A felicidade através de onze músicas

Começo com uma declaração. Esclareço que é uma opinião minha, aviso. Acho que a felicidade não é um sentimento muito galego-português, a nossa praia é sermos saudosos e é por isso que somos conhecidos no mundo fora. Contudo, neste mês tenho recebido notícias muito boas. Alegrias de pessoas amigas que senti quase como êxitos meus e até um regresso ao trabalho que assumo com muito otimismo.

Hoje é 1 de setembro, o primeiro dia do ano para muitas pessoas que, como eu, se dedicam à docência. Há quem ache que este é um dia difícil, porque contém muitos desafios. Para afugentar essa má onda, lá vão umas músicas que de uma maneira ou outra falam da felicidade.

Podem ver os vídeos um por um ou simplesmente ouvirem a seleção no botão do Spotify. Cá em baixo explico cada canção.

  • Hélder, O Rei do Kuduro: Felicidade. O pioneiro do kuduro em Portugal tem esta música contagiante. Já vos disse muitas vezes que o kuduro não foi inventado por Dom Omar, é um ritmo tipicamente angolano, que hoje ultrapassou fronteiras. A felicidade é dançar esta música e aprender algumas palavras como maka.
  • Seu Jorge: Felicidade. Coloquei a versão com o Alexandre Pires, porque gostei mais do vídeo. O Seu Jorge tem no seu disco Músicas para churrasco, vol I e II, esta letra tão linda sobre este sentimento, definido em pequenas porções e momentos de alegria. Ainda não sei bem como o Seu Jorge não é um deus na Galiza tendo um disco que se chama Músicas para churrasco. Preciso explicações.
  • Tom Jobim, Vinícius, Toquinho e Miúcha: A Felicidade. Esta canção do Tom Jobim e o Vinícius de Moraes foi interpretada por inúmeros artistas ao longo da história da música. Tristeza não tem fim, felicidade sim é a descrição melhor feita da nossa maneira de estar no mundo.
  • Natiruts: Quero ser feliz também. O reggae brasileiro tem nos Natiruts uma boa representação. Se o reggae é a música da felicidade, esta letra não fica atrás. Toda a gente quer navegar nas águas desse mar.
  • Ceumar: Feliz e triste. Penso que é uma das letras que melhor definem o carácter galego-português. Uma felicidade que não é completa, a felicidade das coisas pequenas, a felicidade com a tristeza também presente.
  • MTM: Só sei ser feliz assim. MTM significa Marco, Tóny e Música. Isto já prometia coisas. Só sei ser feliz assim foi a canção de Portugal em 2001 na Eurovisão. Obtiveram um posto 17, não foi um resultado muito feliz, mas eu gostava da música.
  • Marisa Monte: Feliz, alegre e forte. Este é um canto ao verdadeiramente importante. Na voz da Marisa Monte tudo soa bem positivo e calminho.
  • Rony Fuego. Bem disposto. É dessas canções que há que ouvir logo que acordamos de manhã. Recarrega energias e ajuda a encarar o dia com outra disposição. Enfim, sorriso no rosto sempre que aparecer no meu Spotify.
  • Aleh Ferreira: Sou do bem. Tive o meu primeiro contacto com esta canção através de um CD da minha adorada coleção de music world Putumayo. E lembro-me de estar a reproduzi-la sempre em modo repeat, porque me dava muita felicidade ouvi-la.
  • Inês de Vasconcellos: Estou bem. Foi a descoberta deste ano para mim. Que música tão contagiante e que vídeo tão cuidado. Talvez isto me reconcilie com o fado. A letra fala de estar sozinha e ser feliz, uma mensagem que devíamos espalhar mais.
  • Ferrugem: Eu sou feliz assim. Um classicão desses de amor, onde alguém não sabe viver sem a pessoa amada cuja companhia identifica com a felicidade. Não é uma baladona, ainda se pode dançar.

Espero que gostem desta seleção. E se tiverem alguma música mágica dessas de atrair felicidade, digam!

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Lusofesta na TVG

Marquem nas vossas agendas: hoje temos #Lusofesta no canal de Twitch da TVG. Chegou um momento histórico, a TVG e a RTP de mãos dadas a retransmitirem o Festival da Canção 2022. A boa sintonia de galegos e portugueses aquando o Benidorm Fest deu os seus frutos e agora temos esta oportunidade que tanto pedíamos. Oxalá tenhamos num futuro ainda mais colaborações para a Paz Andrade ser uma realidade.

