Prémios Nobel da Literatura…brasileiros e brasileiras?

Este artigo é uma otimização de recursos. Faz parte de um trabalho académico de uma disciplina que estou a estudar atualmente.

A professora pediu-nos esta semana, a semana do Nobel, que déssemos quatro nomes. Quatro candidatos e candidatas brasileiros a essa honra e explicássemos os nossos motivos.

Antes sequer de começar as pesquisas para iniciar este trabalho, decidi investigar os requisitos para uma pessoa chegar a ser Prémio Nobel de Literatura. Isto era uma questão incontornável.

Depois disto, veio imediatamente uma outra curiosidade, porque é que o Brasil sendo uma potência literária e um país continental nunca ganhou antes um Prémio Nobel. Aí cheguei a este artigo, que apontou várias questões interessantes sobre hábitos de leitura e deu a pista de vários nomes. Mas não quis ficar só na tona. 

Debrucei-me sobre os apontamentos das aulas, os temas abordados. Graças às explicações consegui ter em conta o fator editorial, o contacto com o livro como produto entre o grande público e o volume de traduções feitas para o exterior como índice de consolidação autoral.

Portanto, as palavras chave que utilizei no Google foram estas e com elas obtive estes resultados:

  • autores-brasileiros-mais-vendidos-atuais (que me levou ao artigo 1 da minha webgrafia)
  • livros-brasileiros-mais-lidos (com estas chaves fui ao artigo 2)
  • brasil-literatura-prémio-nobel (com estas cheguei ao 4 e 5)

Após a leitura destes escritos e algumas visitas na wikipédia para ver as biografias e percursos literários de cada autor nomeadamente, reparei em que os resultados apontavam sempre para o mesmo perfil: homem e branco.

Apurei a pesquisa com estas novas palavras:

  • mulheres-escritoras-mais-lidas-brasil (artigos 6 e 7)
  • mulheres-negras-literatura-brasil (artigo 8)

A continuação apresento a minha nómina de autores e autoras:

Lygia Fagundes Telles

O século XXI é a vez das mulheres, os movimentos sociais assim o confirmam. Se só tivesse que dar um nome, não teria dúvida nenhuma, seria este.

A Lygia Fagundes vai em primeira posição nesta nómina porque, do meu ponto de vista, se uma mulher brasileira de 97 anos recebesse um Nobel a imagem do país e das mulheres brasileiras mudaria radicalmente. E seria vantajoso até para para as duas partes, estando o Prémio Nobel tão masculinizado.

Mas vamos à questão literária, que é que interessa. A Lygia Fagundes já foi indicada ao prémio com anterioridade, isso significa que é uma das escritoras atuais mais conceituadas do Brasil. Fora do país também coletou prémios como o Camões e o Jabuti. Falta é concretizar esse Nobel.

É conhecida como a “dama da literatura brasileira”. Explora temas universais que chegam ao grande público,  mas também focou no assunto feminino num tempo em que havia poucas vozes que o fizessem. 

Se seguirmos os critérios da tradução para exterior, tem obras traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polaco, sueco ou tcheco. Também conta com obras adaptadas ao cinema.

As Meninas ou Ciranda de pedra são livros que já têm um espaço no imaginário coletivo brasileiro.

Raduan Nassar

É autor de três livros Lavoura Arcaica, Um Copo de Cólera e Menina a Caminho. Do meu ponto de vista, esta nomeação rompe com o esquema do escritor atual. Nos dias de hoje, parece que um escritor tem de ser um indivíduo muito produtivo, que cada ano tem que ter um lançamento para continuar a lubrificar a máquina do sistema literário. A ideia do livro como produto sacrifica muitas vezes a criatividade e a qualidade.

Além do seu compromisso contra a repressão política, foi também merecedor do Prémio Camões em 2016 e finalista do Man Booker Prize. Isto fez com que a sua obra fosse traduzida para inglês e publicada na Penguin.

Chico Buarque

Multifacetado e comprometido com as causas sociais e a cultura, Chico Buarque pode ser um caso análogo ao de Bob Dylan. As letras das canções são também poesia e este prémio pode ser um impulso para toda a gente chegar a perceber isso. Não há demérito nisso.

