Street Art Street Photo

foto urbana

De 30 de outubro a 13 de dezembro poderemos ver uma exposição fotográfica de artistas ibéricos/as no Centro Cultural Camões de Vigo.

Street Art Street Photo reune fotógrafos/as espanhóis e portugueses que tiveram no seu objetivo a arte urbana de Vigo. A nota mais inovadora desta exposição é que todos os autores são por sua vez instagrammers e foram nesta rede escolhidos para o projeto. Se tiverem conta no Instagram podem acompanhar a obra destes artistas, eu já mergulhei nessas fotografias e foi uma experiência muito positiva. Tomem nota:  @rodrymendonca, @kitato, @joao.bernardino @diogolage, @lemleite, @raquelcalvino, @passtiche, @mjpereira, @mevisualartist @patriromero, @jorgelens e @rober.delatorre

Da mesma maneira que a arte urbana é efémera, modificável e podemos ser partícipes dela, a arte urbana que é carregada nas redes reune todos este valores para além de mostrar as obras para um público mais extenso e poder ter um feedback mais direto.

Instagram pode não ser apenas uma rede para carregar duck faces, também é um foco irradiador da arte.

 

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Sessão de curtas em Vigo

Não sei bem o que foi feito daquele festival de animação que havia em Lalim, o Anirmau, alguém se lembra? O facto é que já estava com saudades de uma boa coleção de curtas. Desde o Curtocircuito não voltei mais com isto.

No dia 13, isto é, esta quinta, o Centro Cultural Camões de Vigo vai projetar em colaboração com a Portuguese Short Film Agency várias curtas metragens portuguesas de animação. Também estará lá a realizadora da curta Três semanas em dezembro, Laura Gonçalves.
Não precisam de apanhar bilhete nenhum, portanto, quem por lá estiver pode aproveitar e ficar a par da situação das curtas da 25ª edição do Festival de Curtas de Vila do Conde, pois isto é uma amostra desse evento.

Ana Moura em digressão

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Compostela não descansa e hoje teremos o concerto da fadista de Coruche, Ana Moura. Para aquelas pessoas que ainda não arranjaram bilhetes…há também oportunidade de vê-la em Vigo no Auditório do Mar no dia 25 deste mês.

Pronto, já sabem que eu não sou grande apreciadora de fados e talvez por isso Deolinda, António Zambujo e Ana Moura sejam os exemplos de fados que eu mais gosto, porque são vozes novas que dão uma nova linguagem ao género musical português.indice

Ana Moura é dessas artista é que conheceu a vocação de uma maneira muito precoce. Os pais já cantavam e portanto ela sempre teve um convívio muito natural com a música. Em écopas liceais esteve em várias bandas de covers e até cantou rock, mas a boca da fadista resolveu terminar por cantar fado, porque é assim, as bocas fogem para a verdade.

Desfado, o seu último disco, é quase uma declaração de intenções. Um disco integramente composto por temas originais que a levou a cantar em grandes palcos por todo o mundo.

O single do mesmo nome, Desfado, é uma ferida ainda aberta para mim. Numa das viradas da minha vida, alguém que nunca mais vi despediu-se de mim com esta canção. A letra tem, a meu parecer, a beleza do gume de uma navalha.

Hoje não tenho saudades. As coisas acontecem e sempre são para melhor.

Hoje em Compostela, no Auditório da Galiza às 21h e…depois em Vigo!

 

Escola do Rock de Paredes de Coura em Vigo

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Paredes de Coura é conhecido por ter um dos melhores festivais deste mundo, mas talvez não saibam que este município vai muito à frente em muitas outras iniciativas.

A “Escola do Rock” é um projeto municipal que foi desenhado e tem a direção artística do Space Ensemble, permite a um conjunto de músicos portugueses em potência, desenvolver competências musicais e criativas, em especial na área da música rock.

Em volta desta escola há pequenos concertos, workshops, ensaios e muita experimentação. Já agora, tenho que dizer que a página tem um design impecável. Quanto temos que aprender!

A partir deste projeto nasce uma tour com o mesmo nome, um espetáculo que tem já circulação confirmada na Galiza, proporcionando assim uma hipótese única aos músicos participantes de entrar em digressão por algumas das melhores salas de além e aquém Minho.
O senão que uma pessoa como eu pode ver nisto é o espetáculo ser no mesmo dia que os Cantos na Maré, porque eu, sinceramente, gostava de ir às duas coisas. Programadores e programadoras culturais, por favor, amai-vos e uni-vos!

