Itália e Portugal: algumas conexões

O dia 25 de abril é feriado em Portugal e também na Itália. No país de “lo stivale” é o “giorno della liberazione” porque comemoram o fim da ocupação nazista. Suponho que num blogue como este é escusado explicar o motivo deste feriado em Portugal.

Recentemente tenho feito uma viagem à Itália e durante o percurso dei em mim a pensar nas muitas conexões entre estes dois países. Decidi criar este “livro” interativo de atividades onde vos explico um bocado algumas delas. Toquem, cliquem, reproduzam…!

Mais um ano!

Por estas datas sempre aparecemos para dizer que cá estamos um ano mais. Sei que este 2020 foi e está a ser estranho. Assim é para muitos de nós.

O nosso blogue, que além de dar dicas linguísticas também fornecia informações sobre eventos lusófonos na Galiza, quer mesmo voltar a ter notícias sobre concertos, teatro, festivais, etc. Oxalá!

De qualquer maneira, mesmo escrevendo e publicando a outros ritmos, queremos agradecer todo o vosso apoio.

E, já de passagem, se quiserem recordar algum vocabulário sobre festas de aniversário, podem consultar este link.

Aniversário

Hoje o Lusopatia faz anos. É dia de festa e os nossos circuitos soltam faíscas!

Para festejar vamos deixar uma série de vocabulário útil:

  • aniversário, dia de anos, fazer anos: é o dia em que se completa um ou mais anos sobre a data de um acontecimento, pode ser o nascimento de uma pessoa, de uma entidade…Atenção! a expressão é FAZER ANOS, não é usado o verbo Cumprir para isto.
  • convites, convidar, convidados/as: se organizarmos uma festa, podemos enviar convites ou dá-los aos nossos convidados.
  • prendas, presentes: são as coisas oferecidas. Quando queremos poupar um bocado e dar presentes entre um grupo, podemos fazer o jogo do amigo oculto e manter o nosso anonimato.
  • na mesa pode haver copos, guardanapos, pratos, faca, colher, garfo, toalha de mesa…
  • o prato fundamental de uma festa de aniversário é o bolo, normalmente vai acompanhado de velas. Sopramos as velas e depois cantamos Parabéns pra você. No Brasil a canção é ainda mais interminável…O título da canção tem a ver com aquilo que dizemos às pessoas aniversariantes: Parabéns!
  • a sala pode estar enfeitada com guirlandas, balões, luzes

Temos agora mais um ano. Mas não nos sentimos velhos. Velhos são os trapos!

6 filmes da Netflix na nossa língua

Lá por julho escrevemos um post especial com dicas da Netflix. O intuito era treinar a nossa compreensão oral noutras variedades da língua. O artigo teve muito sucesso e a empolgação trouxe novas ideias. Portanto, hoje estamos cá para falar sobre filmes.

Esta é uma recomendação de seis filmes que eu vi e gostei, porque não me atrevo a falar sobre aquilo que não visualizei. Sei que há mais opções e até podem falar-me nos comentários doutras obras que tenham visto.

Se já viram outros posts com animações minhas, sabem que há uma maneira de navegar por eles: podem expandir no botão da direita. Cada imagem tem informação adicional (+) e um trailer.

Tentei que a seleção fosse bastante variada quanto a géneros: biopics, documentários, ficção científica, romance… Infelizmente, só encontrei filmes brasileiros. Espero que, aos poucos, mais países da CPLP tenham produção na Netflix.

Quem é que faz as pipocas?

O melhor do festival de curtas de Vila do Conde

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O melhor do Festival de curtas de Vila do Conde do ano passado chegará a Vigo na próxima semana. No dia 4 às 20h teremos a oportunidade de ver seis curtas premiadas no Centro Cultural Camões.

Posso dar-vos informações sobre algumas delas graças a algumas pesquisas da net:

  • Madness, João Viana. Fita ganhadora na categoria de documentário. Trata-se de uma curta-metragem a preto e branco que conta a história de uma jovem mulher, uma paciente de um hospital psiquiátrico em Moçambique, que está na procura do filho. A mentira de um trabalhador, que afirma não ter visto a criança, numa das poucas linhas do filme é que desencadeia uma série de atos de rebelião de Lucy, a mãe, reforçando assim a aparente necessidade de mantê-la confinada.
  • Fry Day, Laura Moss. Ganhadora na categoria de ficção. Conta a história de uma adolescente dos EUA que vende fotos Polaroid na véspera da execução do serial killer Ted Bundy. Com esse evento macabro como pano de fundo, a realizadora cria, segundo a crítica, “uma aventura de amadurecimento muito tensa, tristemente triste”.
  • Min Borda (The burden), Niki Linddroth. Foi o prémio do público em 2017. Andei a procurar e verdadeiramente confesso que gostei muito do visual. É um musical sombrio encenado num mercado moderno, situado ao lado de uma grande rodovia. Os funcionários dos vários espaços comerciais lidam com o tédio e com a ansiedade existencial ao realizar alegres giros musicais. O apocalipse é um libertador tentador.
  • A brief history of Princess X, Gabriel Abrantes. Vi esta curta no ano passado (ou há dois?) no Curtociruito. Recomendo vivamente. É dessas cenas inquietantes e que fazem refletir sobre a arte. Um olhar sobre a história da “Princesa X”, um falo futurista dourado de Brâncusi, esculpido em bronze, que é na verdade um busto da sobrinha-neta de Napoleão, Marie Bonaparte. Parece mentira, mas não é.
  • A glória de fazer cinema em Portugal, Manuel Mozos. Um filme produzido propriamente pela produtora do festival. É, por assim dizer, uma homenagem aos realizadores e profissionais da sétima arte que passaram, nos últimos anos, pelo festival.

Vamos fazer de Vigo uma cidade das luzes, das luzes da cultura, não do Natal!

José Aníbal Beirão na Arca da Noe

A nova travessia da Arca da Noe em Vilar de Santos vem carregada de notícias lusopatas. Comecemos pelo concerto de hoje, mas não se esqueçam de conferir no nosso blogue os próximos posts em avanço para estarem a par de tudo.

José Aníbal Beirão, músico português, dá hoje um concerto lá. Tripeiro de gema, é contrabaixista e também compositor. Fez parte de formações como Palankalama ou Les Saint Armand a tocar contrabaixo, mas ao longo do tempo desenvolveu também o talento como cantautor.

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O seu primeiro disco, Baiumbadaiumbe, é quase um trabalho de patchwork, porque compila canções que ele foi compondo em momentos diferentes da sua vida: quando tocava no Pato Sentido, gravações que ele fez em casa e canções fundamentadas no contrabaixo e voz.

E como sempre me dizem que anuncio muitas bandas portuguesas que cantam em inglês…fiquem descansados e descansadas: as letras são na nossa língua, com toques de tropicalismo e jazz experimental.

Hoje às 22h30.

São João

Chega a minha noite mais esperada!

Fagulhas, pontas de agulhas
Brilham estrelas de São João…

Preparei uma aromática nuvem de tags com forma de fogueira com algum vocabulário sobre a festa. Podem ver as palavras e dizer se acham que falta alguma coisa.

De onde nos leem? como é que se festeja esta noite nos vossos países? Na Galiza é imprescindível saberem estas palavras.

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Querem aprender mais sobre ervas de cheiro? Vejam o vídeo de Mão Verde (Capicua & Pedro Geraldes). É tão lindo!