Recebeu o Prémio Camões no meio de uma enorme polémica no Brasil e essa decisão foi até contestada por Jair Bolsonaro. 

Ele pôs todo o seu talento literário e artístico na luta pela democratização do país. 

Criou na sua obra um “eu lírico feminino”, muito infrequente na altura. 

Budapeste ou Leite Derramado contribuiram para a formação cultural de muitas pessoas do âmbito lusófono. Este prémio pode ajudar a espalhar a obra deste autor e vê-la no seu conjunto, não só na vertente musical.

É uma ativista feminegra, indicada para outro ramo do Nobel, o da Paz, pela Associação 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. É uma referência contra o racismo e a violência de género. A legitimação de um papel mais representativo para mulher negra na sociedade brasileira é uma constante na sua obra como podemos ver no seu poemário Eu, mulher negra, resisto, que virou quase uma citação.

Alzira Rufino

É ensaista, contista, cronista, romancista e poeta. Foi a primeira escritora negra a ter o seu depoimento registrado pelo Museu de Literatura Mário de Andrade.

Se o Nobel é uma plataforma de visibilidade, a obra de Rufino merece estar naquele patamar para os leitores e leitoras de todo o mundo conhecerem os problemas das mulheres e mais ainda das mulheres racializadas.

Webgrafia que usei, por se quiserem dar uma vista de olhos:

  1. https://www.designdoescritor.com/post/10-autores-nacionais-vivos-que-faturaram-mais-de-1-milh%C3%A3o-de-reais-com-seus-livros
  2. https://blog.saraiva.com.br/mais-lidos-brasil/
  3. https://editoraalbatroz.com.br/escritores-brasileiros-mais-vendidos-no-mundo/
  4. https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,qual-escritor-brasileiro-merecia-um-premio-nobel-de-literatura,70003037925
  5. https://www.publishnews.com.br/materias/2019/08/13/premio-nobel-de-literatura-quando-sera-a-nossa-vez
  6. https://www.mundodek.com/2017/03/20-grandes-escritoras-brasileiras.html
  7. http://saopauloreview.com.br/150-mulheres-que-estao-fazendo-literatura-hoje-no-brasil/
  8. https://mdemulher.abril.com.br/cultura/escritoras-negras-brasileiras-que-voce-vai-adorar-conhecer/

Enfim, o prémio foi dado ontem à Louise Glück, poeta americana.

Será 2021 o ano do Brasil?

Lídia Jorge na Galiza

A escritora portuguesa visitará nos dias 21 e 22 a Galiza.

No ano 2015 já a tivemos num encontro fugaz na Cidade da Cultura, mas soube-nos a pouco. Desta vez poderemos tê-la connosco mais tempo, como podem ver no cartaz e o tema é aliciante: “Os caminhos da literatura portuguesa na Galiza”

Para quem estiver um bocado por fora dos assuntos literários, dir-vos-ei que em 2014 foi-lhe atribuído o prémio Luso-Espanhol da Arte e Cultura concedido pelos governos de Espanha e Portugal. Mas comecemos pelo início, que é como as apresentações são começadas: ela nasceu em 1946, no Algarve, em Boliqueime, e viveu os anos mais convulsos da Guerra Colonial na África.

É professora do ensino secundário e publica regularmente artigos na imprensa. Trata-se de um dos vultos da literatura portuguesa e o seu discurso é muito intenso: a mulher e a sua solidão e a releitura da História.

Quanto à receção das suas obras diz a Wikipédia que “é inquestionavelmente uma voz singular e reconhecida no panorama da literatura portuguesa contemporânea. Comprovam-no a receptividade do público e da crítica; as repetidas edições das suas obras; as traduções para outras línguas; as teses e os ensaios académicos que se vão apresentando sobre os seus textos em vários países; os prémios nacionais e internacionais que têm distinguido a sua obra; e ainda os volumes monográficos que se debruçam sobre a sua criação literária”

Esta será uma semana de sorte para quem gostar de literatura.

Culturgal 2018

Começa um fim de semana cheio de novidades culturais e Ponte Vedra será o centro nevrálgico de todas elas. Assim como novembro é o mês do Cineuropa, dezembro é o mês da Culturgal. E vocês sabem disso.

