César Lacerda na Galiza

César Lacerda é um cantor, compositor e músico mineiro. O mês de novembro inicia para nós com uma pequena digressão de concertos deste artista, como podem ver na imagem. Vigo, Vilar de Santos, Ourense, Lugo e Compostela são as terras escolhidas para acolher os seus concertos.

O brasileiro tem quatro trabalhos publicados: Porquê da voz; Paralelos & Infinitos; O meu nome é qualquer um e Tudo tudo tudo tudo.

A carreira de Lacerda vem certificada por dois fatores. O primeiro é como ele se apresentou noutros países. Já tocou em espaços muito conceituados como a Casa da Música em Portugal, o Bahnhof Ehrenfeld Club na Alemanha, o TramJazz na Itália, e o Festival Romerias de Mayo em Cuba.

O segundo argumento para acreditar no seu talento são as suas parcerias com o Paulinho Moska ou Gal Costa.

Contudo, o argumento principal e de mais valor, longe de apoiar-nos no que ele tem feito fora ou com quem ele tem trabalhado, é a sua própria música. Confiram:

Ele canta Me adora e temos mesmo que adorar…

Pekagboom em digressão

O rapper são-tomense Pekagboom vai estar na Galiza para uma pequena digressão de concertos graças ao trabalho da Associação Beco da Língua. Vejam o percurso dele:  

– 4 abril no festival Português Perto. Aquelas nossas músicas em Ourense 
– 5 abril Aturuxo Bar (Bueu)
– 6 abril C.S. Gomes Gaioso na Corunha  
– 7 abril Fundaçom Artábria em Ferrol

 

Pércio Sousa Neves e Silva, a.k.a Pekagboom, é um rapper são-tomense radicado em Lisboa. Desde cedo desenvolveu uma paixão pelo rap. Em 2003 quando morava na “Quinta do Mocho”, na capital portuguesa, formou a banda Império Suburbano com outros emigrantes.

Para Pekagboom os seus referentes são o Sam The Kid, Valete (não podia ser de outra maneira!), Azagaia, Kendrik Lamar e Eminem. Ele fala de temas sociais e políticos: os direitos humanos, as desigualdades, a corrupção…podemos considerá-lo um ativista com rimas e batidas.

Atualmente tem um álbum e uma mixtape a solo. O seu último trabalho, Banho Público, fez-lhe ser homenageado em 2017 como melhor rapper de intervenção social na II Gala “África is more” e considerado pelo site Planeta Rap Luso como melhor rapper são-tomense do ano 2016. É considerado também o melhor álbum de rap são-tomense.

Birds are Indie em digressão

Poucas bandas têm tido tanto espaço mediático no nosso blogue como os Birds Are Indie. Gostamos mesmo deles e, ao que parece, eles gostam de nós, portanto, essa dedicação é merecida: amor com amor se paga.

Os de Coimbra vão já no quarto disco e desta vez gravaram com o carimbo da Lux records, uma histórica editora conimbricense. Este último trabalho tem aqueles ares com que podemos identificar os trabalhos anteriores, mas destaca-se por ter ritmos mais mexidos.

Há pouco fizeram um showcase na redação do JN. A Joana, o Henrique e o Jerónimo são incombustíveis e agora chegam à Galiza para nos dar três concertos:

 

-Vigo, dia 7, Radar Estudios

-Ponte Vedra, dia 8, El pequeño

-Ourense, dia 9, Torgal

Deixem os pássaros voar!!

Deolinda em Ourense (mais uma vez)

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Deolinda é uma dessas bandas que descobri por ter estudado na EOI. Foi graças a essas aulas de português que soube que eles existiam e numa dessas viagens que os e as alunas fazíamos comprei o primeiro cd deles, Canção ao lado. E aí estiveram, ao meu lado sempre, em pastas do mp3, em grandes percursos que fiz para vê-los e como banda sonora de uns anos muito marcantes na minha vida.

Inspirados no fado e na música tradicional portuguesa, os Deolinda trazem uma nova estética. Parva que sou é já um fito histórico dentro das vindicações juvenis portuguesas, é por assim dizer o Grândola do século XXI.

Depois de Canção ao lado, viriam Dois selos e um carimbo e o mais recente dos seus álbuns, Mundo pequenino. Este último trabalho, afasta-se um bocado do estilo dos anteriores, suponho que hoje apresentarão em Ourense estes últimos temas.

