Serushio em tour na Galiza

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Se pensarmos no nome desta banda, vem logo um ar japonês às nossas mentes. Serushio é como se pronuncia Sérgio no Japão.

O guitarrista portuense Sérgio Silva estudou durante cinco anos na Berklee College of Music, de Boston, uma escola superior de música de fama internacional. Quando volta ao Porto, começa a traçar as primeiras linhas musicais do projeto Serushio junto com o bluesman José Vieira.

Serushio é uma banda de blues do delta do Mississippi mas com influência do rock britânico. Espalharam o seu som por festivais em Toronto e também foram profetas na sua terra, tocando em Paredes de Coura e no Avante!.

Muito em breve estarão na Galiza graças ao projeto Outonalidades, que é uma rede de concertos de música ao vivo que decorrem nos meses do outono e que por vezes atravessam as fronteiras do país luso.

Podem vê-los no Barco, na Ilha e em Melide. Um barco e uma ilha juntos no mesmo tour…que odisseia!

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Lusopatia entrevista Capicua

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Hoje o Lusopatia está de parabéns! Conseguimos entrevistar a Capicua, a estrela do rap português. Tomara que este fosse o espoletar de muitas outras entrevistas!

Ela sobe a palco hoje às 20h no Teatro Principal. Estávamos curiosos/as com alguns aspetos da sua visita e aí foi que perguntamos…

  1. Lusopatia: Há tempo que o público galego estava à espera da chegada da Capicua aos nossos palcos. Qual foi a reação quando soube destes prémios?

Capicua: Fiquei muito feliz porque também eu estou há muito tempo à espera para tocar na Galiza! Estou ansiosa!

  1. L: Sabemos que é a primeira vez que a Capicua canta na Galiza. Tem alguma ideia a priori sobre nós?

C: Já fui à Galiza algumas vezes e a ideia que eu tenho é que não há grandes diferenças culturais entre os galegos e a gente do norte de Portugal. É um mesmo povo e portanto sinto-me sempre em casa quando aí estou.

  1. L: A Capicua identifica-se muitas vezes com a voz da mulher do norte. Como é que é essa mulher?

C: Em Portugal há esse mito da “mulher do norte”. Diz-se que as mulheres do norte são muito espontâneas, aguerridas e senhoras de si. Que são desbocadas, respondonas e dizem alguns palavrões… E como eu acho piada a essas características e acho que são muito aconselháveis a qualquer mulher, brinco muitas vezes com esse “rótulo”. Mas acredito que há “mulheres do norte” em todo o lado e isto acaba por ser mais uma brincadeira do que outra coisa!

  1. L: Fale-nos do Cantinho das Aromáticas e do seu último projeto, Mão Verde.

maoC: O “Mão Verde” é um disco de música para crianças que fiz em parceria com o Pedro Geraldes (guitarrista da banda Linda Martini). São 12 canções muito engraçadas, que falam sobre a natureza, alimentação, agricultura e ecologia. O disco vem acompanhado por um livro, com ilustrações da espanhola Maria Herreros e com algumas notas informativas, que explicam o conteúdo das canções e que foram feitas com a ajuda do Luís Alves (um agricultor do Porto que tem uma grande produção de ervas aromáticas). Essa quinta chama-se “Cantinho das Aromáticas” e, além de ser totalmente orgânica e muito premiada internacionalmente, está aberta ao público que a queira visitar!

  1. L: Esta é a primeira vez da Capicua na Galiza. Será que algum dia poderemos vê-la numa pequena digressão de concertos?

Espero que sim! Tudo depende dos convites que nos vão fazendo! Tenho mesmo muita vontade de percorrer a Galiza e partilhar a minha música com quem partilha do mesmo idioma e da mesma raiz cultural!

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Salas de concertos da Galiza, por favor, não percam a oportunidade de terem esta artista convosco. Música e intervenção numa mesma pessoa.

Kleber Albuquerque

Amanhã não sejam burros e vão aonde têm que ir! Kleber Albuquerque está na Galiza!

