Rita Azevedo no Numax

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A realizadora portuguesa Rita Azevedo visita a compostelana sala Numax amanhã às 19h45 para apresentar o seu mais recente filme: A vingança de uma mulher (A woman’s revenge)

Mas a coisa não acaba aqui para a Rita Azevedo. No sábado às 11h30 vai dar uma oficina sobre cinema que leva por título “Cinema: luz feliz e maligna” e que está dentro do projeto “Os ollos verdes” da sala Numax. Este projeto visa pôr em contacto criadores de primeiro nível com o público para trocar experiências e visões. Rita Azevedo falará da luz e da cor no cinema.

A realizadora traz também uma série de livros que lhe serviram de inspiração e que farão parte o acervo da livraria Numax.

Volta à terra

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A produtora portuguesa o Som e a Fúria é…altamente. Nos últimos tempos muitos dos seus produtos culturais têm preenchido horas de lazer em terras galegas. Já tivemos muita música, agora é a vez do audiovisual.

Amanhã, em Ponte Vedra, no Teatro Principal às 18h poderemos ver o longa Volta à Terra de João Pedro Plácido. O visionado faz parte da programação do Festival Novos Cinemas, que tem como objetivo dar visibilidade aos novos talentos emergentes.

O lisboeta João Pedro Plácido começou a realizar videoclipes com 19 anos e desde essa nunca largou o panorama audiovisual, quer seja como assistente de imagem, quer seja como diretor de fotografia. Volta à Terra é o primeiro filme dele.

Volta à Terra conta a história de uma comunidade em extinção: camponeses que praticam agricultura de subsistência numa aldeia das montanhas do norte de Portugal, esvaziada pela imigração.
Entre a evocação do passado e um futuro incerto, seguimos os 49 habitantes da Uz pelas quatro estações do ano.
Entre os habitantes encontramos António, antigo emigrante que realizou o sonho de regressar ao país e prepara a festa da aldeia para o verão, e Daniel, jovem pastor que sonha com o amor ao anoitecer.

Curto-circuito

timthumb.phpO festival “Curto-circuito” traz cada ano novas propostas estéticas que chegam de criadores e criadoras emergentes. Curta-metragens e concertos complementam-se bem, e noutros artigos falaremos da seleção musical que acompanha este evento.

Estejam atentos e atentas à programação de 6 a 11 de outubro, porque este evento e o Cineuropa fazem de Compostela uma cidade em ebulição.

Quanto às novidades deste ano, fiquem a saber que a sala Numax vai ser abrigo de muitas projeções e nós, que amamos a iniciativa, só podemos dizer parabéns e bem haja para a cooperativa!

Nas secções não competitivas do festival poderemos ver várias criações fílmicas. Vamos categoria por categoria, tintim por tintim.

-Púlsar: João Salaviza

salviza4-300x203Púlsar é uma nova secção do programa dedicada a espalhar a obra de autores emergentes que começam a se sagrar neste pequeno mundo. É a vez do João Salaviza. Filho de realizador e produtora portugueses, tinha que trabalhar também neste ramo, o fado assim o quis. Começou a ajudar em filmes de Manoel de Oliveira, conheceu logo o que é um tapete vermelho.

É um autor muito novo, mas com uma linha clara: bebe da tradição do cinema social europeu, mas a sua narrativa oferece uma visão muito particular das idades (a adolescência, nomeadamente) e os espaços: a eterna Lisboa. Temos cinco títulos deste cineasta para poder saborear, confiram no programa.

Penínsulas

Com este nome já intuíamos que alguma produção portuguesa havia de haver, e há. Penínsulas é uma secção que faz uma panorâmica do cinema espanhol e português de temporada.

Na quinta dia 8, no Teatro Principal, pelas 17h podem ver estas criações:

  • Sobre El Cielo, de Jorge Quintela. Não encontrei muita informação sobre o filme, desculpem lá. Sei que a produção é portuguesa, mas não posso garantir que o idioma seja português. A sinopse? O passado é já a projeção do futuro. Contudo, nada mais é que uma luz no céu.
  • Amélia e Duarte, de Alice Guimarães e Mónica Silva.
    Este filme conta a história de duas pessoas, Amélia e Duarte, e o processo de esquecimento, dor e perda depois de terminar a sua relação.
    O filme é feito, fundamentalmente, em “stop-motion” e pixelação. Deixo-vos o teaser, que coisa mais fofaaaa!

    <p><a href=”https://vimeo.com/119428279″>Amélia & Duarte – teaser</a> from <a href=”https://vimeo.com/ameliaduarte”>Amélia & Duarte</a> on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

Noite malandra

Esta é a parte mais…malandra do festival. Desafios, sexo e diversão.