Visto o programa, fiz o meu crivo particular para as atividades, mas não esqueçam que há sempre bancas interessantes:

-A Semente Trasancos está ainda em angariação de fundos e precisa muito de nós.

-A livraria portuguesa Tragamundos e a nossa Através Editora também marcarão presença.

-A novinha em folha Rede de Galilusofonia vai lá estar e tem muito para dizer.

Comecemos então a falar de coisas para marcarem na agenda.

Amanhã sábadoàs 17h no Espaço Livro podem ir à apresentação dos novos títulos da coleção de ensaio Alicerces da Através Editora.

Esta vai ser uma feira intensa para mim, porque todas as coisas são melhores com amigos e amigas…e os meus estão de parabéns. Que fortuna ter tanto talento à minha volta e pessoas generosas que decidem partilhá-lo.


Estes são os volumes 3 e 4 da coleção e tocam-me na alma porque tenho pessoas muito queridas a participarem em ambos. Se nos anteriores títulos tínhamos os temas da eutanásia e do corpo na dramaturgia, nestes novos poderemos achegar-nos à arte com novos modos de olhar graças ao título de Natália Poncela Nem tudo e arte? e também ao, sempre necessário, tema das Novas masculinidades, o título de Jorge García Marín. Os dois livros contam com prólogos escritos por pessoas do país vizinho: Teresa Torres de Eça, Luísa Monteiro e Marco Gonçalves, vultos nos âmbitos da psiquiatria, filosofia, arte e literatura em Portugal.

Amanhã poderemos meter conversa com a Natália Poncela, Jorge García, autores, e Teresa Pilhado, co-diretora da Através.

Já no domingo temos outro encontro marcado com a prosa de ficção.

O Grande Prémio de Romance e Novela APE/ILB foi ganho neste ano pelo escritor Hélder Gomes Cancela com o livro As pessoas do drama.

Poderemos ouvir o narrador falar sobre as linhas argumentais do seu livro no  Espaço Livro às 11h.  A sua obra, pelo que vi na net, faz uma ”leitura crítica da História e da Cultura europeia na sua relação com a cultura árabe, através de uma temática poderosa (a culpa, a impunidade, o drama, o olhar, o incesto, a tensão e a violência familiares) e de uma revisitação de personagens e de mitos do nosso património cultural ocidental”

Este volume foi também lido no grupo de leitura de autores lusófonos deste ano do Centro Cultural Camões de Vigo.

Eu não sei se vocês conferiram na previsão meteorológica deste fim de semana. Se estiverem tristes porque não podem fazer atividades outdoor, pensem que a Culturgal tem aquecimento, teto, iguarias, bons livros e pessoas fofas. Que disparate. Ainda havendo um dia soalheiro, esta é e tem de ser a nossa melhor opção sempre, porque é aquela que espalha amor por nós próprios e próprias.

Dormir com Lisboa…em Vigo!

Fausta Cardoso Pereira é uma jovem romancista formada em Publicidade e Marketing, Comunicação Social e Sustentabilidade. Esta poderia ser uma biografia normal, como qualquer outra que se faz sobre alguém talentoso, mas há uma caraterística distintiva: ela ganhou na Galiza um prémio literário com um livro escrito em português. Suponho que terá que explicar este facto muitas vezes na sua terra natal, Lisboa.

É autora de O homen do puzzle, uma fábula sobre a paralisação e a mudança; e também de Bom caminho, um livro de viagens que fala da sua experiência no Caminho de Santiago.

Dormir com Lisboa tem a cidade homónima como protagonista. Lisboa, sem qualquer razão, começa a devorar pessoas. E o livro devorou-me a mim. A obra foi vencedora, como referi acima, na segunda edição do prémio Antón Risco de literatura fantástica. A escritora conseguiu, obviamente, uma recompensa económica e a possiblidade de publicação, sendo a Urco editora a empresa responsável. Voltemos ler as linhas anteriores e pensemos friamente: uma lisboeta, que escreve em AO, ganha na Galiza um prémio e publica o seu livro connosco. Acho que os premiados fomos todos e todas nós. Coisas maravilhosas ainda podem acontecer!