12932648_837569009680378_9005144883197240498_nKleber Albuquerque é um cantor brasileiro autodidata e multidisciplinar. Começou a compor já na adolescência, juntando às letras próprias pedaços de poesias e narrativas de Gabriel García Márquez, Pessoa, Jorge Luis Borges…

Entre banda e banda de rock começou a participar de festivais de música brasileiros e num deles o compositor paulista J.C. Costa Netto ficou de olho nele. Desta união nasceu o seu primeiro disco, chamado 17.777.700. Tempo depois viriam outros com nomes igualmente curiosos: “Para A Inveja Dos Tristes”,
“O Centro Está Em Todas As Partes”, “Desvio” e “Só O Amor Constrói.

Com que nos irá deleitar nesta mini-tour na Galiza? com um lançamento de um disco novo com um nome carregado de poesia: 10 Coisas Que Eu Podia Dizer No Lugar
De Eu Te Amo.

E como amanhã é 1 de abril, o dia da mentira, suponho que por isso incorporaram uma mentira no cartaz. As datas, dias, horas e ruas estão certas, não assim o país 🙂

Música e pimentos com Ensemble Rosa del Ciel

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Todas as sextas-feiras do mês de julho o convento de Herbón acolhe uma série de concertos de música clássica, ou por melhor dizer, de música com instrumentos clássicos. A oferta é muito vairada, desde recitais líricos e quartetos de vento até duetos de piano e gaita de foles.

recitais líricos, cuartetos de vento, música barroca ou un dúo de piano e gaita – See more at: http://ocioengalicia.com/coruna/i-festival-de-musica-de-herbon-as-notas-do-pemento/#sthash.TVi8JoaQ.dpuf

O festival não pode ter um nome mais delicioso: As notas do pemento. O convento de Herbón foi o primeiro a cultivar os nossos cotados pimentos, que fazem de Padrón um lugar dos que se podem encontrar no mapa. Antes de cada atuação há uma desgustação desta prezada iguaria de verão e uma visita guiada pelo convento.

A organização tem uma grande missão. Por um lado valorizar o nosso produto culinário (que as pessoas conheçam a história e labor do convento franciscano, mas também o sabor autêntico do pimento), e por outro lado desautomatizar a música. A música clássica é para  toda a gente e também pode ser interpretada entre as plantas, campos, estufas… Esqueçam os preconceitos!

A parte lusópata disto é o concerto desta sexta-feira às 20h30. Ensemble Rosa del Ciel é um grupo formado por uma rapariga galega e dois rapazes portugueses,  todos alunos do curso de Música Antiga da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo na cidade do Porto.

A banda nasceu da vontade latente de experimentar o cancioneiro europeu e as práticas musicais do séc. XVI e XVII, respectivamente Renascença e início do período Barroco. O grupo propõe uma abordagem plural desse repertório, onde une música, poesia, teatro e dança. Com três vozes, alaúde, guitarra barroca, e por vezes também violoncelo barroco e viola da gamba, Esperanza Mara, Guilherme Barroso e Thiago Vaz contam a vida e o mundo dos nossos antepassados.

Um quebra-cabeças a resolver

A JIGSAW

Temos boas notícias para os amantes da música, o dia primeiro de Março de 2013 temos uma cita na capitalina Sala Capitol, às 21, para um concerto de uma das mais promissoras bandas da nova música portuguesa, chegam-se à frente os A Jigsaw. A formação de Coimbra vem acompanhada por uma banda espanhola, o Arizona Baby, e prometem dar uma boa noite de música em grande.