012-OhShitNo Teatro Principal, na sexta dia 9, pelas 23h30 (hora malandra), podem ver a proposta lusopata desta parte do programa: um filme brasileiro de animação que se chama Oh Shit, de Marcelo Marão. O argumento? um homem francês leva a vida toda a comer metais. Comeu biclas, carrinhos, e partes de avião.

-O Som e a Fúria

Há um ciclo inteiro dedicado apenas a esta produtora portuguesa. O Som e a Fúria tem um dos catálogos mais prestigiosos da Europa, com montes de prémios que falam da qualidade das suas produções. Produziram obras de Manoel de Oliveira, Miguel Gomes, Sandro Aguilar, João Nicolau ou João Pedro Rodrigues. A produtora, que se estabeleceu em setembro de 1998, dedica-se exclusivamente à produção cinematográfica, visando criar um vínculo com o autor e o cinema independente.

7 filmes, distribuídos em dois dias de projeção estão ao nosso alcanço. Vejam aqui datas e horas.

Recomendamos vivamente, ou por melhor dizer, re-recomendamos, O Velho do Restelo, de Manoel de Oliveira. Luiz Vaz de Camões mete conversa com várias personagens e escritores portugueses e criam um debate muito interessante que caminha entre o passado e o presente, entre a glória e a derrota. Não percam!

Cineuropa 2014

cineuropaChega o outono e com ele traz a chuva, a locomotiva das castanhas e uma das coisas mais tipicamente picheleiras: Cineuropa. Desde o dia 9 até 30 deste mês a programação cultural da cidade enche-se de fotogramas e vozes na versão original. Para aquelas pessoas que detestarem os filmes com dobragem (por exemplo, eu) o mês de novembro é um paraíso, uma Babel de sotaques e línguas que nunca ouvimos no resto do ano.

Depois de mergulhar entre as páginas do PDF da programação do festival, tenho uma sensação agridoce. Com a mão no coração vos digo que pensei que teria mais notícias que dar. Esta edição não tem muita representação lusófona porque está mais virada para o aniversário do muro de Berlim. Vejam então quais são as nossas dicas:

-CAVALO DINHEIRO (2014). (Secção oficial) Portugal. Documentário. Realizada por Pedro Costa, um dos premiados em Cineuropa 2012, conta a história de Ventura. Ventura é uma personagem recorrente no cineasta, porque já o conhecemos em Juventude em marcha e em Centro Histórico. Cavalo Dinheiro é um exercício de memória, uma recordação da Revolução dos Cravos e uma ode a Lisboa e ao universo de Fontainhas.

-O VELHO DO RESTELO (2014) (Secção oficial) Portugal. Curta-metragem. Manoel de Oliveira (que nunca falta na programação do Cineuropa) faz um mergulho livre e sem esperança na história de Portugal.

Num banquinho de jardim no século XXI estão sentados Dom Quixote, Camões, Teixeira de Pascoaes e Camilo Castelo Branco. Parece o início de uma piada, mas nada disso, eles todos dialogam e analisam presente, passado e futuro. Uma das propostas mais originais que aparecem neste artigo.

O LOBO ATRÁS DA PORTA (2013) Brasil. Drama. Realizada por Fernando Coimbra e com vários prémios e projeções em muitos festivais. O nó da história é um sequestro. Uma criança é sequestrada e na esquadra de polícia Sylvia e Bernardo, pais do miúdo, e Rosa, amante de Bernardo e principal suspeita do crime, oferecem depoimentos contraditórios. Desejo, mentira, perversão…os impulsos que saem das entranhas do ser humano.

-A HISTÓRIA DE UM ERRO (2014) Portugal. Documentário. A representação feminina chegou com a realizadora portuguesa Joana Barros.

A paramiloidose é uma doença pouco conhecida, mas visibilizada neste documentário. O litoral norte de Portugal tem a maior concentração de casos do mundo. Durante décadas a doença foi estigmatizada até que em 1939 o médico Corino de Andrade começou a estar de olho nela e fez as primeiras investigações. A paramiloidose é apenas o marco para uma reivindicação: uma medicina livre de preconceitos e ao alcanço de todos e todas.

paulo brancoE aí acaba a lista de filmes em português, mas ainda falta a cereja no bolo. Não íamos ficar assim…

Cineuropa premia no dia 22 de novembro a trajetória do realizador lisboeta Paulo Branco. Ele tem trabalhado entre Paris e Lisboa, produziu mais de trezentas fitas até com outros realizadores já premiados pelo próprio festival como Manoel de Oliveira e Paulo Branco.

