Músicas do lado de lá: Tiago Torrinha

maxresdefaultEsta noite, às 22h, no Couto Mixto em Compostela, poderemos ouvir uma seleção de música portuguesa da boa com o artista Tiago Torrinha.

O de Coimbra tem um projeto de covers onde utiliza a guitarra como acompanhamento da sua voz, viajando essencialmente pelas sonoridades dos anos 90, por temas nostálgicos. Quem não gosta de ter saudades?

 

Kleber Albuquerque

Amanhã não sejam burros e vão aonde têm que ir! Kleber Albuquerque está na Galiza!

12932648_837569009680378_9005144883197240498_nKleber Albuquerque é um cantor brasileiro autodidata e multidisciplinar. Começou a compor já na adolescência, juntando às letras próprias pedaços de poesias e narrativas de Gabriel García Márquez, Pessoa, Jorge Luis Borges…

Entre banda e banda de rock começou a participar de festivais de música brasileiros e num deles o compositor paulista J.C. Costa Netto ficou de olho nele. Desta união nasceu o seu primeiro disco, chamado 17.777.700. Tempo depois viriam outros com nomes igualmente curiosos: “Para A Inveja Dos Tristes”,
“O Centro Está Em Todas As Partes”, “Desvio” e “Só O Amor Constrói.

Com que nos irá deleitar nesta mini-tour na Galiza? com um lançamento de um disco novo com um nome carregado de poesia: 10 Coisas Que Eu Podia Dizer No Lugar
De Eu Te Amo.

E como amanhã é 1 de abril, o dia da mentira, suponho que por isso incorporaram uma mentira no cartaz. As datas, dias, horas e ruas estão certas, não assim o país 🙂

Sílvia Sobreira: a afinação e o ensino de música no Brasil

 

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Sílvia Sobreira é uma brasileira perita em afinação e desafinação. Sabemos que cantar afinado é uma arte que nem todo mundo consegue dominar. De acordo com esta doutora, alguns distúrbios psicológicos podem propiciar a desafinação, mas isto não significa que um desafinado nunca chegue a afinar. Ela acredita em que a afinação é uma habilidade que se pode aprender e treinar.

12348046_1089359924431589_7398152965654098902_nO seu livro, Desafinação Vocal, editado por Musimed em 2003, foi muito utilizado por professores de música e diretores e diretoras de coros brasileiros. Professora nos cursos de Grau da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro-UNIRIO, amanhã fará uma master-class na Casa do Rock, com inscrição prévia.

Toda a gente gosta da música, mas pouco sabemos de como é o ensino dela e ainda menos como é que isso é no estrangeiro.wp-1450364854823.jpg

O Brasil, um gigante musical, é um país muito criativo e que sabe também adaptar aqueles estilos musicais de fora que lá chegam. Contudo, só em 2008 a música entrou como disciplina obrigatória nas escolas do país. Quais os desafios dos professores e professoras? Qual a metodologia? Estão as escolas bem equipadas? De todos estes aspetos e ainda outros vai falar a Dra. Sílvia Sobreira amanhã no CS. das Fontinhas em Compostela às 19h30.

 

 

 

Toques do Caramulo em digressão

imagesA banda portuguesa Toques do Caramulo vai estar este fim de semana em terras galegas. O melhor da música serrana chega diretamente de Águeda à Galiza para nos fazer dançar.

Esta banda de folque conta com mais de uma década de estrada. Eles reinventam-se continuamente, fazendo música nova das velhas cantigas e levando o público a surpreender-se com o repertório esquecido da Serra do Caramulo. Com amplo reconhecimento nacional e internacional, este é um espetáculo de forte energia musical e interação com o público, fazendo de cada concerto uma grande festa para todas as idades.

Certeza que entre tanta música tradicional encontram alguma idêntica além e aquém Minho.

Onde vão tocar?:

-Dia 21, Calvicémbalo, Lugo, às 00h

-Dia 22, Sala Aturuxo, Bueu, às 20h

Samba-Pagode em Ponte Vedra

12088357_845929612186184_8993619893913867317_nEsta semana em La Posada Indiana, em Ponte Vedra, às 21h30, temos uma noite dedicada à canção brasileira por excelência: o samba.

O samba é um género musical em que cabem muitos estilos, não é um fenómeno musical homogéneo, é uma coisa variada, como o Brasil inteiro. O pagode é um tipo de samba que nasceu no Rio, na década de 70. Mas a palavra já estava no Brasil muito antes.

