Gabi Buarque na Arca da Noe

Em junho deste ano, a cantora brasileira Gabi Buarque visitava a Casa das Crechas.

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Quem aquele dia não conseguiu vê-la, pode ainda ter uma chance amanhã, às 22h, em Vilar de Santos, no nosso amado local: A Arca da Noe.

“Fiandeira” é o seu disco mais recente com participação de Jaques Morelenbaum, Marcos Sacramento e Socorro Lira. Este trabalho recebeu Menção Honrosa na Lista dos Melhores da Música Brasileira de 2014.

A cantora acredita que “Fiandeira” apresenta um resultado mais maduro em comparação ao “Deixo-me acontecer” (2011) – seu álbum de estreia. “É um CD com arranjos mais elaborados, traz a mesma diversidade sonora e rítmica do primeiro, mas harmonicamente as letras são mais elaboradas. A gente aprende muito com os anos, viajei muito com o primeiro álbum, e isso está no novo trabalho”, disse Gabi.

Cantamos?

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Haēma em Compostela

O Festival Feito a Man é mais do que um prémio de consolação para aquelas pessoas que ficam em Compostela no verão a aguentar a pressão do turismo. É uma oportunidade de colocar nas luzes da ribalta bandas que o grande público não conhece.

No marco deste festival andam as Haēma. Elas são uma dupla portuguesa que já nos acompanhou em março deste ano em Compostela.

Susana Nunes e Diana Cangueiro fazem uma investigação musical na procura da sinestesia. Uma lufada de ar fresco ou, se quiserem, de sangue fresco pois Haēma quer dizer isso em grego.

Amanhã às 13h30 na Borriquita de Belém poderemos ouvir letras em português do mais inspirador: mar, sereias, marinheiros e mulheres que esperam. Tudo à mistura com jazz e eletrónica.

https://youtu.be/VMzHuchBpCc

Rodrigo Leão na Corunha

Amanhã chega à Corunha um dos grandes vultos da música portuguesa. Integrante de duas das bandas com mais repercussão internacional: Madredeus e Sétima Legião.

Rodrigo Leão é desses homens que criam autênticos hinos e é por isso que foi capaz de reunir tantos prémios.

Ele é um músico completo, criador de um estilo inconfundível. Explora a combinação das suas composições clássicas-modernas com formas de canção e instrumentação mais tradicionais, por isso ir a um concerto dele é quase ouvir uma sinfonia de sintetizadores.

Amanhã o lisboeta vai estar no Teatro Colón da Corunha, no marco do Festival do Noroeste, acompanhado de Ana Vieira na voz. Vai tocar temas essencialmente compostos para a voz desta cantora, em língua portuguesa maioritariamente, mas também em inglês, francês e espanhol.

Deixo-vos com Vida Tão Estranha, que é uma das suas mais belas obras.https://youtu.be/joKcK4D6PGo

Gabriel Schwartz na Arca da Noe

gabrielE depois da apresentação de “A música portuguesa a gostar dela própria”, a atividade na Arca da Noe não termina.

Gabriel Schwartz vai tocar na taberna cultural de Vilar de Santos. Ele é um músico de Curitiba, para além de instrumentista, cantor, compositor e arranjador. Podemos dizer que tem uma vida focada na interpretação da música popular brasileira nas suas mais variadas modalidades.

Hoje podem vê-lo em ação às 22h.

A música portuguesa a gostar dela própria

Amanhã às 20h chega a Vilar de Santos, à Arca da Noe,  A música portuguesa a gostar dela própria.

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Aquelas pessoas que me conhecem bem sabem que sou uma pessoa que aborrece a música tradicional mesmo. Mas “A música portuguesa a gostar dela própria” vai mais além da tradição. Antes de mais, temos que dizer que o nome é já uma intencionalidade expressa, o projeto nasce com o intuito de valorizar aquelas formas de património vivo: as cantigas, os romances, os desafios…Aí já não há gosto ou não gosto pela minha parte, aí há um trabalho de anos que é necessário reconhecer.

Desde 2011 o realizador Tiago Pereira tem recolhido estas manifestações populares por todo o país vizinho. Acabei mesmo de entrar na página do Facebook deles e li agora uma afirmação que me fez muito feliz, por uma coisa que vos explicarei mais logo: “é urgente documentar, gravar e reutilizar fragmentos da memória de um povo“. O projeto já ultrapassou fronteiras, hoje estão em Vilar de Santos a gravar, portanto, quando falamos de “um povo” falamos de “um povo” maior do que os seus limites administrativos. E quem quiser ver, que veja.

Adelina da Límia, maravilha.

Todo este acervo cultural é material para o programa “O povo que ainda canta” que o Tiago dirige na Antena 1.

Amanhã às 20h podem então com este realizador, que vai apresentar o projeto na nossa taberna preferida.