No ciclo de Sons trânsitos também teremos o concerto do brasileiro Vítor Ramil no Teatro Principal. Sábado 13, às 20h30.
Querem saber onde e quando? confiram nesta ligação.

Ciclo de cinema brasileiro

No dia em que foi aprovada a ILP Valentim Paz Andrade, não se me ocorre outra maneira melhor de festejar que com um post.

indexA ILP visa um maior aproveitamento da vantagem galega dentro da lusofonia, provomendo um estreitamento de laços entre a Galiza e os países lusófonos. Então, para começarem a aproveitar…que melhor que um ciclo de cinema brasileiro? O cineclube luguês Valle-Inclán propõe uma série de filmes do outro lado do océano. Comédia, drama e documentários premiados pela crítica fazem parte do menu cultural do mês de março da cidade da muralha.

O ciclo já começou ontem, mas podem visionar ainda os títulos:

-Durval Discos (comédia, 2002): uma loja de discos de vínil e uma trilha sonora espetacular que não vai deixar ninguém indiferente perante a história que a fita conta.

-Linha de passe (drama): quatro irmãos de pais diferentes à procura do seu destino, entretanto, a mãe espera o quinto filho.

-Edifício Máster (documentário): retrato da vida urbana no Rio. O edifício Máster está em Copacabana e os seus moradores são os protagonistas deste documentário.

Podem ver o programa, datas e horas nesta ligação.

 

A ilha das flores em Boiro

216998_566662323368629_962432715_nEsta semana, os seres de polegar opositor e tele-encéfalo altamente desenvolvido poderemos ver o documentário brasileiro A ilha das flores em Boiro.

A fita de Jorge Furtado viaja até ao Barbança graças ao Aturuxo. Neste local social apostaram em filmes e curta-metragens em versão original e quero de aqui dar os parabéns pela iniciativa. Não é assim tão fácil ouvir vozes reais de atores e atrizes neste país.

Pelo que pudemos saber, têm o intuito de incluir filmes de países lusófonos com regularidade dentro do ciclo Noite de documentários.

Para criar um bocado de expectativa entre os nossos leitores e leitoras, quero dizer que esta é uma das obras mais cotadas dentro do audiovisual brasileiro. Um documentário de culto que é visionado em escolas e universidades (eu própria conheci desta maneira a fita). Através da história de um tomate e da demonstração do consumo e desperdício diários de materiais (lixo), o autor aborda toda a questão da evolução social de indivíduo, em todos os sentidos. Torna evidente ainda todos os excessos decorrentes do poder exercido pelo dinheiro, numa sociedade onde a relação opressão e oprimido é alimentada pela falsa ideia de liberdade de uns, em contraposição à sobrevivência monitorizada de outros.

A curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.

Depois da visualização, haverá um pequeno colóquio para trocar dois dedos de conversa. Para quem estiver por perto e quiser dar um saltinho…recordem que é esta sexta pelas 21h30, no local social Aturuxo, em Boiro.

Mais cinema nas Crechas

cinema brasileiro nas Crechas

 

Pode resultar um post um pouco repetitivo, e é mesmo, mas estamos no dever de informar os nossos queridos leitores que o cicl0 de cinema brasileiro continua durante o mês de janeiro na capitalina Casa das Crechas. Como já falamos há umas semaninhas, temos uma óptima oportunidade de descobrir o que melhor se faz e fez no país continental no mundo do cinema. A cita é aos domingos, às 20 horas.

O dia 20 vai passar o filme “Redentor” de 2004, uma engraçada trama de Cláudio Torres na que um jornalista recebe a missão divina de convencer um amigo da infância, empreiteiro e corrupto, de se redimir e devolver o dinheiro às pessoas lesadas pelas suas falcatruas.

 

O dia 27, vamos ver um filme mais antigo, com quase 22 anos, “Brincando nos campos do Senhor” um filme estadunidense-brasileiro, do género drama, dirigido por Hector Babenco e com argumento baseado em livro de Peter Matthiessen.

Agora é só esperar que a luz se desligue e comece a magia.

 

O cinema do Brasil nas Crechas

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A Casa das Crechas é já um lugar de estimação e bem conhecido para todos o inúmeros leitores deste blogue. Mais uma vez o spot capitalino traz-nos um bocadinho de lusofonia, desta vez em forma de cinema.

O intuito é aproximar a riqueza estética e temática do cinema brasileiro,  quem só conheça a Cidade de Deus, vai levar uma grata surpresa, pois temos uma boa escolha com realizadores novos e consagrados e filmes mais comerciais combinados com outros “indies”.