Esta noite temos só o começo, a primeira meia-final às 21h445. No dia 7 temos a outra meia-final e no dia 12 a maior gala de sempre, onde poderemos saber quem é que vai representar Portugal em Turim no Festival de Eurovisão. Este último evento poderemos segui-lo também no canal G2. Acompanharão estas galas Esther Estévez e Rodrigo Paganelli, caras conhecidas do DígochoEu e ApuntamentoLusófono, e também Manu Mahía e Ricardo Saavedra, dois jornalistas fãs de Eurovisão e especialistas portanto neste tema.

Nesta primeira fase vão concorrer:

  • Maro – Saudade, saudade (Maro)
  • Norton – Hope (Norton)
  • The Mister Driver – CaliSun (The Mister Driver)
  • Os Quatro E Meia – Amanhã (Tiago Nogueira)
  • Valas & Os Astronautas – Odisseia (Valas)
  • Aurea – Why? (Aurea)
  • Fado Bicha – Povo pequenino (Fado Bicha)
  • FF – Bom esperar alguém (FF)
  • Diana Castro – Ginger Ale (Joana Espadinha)
  • Kumpanhia Algazarra – A minha praia (Kumpanhia Algazarra)

O Lusopatia vai torcer por: Saudade, Saudade; Povo Pequenino e Amanhã. Estamos a ver que entre estas linhas há velhos conhecidos deste blogue, seja por terem vindo à Galiza em digressões ou por terem participado no Aritmar nas suas diversas edições.

Fado Bicha ainda não veio à Galiza, mas fizeram a música para a campanha da Joacine Katar Moreira (Livre).

Na segunda fase teremos:

  • Jonas – Pontas soltas (Fábia Rebordão)
  • Inês Homem de Melo – Fome de viagem (Pedro Marques)
  • Pepperoni Passion – Código 30 (Pepperoni Passion)
  • Vampiro Submarino – Ao lado de mim (PZ)
  • Os Azeitonas – Solta a voz e canta (Os Azeitonas)
  • Syro – Ainda nos temos (Syro)
  • Milhanas – Corpo de mulher (Agir)
  • Blacci – Mar no fim (Blacci)
  • Cubita – Uma mensagem tua (Cubita)
  • Pongo & Tristany – Dégrá.dê (DJ Marfox)

Neste evento temos os que, a meu ver, devem ser os ganhadores e representantes de Portugal: Pongo & Tristany. Uma canção que para mim representa o Portugal atual.

Há uma playlist do Spotify onde podem acompanhar todas as músicas. Vou deixá-la cá.

Maré ’21

O mar está para peixe e depois de algumas mudanças e novos rumos este ano temos o Maré ’21 em Compostela.

Os adeptos mais lusopatas estavam habituados a uma localização em Ponte Vedra e a que o Cantos na Maré fosse mesmo um festival dedicado quase em exclusiva à lusofonia. Com estes reajustes o evento dura mais tempo e transita por vários espaços da cidade. De quinta a domingo veremos novas e vanguardistas propostas, estilos talvez mais arriscados, uma presença feminina maior e uma seleção musical se calhar destinada a um público mais jovem. Temos na agenda cerca de 30 concertos, que concentram a cultura duns 10 países. Contudo, a conexão lusófona parece um bocado mais fraca no cartaz. Mas não fiquem aflitos, porque o elenco de artistas com nh continua a ser amplo.

Assim sendo, esta que escreve examinou o cartaz e fez a já costumeira seleção lusopata, lá vamos!:

