadernos de viagens. O programa é muito extenso e tem variedade de atividades: aulas magistrais, exposições, lançamentos, noites gastronómicas…e também há um espaço para a ilustração portuguesa.

No sábado, às 13h na Galeria Sargadelos há a apresentação da exposição Portugal Ilustrado e no mesmo dia às 19h30 também poderemos conhecer a ilustradora portuguesa Ana Luísa Frazão.

A Ana Luísa é Mestre em Design e Cultura Visual pelo IADE Creative University. Tem participado em cursos, workshops, encontros e exposições em Portugal, Espanha e Marrocos sobre DG. Podem acompanhar a carreira dela no seu site.

Desenhar é uma das minhas paixões frustradas. Esse sonho metido numa gaveta…Agora voltei a pintar e posso dizer que é até curativo. No domingo há uma aula magistral com esta desenhista e acho que quem lá for poderá aprender muita coisa. Será de 15h45 a 16h45 no auditório do CGAC.

Querem ver como autores e autoras portugueses retratam Portugal? não percam estas atividades…

Ana Moura em digressão

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Compostela não descansa e hoje teremos o concerto da fadista de Coruche, Ana Moura. Para aquelas pessoas que ainda não arranjaram bilhetes…há também oportunidade de vê-la em Vigo no Auditório do Mar no dia 25 deste mês.

Pronto, já sabem que eu não sou grande apreciadora de fados e talvez por isso Deolinda, António Zambujo e Ana Moura sejam os exemplos de fados que eu mais gosto, porque são vozes novas que dão uma nova linguagem ao género musical português.indice

Ana Moura é dessas artista é que conheceu a vocação de uma maneira muito precoce. Os pais já cantavam e portanto ela sempre teve um convívio muito natural com a música. Em écopas liceais esteve em várias bandas de covers e até cantou rock, mas a boca da fadista resolveu terminar por cantar fado, porque é assim, as bocas fogem para a verdade.

Desfado, o seu último disco, é quase uma declaração de intenções. Um disco integramente composto por temas originais que a levou a cantar em grandes palcos por todo o mundo.

O single do mesmo nome, Desfado, é uma ferida ainda aberta para mim. Numa das viradas da minha vida, alguém que nunca mais vi despediu-se de mim com esta canção. A letra tem, a meu parecer, a beleza do gume de uma navalha.

Hoje não tenho saudades. As coisas acontecem e sempre são para melhor.

Hoje em Compostela, no Auditório da Galiza às 21h e…depois em Vigo!