César Lacerda na Galiza

César Lacerda é um cantor, compositor e músico mineiro. O mês de novembro inicia para nós com uma pequena digressão de concertos deste artista, como podem ver na imagem. Vigo, Vilar de Santos, Ourense, Lugo e Compostela são as terras escolhidas para acolher os seus concertos.

O brasileiro tem quatro trabalhos publicados: Porquê da voz; Paralelos & Infinitos; O meu nome é qualquer um e Tudo tudo tudo tudo.

A carreira de Lacerda vem certificada por dois fatores. O primeiro é como ele se apresentou noutros países. Já tocou em espaços muito conceituados como a Casa da Música em Portugal, o Bahnhof Ehrenfeld Club na Alemanha, o TramJazz na Itália, e o Festival Romerias de Mayo em Cuba.

O segundo argumento para acreditar no seu talento são as suas parcerias com o Paulinho Moska ou Gal Costa.

Contudo, o argumento principal e de mais valor, longe de apoiar-nos no que ele tem feito fora ou com quem ele tem trabalhado, é a sua própria música. Confiram:

Ele canta Me adora e temos mesmo que adorar…

Mato Seco em Bueu

Esta é uma boa notícia para todas aquelas pessoas que gostarem do reggae. A banda brasileira Mato Seco chega amanhã a Bueu ao Aturuxo no marco dos concertos que vêm preparar o caminho para o Minhoreggae.

A história destes brasileiros não é fácil assim de acompanhar nas redes. Ao que pude saber, com duas décadas de carreira musical e três trabalhos de estúdio, os Mato Seco são uma das bandas mais reconhecidas dentro deste estilo musical no Brasil. As suas canções Brilho Oculto, Tudo nos é dado, Pedras Pesadas, Resistência ou Caminho da Luz são autênticos hinos para todas as pessoas de filosofia rastafari. Estou feliz por ter sabido isto, porque amo reggae e sempre é bom alargar a lista de nomes. Natiruts, Chimarruts, O Rappa ou Cidade Negra estão há anos no meu Spotify. Está na hora de incluir os Mato Seco então.

Como é que foram os seus inícios? Sete amigos da infância de São Caetano do Sul juntaram-se em 2002 para criar música de resistência. O assunto era difícil porque nenhum deles sabia tocar, mas depois de muito esforço e aulas com profissionais eis o resultado.

Segundo li, o nome vem da sua filosofia de vida. Entendem que tudo faz parte de um ciclo. Um mato pode ser verde, ter vida e depois secar, para servir de adubo a outras plantinhas. Isto pode ser visto como um símbolo de resistência e assim é como eles querem que vejamos a cena. E falando em resistência…

O Mato é Seco, mas não morto. Jah Bless!

Sempre Zeca na Ilha

O festival O mar numa flor não é sol de pouca dura, devagar devagarinho sagrou-se como um dos eventos lusopatas do verão na Ilha de Arouça.

Neste ano o espaço na programação para conteúdos lusófonos é bem maior dado que amanhã há uma homenagem ao Zeca com vários artistas da nossa comunidade linguística. Então, se derem um saltinho até ao Auditório às 21h, poderão lá ver o António Zambujo, Uxia, Carlos Blanco, Budiño, Couple Coffee, Sérgio Tannus, Quiné e João Gentil.

Como grande parte dos nomes em negrito são já habituais entre as nossas linhas, vou hoje apresentar o Quiné e o João Gentil porque estreio tag para eles.

Joaquim Manuel Ferreira Teles aka Quiné é um baterista e percussionista português. Talvez com o dado de ele ter feito parte de Brigada Víctor Jara o conheçam melhor. Tem colaborado numa data de projetos musicais que o levaram a conhecer muitos países e a atingir fama internacional. Atualmente dirige o projeto eletroacústico Da Côr da Madeira.

O João Gentil é de Cantanhede, mas muito cedo emigrou com os pais à Suiça, onde logo se sentiu magnetizado pelo poder da música. Lá em Lausanne integrou a ORCADE e no seu regresso a Portugal, com 11 anos, frequentou o Conservatório de Música e andou em ranchos folclóricos. Terminou por ser professor de acordeão e a sua carreira hoje tem um percurso internacional.