  • Quinta 23
    • Luiz Caracol, 20h, Teatro Principal. O cantor de Elvas já se deu a conhecer entre as linhas deste blogue por ter ido a Vilar de Santos (Obrigada, Noemi). Recentemente tem editado o álbum Só.tão, um trabalho que tem um título-trocadilho graças ao qual podemos intuir muito do seu conteúdo e intenção.
  • Sexta 24
    • Mira é Marta Miranda, 20h, Teatro Principal. A cantora Marta Miranda, voz de Oquestrada, vem à Galiza com este novo projeto em solitário.
    • Jéssica Caitano e Luana Flores, 20h30, Bonaval. Esta pode ser sim uma mudança radical de rumo para a filosofia deste festival. A Jéssica é uma artista multifacetada: cantora, compositora, rapper, percussionista, poeta e ativista LGBT+. Por sua vez, a Luana Flores é beatmaker, dj, percussionista, intérprete e compositora. Na sua linguagem criativa aparecem temas como a sexualidade, o território e o género. Esta dupla promete vir e partir a loiça.
    • Bia Ferreira, 22h30, Bonaval. A artista multi-instrumentista de Minas Gerais define a sua atividade musical criativa como MMP: Música de Mulher Preta. Não há uma apresentação melhor. Bia Ferreira é conhecida no Brasil não só pelo seu grande talento na música, mas também pelo seu compromisso com a luta antirracista e o movimento LGBT+
  • Sábado 25
    • Timbila Muzimba,19h, Praça da Quintana. Os Timbila Muzimba são um tag frequente no nosso blogue. Esta orquestra de timbilas é uma das conexões com o nosso caro Narf e também aposto que a palavra de ordem desta edição, warethwa!, tem muito a ver com eles. Warethwa é o título de um dos seus trabalhos de 2008 e também significa Avante! numa das línguas nacionais de Moçambique.
    • Maria Alice e Jon Luz, 19h, Bonaval. Aqui temos dois referentes da morna, dois pesos pesados de Cabo Verde. E se eu vos disser: Tejo Bar, penso que já vos estou a dar uma pista muito grande. O Jon Luz é a cara visível deste bar mítico da noite lisboeta. O Tejo Bar é um tesouro e já era um tesouro antes de a Madonna ir.
    • Japa System, 20h, Bonaval. Antônio Dimas Vieira Aires Júnior, é um percussionista que fez parte de Terra Samba ou Timbalada. Criado entre São Paulo e a Bahia é músico desde muito cedo. Com o grupo cultural brasileiro Bahia Brasil andou em digressão pelo Japão durante um ano e aí é que nasceu o seu nome artístico. O Antônio Dimas tem dois grammy latinos e no seu currículo está ter subido a palco em festivais internacionais como Lollapalooza ou Rock in Rio.
  • Domingo 26
    • Maré comemora no Parque de Bonaval o Dia Europeu das Línguas a partir das 12h com várias atividades.
    • Às 17h voltam ao cenário Maria Alice e Jon Luz
    • Como encerramento haverá uma gala sobre as viagens de Narf: cantores darão vida ao seu projeto artístico, aquele que unia a Galiza (Zigala, na sua língua imaginária) com Moçambique (Zemambiquo, ídem)

Deixo cá acima esta lista de reprodução do Spotify com as músicas do evento para tomarem contacto, ficarem a saber, curtirem…

Também poderão aceder a conteúdos extras em Rádio Pessoas, um projeto de que falaremos mais à frente, porque bem merece uma menção.

Este é um oceano de experiências, Warethwa!

Tiago Fragateiro em Tui

A música eletrónica é ainda uma área inexplorada no nosso blogue. Falamos pouco em djs.

Pode a techno ser lusopata? pode. A Lusopatia tem poucos limites e o Tiago Fragateiro chega do Porto para demonstrá-lo.

Segundo a alineaa.net ele está na cena musical há mais de 20 anos, primeiro como programador cultural nos melhores clubs do Porto e depois como dj.

Privou com DJ Yellow em Mindz Kontrol Ultra e isto permitiu-lhe encontrar logo a sua própria linguagem musical.

Os EPs que editou em nome próprio na Composite acabaram por servir de montra e atrair as atenções de labels conceituadas tendo já editado pela Ovum Recordings, Freerange Records, Plastic City e Compost Records.

Deixo-vos este showcase de exemplo. Quem me dera agora estar no BPM Festival em Portimão…ai!

Então, se quiserem imaginar que estão ao calor na praia, podem ir amanhã (dia 4) à discoteca Metropol em Tui. Mas não se esqueçam de comprarem antes as entradas!

