Ari(t)mar 2018, uma gala eurovisiva

Ari(t)mar vai dar barraca este ano. Pode haver algum eurofã que não saiba ainda? impossível. Quando vi o cartaz…tremi como varas verdes. Mas vamos começar a contar isto pelo princípio.

Imagino que sabem o que é que é isso do Ari(t)mar. Para quem não souber, lá vai este lembrete. Este artigo é para os/as adoradores mais recentes (bem-vindos/as) e também para os mais velhos (estão prontos/as?). 

Como será o programa deste ano? podem dar uma vista de olhos nesta ligação. Fiquem a saber que esta gala cresceu bué e este ano vai ser quase um Eurovisão em pequenino: no Auditório da Galiza, com cantor do festival e…pronto, as votações já foram.

Como mestres de cerimónias temos ao Carlos Meixide e à Iria Pinheiro, que vão dar o seu melhor e aqueles toques de humor que fazem toda a diferença no show. A melhor coisa é que vai ser numa língua que toda a gente entende e não teremos um comentarista a fazer a voz-off.

Este ano fiquei com uma pequena espinha no coração porque há poucochinhas mulheres a receberem prémios. Depois deste desabafo, falemos então de quem é que são eles e elas.

Na música, toquem com redobres…taráaaaaaa:

  • Pela Galiza: A banda da loba por Bailando as ruas. Uma banda eclética, moderna, feminina, feminista com letras originais e também com musicalização de poemas contemporâneos. Simplesmente um sonho. Muitos parabéns, meninas!  
O videoclip é de grande qualidade estética. Foi realizado pelo Alfonso Zarauza.
  • Por Portugal: S-a-l-v-a-d-o-r S-o-b-r-a-l. Leram bem. Salvador Sobral. E agora a eurofã doida fala: ele ouviu as nossas preces. Estou em pulgas por vê-lo ao vivo. Gosto tanto dele e da sua personalidade! acho um exemplo. Interpretará, é claro, a canção composta com a sua irmã Amar pelos dois. Mas olhem, que ao piano haverá uma surpresa…
Se não arranjaram ainda bilhete para o Aritmar, não se preocupem com isso. Também cantará amanhã no auditório.

Na poesia…foi marcado um golo este ano e gosto muito que assim seja. Os dois poetas são galegos, um de Lugo e outro de Compostela. A particularidade é que cada um escreve a mesma língua mas em normativas diferentes. Este é um prémio ao binormativismo à moda norueguesa.

Então,neste ramo, temos ao Lois Pérez com O blues do rei Bermang= B.B. King. “Sen dor non hai blues, sen feitizo só queda a area”. Um poema musical, sinestésico e melancólico. Junto do Lois, está o Alexandre Brea com XXXI. Com o ritmo da chuva, uma composição que vale a pena memorizar “E na água do mar, E no lume, e na chuva, E detrás da tua pele”.

Haverá também uma menção especial e um prémio para o projeto Convergências Portugal-Galiza. Nascidas para homenagear a Rosália de Castro e o Zeca Afonso, as Convergências são uma semana de encontros em Braga, Compostela e Padrão (sim, a minha terriola também faz coisas) que ampliam o diálogo cultural.

Então amigas, a gente vê-se amanhã às 21h. Divirtam-se e amem pelos dois.

