António Zambujo na Casa das Crechas

Hoje às 21h o cantor de Beja fará uma atuação na Casa das Crechas, em Compostela.

António Zambujo cantará em Compostela as músicas do seu mais recente disco: Até pensei que fosse minha (2016), uma homenagem ao cantor brasileiro Chico Buarque.  O trabalho traz clássicos como “Cálice” (escrito originalmente em protesto contra a censura da ditadura militar) e “Geni e o Zepelim” (do musical “Ópera do Malandro”).

O disco está cheio de colaborações: Roberta de Sá, Carminho e até o próprio Buarque aparecem entre as faixas mais destacadas.

Sempre num registo intimista, Zambujo continua assim o seu diálogo com a música brasileira.

Festival Atlântica 2017

Amanhã começa o nosso encontro com a narração oral: o Festival Atlântica, um clássico na programação da cidade. Bem haja para este projeto, que já conta com cinco (cinco!) edições.

Abre o festival o contador Pablo Albo de Alicante, mas realmente a gala inaugural com todos os contadores e contadoras não é até depois de amanhã.

Será em 16 de março quando os contos em português comecem. Sofia Maul  (Madeira), Cláudia Fonseca (Brasil), Valter Peres (Açores), Vítor Fernandes (Trás-os-Montes) vão ser os representantes das vozes em língua portuguesa.

Então é assim, os contadores lusófonos não são novos…mas isto não quer ser uma crítica! Quem está de volta é porque vale a pena!

No programa há também uma atividade que…quem me dera a mim poder fazer!! Mas os tempos do capitalismo pedem que trabalhe e trabalhe e isto atrapalha muito a vida social. O Manuel Gago fará uma visita guiada pela cidade, contando a crónica negra dos últimos tempos. Um passeio pelos crimes de Compostela que pode apaziguar a sede de conhecimento do mais morboso/a. Será esta a cidade calminha que sempre achamos que era?

Aline Frazão regressa

Aline Frazão, a musa do Lusopatia, volta à Galiza.

Amanhã estará em Compostela, na Casa das Crechas às 21h e no domingo estará em Vilar de Santos, na Arca da Noe.
Insular é o terceiro trabalho a solo da cantora angolana. Fala daquelas ilhas imaginárias entre o Nós e o Nós-próprios, fala da Angola atual e conta com colaborações como a da rapper Capicua.

O disco é “isolamento, a solidão, o contraste entre o individual e o colectivo”, por outras palavras, as caraterísticas que definem uma ilha.

Homens, mulheres, venha o diabo e escolha

Homens, mulheres, venha o diabo e escolha é uma peça do Grupo de Expressão Dramática de Escapães.

Desde 1992, este grupo de amigos e amigas armados em atores e atrizes levam a palco textos próprios e são já um referente na própria terra. E isto é difícil. Já sabemos que “santos da casa não fazem milagres”.

Não vi a obra, portanto, não vos posso dizer se gosto ou não. Li o resumo do argumento na sua página: “é uma comédia que nos mostra a rivalidade, os conflitos, os ciúmes, as discussões… E uma boa dose de amor entre homens e mulheres com situações do dia-a-dia de cada um de nós. Quem será o elo mais fraco?”

Na verdade, não gostei muito do resumo. Sinceramente, não gosto da cena da guerra dos sexos, nem de frisar quem é que é o elo mais fraco. Acho pouco feminista e uma visão muito sexista, foi bom com Lisístrata, mas…temos que ir sempre em frente.

Então, por favor, vão neste sábado ao auditório de Rianjo às 21h e digam-me se é que estou profundamente enganada. Tomara que sim.

 

 

 

Haēma na Galiza

10688034_723341757747644_8417274482523208144_oE vamos às origens. Haēma é em latim Sangue. Também é o nome da dupla lisboeta formada por Susana Nunes e Diana Cangueiro.

Elas têm um som muito particular, fundamentado no Trip-hop, pop e jazz. Em palavras das integrantes da banda, Haēma é “o espaço que criamos para reinterpretações e redescobertas e para experiências sem barreiras numa busca sinestésica”.

Na verdade não encontrei muitas informações sobre elas na net. Mas é sempre bom encontrar novas artistas. Querem conhecê-las um bocado mais? Ouçam-nas na soundcloud.

Vão tocar hoje na Borriquita de Belém em Compostela (21h30) e amanhã em Tui (22h) no pub Betún.

Vamos deixar, como o sangue, o som fluir.

 

The Twist Connection

19975127_ooiph-750x422Amanhã chega à Gentalha do Pichel, em Compostela, a formação The Twist Connection de Coimbra.

Músicos de muitas outras bandas, habitués do garage, reuniram-se para tocarem juntos ritmos que tocam estilos tão diversos como o rock, o blues e o garage.