César Lacerda na Galiza

César Lacerda é um cantor, compositor e músico mineiro. O mês de novembro inicia para nós com uma pequena digressão de concertos deste artista, como podem ver na imagem. Vigo, Vilar de Santos, Ourense, Lugo e Compostela são as terras escolhidas para acolher os seus concertos.

O brasileiro tem quatro trabalhos publicados: Porquê da voz; Paralelos & Infinitos; O meu nome é qualquer um e Tudo tudo tudo tudo.

A carreira de Lacerda vem certificada por dois fatores. O primeiro é como ele se apresentou noutros países. Já tocou em espaços muito conceituados como a Casa da Música em Portugal, o Bahnhof Ehrenfeld Club na Alemanha, o TramJazz na Itália, e o Festival Romerias de Mayo em Cuba.

O segundo argumento para acreditar no seu talento são as suas parcerias com o Paulinho Moska ou Gal Costa.

Contudo, o argumento principal e de mais valor, longe de apoiar-nos no que ele tem feito fora ou com quem ele tem trabalhado, é a sua própria música. Confiram:

Ele canta Me adora e temos mesmo que adorar…

Mato Seco em Bueu

Esta é uma boa notícia para todas aquelas pessoas que gostarem do reggae. A banda brasileira Mato Seco chega amanhã a Bueu ao Aturuxo no marco dos concertos que vêm preparar o caminho para o Minhoreggae.

A história destes brasileiros não é fácil assim de acompanhar nas redes. Ao que pude saber, com duas décadas de carreira musical e três trabalhos de estúdio, os Mato Seco são uma das bandas mais reconhecidas dentro deste estilo musical no Brasil. As suas canções Brilho Oculto, Tudo nos é dado, Pedras Pesadas, Resistência ou Caminho da Luz são autênticos hinos para todas as pessoas de filosofia rastafari. Estou feliz por ter sabido isto, porque amo reggae e sempre é bom alargar a lista de nomes. Natiruts, Chimarruts, O Rappa ou Cidade Negra estão há anos no meu Spotify. Está na hora de incluir os Mato Seco então.

Como é que foram os seus inícios? Sete amigos da infância de São Caetano do Sul juntaram-se em 2002 para criar música de resistência. O assunto era difícil porque nenhum deles sabia tocar, mas depois de muito esforço e aulas com profissionais eis o resultado.

Segundo li, o nome vem da sua filosofia de vida. Entendem que tudo faz parte de um ciclo. Um mato pode ser verde, ter vida e depois secar, para servir de adubo a outras plantinhas. Isto pode ser visto como um símbolo de resistência e assim é como eles querem que vejamos a cena. E falando em resistência…

O Mato é Seco, mas não morto. Jah Bless!

Sempre Zeca na Ilha

O festival O mar numa flor não é sol de pouca dura, devagar devagarinho sagrou-se como um dos eventos lusopatas do verão na Ilha de Arouça.

Neste ano o espaço na programação para conteúdos lusófonos é bem maior dado que amanhã há uma homenagem ao Zeca com vários artistas da nossa comunidade linguística. Então, se derem um saltinho até ao Auditório às 21h, poderão lá ver o António Zambujo, Uxia, Carlos Blanco, Budiño, Couple Coffee, Sérgio Tannus, Quiné e João Gentil.

Como grande parte dos nomes em negrito são já habituais entre as nossas linhas, vou hoje apresentar o Quiné e o João Gentil porque estreio tag para eles.

Joaquim Manuel Ferreira Teles aka Quiné é um baterista e percussionista português. Talvez com o dado de ele ter feito parte de Brigada Víctor Jara o conheçam melhor. Tem colaborado numa data de projetos musicais que o levaram a conhecer muitos países e a atingir fama internacional. Atualmente dirige o projeto eletroacústico Da Côr da Madeira.

O João Gentil é de Cantanhede, mas muito cedo emigrou com os pais à Suiça, onde logo se sentiu magnetizado pelo poder da música. Lá em Lausanne integrou a ORCADE e no seu regresso a Portugal, com 11 anos, frequentou o Conservatório de Música e andou em ranchos folclóricos. Terminou por ser professor de acordeão e a sua carreira hoje tem um percurso internacional.

Ele identifica-se como acordeonista e músico, mas não se considera um virtuoso ou um homem de concursos e grandes exibições. Pode-se dizer que vive a música como lhe vai na alma.