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Tribalistas em Compostela

Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio. Trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo. Os tribalistas já não querem ter razão…ou sim? O Multiusos do Sar continua a ser a casa dos grandes concertos (sem ser ao ar livre) em Compostela. No próximo dia 26 do corrente mês poderemos ver o show dos brasileiros Tribalistas. Sim, eles voltam. A banda é dessas de circunstâncias, a união de três amigos cada um com carreiras musicais diferentes e assentes. Falamos do Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes. Não. Não podemos então acusar o trio de “one hit wonder”. Se bem é certo que todos e todas os conhecemos pelo Já sei namorar, temos também de reconhecer o enorme impacto que a canção teve na Galiza, porque foi dessas músicas como A lambada, Maria Caipirinha ou o Ai se eu te pego. Admitamos que abriu um caminho de entrada para muitas pessoas galegas sentirem curiosidade pelo mundo lusófono.
Começo então a falar de cada um dos membros. Carlinhos Brown é um cantor, percussionista, compositor, arranjador, produtor, artista plástico, agitador cultural e praticante de candomblé. É muito conhecido por músicas como A Namorada, Maria Caipirinha ou Carlito Marrón, onde faz quase uma defesa musical do portunhol. Marisa Monte é uma cantora, compositora, instrumentista e produtora. Eu conheci-a por causa de um anúncio televisivo do El Corte Inglés, onde soava a música Amor I Love You daquele disco intitulado Memórias, Crônicas e Declarações de Amor.  Era o meu primeiro ano em filologia e a primeira vez que eu tinha formação na variante brasileira da língua, admito que muita vontade de aprender.  Penso que foi o primeiro cd em língua portuguesa que eu comprei com o meu dinheiro e lembrem que os discos custavam um balúrdio! Arnaldo Antunes é um músico, poeta, compositor, DJ, ex-VJ e artista visual. Foi integrante dos Titãs, uma banda de punk rock e grunge que eu adorava. Começou também o curso de Linguística e, sei lá, chamem-me lamechas, sempre tive um fraquinho por ele pela própria história bizarra da banda e pelo facto de estudar língua. Ainda há bilhetes à venda. E este é um dos poucos concertos que os Tribalistas vão dar na tour europeia…despachem-se!

Cantos na Maré 2018

Há tempo que não falamos do Festival Cantos na Maré e não foi por nós não querermos. O evento esteve uns anos em pausa, mas este ano voltou em grande, com um formato de quatro dias e vários cenários.
Estive uns dias muito em baixo porque sabia que não poderia ir e ontem, coisas do destino, por uma mudança de planos inesperada, a vida abriu-me uma porta. Finalmente irei ao festival! E este é o meu ano porque no cartaz estão duas das minhas rappers mais queridas. Estou em pulgas!

Comento então o programa:

QUINTA 11

CENÁRIO ULTRAMARÉ. Auditório – 20.30H – Concerto Inaugural de Teresa Salgueiro (Portugal).

Penso que não faz falta nem dizer quem ela é. Ainda há pouco tivemos a oportunidade de vê-la no ciclo Nexos. Quem melhor que a cantora dos Madredeus para abrir este festival?

SEXTA 12

  • CENÁRIO BAIXAMARÉ: Sala de conferências – 20.00H Vudu (Galiza)
  • CÉNARIO ULTRAMARÉ: Auditório – 20.30H -Cesária Évora Orchestra com Lura, Lucibella e Elida Almeida (Cabo Verde)
  • CENÁRIO ULTRAMARÉ : Auditório – 22.00H – Capicua com Wöyza e Eva RapDiva (Portugal, Angola, Galiza)
  • CENÁRIO ULTRAMARÉ :23.30H – GARCÍA MC “Nación Quilombo” com Alejandro Vargas (Galiza)

Este é o meu dia, porque como sabem, eu amo rap. Mas antes disso, queria falar-vos de Lura, porque é uma dessas artistas, junto com a Cesária Évora, com a qual aprendi muitas coisas culturais de Cabo Verde.  Na Ri Na é uma dessas canções que sempre me animam.

Capicua e Eva RapDiva não faltam na minha lista de Spotify. Conheço a Capicua desde o seu primeiro cd e graças à canção “Feias, porcas e más”, uma declaração de intenções feminista, conheci também a Eva RapDiva. Enfim, toda a gente sabe do meu amor por elas. Da rapper do Porto falei-vos inúmeras vezes, mas a Eva RapDiva não se tinha deixado ver pela Galiza ainda. Bem-vinda, Eva! rainha nzinga do rap!

Estava na hora de o festival se abrir a novos ritmos, mais urbanos e mais ligados à realidade da juventude. Vi por aí que ainda há um grupo de kuduro no programa. Isto vai dar barraca!

SÁBADO 13

  • CENÁRIO BAIXAMARÉ: Sala de conferências – 20.00H Os Meninos (Galiza)
  • CENÁRIO ULTRAMARÉ: AUDITÓRIO -20.30H Selma Uamusse (Moçambique)
  • CENÁRIO ULTRAMARÉ: AUDITÓRIO -21.45H – Chico César (Brasil)
  • CENÁRIO ULTRAMARÉ : AUDITÓRIO – 23.15H – Mercedes Peón (Galiza)
  • CENÁRIO ULTRAMARÉ: AUDITÓRIO – 00.30H – Throes + The Shine (Portugal e Angola)

No sábado há grandes forças vivas: o brasileiro Chico César e a galega Mercedes Peón. A moçambicana Selma Uamusse já tinha vindo a Compostela no ano passado pelas festas. E os Throes and The Shine vieram ao Womex, naquela superedição quase lusófona de 2016. Estejam prontos para dançar, porque o kuduro vai chegar! Até que enfim! quero mais kuduro na Galiza em todas as pistas de danças.