Ele identifica-se como acordeonista e músico, mas não se considera um virtuoso ou um homem de concursos e grandes exibições. Pode-se dizer que vive a música como lhe vai na alma.

Amanhã, vozes de cá e de lá para homenagear o nosso Zeca. Não percam!

Chico César em Compostela

Conheci o som do Chico César nos anos da faculdade. Na altura, colecionava uns cds do Putumayo, uma seleção de músicas e ritmos worldmusic que me fazia descobrir novas culturas. Lembro-me perfeitamente, a minha primeira aquisição da coleção foi um disco que se chamava Brasileiro e foi comprado com dois objetivos claros: treinar português e conhecer novos artistas. Cheguei a casa, tirei o plástico protetor com emoção, li cada página do livrinho, coloquei o cd na aparelhagem (eram aqueles rituais)…e lá estava ele, Chico César, com o seu Mama África.

O consumo musical na década de ’00 era muito diferente e mais para alguém como eu, que fui das últimas pessoas do grupo em ter net em casa. Ainda me lembro de ir a um “Cyber” (uffffa, estas confissões fazem-me muito muito muito velha) para poder responder emails e ainda, se restasse tempo, ver algum vídeo musical.

U dia num cyber qualquer com computadores e Windows 97, todas aquelas cores da capa do Brasileiro pintadas pela Nicola Heindl tiveram um novo sentido. Fiquei de boca aberta quando vi o Mama África.

Chegariam depois novas oportunidades para definitivamente amar o Chico César, ainda que o meu foi um amor À primeira vista.

Graças a iniciativas como o Sons da Diversidade ou Cantos na Maré pude ver o cantor da Paraíba ao vivo e contagiar-me de toda essa energia que ele tem para dar.

No domingo, ainda no marco do programa das festas de Compostela, poderemos ver o seu show na Praça da Quintana às 22h. A não perder!

Luísa Sobral em Ponte Vedra

O que veio antes: o ovo ou a galinha? Este dilema de causalidade é bem difícil de resolver, mas tenho um bem diferente para vocês: o que foi antes: a Luísa ou o Salvador Sobral? Quem estiver um bocado por dentro da música e rádios portuguesas é que sabe que a Luísa foi a primeira dos Sobral a destacar na canção portuguesa. Num primeiro momento, o Salvador era conhecido como “o irmão de” e talvez hoje pensemos na Luísa como a “irmã de”. Felizmente, não há entre eles qualquer rivalidade, funcionam como uma máquina bem lubrificada e são um binómio criativo.

Já falámos da Luísa alguma vez a propósito do Ari(t)mar ou também naquele post sobre canções de Natal, mas, sinceramente, esses artigos não lhe fazem jus. Ela precisa de um texto a sério e, até que enfim, chegou a ocasião perfeita: a Luísa Sobral subirá a palco no dia 13 deste mês em Ponte Vedra no marco do CICLO VOICES.

Antes de mais quatro coisas:

a) É necessário esclarecermos logo no início que a Luísa é a compositora de Amar pelos dois. Ponto para a Luísa.

b) Tem um vídeo com final inesperado para um namorado espanhol que acho uma genialidade. Dois pontos para a Luísa.

c) Faz também covers com músicas da Britney Spears. Britney!!! Não digo mais nada. Três pontos.

d) toca guitalelé e neste vídeo tem uma camisola igual à minha. Igual. Só me aconteceu isto uma vez na vida. Pronto, no vídeo dos Dealema também sai o meu edredão.

Guitalelé é uma coisa superfofa. Pontaço!

A cantora lisboeta começa o seu percurso musical em 2003, sendo ainda adolescente, quando sai às luzes da ribalta por ter participado no programa Ídolos. Depois de ter ficado em 3º lugar, resolveu partir para a Berklee e estudar lá.

Tempo depois, em 2011, viria o seu primeiro álbum: The cherry on my cake. Graças a ele, foi convidada a participar no Jools Holland. Não demoraram em chegar novos sucessos e trabalhos.