 

Deolinda e Miguel Araújo Na raiz

O ciclo de músicas Na raiz traz a Ferrol o melhor da cena lusa: Miguel Araújo e Deolinda.

Miguel Araújo inaugura o evento amanhã com o primeiro concerto dos quatro que haverá no teatro Jofre.

Miguel Araújo é um dos artistas mais cotados do panorama atual da música lusa. Encontra-se há vários anos ligado à música, sendo conhecido por integrar o grupo Os Azeitonas.

Em maio de 2012, lançou o seu primeiro álbum a solo, Cinco dias e meio. Este álbum conta com sucessos como “Os Maridos das Outras”, título do primeiro single do álbum. É uma música que  fala de como a fruta do quintal do lado parece sempre mais saborosa, por assim dizer biblicamente. É uma canção com grandes toques de humor que brinca com alguns lugares comuns sobre os casamentos.

O sucessor de Cinco Dias e Meio saiu no dia 21 de abril de 2014 e tem como nome Crónicas da Cidade Grande. É um cd composto por cantigas mais simples, mas também há algumas que fazem parte dos grandes sucessos das rádio-fórmulas atuais como “Romaria das festas de Santa Eufémia” ou “Balada astral”

Depois do concerto dele teremos que esperar até novembro para ver os Deolinda. No dia 11 já poderemos dançar ao ritmo de “A velha e o dj”.

 

Pedro Costa em Numax

A sala Numax dedica o mês de setembro ao cineasta português Pedro Costa. O realizador vem para apresentar o seu novo filme, Cavalo Dinheiro, e dar umas aulas no projeto Olhos Verdes e no Numax decidiram juntar o útil ao agradável e fazer um ciclo em volta dele: O Foco Pedro Costa.

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O Foco Pedro Costa é composto pela estreia de Cavalo Dinheiro e  três cópias revistas das seguintes fitas :

-Amanhã, às 21h30h: Casa de lava. Este filme é a primeira aproximação do Pedro Costa à comunidade cabo-verdiana de Lisboa. Conta a história de uma enfermeira que cuida um homem, Leão, que teve um acidente. Leão é deportado e isto faz com que a protagonista comece a questionar muitas coisas da sua própria vida.

-Quarta, às 21h30: No quarto da Vanda. Este foi o filme que fez espoletar internacionalmente a carreira do cineasta. Vanda Duarte vive nas Fontainhas, um dos bairros mais degradados e empobrecidos de Lisboa, onde impera o tráfico de drogas.

-Quinta, às 19h30: Juventude em Marcha. Ventura é um operário reformado de origem cabo-verdiana que vive na periferia de Lisboa. Recentemente abandonado pela sua mulher passa o tempo a deambular entre a casa onde morou 34 anos e o seu novo apartamento.

-Sexta e sábado, às 20h: Cavalo Dinheiro. Novamente temos a figura de Ventura como protagonista. Nos longos e silenciosos corredores de um hospital, avança a figura trémula de Ventura, possuído por um sono febril. Lembra o seu Cabo Verde natal, que abandonou na sua juventude para se ganhar a vida em Lisboa, onde, ao igual que os seus, viveu sempre na margem.

Vitalina, que viajou a Portugal para ir ao funeral do seu esposo. Numa conversa com o Ventura recorda um episódio da vida dele e a mente do cabo-verdiano começa quase que a viajar no tempo.

-Sábado, às 11h30. O realizador dará umas aulas no marco do projeto Olhos Verdes onde fará um percurso por toda a sua trajetória artística.

A não perder!

 

 

 

 

10.000 russos em Compostela

Não, isto não é uma invasão de sovietes. Por vezes parece que o universo liga as coisas do meu passado mais imediato. Há pouco tempo estava a falar da Rússia e agora…

O sugestivo nome de “10.00o russos” pertence a uma banda portuense de rock psicadélico. Coisas da criação de nomes mediante a técnica do cadáver esquisito.

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O batalhão de 10.000 russos é realmente formado por duas pessoas: Pedro Pestana, na guitarra, e João Pimenta, voz. Segundo os próprios membros da banda, 10.000 russos é “o equivalente sonoro a uma aldeia do centro da Europa que é atacada por Hunos”. A coisa não podia ser mais vintage, porque o projeto nasceu com uma cassette com 4 temas gravados. Sim, cassette, o universo hipster é mesmo assim: “O CD está completamente morto e o vinil era demasiado caro para uma edição pequena. Optámos pela cassete, porque nos remete para um lado DIY [do-it-yourself]”.

Suponho que a austeridade, o cinema e os ares de Leste são algumas das influências desta experiência musical eclética. Deixo-vos com esta canção. Escolhi-a porque no título aparece a palavra Spartak e foi impossível não me lembrar do meu adorado Moscovo.

Amanhã, dia 17, no Bar Embora às 21h. Não percam, tovarish!