Eu já os vi na cidade das burgas na Praça de Santa Eufémia, agora hoje vão tocar na Praça Maior  às 22h30 com motivo das festas da cidade.

Que seja agora, que queremos ouvi-los!

V Português Perto

11159964_909527329110367_1716238317972025986_nEsta edição do Português Perto escreve-se com V. Com V de 5 em numeração romana e com V de Vitória, porque 5 anos já é coisa séria.

Um lustro manifesta a soma de vontades que em cada edição se reúnem para trabalharem. Cada edição é testemunha do interesse manifesto na língua e cultura portuguesas por parte da cidade de Ourense.

Neste ano, a parte mais estritamente lusopata é o ateliê OPS! de que já falámos noutros artigos algumas vezes.  Este ateliê visa demonstrar a vantagem competitiva dos galegos e galegas com a língua portuguesa. É uma atividade divulgativa criada pela AGAL que dura uns 100 minutos. O palestrante por meio de atividades interativas dá a conhecer os pontos fortes (e fracos) dos galegos a respeito da lusofonia.

Neste Português Perto temos três dias de programação para desfrutar dos diferentes sabores da nossa língua. Começa amanhã o ateliê OPS mas no resto dos dias temos o melhor da música galega atual concentrado nestes concertos.

Viagem ao Brasil tradicional

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Conhecer uma realidade é afastar-nos dos seus lugares comuns. O Brasil é um desses países que têm a mochila carregada deles. Sobram estereótipos nas cabeças das pessoas. Ao ouvirmos a palavra “Brasil” logo vêm às nossas mentes imagens de praias, futebol e tangas. Hoje temos uma cura.

Este curso que hoje anuncio nasce a partir da união de várias forças: primeiro a da CentralFolque e o seu amor pela música, depois a da vontade da investigadora brasileira Lia Marchi por mostrar uma visão diferente do país dela e, em último lugar, a da incombustível Noemi V. Nogueiras, alma mater de A Arca da Noe, um novo local de intervenção cultural em Vilar de Santos (Ourense).

Parte das notícias que neste espaço dou, são graças à Noemi. Ela leva anos no associativismo, no reintegracionismo e na programação cultural de muitas noites ourensanas. Agradeço que existam pessoas assim, que nutram as nossas vidas de conteúdos interessantes. Agora ela tem este novo projeto e ainda lhe devo uma visita. Uma taberna-cultural no rural, uma proposta empresarial levada por uma mulher e com temas como o que nos propõe para esta sexta-feira. Bem haja para a Arca da Noe! que venham muitos dilúvios culturais!

Uma das travessias que a Arca fará é este curso, uma viagem ao Brasil tradicional a partir das festas populares, bailes, cantos e danças para descobrir um país pouco conhecido.
A pesquisadora e cineasta brasileira Lia Marchi, regista há 17 anos a cultura popular brasileira e sua rica música de tradição. A partir de filmes realizados por ela, fotos, áudios e excertos dos seus livros, visitamos a diversidade da cultura brasileira em diferentes expressões.

Passando pelas festas, instrumentos, músicas e costumes de diferentes regiões, o curso é uma ponte para descobrir um Brasil pouco visitado, para conhecer melhor a realidade das comunidades tradicionais e dialogar sobre os desafios contemporâneos da tradição.

Esta sexta-feira às 21h em Vilar de Santos!

Chega o Português Perto!

1902857_700958079967294_3485373403572724489_nUm dos nossos clássicos ataca de novo: Português Perto.
Para aquelas pessoas leigas nisto da lusopatia, vamos dizer que o Português Perto é um festival multidisciplinar de palestras, arte, música e literatura lusófona. Realiza-se em Ourense cada ano em parceria com a Universidade de Vigo, a Câmara Municipal, a Agal, a Pró-Academia…este ano imagino que depois da ILP o ambiente será mais festivo ainda.
A programação começa já, o dia 5 e começa “deitando foguetes”: Valentim Fagim, José R. Pichel e Quico Cadaval no mesmo dia. Ninguém vai ficar adormecido ou entediado. Os primeiros vão expor as ideias do livro O galego é uma oportunidade. Eu já vi esta palestra uma vez e repetiria sem pensar. Do segundo, Quico Cadaval…faz falta dizer alguma coisa? vão vê-lo, é o nosso griot nacional!
A seguir têm propostas de literatura e música: Corasons, o angolano Alberto Mvundi, Tasca e literatura…mas gostava de pôr em destaque, se me permitirem, os clássicos do cinema português do século XX. Parece que entre as escolhas está a mão das pessoas do Cineclube Padre Feijoo e deposito toda a minha confiança neles (não sei se já vos tinha dito que não tive muito boas experiências com cinema português)