Também criou um cd de canções infantis: Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa, que conta com um visual e produção espetacular. A canção O meu cão foi a banda sonora de muitos voos da Iberia, talvez conheçam se viajarem muito de avião. A partir desse trabalho e da sua experiência como mãe começa a incluir cada vez mais temas em português nos seus álbuns. De facto, o seu último disco, Rosa, é monolingue.

Não percam a oportunidade de conhecer um novo referente da música portuguesa.

As músicas do aRi(t)mar

Temos uma nova edição do certame aRi(t)mar por descobrir. Há uns dias foram anunciadas as primeiras melhores músicas de 2018, sobre estas o público terá de fazer uma seleção.

Podem ouvir todas as canções, ver os vídeos e votar nesta ligação. Ouçam!!! Têm até 20 de março para votarem e vão entrar no sorteio de livros. Escolham sabiamente, que isto é quase como Eurovisão.

Se quiserem mesmo levar as canções consigo podem fazer se tiverem a app do Spotify no telemóvel. O Uxio Outeiro criou esta lista e acho muito prático.

Vou falar-vos da seleção de músicas portuguesas. Quanto à seleção de estilos, vão ver que domina a pop. Sinto falta doutras opções artísticas (kizomba, kuduro…), mas acho que este conjunto de canções é um bocado mais representativo da música atual portuguesa, mais representativo do que outros anos.

É assim: se quiserem saber da minha opinião, continuem a ler. Se acharem que a minha opinião é uma bela merda, querem ser objetivos e não estarem condicionados por mim…façam stop.

  • António Zambujo, Sem palavras. A canção tem aquela coisa clássica do amor. Para mim não é das melhores do festival, nem das melhores do autor.
    Mas por cada mulher/ Que é só feita de amar/ E nasceu numa flor/ No jardim que tu lavras/ Há um homem qualquer/ Qua aprendeu a falar/ E morrendo de amor/ Acabou sem palavra ” Por outro lado, o António Zambujo já conhece a Galiza, visitou Compostela várias vezes e se um dos atrativos da gala é vermos os premiados ao vivo…
  • Carolina Deslandes, Avião de papel. Esta é daquelas canções que passam a toda hora na Rádio Comercial. Carolina Deslandes e Rui Veloso interpretam a duo esta música que também fala de amor. É uma canção sentimental, mas não acho enfastiante.
    Fiz-te um avião de papel/ Daqueles das cartas de amor/ Pra voarmos nele quando o mundo é cruel/ E não há espaço que chegue pra dor
  • D.A.M.A, Nasty. Eu adoro este vídeo e não consigo não dançar quando passam isto na rádio. D.A.M.A é a sigla de “deixa-me aclarar-te a mente, amigo”. Realmente a canção tem uma letra fácil, dessas de ritmo contagiante. Podemos dizer que é das músicas mais eurovisivas (em todos os sentidos possíveis) do certame.
    Qual é a tua conversa, eu sei que tu vens mudar-me a cabeça/ Para me pôr nas nuvens/ Mas é preciso que eu deixe, mas é preciso que eu deixe
  • Luísa Sobral, O melhor presente. A fama é uma coisa engraçada. Luísa Sobral era uma estrela famosa em Portugal, o seu irmão, Salvador, era conhecido por ser o irmão da Luísa e agora as coisas mudaram. A compositora de Amar pelos dois criou desta vez uma canção para explicar ao filho mais velho a chegada de um novo irmão. A Luísa sempre sabe dar no coração das pessoas: E no meu colo sempre haverá espaço pra dois/ que o colo de uma mãe aumenta quando chega alguém/ por mais que ainda não entendas posso prometer/ que este é o melhor presente que irás receber
  • Márcia, Tempestade. Transborda otimismo esta música. Dançar, deixar-se estar, voar. Eu tinha a Márcia como uma artista de um único registo e, é claro, estava completamente enganada. Esta é uma das minhas apostas. Dança o teu azar/ Enterra-o por aí/ Vem passar por dentro/ Da tempestade/ Lança-te a voar/ Nada como abrir/ As asas ao vento/ E aprender a cair
  • Mariza, Quem me dera. Também muito ouvida nas rádios portuguesas. A Mariza é a dama da canção portuguesa. Esta pode ser a canção, se quiserem, mais “de raiz”. Contudo, penso que se parte do espetáculo é trazer o artista para cantar…a Mariza já nos visitou inúmeras vezes também. É como o caso do António Zambujo.