Segunda-feira dia 3 às 20:00 vai ser projectado “O homem que copiava” de Jorge Furtado, ambientado na zona norte da cidade de Porto Alegre, conta a história de André, um jovem operador de fotocopiadoras que precisa de 38 reais para se aproximar de sua vizinha Sílvia, por quem está apaixonado. Para isso, é ajudado por Cardoso, empregado de uma oficina, que topa qualquer coisa por dinheiro. Marinês é uma jovem que explora sua sensualidade para ascender na vida, e acaba se identificando com Cardoso. O filme é de 2003.

Na seguinte Segunda, passa o “Terra Estrangeira” de 1996, também às 20 realizado por Walter Salles e Daniela Thomas.

O último filme do ciclo, vai passar o dia 16 às 20:00, chama-se Lavoura arcaica e foi realizado por Luiz Fernado Carvalho em 2001, ai vai um excerto:

17 anos de OUFF

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O festival de cinema independente de Ourense faz este ano o décimo sétimo da sua vida, já lá vão alguns anos com mais sobras que luzes, está agora o certame num impasse no que não se sabe bem aonde é que vai, se é que vai para algum lado. De qualquer forma, continua a ser o maior e mais importante festival de cinema do país, mas não sei se isto é uma boa notícia, e se o país precisa de um festival.

Temos este ano uma boa representação de longa-metragens da lusofonia, em anos anteriores a presença estava focada nas curtas, assim que vamos aliar o útil ao agradável, cá vos deixo algumas dicas:

O dia 9 às 20:30  e o dia 10 às 18:00 e 23:00 nos cinemas Cinebox (Sala 3), vai passar o filme brasileiro “A Cadeira do pai”, conta a já recorrente temática de um pai que lida mas não consegue conhecer bem os filhos, o tópico volta em força neste filme. Escrito e filmado num estilo road movie pelo estreante Luciano Moura, “A Cadeira do pai” é um filme contagiante em descobertas para todas as suas personagens.

O mais cotado filme lusófono a aparecer no OUFF é o também brasileiro “Histórias que só existem quando lembradas”, da também estreante Júlia Murat, que mostra mão de cineasta nessa boa estreia, ao criar um ambiente fantasmagórico para a estada de Rita, a fotógrafa da cidade grande que entra em contacto com os habitantes de um vilarejo. O filme acontece em Jotumba, vilarejo onde ninguém morre há muito tempo. Muito do que se sente é visto, e não passa pelo registo mais óbvio da palavra. Isso quer dizer que existe bastante sugestão e menos reiteração na maneira como tudo é construído no imaginário do espectador. Vejam o filme o dia 6 às 20:30, o 7 às 18:00 ou o 8 às 23:00. Na sala 3 dos Cinebox.

Há mais filmes brasileiros, como a curta “Moby Dick”, mas para já, chega, que já foi muito.

Anirmau

Não é fácil encontrar um festival de animação, ainda menos de curtas de animação, mas eles existem. Hoje queremos dar conta do Anirmau, uma iniciativa cultural de grande destaque, numa cidade pequena como Lalim, e organizada ainda por um Liceu, o Aller Ulloa. O Anirmau, mais do que um festival, define-se como uma iniciativa de pedagogia, que visa fomentar os conteúdos de audiovisual no ensino secundário.

Este ano, porque ainda que não sabíamos já é um festival bem situado na programação cultural da zona de Lalim, o Anirmau vem com muitas propostas de curtas de animação. A pouco tempo que dediquem a ver a programação, vão encontrar muitas propostas de filmes falados em português. No concurso oficial temos a produção galego-portuguesa “O sapateiro”, realizada por David Doutel e Vasco Sá, “Os olhos do Farol” de Pedro Serrazina e “Viagem a Cabo Verde” de Pedro Miguel Ribeiro – à que já tive ocasião de assistir no OUFF e realmente vale a pena. Mas não se fica por aqui, existe uma secção chamada curta-metragem educativa na que destacamos “A única vez” de Nuno Amorim, “Bats in the Belbry” de João Alves ou “Caixa” dos Brasileiros Paulo Muppet e Luciana Eguti. Mas há muitas mais nesta e na secção de multimédia.

Hoje podemos começar por ver um pequeno excerto de “O Sapateiro”, filme que resulta do trabalho em parceria das produtoras Sardinha em Lata e IB Cinema, que venceu a primeira edição do prémio SPA/Vasco Granja, da XI Monstra — Festival de Animação de Lisboa, que distingue o melhor filme de animação português de 2011. Os autores são portuenses e formados na Católica, o filme fala de um sapateiro embrulhado entre as memórias da sua vida e a sempre presente profissão, que vive um momento crucial na sua existência.

Não se esqueçam de 9 a 14 de Abril, nos cinemas Filmax de Lalim e no I.E.S. Aller Ulloa.