Infelizmente, e como em quase tudo, na Galiza não contamos com um sistema próprio de programação cultural, e tudo o que cá chega passa pelo filtro de Madrid, os A Jigsaw estão, aos poucos e sem dar por nada, a fazer-se com um lugar no circuito indie espanhol. É uma banda folk-blues caracterizada por um som multi-instrumentista, e tiraram o nome da música “jigsaw you” da genial banda flamenga dEUS, com o seu primeiro álbum “Letters from the Boatman” atingiram em 2008 o top do índice A3-30 da Antena 3. O segundo álbum aparece em 2009, e titula-se “Like The Wolf”, já em 2011 lançam o “Drunken Sailors and Happy Pirates”, que atrai muita atenção internacional, sendo segundo os próprios um álbum conceptual, e o conceito é a construção do individuo. A utilizar 27 instrumentos em palco, com uma música agora mais virada para o folk e com canções que contam pequenas histórias e desenham um imaginário, é por isso, se calhar, que a banda tem uma vasta trajectória em musicar filmes, tanto de realizadores portugueses como estrangeiros.

Depois de andarem por toda a Europa, chegam pela segunda vez à Galiza, e como temos fama de barulhentos, e até podemos ser, já lhes advirto que o silêncio é indispensável num concerto dos A Jigsaw, espero que estejam com pica para resolver o quebra-cabeças.

Déa Trancoso volta, desta vez nas Crechas

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Não é a primeira vez que falamos nela, já a vimos o ano passado no Culturgal em Ponte Vedra, mas a cantora mineira Déa Trancoso volta aos palcos nacionais, desta vez na capitalina Casa das Crechas, o dia 27 de Setembro às 22:30.

A cantora, de faz 25 anos de carreira musical, comemora o facto no ano em que a Casa das Crechas faz também 25 anos, traz consigo a voz, a rabeca o violino e a percussão a percorrer as músicas populares de Minas Gerais.

Parte do trabalho dela está assente na tradição mineira do Terno de Catopés de Bocaiúva, grupo secular que no Brasil chegou a acompanhar a cantora em vários espectáculos. Vencedora do X Festivale – Festa da Cultura Popular do Jequitinhonha, Déa Trancoso afirmou-se no panorama musical brasileiro como uma voz dona de um timbre natural que não só surpreende pela afinação, mas principalmente pela capacidade técnica.  Bela maneira de passar a noite de quinta, vai ser de chuva, espero, venham mais Outonos como este.

Birds are indie

Birds are Indie

Pode que estes dois pássaros sejam mesmo Indie

O verão está quase a acabar, e com outono à porta começa uma nova etapa, um novo ano com forças renovadas sem saber o que nos espera. Para desanuviar temos aqui uma dica indie, mesmo indie. Está a decorrer em Compostela um festival um bocadinho diferente, os concertos espalham-se pelos meses de Agosto e Setembro e trazem pequenas formações às esplanadas dos locais mais cool da capital nacional. O nome do festival é “terraceZeando” (SIC), basicamente são concertos fora de sítio, uma bela proposta para estes dias nos que o termómetro teima em não nos deixar em paz. O dia 13, às 20:30, no Broa sobem a palco o duo coimbricense Birds are Indie, mais logo, nessa sexta-feira 14 estarão em Vigo, na La Casa de Arriba e no dia 15 fazem parte da “mega-festa” Porto d’bandada, na invicta.

Os Birds are Indie não são bem uma banda, é um casal, um rapaz  e uma rapariga que levam 14 anos apaixonados e a tocar e cantar juntos, não é que sejam bons a fazer nada disto, mas parece que ao resto da humanidade lhe faz bem. Se gostam dos Tinderstics, não percam este duo, mas têm garantida uma boa dose de depressão, a ser felizes amigos!

Quanto é que achas que deves pagar para ver os The Gift ?