DOMINGO 14

  • CENÁRIO ULTRAMARÉ. AUDITÓRIO – 20.30H – Concerto de fecho.
  • CANTARES DE ÉVORA, KEPA JUNKERA E UXÍA apresentam ATH-THURDÂ em CANTOS NA MARÉ.

A madrinha do evento, Uxia, fechará a festa com um concerto com o Kepa, apresentando Ath Thurdâ.

Já compraram o bilhete? estão à espera do quê?

PS. comentam-me que por motivos meteorológicos todas as atividades que iam ser fora, serão no auditório.

Senza no Agosto na Ria

O vinho está na moda e ligar o vinho à música parece que ainda mais, porque a cena de fazer “festivais” em adegas, caves, navios ou durante degustações de vinhos está a crescer. Upa, upa, puxador, como naquele vídeo dos Gato Fedorento. E até…talvez estas coisas todas sejam kunami. Sabe-se lá.

Pronto, digo isto porque uma marca de vinhos organiza um festival, Agosto na ria, que decorre todo o mês dentro de uma goleta que sulca a Ria de Vigo com música ao vivo, mariscos e vinhos.

Em parceria com Instituto Camões e Marqués de Vizhoja, a empresa Bluscus traz amanhã os Senza, que já tivemos a oportunidade de vê-los no Feito a Man.

Esta banda de músicos viajantes e formados na Índia deve mesmo sentir-se como peixe na água com um espetáculo literalmente em movimento.

Vejam como é que foi a experiência da dupla de Aveiro em Goa.

Amanhã, dia 31, às 20h!

Podem comprar os bilhetes e ter mais informações nesta ligação.

Gaiteiros de Lisboa em Ferrol

Na próxima terça às 22h, na praça de Amboage em Ferrol, teremos a oportunidade de ouvir os Gaiteiros de Lisboa, porque Ferrol está em festas, amigas. Ainda há pouco estive lá num casamento (sim, há quem faça isso) e já se respirava ambiente pré-festa. Sei lá, ou a festa era a que tinha eu no corpo.

Para aquelas pessoas que ainda cresceram como eu com o Xabarín Club não sei se as apresentações serão necessárias uma vez que diga Chula gaiteira. Para as mais novas (ou esquecidas) começo pelo princípio, que é onde nascem todas as histórias.

Os Gaiteiros de Lisboa são…de Coimbra (pois, acontece, como a Paris de Noia) e os seus integrantes tocam música tradicional portuguesa desde que fundaram a banda em 1991. Podemos considerar que são uma das formações mais representativas quanto à renovação e reinterpretação da música tradicional dentro e fora de Portugal na década de 90. Fizeram um trabalho pedagógico e militante imenso.

Eles não se deixavam escoitar desde há uns tempos e agora voltaram com novos membros e energias renovadas, mas vejam logo que o talento não devia ser pouco se os seus ex-músicos tocam na atualidade em grupos como Mayumana, Sebastião Antunes e a Quadrilha, Torga e os Trabucos…etc.

Com cinco álbuns e um ao vivo como CV artístico, em 2017 lançaram o seu mais recente trabalho: História. Este disco revisita canções da história do grupo. O diabo estava ronco…e agora acordou!

Música na Rua 8

Gosto muito do verão porque os dias ficam maiores e o tempo permite muitas atividades culturais ao ar livre. É desses períodos do ano em que aprendo muita coisa sobre festivais e aprender faz-me sentir muito viva.

Não sei se sabem (eu não sabia) que existe um festival em Escairón, organizado pela Sala Avenida, que leva desde 2011 apostando em músicas independentes e emergentes. Chama-se Música na Rua e traz um leque de estilos variado e moderno: trap, punk, eletrónica, djs…com bandas galegas e também internacionais. Da parte galega aconselho os Boyanka Kostova e também quero que estejam de olho nos Esteban y Manuel. Acho que são dois produtos culturais bem necessários para a nossa normalização. Já disse uma vez que não sei porquê a nossa construção nacional esqueceu um dia que a música era divertida. Estas duas bandas vêm para fazer-nos um lembrete: dancem. Mais autotune, por favor.