Amanhã estarão na feira do livro de Vigo David Cortizo, membro da Urco, e a autora para meter dois dedos de conversa. 20h30! escrevam todas as curiosidades num papel e perguntem, perguntem, perguntem!

SELIC 2018

A Semana do Livro de Compostela não foi sol de pouca dura, veio para ficar e esta é a sua segunda edição. Desde o dia 1 de junho até ao dia 10 poderão estar em contacto com livrarias e editoras do país além de usufruir de um amplo programa de atividades.

Este ano a cidade convidada é a Póvoa de Varzim. O seu festival literário “Correntes d’escritas” acho que é hoje um referente e está na hora de que se conheça mais na Galiza. A propósito disto, no dia 3 de junho às 12h30, no exterior da carpa, há dança tradicional poveira, as chamadas “rusgas”. Nesse mesmo dia às 18h30 a escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso falará com o público galego.

Dulce Maria Cardoso foi escolhida para partilhar com o público o processo criativo que a leva a fazer da sua biografia uma experiência literária. Ela nasceu em Trás-os-Montes no ano 1964 e passou a sua infância em Angola. Regressou depois da descolonização.

No ano 2001 publicou a sua primeira obra, Campo de Sangue, seguiram-se outros romances como: Os meus sentimentos, O chão dos pardais, O retorno…

Algumas das suas obras foram adaptadas como roteiro de cinema e muitos dos seus livros são objeto de estudo em universidades do mundo todo.

No dia 4, às 19h30 temos as “Correntes de conversa”, uma conversa sobre o “Correntes d’escritas” entre Manuela Ribeiro, organizadora do festival, e Carlos Quiroga, professor de literaturas lusófonas na USC.

No dia 5, às 20h. “Um guitarrista português e um poeta”, poesia musicada por Aurelio Costa e Carlos Costa.

Durante toda a semana do livro, poderão também encontrar a banca da Através editora e dar uma olhada às suas últimas publicações. Deem um passeio pela carpa!

As raízes de Pessoa na Galiza

No Dia da Língua Portuguesa não há nada melhor do que revisitarmos a nossa história e ligações culturais.

A Ginjinha, Inês de Castro, o galo de Barcelos e, agora também Pessoa, têm antecedentes na Galiza. E se a nossa história fosse contada doutra maneira?

O professor de Literaturas Lusófonas, Carlos Quiroga, prova neste livro a árvore genealógica galega do poeta, a origem do heterónimo Alberto Caeiro e a relação que isto tem com Alfredo Guisado, poeta galego esquecido da Geração Orpheu.

Hoje, no Centro Cultural Camões de Vigo, às 20h.

Marco Neves na EOI de Compostela

O blogue Certas Palavras é para mim um referente dentro da internet. O seu autor, Marco Neves, é dessas poucas pessoas que entendem o caso galego à perfeição, do meu ponto de vista.

Hoje estará na EOI de Compostela para falar dos Doze segredos da Língua Portuguesa, um livro que desmistifica muitas coisas à volta do português. Não, a palavra Saudade não é impossível de traduzir, e sim, todos os portugueses e portuguesas têm sotaque.

Querem ter outra visão sobre a língua? Não percam esta palestra com o Marco Neves às 19h.

 

 

Capicua e Pedro Giraldes em Compostela

Eu sabia que depois de terem ouvido Capicua no Aritmar 2016 os/as programadores/as culturais não iam demorar em contar com ela mais vezes.

Neste domingo dia 26, às 18h, a minha ídolo e Pedro Giraldes, guitarrista dos Linda Martini, chegarão a Compostela ao Centro Sociocultural de Santa Marta.

Compostela Miúda é um espaço que programa atividades para famílias e no marco da sua programação de concertos, estes músicos subirão a palco para encenarem as músicas do seu último trabalho conjunto: Mão Verde.

Não sei se sabiam, mas “Mão Verde” é aquilo que dizemos quando alguém é talentoso/a com a jardinagem. E nesta dupla talento é que não falta!