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os The Gift estão em Vigo pelo preço que quiseres

Neste bloque, um dos mais seguidos e cotados do mundo, não é fácil ser objecto de um post, é mesmo quase impossível, mas o que julgo seja mais difícil é ser objecto de dois post do Lusopatia. Mas vai ser desta, e tinha de ser qualquer coisa de excepcional a que nos fizesse mudar os hábitos, pois é amigos, é um concerto dos The Gift. Depois do espectáculo que deram em Compostela há uns meses, a banda de Alcobaça volta aos palcos nacionais o dia 26, domingo, no auditório do Mar em Vigo.
Como toda a gente, eu, tenho uma série de princípios que comandam a minha vida: um deles é ir sempre que posso a um bom concerto, e outro é fugir o mais longe possível da cidade de Vigo, tendo em conta que há aqui um conflito é preciso equacionar as vantagens espirituais que nos vai proporcionar ir a (mais) um concerto dos The Gift, e ver se vale a pena ir ter com eles a Vigo:

1. Um ritmo trepidante
2. Um virtuosismo instrumental
3. Uma data de músicos a tocar instrumentos que nem os nomes sabemos
4. Dois concertos em um, um parte para o álbum Explode e outro para o Primavera
5. Uma Sónia Tavares a fazer uma dramatização da voz única no panorama indie-pop internacional

Querem mais pretextos? eu tenho, é bom não perder a chance de ver uma banda no topo da carreira musical internacional, querem outro? podem pagar o que quiserem por ver o concerto, para além dos billetes Premium, a 12 ouros, podem ir até o site dos The Gift e colocar um preço pelo bilhete, sempre que sejam no máximo 2 acessos, e que seja o valor mínimo de um euro, ainda estão a hesitar?

Bonde do Rolê, ritmos a descobrir

Pessoal, sentem o mesmo que eu? ah pois é! o povo quer festivais e a crise teima em ternos encerrados em casa. Este ano muitos festivais morreram, o clássico Cultura Quente de Caldas e o de pouca dura que foi o Vigotransforma. Mas nem tudo são notícias más, ainda resta o Portamerica, um festival que tem lugar em Nigrán, no porto do molhe e que vem preencher um bocadinho o vazio. Também aqui temos uma pequena dose lusópata, um bocadinho de indie para animar o corpo. No sábado 21 de Julho vão lá estar os Bonde do Rolê, que até que emfim têm novo disco, herdeiro do primeiro With Lasers, o nome do novo é Bacanalmusical e vamos apreciar aqui em Nigrán. Desta feita a base rítmica não será apenas o fuck carioca, agora apresentam umas novas experiências e sonoridades, para que vejam e ouçam melhor, deixo aqui um teledisco da música Kilo, vejam só: calor, sensualidade, Brasil

Fica combinado, 21 de Julho, no festival Portamerica, a partilhar palco com alguns das minhas bandas de estimação como os Vetusta Morla ou Depedro, e com bilhetes que vão desde os 25 sem campismo aos 40 se comprarem no próprio dia na bilheteira e com direito ao campismo. Verão, música e praia. Alguém resiste?

Concerto de fado

A aprendizagem do português não só dá como fruto um bom domínio da gramática, quem já estudou numa EOI sabe disto. Cada turma é uma nova rede de amizades unida por um interesse comum, por outras palavras, cada turma é uma ilha lusópata.

Contaremos as coisas do início. Tudo começou quase como uma queixinha, sempre há quem dedure. O pessoal de básico de português da EOI de Compostela soube um dia que entre eles havia uma menina cantora de fados. Imaginem que grande sorte, estudar uma língua e ter essa oportunidade tão perto. Sara de Sousa tinha que cantar. Assim é que se inicia a ideia de fazer um concerto. De facto, o espetáculo é organizado pelo alunado da EOI.

Sara de Sousa, Paulo Gomes e António Reis conhecem-se de Meta-fado, projeto onde colaboram muitos fadistas galegos e portugueses. Uma ideia que visa derrubar muros culturais e espalhar o amor por este género musical, recentemente declarado património da humanidade. Os três têm uma dilatada experiência nos palcos por separado, mas só estão juntos há pouco, por isso não dispomos de material audiovisual da banda inteira, infelizmente.

O concerto será esta quarta, na Sala Capitol, pelas 21.30. Podem comprar os bilhetes (3 euros) na ReixaTenda.

Diz a canção que um “peito que canta o fado/tem sempre dois corações”. Façam contas esta quarta com a Sara.