Stranded Downtown, o é o seu álbum de estreia, chega para mostrar com quanta eletricidade se faz o novo velho rock’n’roll. Bateria, baixo e guitarra parece uma receita simples, mas só os melhores fazem da simplicidade a sua bandeira.

Amanhã às 22h!

Mamulengo

imagesPor vezes ouvimos canções, cantamos essas músicas e nem reparamos no sentido da letra. Jack Soul Brasileiro é um desses ritmos que me acompanha muitos dias. Na letra aparece a frase “a ginga do mamulengo” e hoje fiquei a saber o que é que era graças a esta minipesquisa para este artigo.

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O mamulengo é um teatro de bonecos popular no nordeste brasileiro. As peças são encenadas por artistas do povo, muitas vezes com grandes doses de improvisação. O espetáculo é intrinsecamente popular e lá os bonecos falam, dançam, brigam e quase sempre, morrem. Já falei muitas vezes da infantilização do teatro de bonecos e posicionei-me contra essa identificação, portanto, descobrir esta forma teatral com profundas raízes populares e, portanto, politicamente incorretas, foi para mim uma maravilha. Contundência, é isso.

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O artista de mamulengo que está por tás do boneco, o mamulengueiro, tem um roteiro muito breve, apenas umas linhas. O boneco pede muitas vezes uma interação com o público e este completa as falas dele. Podemos dizer que este espetáculo tem aquela catarse do teatro grego mais genuíno.

No dia 15 deste mês, poderão ver uma exposição de fantoches e também a representação de Bambu e Morte por parte do Mestre José Divina de Pernambuco. Será às 20h30, em Lalim, no Museu Galego da Marioneta.

Dulce Pontes, Peregrinação

O rapper Sam the Kid canta na sua música Poetas de Karaoke ” aqui o Samuel é Madredeus é Dulce Pontes”. Há uma marca de identidade nas músicas que ouvimos. Dulce Pontes é Portugal.

dulce_pontes_peregrinacao-portadaEste sábado teremos a artista portuguesa no Palácio da Ópera da Corunha. Podem comprar os bilhetes nesta ligação.

Peregrinação é o último disco da Dulce. Depois de uma longa espera desde o seu último trabalho, a cidade herculana será a primeira paragem da digressão de concertos.

O disco tem 22 canções e é composto por dois cd. No primeiro, Nudez, a cantora canta em português; no segundo, Puertos de abrigos, canta em espanhol, inglês e galego-português. Peregrinação é uma viagem espiritual e um encontro com nós próprios.

Vejam o clipe de Nevoeiro: voz de Dulce Pontes, letra de Fernando Pessoa. Simplesmente fantástico.

Daniel Faria

daniel_faria_foto_augusto_baptistaNo marco do programa “Escenas do cambio” que decorre como cada ano nestas datas na cidade de Compostela, temos a peça “Daniel Faria”.

Esta obra é a segunda co-produção Galiza-Portugal do Centro Dramático Galego. O diretor de teatro Pablo Fidalgo, de Vigo, dá vida em palco ao monge e poeta português Daniel Faria. Numa entrevista recente, o realizador diz que esta não é exatamente uma peça biográfica sobre o autor “é sobre o modo em que uma vida pode afetar outras”, porque Daniel Faria tinha uma fé e uma ideia de partilha quase revolucionárias.

O poeta morreu com 28 anos. Tirou Teologia e licenciou-se em estudos portugueses. A sua foi uma dessas carreiras que a morte nos impediu de ver evoluir. Talvez possamos aprender um bocado mais da sua poesia graças a esta proposta cénica, o que acham?

Podem ver a peça desde amanhã até dia 28 no Salón Teatro.

Falso amigo: pelo

axilasNão sei se alguma vez vocês já pensaram nisto. Eu sim. Nós e os nossos colegas macacos temos pelos, mas se repararem nas diferenças entre um humano e um orangotango vão ver que os pelos não foram distribuídos da mesma maneira.

Vou explicar melhor a questão. A pergunta é por que nos seres humanos, ao longo da evolução, a maior parte dos pelos do corpo permaneceu em certos lugares, como cabeça, tórax (no caso dos homens), axilas e partes íntimas? um macaco não tem quase pelos nas partes íntimas.

peito

Ao que parece, pelo que li na UOL, o causa deveu ser uma mudança climática muito forte acontecida no passado. Sair para caçar com pelos fartos e calor começou a ser um fardo. Só que…e assim todos nus…quando os humanos sabiam quando alguém era púbere? por uma questão evolutiva, os pelos voltaram a certas partes para diferenciar os humanos adultos das crianças.

O dos pelos nalguns animais ainda é também um mistério para mim. Cães e gatos perdem muito pelo…e nunca são carecas.