Da parte lusa, três grupos musicais. Dois já anunciados anteriormente e um novo: Killimanjaro, Stone Dead e Fuzzil.

Os Killimanjaro são uma banda de Barcelos com selo da Lovers and Lollypops. Passaram pelo Milhões de Festa e o Paredes de Coura e mostraram ao mundo como é que o rock do norte de Portugal é feito.

Eles são almas livres, búfalos a galope. E quando vocês, galegos e galegas, entrarem nessa lamúria de “os portugueses nada conhecem da Galiza” (que pouca pachorra tenho já para esses discursos) leiam estas dicas dos Killimanjaro e abram mentes. Talvez os vossos (e meus) referentes tenham de ser mudados.

Stone Dead foi uma surpresa para mim. Vi-os num Terrazeando no ano passado e passei-me com a qualidade musical destes gajos. Eles são…altamente! Estive até falando com algum membro do grupo no final do espetáculo e foi um encontro mesmo bom. Se me estiverem a ler, mando-vos um Olá e um Viva Montalegre!

Fuzzil misturam fuzz com ondas psicadélicas. Vêm de Alcobaça e, pelo que fiquei a saber, publicaram já três trabalhos Boiling Pot, Worms e Molten Pi.

Isto começa hoje, meus e minhas! Vejam horários na fotografia.

Festival Feito a Man 2018

Não gostei nada do programa das festas de Compostela, não é um segredo para ninguém. Ora bem, a vida recompensa-me com outros concertos bons no Festival Feito a Man.

Para quem não souber, o festival é organizado pela Associação Cultural “Cidade Vella” e decorre nas ruas e praças mais conhecidas de Compostela. Feito a Man visa fazer da cidade nobre um espaço de encontro artístico e multidisciplinar, cada praça ou rua pode ser um cenário. Talvez entre tanta paisagem turística esta seja uma ocasião de desabafo para a própria cidade. Desde hoje até ao dia 26 do corrente mês poderemos usufruir de concertos, cabaret, performances e intalações de todo o tipo.

Se quiserem saber mais coisas, como isto já se move nos mundos mais do que modernos, podem descarregar a app do festival e estarem a par das supresas e novidades.

Querem saber as minhas dicas? Lá vão uns planos para agosto.

  • quarta, 1 de agosto (hoje). 21h45 na Praça de Cervantes. Concerto de Napalma, banda de funkafrobrasileiro com membros de diversas origens (Vitória, Brasil e Maputo, Moçambique). Primeiramente foram um bloco de carnaval, mas vendo o sucesso das misturas, decidiram que o projeto devia continuar de maneira profissional.

  • sexta, 3. 20h na Via Sacra. Vai tocar Senza. A banda portuguesa é formada por músicos que também são viajantes. A composição é para eles uma coisa que pode ser inspirada nas viagens. O seu último trabalho fala da sua estadia na Índia.
  • no mesmo dia às 22h voltam os Napalma com Dj Daasanach em Bonaval. Estes últimos fazem afrocaribbean, kuduro e mambo. Conhecem o kuduro? não? não percam mais tempo!

Dentro do OFF Feito a Man, há também um espaço para a poesia na tarde deste dia na Praça de Salvador Parga às 20h30. Carlo Semedo, João Canedo e Vítor Hugo Moreira vêm de Portugal para dar o seu melhor na música e na poesia.

  • terça, 7. 22h na Rua Trás Salomé podem ver a portuguesa Maria Reis, membro das Pega Monstro. Uma das bandas emergentes que já temos aconselhado alguma vez.
  • quinta 16, às 20h na Via Sacra. Se ainda não sabem o que é que é o “choro” como género musical, podem ir ao concerto de Choro Alegre e já ficam a saber.

É só verem o cartaz…eu estou na glória!

Apóstolo 2018

As festas de Compostela são uma ocasião para vermos bons concertos de bandas emergentes ou grupos nem sempre conhecidos. E eu curto.