Voltamos ao ponto. A Escola do Rock estará em Vigo no sábado às 19h no Auditório Municipal. Vai dar barraca, migas!

<p><a href=”https://vimeo.com/117187676″>Escola do Rock [ Rock School ] Paredes de Coura 2014 (English subtitles)</a> from <a href=”https://vimeo.com/canal180″>Canal180</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

Ensaio sobre a cegueira…vai a palco

Chego um bocado atrasada, porque pelos vistos Ensaio sobre a cegueira leva já uns dias a fazer uma digressão pela Galiza. Mas mesmo assim não queria deixar passar a oportunidade de vos anunciar o evento.

Amanhã, pelas 18h30, no Câmpus de Vigo (Cuvi), em Vigo.

índiceA obra do escritor luso José Saramago foi adaptada ao teatro da mão de Sarabela.

Como sabem, a obra trata a história de uma epidemia de cegueira que ataca a população mundial. Uma cegueira de uma sociedade egocêntrica e violenta, uma «cegueira branca» que se expande de maneira fulminante num tempo-espaço universal. Os cegos terão que encarar aquilo que existe de primitivo na natureza humana: a vontade de sobreviver a qualquer preço num mundo guiado pelo desejo, a hipocrisia e guiados pela manipulação política e a dominação.

Ensaio sobre a cegueira provoca emoção no público pelo grande trabalho dos atores, pela intensidade dos diálogos e a conexão que se estabelece entre os personagens.

Já houve adaptações cinematográficas do romance, mas na Galiza vai ser a primeira adaptação teatral. Será que afinal a Galiza consegue ver Portugal?

Videobrasil no MARCO

Gostamos imenso de voltar a escrever na categoria LusopatizARTE, que levava desde a exposição de Paula Rego na Corunha um tempo sem ser atualizada.

Desde o dia 11 de setembro até 7 de fevereiro poderemos ver em Vigo a exposição Videobrasil no museu MARCO.

05_Luiz de AbreuA coleção é um projeto da Associação Cultural Videobrasil, de São Paulo. Nasce como fruto do desejo de acolher institucionalmente um acervo crescente de obras e publicações, reunidas desde a primeira edição do Festival Videobrasil, em 1983. Desde então, a associação trabalha sistematicamente no sentido de ativar essa coleção, que reúne obras do Sul geopolítico do mundo – América Latina, África, Leste Europeu, Ásia e Oriente Médio –, clássicos da videoarte, produções próprias e uma vasta coleção de publicações sobre arte.

Pelo que ouvi no programa Diário Cultural, da mão de Natalia Poncela -a minha guru das artes- o vídeo é usado como ferramenta de crítica por forma a nos fazer refletir sobre os suportes da arte, o modo em que as galerias expõem as obras e é também um instrumento documental que ajuda a lembrar muitos episódios históricos. Poderemos ver pequenos filmes, instalações e performances.

A seleção que cá chegou tem como denominador comum a violência de estado, as fronteiras políticas, e o preconceito. Uma revisão da história do sul do planeta de um ponto de vista brasileiro para curar a nossa amnésia permanente.

Felipe Antunes (Vitrola Sintética)

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Uma das melhores coisas que este blogue me tem dado é conhecer novas bandas, estilos, músicas.

Costumo sempre dizer que é muito complicado uma banda indie chegar a fazer vários concertos na Galiza. Estou começando a me enganar, porque cada vez faço artigos sobre estilos de música mais variados. Estamos no caminho.

Felipe Antunes é um cantor brasileiro, voz e viola na banda Vitrola Sintética. Está nestes meses a fazer uma turné ibérica e a Galiza é um ponto marcado para alguns desses concertos.

Em 2010 Felipe foi entrevistado em Portugal, onde mostrou músicas do primeiro álbum, na rádio Aveiro FM, de onde posteriormente veio o convite para que tivesse uma coluna no jornal Diário de Aveiro, portanto, não é a sua primeira vez em terras europeias.

Desta vez apresenta sozinho e ao vivo trabalhos que tem feito ultimamente a solo, mas também aproveitará para tocar algumas das canções da sua banda paulista Vitrola Sintética. Já agora, gostei muito do nome da banda, achei muito hipster. Consegue unir o vintage (vitrola) com o moderno (sintético), numa sorte de trocadilho entre sintético/sintetizador.

