António Zambujo na Casa das Crechas

Hoje às 21h o cantor de Beja fará uma atuação na Casa das Crechas, em Compostela.

António Zambujo cantará em Compostela as músicas do seu mais recente disco: Até pensei que fosse minha (2016), uma homenagem ao cantor brasileiro Chico Buarque.  O trabalho traz clássicos como “Cálice” (escrito originalmente em protesto contra a censura da ditadura militar) e “Geni e o Zepelim” (do musical “Ópera do Malandro”).

O disco está cheio de colaborações: Roberta de Sá, Carminho e até o próprio Buarque aparecem entre as faixas mais destacadas.

Sempre num registo intimista, Zambujo continua assim o seu diálogo com a música brasileira.

Aline Frazão regressa

Aline Frazão, a musa do Lusopatia, volta à Galiza.

Amanhã estará em Compostela, na Casa das Crechas às 21h e no domingo estará em Vilar de Santos, na Arca da Noe.
Insular é o terceiro trabalho a solo da cantora angolana. Fala daquelas ilhas imaginárias entre o Nós e o Nós-próprios, fala da Angola atual e conta com colaborações como a da rapper Capicua.

O disco é “isolamento, a solidão, o contraste entre o individual e o colectivo”, por outras palavras, as caraterísticas que definem uma ilha.

Kleber Albuquerque

Amanhã não sejam burros e vão aonde têm que ir! Kleber Albuquerque está na Galiza!

12932648_837569009680378_9005144883197240498_nKleber Albuquerque é um cantor brasileiro autodidata e multidisciplinar. Começou a compor já na adolescência, juntando às letras próprias pedaços de poesias e narrativas de Gabriel García Márquez, Pessoa, Jorge Luis Borges…

Entre banda e banda de rock começou a participar de festivais de música brasileiros e num deles o compositor paulista J.C. Costa Netto ficou de olho nele. Desta união nasceu o seu primeiro disco, chamado 17.777.700. Tempo depois viriam outros com nomes igualmente curiosos: “Para A Inveja Dos Tristes”,
“O Centro Está Em Todas As Partes”, “Desvio” e “Só O Amor Constrói.

Com que nos irá deleitar nesta mini-tour na Galiza? com um lançamento de um disco novo com um nome carregado de poesia: 10 Coisas Que Eu Podia Dizer No Lugar
De Eu Te Amo.

E como amanhã é 1 de abril, o dia da mentira, suponho que por isso incorporaram uma mentira no cartaz. As datas, dias, horas e ruas estão certas, não assim o país 🙂

O contrabaixo

o contrabaixo 038A obra de Patrick Süskind chega à Galiza encenada pela companhia portuguesa Visões Úteis. Hoje na Casa das Crechas, às 21h, em Compostela poderão ver então O Contrabaixo.

Sei que estavam a pensar n‘O perfume, mas não, chega à nossa capital esta peça teatral monologada, a primeira obra do autor bávaro.

Deixo-vos aqui a sinopse que tirei da página da companhia: “Numa sala à prova de som, provavelmente o quarto onde vive, um contrabaixista de uma Orquestra Nacional decide contar como é vivida a sua solidão e confidenciar, com ironia amargurada, o seu amor não revelado por uma das sopranos da Ópera. Esta relação platónica encontra no próprio contrabaixo o seu maior obstáculo: instrumento arcaico, que melhor se ouve quanto mais nos afastarmos dele, de aparência hermafrodita, desajeitado e incómodo, o contrabaixo torna-se para este homem no maior empecilho à liberdade e ao amor.
Pelo discurso desta personagem isolada e frustrada, viajamos ainda pela História da música e dos músicos e encontramos uma crítica sagaz à sociedade contemporânea”

Afinem o seu instrumento e venham…

Coladera em digressão

wp-1455549430072.jpgA banda brasileira Coladera começa nesta semana uma pequena digressão pela Galiza. Casa das Crechas (Compostela), Arca da Noe (Vilar de Santos), Rede de músicas soltas (Redondela), A casa colorida (Nigrão) já estão a preparar os seus palcos.

O discurso musical da banda vai desde a música brasileira e cabo-verdiana ao jazz e flamenco. A equipa formada por João Pires, Vitor Santana  e Marcos Suzano fusiona três mundos com a língua portuguesa como veículo.

Portugal, Rio de Janeiro e Belo Horizonte misturam-se com Cabo Verde no mais novo voo destes três músicos.

Coladera, nome escolhido para o projeto, é um estilo musical e de dança cabo-verdiano e uma das matérias-primas do disco e da cultura daquele país.

A música autoral brasileira de Vitor Santana, a música ibérica e lusofónica do guitarrista e compositor português João Pires e a experiência e modernidade do conceituado percussionista brasileiro Marcos Suzano dão ao disco um acabado perfeito, fazendo da obra um cd de altíssima qualidade.
Confiram nas datas e lugares e não percam esta delícia para os ouvidos.