Outros anos, o programa de festas “não institucional”, isto é, aquele mais virado para o Dia da Galiza, feito também por diversos coletivos, supunha para mim uma lufada de ar fresco e mesmo tenho apontado que chegava a concorrer com o programa da câmara. Nestes dias vi todos os programas e confesso que não há coisas que me seduzam muito (falo eu, na primeira pessoa). Tem havido anos em que…nem sabia por onde começar a escrever este artigo, porque as ideias vinham a mim em rodopio, mas este ano para mim é um bocado fraco em número de artistas lusófonos.

Vamos lá com a proposta. Começamos por hoje às 22h, na Praça 8 de março. Compostela Território de Mulheres organiza um mini-festival de autoras, entre as quais estão as nossas divas do norte: as Batuko Tabanka. Como é que na Galiza tenhamos coisas tão boas e tenham tão pouca difusão? É incrível que desde 2015 não voltassem a aparecer entre as linhas deste blogue. In-crí-vel.

 

Estas doze mulheres de origem cabo-verdiana e radicadas em Burela trarão ritmo, alegria e morabeza sem igual à nossa cidade.

Vamos de Cabo Verde a Portugal, porque no sábado 21 temos o concerto do João Afonso e o Rogério Pires. Às 23h na Praça do Toural poderemos ver estes dois músicos no palco. Eles definem o seu espetáculo como um encontro entre amigos. Só vozes e guitarras elétricas é que criam essa atmosfera intimista.

João Afonso e Rogério Pires estão a fazer uma pequena digressão nestes meses com o seu disco Buganvília. De facto o João Afonso está no domingo em Vilar de Santos (Arca da Noe, 21h), por sinal.

Querem ainda novos destinos? temos mais: Moçambique. No dia 23, segunda-feira, poderemos ver o concerto dos Timbila Muzimba com Ogun Afrobeat. Os Timbila e o Cheny Wa Gune já tinham estado connosco graças ao Narf, mas posso fazer uma pequena biografia na mesma. Em 1997 um grupo de jovens músicos e bailarinos dos bairros de Maputo criou uma orquestra de timbilas, eles são uma conjunção entre a tradição e a modernidade.

 

Curtam das festas! A gente vê-se!

 

Dom La Nena no Gaiás

“Atardecer no Gaiás” é já um dos planos do verão para qualquer “picheleiro/a” de gema.

A Cidade da Cultura é desses elefantes que as cidades têm infrautilizados e assim pelo menos, nem que seja a praça principal, ainda tem uma utilidade. Prós: vermos o entardecer lá é incrível. Contras: se não tiveres carro, como eu, estás lixado/a, porque as conexões de transportes são péssimas. Mas esta é uma dessas situações em que os prós vencem os contras.

Amanhã às 21h, na praça principal, teremos o concerto da brasileira Dominique Pinto aka Dom La Nena.

A jovem violoncelista de Porto Alegre sentiu a necessidade de homenagear os artistas que mais admirava durante a sua gira com o disco Soyo em 2015. Começou assim como quem não quer nada a fazer covers nos seus concertos e daí saiu o seu EP Cantando, com músicas em português, inglês, francês e espanhol gravadas com a sua voz e um mínimo acompanhamento: o violoncelo.

Delicadeza, minimalismo e poesia para uma tarde de verão.

José Aníbal Beirão na Arca da Noe

A nova travessia da Arca da Noe em Vilar de Santos vem carregada de notícias lusopatas. Comecemos pelo concerto de hoje, mas não se esqueçam de conferir no nosso blogue os próximos posts em avanço para estarem a par de tudo.

José Aníbal Beirão, músico português, dá hoje um concerto lá. Tripeiro de gema, é contrabaixista e também compositor. Fez parte de formações como Palankalama ou Les Saint Armand a tocar contrabaixo, mas ao longo do tempo desenvolveu também o talento como cantautor.

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O seu primeiro disco, Baiumbadaiumbe, é quase um trabalho de patchwork, porque compila canções que ele foi compondo em momentos diferentes da sua vida: quando tocava no Pato Sentido, gravações que ele fez em casa e canções fundamentadas no contrabaixo e voz.

E como sempre me dizem que anuncio muitas bandas portuguesas que cantam em inglês…fiquem descansados e descansadas: as letras são na nossa língua, com toques de tropicalismo e jazz experimental.

Hoje às 22h30.