Vai estar em Vigo e em Vilar de Santos:

-Vigo: dia 26, Charenton.

-Vilar de Santos: dia 27, Arca da Noe, 22h.

Luísa Costa Gomes em digressão

luísa costaPor vezes todas as coisas se conectam. Acontece. Há vezes que não ouvimos um nome em meses e outras que parece que aquele nome ou aquela palavra nova que acabámos de aprender nos acompanham.

Aconteceu-me nestes dias com Luísa Costa Gomes. Estou a ler Cláudio e Constantino no meu clube de leitura e agora sei que ela faz uma espécie de digressão por faculdades e escolas de idiomas da Galiza. Podem conferir no cartaz que ilustra este post para verem a data e lugar que mais lhes convier.

Costa Gomes é uma escritora, tradutora, professora e dramaturga portuguesa nascida em Lisboa. Publicou 5 romances, 6 volumes de contos, 2 librettos e 10 peças de teatro.

Sem abandonar a atividade docente, ela faz também oficinas de escrita e monitoriza clubes de leitura no ensino secundário.

Foi responsável também pela edição da revista Ficções, que tinha por objetivo a divulgação do conto universal e local. Publicava textos clássicos da tradição contística, textos inéditos de autores estrangeiros, encomendava inéditos a autores portugueses consagrados e dava a conhecer inéditos de novos autores portugueses.

Nesta semana andará pela Galiza para dar o seu ponto de vista sobre os caminhos da literatura portuguesa nas nossas terras e também para trocar opiniões a propósito do seu último romance, Cláudio e Constantino. 

Corunha, Betanços, Compostela, Vigo e Ponte Vedra…marquem presença!

 

Dulce Pontes em concerto

dulceA primeira vez que eu tive um disco de música portuguesa nas mãos eu devia ter uns onze ou doze anos. A minha irmã tinha uma fase de ouvir fados vezes sem conta e tínhamos um cd de Dulce Pontes ao vivo no Coliseu do Porto como banda sonora em casa. Eu dizia para ela que não gostava, mas quando ela não estava em casa eu ouvia o disco na nossa aparelhagem (uma aparelhagem daquelas da década de noventa que ocupava o espaço de um estaleiro do grande que era).

E foi assim, entre o Xabarín Club, o Xou da Xuxa e a Dulce Pontes que comecei a sentir a atração de um íman que nunca me abandonou. Depois viriam muitas outras coisas…

Como quem volta a casa depois de muito tempo e sente o cheiro do conhecido e familiar, assim é voltar a ouvir Dulce Pontes para mim. A artista portuguesa estará na Galiza o próximo mês em dois concertos:

-7 de novembro, 21h. Auditório Palácio de Congressos Mar de Vigo. Vigo.

-8 de novembro, 21h. Palácio da Ópera. Corunha.

Fados, pop e folclore unidos numa cantora só. Não percam a oportunidade de reviver músicas do Ennio Morricone, Zeca Afonso, Amália Rodrigues ou rememorar o hit Canção do mar.

Deixo-vos com a canção que eu cantava em segredo, com ela foi a Dulce ao Eurovision Song Contest. Para mim esta artista era uma Witney Houston, com a vantagem de que eu percebia a letra toda da canção. Laca, brincos enormes e aparelhagens que bem podiam ser uma coluna dórica, era a década de 90.

 

Birds are indie fazem tour na Galiza

BirdsAreIndie_galiza-marzo2014_blogA banda de Coimbra chega de novo à Galiza para oferecer-nos as suas músicas num tour feito em (muitas) pequenas salas.

Não sei se a Joana e o Ricardo são dois namorados que fazem música ou se foi a música que os uniu, só sei que é uma dessas bandas hipster, com músicas indie-folk.

Amantes das calças cigarette, óculos de massa, bigodes e peças de roupa em segunda mão…apenas vos vou dizer que esta banda é a vossa cara. Coloco o cartaz no post e assim já conseguem acompanhar os músicos pela nossa geografia, há um monte de datas para escolher.

Anteriormente já tinham estado no “Terrazeando” em Compostela, onde partilhavam cartaz com os A Jigsaw. Só tive oportunidade de ver esta segunda banda, mas agora talvez esteja na hora de ouvir os Birds are Indie.