Dani Black na Galiza

Dani Black chega amanhã à Galiza. Chega à casa que acolhe todos os músicos lusófonos: a Casa das Crechas.

Não chega em dia bom, porque entre o Dani Black e as CSS, escolho as CSS. Mas é de agradecer o facto de termos eventos lusófonos para escolher na capital nacional e que as pessoas concorram por terem um público galego. Isto significa que alguma coisa está a mudar. Aliás, por se alguém ficar com pena de não ir amanhã por causa de que calham as datas com as CSS, não se preocupem, 5b30bc079c5081d8ac7ff0083c1fe38eele tem duas datas!

  • 9 de outubro -Santiago de Compostela – Casa das Crechas
  • 11 de outubro – Santiago de Compostela – Teatro Principal. Show Aos vivos agora Chico César convida Dani Black 

Queria fazer uma introdução da vida deste gajo e o porquê é interessante, mas o site dele está em construção, sou reencaminhada para o Facebook e no Facebook não há informações nem musicais nem pessoais dele. Que alguém dê uma turrinha de orelhas…

Ok, agora a sério, as informações que arranjei dizem que ele é já filho de músicos (a mãe é Tetê Espíndola e o pai Arnaldo Black). O cantor paulistano em criança estava já a participar em shows com a família, a percorrer o circuito da MPB, isto faz dele um músico experiente e com muitos anos de palco.

Dani Black bebe das fontes dos ritmos do Mato Grosso do Sul por uma parte e pela outra…tem muito com o Chico César. De facto, eu vi-o pela primeira vez no ano passado, a cantar com ele no Cantos na Maré. Eu adoro Chico, portanto, também gostei do Dani.

Deixo vocês com este concerto. Vale a pena ouvir.

Mais cinema nas Crechas

cinema brasileiro nas Crechas

 

Pode resultar um post um pouco repetitivo, e é mesmo, mas estamos no dever de informar os nossos queridos leitores que o cicl0 de cinema brasileiro continua durante o mês de janeiro na capitalina Casa das Crechas. Como já falamos há umas semaninhas, temos uma óptima oportunidade de descobrir o que melhor se faz e fez no país continental no mundo do cinema. A cita é aos domingos, às 20 horas.

O dia 20 vai passar o filme “Redentor” de 2004, uma engraçada trama de Cláudio Torres na que um jornalista recebe a missão divina de convencer um amigo da infância, empreiteiro e corrupto, de se redimir e devolver o dinheiro às pessoas lesadas pelas suas falcatruas.

 

O dia 27, vamos ver um filme mais antigo, com quase 22 anos, “Brincando nos campos do Senhor” um filme estadunidense-brasileiro, do género drama, dirigido por Hector Babenco e com argumento baseado em livro de Peter Matthiessen.

Agora é só esperar que a luz se desligue e comece a magia.

 

O cinema do Brasil nas Crechas

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A Casa das Crechas é já um lugar de estimação e bem conhecido para todos o inúmeros leitores deste blogue. Mais uma vez o spot capitalino traz-nos um bocadinho de lusofonia, desta vez em forma de cinema.

O intuito é aproximar a riqueza estética e temática do cinema brasileiro,  quem só conheça a Cidade de Deus, vai levar uma grata surpresa, pois temos uma boa escolha com realizadores novos e consagrados e filmes mais comerciais combinados com outros “indies”.

Segunda-feira dia 3 às 20:00 vai ser projectado “O homem que copiava” de Jorge Furtado, ambientado na zona norte da cidade de Porto Alegre, conta a história de André, um jovem operador de fotocopiadoras que precisa de 38 reais para se aproximar de sua vizinha Sílvia, por quem está apaixonado. Para isso, é ajudado por Cardoso, empregado de uma oficina, que topa qualquer coisa por dinheiro. Marinês é uma jovem que explora sua sensualidade para ascender na vida, e acaba se identificando com Cardoso. O filme é de 2003.

Na seguinte Segunda, passa o “Terra Estrangeira” de 1996, também às 20 realizado por Walter Salles e Daniela Thomas.

O último filme do ciclo, vai passar o dia 16 às 20:00, chama-se Lavoura arcaica e foi realizado por Luiz Fernado Carvalho em 2001, ai vai um excerto:

António Zambujo na Galiza

António Zambujo é um homem com uma vasta formação musical. Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros.

Não há muito tempo, cantava na casa de fado Sr Vinho de Lisboa. Hoje é um artista muito conceituado, mesmo foi eleito melhor intérprete masculino de fado.

Nestes dias teremos a oportunidade e privilégio de ouvir a sua música. Em Lugo, no San Froilán, a dia 12 e também em Compostela nos dias 14 e 15, na Casa das Crechas. Poderemos cantar as suas letras, canções que intensificam o fado mais clássico e trazem aliás ritmos da África e do Brasil.

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