A Ana e o Pedro construiram um cd cheio de amor às plantas, à quinta, à ecologia e também às crianças. Este é, sim, um livro-cd para crianças que visa espalhar uma certa consciência ambientalista entre os mais novinhos. Mas (advirto) não se trata de um desses cd’s lamechas. Não, não é um Avô Cantigas nem uma Florbella a cantar. Em palavras dos autores: “é para crianças, mas não é infantil”.

Miúdos e graúdos podem gostar das músicas e desfrutá-las juntos, folheando cada página do livro, porque cá cada página é muito valiosa: ilustrações de Maria Herreros e pequenas notas do agricultor Luís Alves, para dar a conhecer os bichos e as plantas cantados, ao mesmo tempo que são explicados os significados de termos mais complicados como compostagem ou o aquecimento global. O ano passado comprei-o no concerto e eu, que já estou na casa dos -intas, ouço-o e olho para ele como um tesouro. A edição, os desenhos, as letras, os arranjos musicais…tudo está feito com o máximo cuidado.

 

Bora’! rap ecológico para todas as idades!

 

 

 

Ari(t)mar 2017

Uma coisa boa de ter um blogue é ver como um projeto começa. Uma coisa melhor ainda é ver como ele tem continuidade. Escrever “Ari(t)mar” e colocar ao lado “2017” já me encheu de felicidade.

Ari(t)mar é um certame novinho em folha, com apenas duas edições, mas muito revolucionário do meu ponto de vista.

Estudantes de português fazem um mergulho em livros de poesia e discos durante um ano para saberem qual foi a poesia e a canção melhores do ano anterior. Ouvem e leem produtos culturais das duas bandas do Minho, o qual facilita uma imersão. Em termos de consumo cultural também…é 5 estrelas.
Por outro lado, acho que o certame é muito horizontal, porque quem escolhe não é um júri especializado, mas o público leitor/ouvinte que muitas vezes se aproxima de grupos/poetas pela primeira vez.

O ano passado, na parte da música e do lado português, ganhou a minha ídola Capicua. Pensem bem…quantas oportunidades teria uma cantora rap feminista portuguesa em vir à Galiza? Graças ao Arritmar o público daquela noite do Teatro Principal ficou a saber quem ela era.

Este ano, confesso, o cartaz não me atrai muito assim, mas o público é soberano.

Na parte da música, a decisão que menos me satisfaz, ganharam Sés (Gz) e os Quinta do Bill (Pt). Considero que os Quinta do Bill não são muito representativos da música portuguesa atual, até fiquei a saber que ainda tinham a máquina azeitada, pois levam uns tempos em que não estão a bater muito na moda.

No assunto literário já fiquei mais contente. Do lado galego temos a Paco Souto (“Terradentro”) e do português a Pedro Craveiro (“fui a Bruges esquecer um amor”).

Como adoro o projeto irei ao teatro na mesma ver a gala, no dia a seguir é feriado e não há nem que madrugar nem nada. Aliás, apresentam a Isabel Risco e o Quico Cadaval…vai dar barraca!

Então a gente vê-se no dia 31 às 21h no Teatro Principal para curtir e fazer também homenagem ao Narf.

Como assim? Ainda sem bilhetes? esgotaram! mas pode ser que tenham uma chance, amanhã há um sorteio na Cadena SER no programa Hoy por hoy

Dormir com Lisboa

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Fausta Cardoso Pereira é uma lisboeta de gema. Estudou Publicidade e Marketing, Comunicação Social e Sustentabilidade. É formadora na área da escrita criativa e antes foi responsável pela gestão de projetos educativos na Fundação PT.

O seu livro último livro, Dormir com Lisboa, foi o vencedor do II Prémio Antón Risco de literatura fantástica. Este certame, convocado pela Urco Editora e a Fundación Vicente Risco, é desses poucos na Galiza que aceitam manuscritos em português.

O argumento da obra parte de um enigma simples: o desaparecimento inexplicável de cidadãos comuns na cidade. Lisboa é aqui uma personagem mais que se apresenta como um grande mural de histórias encaixadas e que parece engolir as pessoas. O romance é, então,  um canto contra as cidades europeias estandardizadas e turistificadas.

Esta sexta-feira, às 20h, poderemos  falar na Lila de Lilith com a autora e o editor, David Cortizo.