Amanhã, vozes de cá e de lá para homenagear o nosso Zeca. Não percam!

Chico César em Compostela

Conheci o som do Chico César nos anos da faculdade. Na altura, colecionava uns cds do Putumayo, uma seleção de músicas e ritmos worldmusic que me fazia descobrir novas culturas. Lembro-me perfeitamente, a minha primeira aquisição da coleção foi um disco que se chamava Brasileiro e foi comprado com dois objetivos claros: treinar português e conhecer novos artistas. Cheguei a casa, tirei o plástico protetor com emoção, li cada página do livrinho, coloquei o cd na aparelhagem (eram aqueles rituais)…e lá estava ele, Chico César, com o seu Mama África.

O consumo musical na década de ’00 era muito diferente e mais para alguém como eu, que fui das últimas pessoas do grupo em ter net em casa. Ainda me lembro de ir a um “Cyber” (uffffa, estas confissões fazem-me muito muito muito velha) para poder responder emails e ainda, se restasse tempo, ver algum vídeo musical.

U dia num cyber qualquer com computadores e Windows 97, todas aquelas cores da capa do Brasileiro pintadas pela Nicola Heindl tiveram um novo sentido. Fiquei de boca aberta quando vi o Mama África.

Chegariam depois novas oportunidades para definitivamente amar o Chico César, ainda que o meu foi um amor À primeira vista.

Graças a iniciativas como o Sons da Diversidade ou Cantos na Maré pude ver o cantor da Paraíba ao vivo e contagiar-me de toda essa energia que ele tem para dar.

No domingo, ainda no marco do programa das festas de Compostela, poderemos ver o seu show na Praça da Quintana às 22h. A não perder!

Luísa Sobral em Ponte Vedra

O que veio antes: o ovo ou a galinha? Este dilema de causalidade é bem difícil de resolver, mas tenho um bem diferente para vocês: o que foi antes: a Luísa ou o Salvador Sobral? Quem estiver um bocado por dentro da música e rádios portuguesas é que sabe que a Luísa foi a primeira dos Sobral a destacar na canção portuguesa. Num primeiro momento, o Salvador era conhecido como “o irmão de” e talvez hoje pensemos na Luísa como a “irmã de”. Felizmente, não há entre eles qualquer rivalidade, funcionam como uma máquina bem lubrificada e são um binómio criativo.

Já falámos da Luísa alguma vez a propósito do Ari(t)mar ou também naquele post sobre canções de Natal, mas, sinceramente, esses artigos não lhe fazem jus. Ela precisa de um texto a sério e, até que enfim, chegou a ocasião perfeita: a Luísa Sobral subirá a palco no dia 13 deste mês em Ponte Vedra no marco do CICLO VOICES.

Antes de mais quatro coisas:

a) É necessário esclarecermos logo no início que a Luísa é a compositora de Amar pelos dois. Ponto para a Luísa.

b) Tem um vídeo com final inesperado para um namorado espanhol que acho uma genialidade. Dois pontos para a Luísa.

c) Faz também covers com músicas da Britney Spears. Britney!!! Não digo mais nada. Três pontos.

d) toca guitalelé e neste vídeo tem uma camisola igual à minha. Igual. Só me aconteceu isto uma vez na vida. Pronto, no vídeo dos Dealema também sai o meu edredão.

Guitalelé é uma coisa superfofa. Pontaço!

A cantora lisboeta começa o seu percurso musical em 2003, sendo ainda adolescente, quando sai às luzes da ribalta por ter participado no programa Ídolos. Depois de ter ficado em 3º lugar, resolveu partir para a Berklee e estudar lá.

Tempo depois, em 2011, viria o seu primeiro álbum: The cherry on my cake. Graças a ele, foi convidada a participar no Jools Holland. Não demoraram em chegar novos sucessos e trabalhos.

Também criou um cd de canções infantis: Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa, que conta com um visual e produção espetacular. A canção O meu cão foi a banda sonora de muitos voos da Iberia, talvez conheçam se viajarem muito de avião. A partir desse trabalho e da sua experiência como mãe começa a incluir cada vez mais temas em português nos seus álbuns. De facto, o seu último disco, Rosa, é monolingue.

Não percam a oportunidade de conhecer um novo referente da música portuguesa.