Esta é também uma canção de amor: “Quem me dera/ Abraçar-te no outono, verão e primavera/ Quiçá viver além uma quimera/ Herdar a sorte e ganhar teu coração”

  • Os azeitonas, Efeito do observador. Tive uma época em que gostava muito dos Azeitonas. Depois perdi interesse e agora parece que voltei a achar piada. A letra dos Azeitonas tem uma inspiração, parece, no Carl Sagan: “Somos todos iguais/ Lá no fundo/ Pó de estrela e nada mais”
  • Os quatro e meia, A Terra gira. Simplesmente amo. Amo esta música. Quero mesmo que ganhe. Digo isto abertamente. O ritmo, chamem-me doida, é como se me ajudasse a fazer planos, a querer empreender projetos. A letra faz-me muito pensar, tem um toque intimista e leva-me a uns pensamentos recorrentes na minha vida: a pouca possibilidade de decisão que temos, mas a grandeza que é ser-se sonhador/a. “A terra gira em contramão/ Ficamos tontos sem direção
    Corremos até nos faltar o ar/ E a vida vai ficando para depois/ E continuamos os dois a sonhar
  • Sérgio Godinho, Grão da mesma mó. Sérgio Godinho dispensa qualquer apresentação. Ele é a música portuguesa, é um histórico como o Rui Veloso. A música candidata aos prémios está carregada de filosofia e elementos de repetição que nos levam a pensar na estaticidade, imobilismo da vida: “E as palavras tornam-se esparsas/ Assumes/ Fazes que disfarças/ Escolhes paixões, ciúmes/ Tragédias e farsas/ E faças o que faças/ Por vales e cumes/ Encontras-te a sós, só/ Grão a grão/ acompanhado e só/ Grão da mesma mó/ Grão da mesma mó”
  • Valas, Estradas no céu. Um bocado de rap não faz mal e com a voz da Raquel Tavares isto ganha. Para mim é uma canção com muita força, mas já sabem que tenho um fraquinho por rap e não posso ser objetiva. Gosto muito da combinação de vozes que nos dá esta música. “Eu vejo estradas no céu/ Que me levam sempre a ti/ Sou tua e tu és meu/ Lugar onde sou feliz”

Agora estou à espera dos poemas, estou em pulgas!!

Cristina Branco com a Filarmónica da Galiza

A Real Filarmónica da Galiza e a fadista portuguesa Cristina Branco farão um espetáculo em parceria nos dias 14 e 15 do corrente mês. No dia 14 estarão em Compostela no Auditório da Galiza e no dia a seguir na Corunha no Teatro Colón. Os dois passes são à mesma hora, 20h30.

Para quem não souber, a Cristina Branco é uma das celebridades do Museu do Fado. Sim, a canção de Lisboa tem um museu. A cantora ribatejana tinha em Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Elis Regina os seus referentes até que um dia o seu avô lhe oferece um disco da Amália Rodrigues. A partir desse momento, começou a sua amaliomania.

Conta ela própria que uma noite atreveu-se a cantar fado de maneira descontraída, como quem não quer nada, e isso mudou a sua vida para sempre. Um dos músicos convidou-a continuar e assim a sua carreira começou.

Podem consultar o repertório de canções nas ligações que deixei lá cima. Não percam esta oportunidade de ouvir fado com os melhores músicos e uma das vozes mais cotadas da música lisboeta.

Birds are Indie em digressão

Poucas bandas têm tido tanto espaço mediático no nosso blogue como os Birds Are Indie. Gostamos mesmo deles e, ao que parece, eles gostam de nós, portanto, essa dedicação é merecida: amor com amor se paga.

Os de Coimbra vão já no quarto disco e desta vez gravaram com o carimbo da Lux records, uma histórica editora conimbricense. Este último trabalho tem aqueles ares com que podemos identificar os trabalhos anteriores, mas destaca-se por ter ritmos mais mexidos.