Todas as atividades são de graça, exceto o visionado do filme América. Cheguem cedo, que os lugares podem acabar-se!!

Metal party com sotaque português

Há um debate que sempre inicio com os meus amigos e amigas. É sobre música galega e música em português. Em minha opinião, a música galega mais difundida é aquela que se corresponde com os géneros tradicionais ou a canção de intervenção e eu acho isso triste. Estamos a perder com esta mediatização ou, se me permitirem, com este estereótipo, muitas outras boas opções. A música em português que chega à Galiza também obedece estes parâmetros: fado, samba, bossa-nova…e canção protesto. E para mim, com todo o leque de possibilidades que os países lusófonos oferecem, isto também é dramático.

Somos criativos e somos criativos em todos os estilos, portanto, gosto muito quando esta máxima que referi acima é quebrada. Oxalá um dia faça um artigo para anunciar um concerto dos Expensive Soul, da Aurea, da Capicua, Clarice Falcão…

metal-party_1390156553Neste fim de semana há uma boa programação de metal para quem gostar deste estilo musical. Duas bandas portuguesas de Vila Real chegam a Ourense para fazer vibrar as paredes do local da Sala Berlim.

Venial Sin e Serrabulho darão um concerto de graça nesta sala no sábado às 22h. A primeira banda toca Death Metal e a segunda Grindcore (não vou dar mais pormenores porque eu estou muito por fora deste ramo e não quero dizer asneiras)

Pequem com Venial Sin agora:

E estes são os Serrabulho. Serrabulho ou “sarrabulho” é uma palavra portuguesa para designar o sangue coagulado de porco. Com esta informação já podem criar uma expetativa…

Katembe project: kuduro em família

KP02As atividades de lazer para crianças ou as atividades para fazer em família já não são aquelas lamechadas antigas. Ainda bem, porque sinceramente eu odeio a música etiquetada de “infantil”: refrões sem sentido, animalinhos e onomatopeias sem fim…Para aquelas pessoas que crescimos com o Xabarín Club, coisas destas não fazem sentido.

2011_1_5_QPz08in9Bm1DfLCCnsve03Dentro do festival MOTI (Mostra Ourensana de Teatro Infantil) há um espetáculo musical de uma banda que eu idolatro, sou mesmo fã: Katembe Project. Eles trazem kuduro e música eletrónica de Angola, movimentos impossíveis de break dance com ritmos que não saem da cabeça. Já tive oportunidade de vê-los duas vezes e que bom vai ser vê-los uma terceira. Os Katembe fazem um dos melhores espetáculos de dança que eu tenha visto. Julgem:

A agenda cultural da cidade das burgas dá a chance de ir ver o espetáculo este domingo dia 29, pelas 19h30 no auditório por 4 euros. Será um espetáculo para crianças com kuduro, uma coisa nunca antes vista. Não percam essa maka, camarás!

Bueno.sair.es

bueno_sair_es_1373281437“Banda de canções, nome de marca. Dá shows, faz conteúdos múltimédia, produtos online e offline. Procuram-se sucessos.” parece um anúncio por palavras, mas é a apresentação de uma banda: bueno.sair.es

Nesta quarta-feira, em Ourense, no café Miudiño temos um concerto lusópata para quem gostar de música powerpop. Bueno.sair.es não é apenas uma banda independente, eles definem-se como “uma banda independentemente”

Como a música está sob creative commons, já não me poderão dizer que foram e não gostaram se me virem pela rua. Podem ouvir todas as músicas e descarregá-las aqui. Pronto, eu ouvi e gostei. Pode ser um plano perfeito para um dia de chuva, mas tenham em conta que irão para a caminha tarde, porque o concerto começa às 23h.