Há pouco fizeram um showcase na redação do JN. A Joana, o Henrique e o Jerónimo são incombustíveis e agora chegam à Galiza para nos dar três concertos:

 

-Vigo, dia 7, Radar Estudios

-Ponte Vedra, dia 8, El pequeño

-Ourense, dia 9, Torgal

Deixem os pássaros voar!!

Dead Combo na Corunha

Amanhã a banda portuguesa Dead Combo estarão em concerto na Corunha, no Teatro Colón.

No ano 2016 o Lusopatia já falava de um concerto deles em Compostela. Continuamos a recomendar uma banda de música experimental e instrumental? Continuamos, sim. E ainda com mais força.

No passado mês de abril lançaram o seu último disco, Odeon Hotel. Internacionalizaram-se e arranjaram um produtor externo. Este trabalho recolhe perfeitamente o seu som tradicional e a sua visão da música como ritmo universal. Mas há ainda um facto que faz com que este disco seja a cereja no bolo da sua produção. Mark Lanegan interpretará com a sua voz de barítono o tema I know, I alone. Esta canção é muito especial porque a letra é um dos poemas escritos em inglês mais conhecidos de Fernando Pessoa.

Deixo um vídeo para vocês ouvirem esta maravilha de som.

Ainda vão a tempo de comprarem bilhetes!

Votar em

As pessoas galegófonas fomos abençoadas nas últimas semanas. Quem se importar com a língua tem visto como nos últimos anos os apoios institucionais foram dizimados nas escolas e outros organismos. As associações que têm a língua como foco sabem disto. Mas nestes dias houve uma volte-face, pequenos gestos que fizeram a diferença. Sabela, uma cantora galega que está a concorrer no programa espanhol Operación Triunfo, decidiu cantar na sua (nossa) língua. Ela é jovem, mulher, galegófona e sem preconceitos. Digo isto último porque para além de cantar na nossa língua, escolheu interpretar uma canção da banda Marful, escrita com as mesmas grafias que eu estou agora a usar. As suas ações deram visibilidade a uma realidade linguística desconhecida por muitos e muitas e também a um modelo ortográfico muitas vezes colocado em questão.
Através dos programas da tv e das redes sociais pudemos ver as reações de quem a ouvia, pessoas de cá e de lá. Fãs até do Brasil e Portugal. Surgiram montes de dúvidas e debates interessantes. É galego? é português? vejam este vídeo do Eduardo Maragoto.

Se calhar pensam que este não é o espaço para este género de coisas, mas queria aproveitar o post para dar os parabéns à nossa Sabela e também, é claro, falar de questões linguísticas. É por isso que vou destacar algumas construções e léxico:

  • VOTAR: o verbo rege a preposição EM. Portanto, Eu voto na Sabela cada dia através da aplicação.
  • ESCOLHER vs ELEGER: Já tínhamos falado nisto noutro post anterior. É só para vos lembrar que não são sinónimos e que há um contexto de uso para cada um deles.

Como neste ano próximo vamos ter também eleições, vou matar dois coelhos de uma cajadada e adiantar algum vocabulário também sobre isto:

  • assento, cadeira: o quociente eleitoral distribue o número de cadeiras ou assentos que irão ocupar os representates políticos, então, os resultados eleitorais são medidos em votos e cadeiras.
  • autarca: é o ou a presidente de uma câmara municipal.
  • autárquicas: são as eleições ao governo da câmara municipal.
  • boletim de voto ou voto: é o papel que depositamos na urna para votar.
  • urna: vaso ou objeto similar onde se recolhem os votos num ato eleitoral, num sorteio, lotaria, etc. As furnas são umas cavernas ou covas naturais, de facto, há várias praias na Galiza e Portugal assim chamadas. O voto é sério não depositem na areia.
  • recenseamento eleitoral: operação para determinar o número de habitantes de um país, cidade, freguesia…para os cidadãos registados terem direito ao voto.
  • vereador, -a: cada um dos membros eleitos para constituírem a câmara municipal.

Votaram já hoje na Sabela? Eu já fiz. Só sonho com que ela chegue a ser presidente!