Antigamente, pagode era considerado como festa de escravos nas senzalas de escravos negros e quilombos. Em meados do século XIX, o termo passou a designar reuniões para se compartilhar amizades, música, comida e bebida. Com a abolição da escravatura e fixação dos negros libertos no Rio de Janeiro, que têm uma relação intrínseca com o sincretismo de religiões de origem africana, como o candomblé e a umbanda, o pagode consolidou-se a partir do século XX como uma necessidade de compartilhar e construir identidade de um povo recém liberto, e que precisa dar outra função ao corpo que até então é somente instrumento de trabalho.

Então não esqueçam que amanhã têm uma noite brasileira em Ponte Vedra!

Fumaça preta

Fumaca Preta por Caroline Bittencourt 007Parece o início de uma dessas anedotas que brincam com as nacionalidades. Alex Figueiras, metade madeirense, metade venezuelano, descobriu o Tropicalismo em Amesterdão. Conheceu dois ingleses, um brasileiro emigrado em Nova Iorque e uma paulista e juntaram-se. O mundo é bem melhor com a mestiçagem e união de forças.

No marco do Curto-circuito Film Festival e do Wosinc atuam os Fumaça Preta no dia 8 deste mês na Zona C. Habemus concerto, habemus Fumaça Preta. Preparem-se para coisa boa, meus e minhas.

Os Fumaça Preta são reverberação dub e colorido psicadélico cuidadosamente criado em estúdio, são balanço funk, noite tropical e fuzz rock’n’roll. Como pode ser que fazendo música que respira tropicália eles possam mesmo ser uma revelação? porque eles fazem som de século XXI, são sempre uma reinvenção e ecoa um ar fresco.

Rita Braga em Vilar de Santos

0004044125_10A Arca da Noe continua incansável com a programação de setembro.

Neste domingo irá a palco Rita Braga, uma lisboeta que podemos qualificar como de “mulher renascentista”.

Rita é dessas virtuosas que é capaz de interpretar músicas de Mozart, canções do faroeste ou Bollywood e aquilo, tudo junto nela, não nos é estranho no cenário. Licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa em 2009 e…por outras palavras, quem sabe, sabe.
Mas o talento da Rita Braga não fica por aí. Também é autora de bandas sonoras, deu voz a personagens de filmes de animação, música para publicidade e produziu cabarés imprevisíveis na cidade do Porto, onde reside atualmente.

Em 2011 lançou o seu álbum de estreia “Cherries That Went To The Police”, produzido por Bernardo Devlin, aclamado pela crítica e pelo público, após três EP’s de gravações caseiras low-fi.

Em 2012, durante a sua primeira tour no Brasil, Rita Braga formou a sua primeira banda de formação “rock” em São Paulo, que batizou de Indiozinhos Psicodélicos. A banda seguiu-a em tour nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2013 gravou o novo EP “Gringo in São Paulo” com temas originais compostos durante a estadia no Brasil com a participação destes e outros músicos de São Paulo.


Minhoreggae 2015

MINHO-REGGAE-Splash-2015-en-Espacio-FortalezaAparece por aí nalguma conversa a pergunta de “Quais são os géneros musicais que mais gostas?” e eu tenho uma única resposta: gosto muito de todos os géneros que começam por R, exceto reggaeton. Rock, rumba, rap, R&B…e reggae fazem uma playlist variada.

No próximo fim de semana há uma concentração de eventos que vou dosear, mas tentarei informar de todos. Já falámos do Festival de Poesia no Condado e agora é a vez do Minhoreggae, um festival veterano entre os nossos post.

Gosto muito de reggae. Aquilo começou em criança com os Kussondulola e chegou até hoje com o Rappa ou Richie Campbell. É tão bom que existam festivais assim na Galiza! propostas musicais diferentes às das rádio-fórmulas.

Deixo-vos então com duas propostas lusopatas.

Na sexta dia 4, pelas 23h30, chegam a Tominho os Terra Prometida uma banda de Brasília que leva mais de dez anos nos palcos. Começaram primeiro por se chamar RastaFire, mas um ano depois misturaram o melhor do reggae com o melhor do Brasil e adotaram o nome atual. Uma caraterística inovadora e marcante é o revezamento dos vocalistas nas funções de backing vocal e voz principal. Com performances cativantes e aliciantes têm muitos prémios ganhos e sagraram-se já como um referente.

E no dia a seguir à 01h15 temos os Reggae a Semente (RaS), também uma banda brasiliense. Segundo a auto-descrição que eles fazem dizem que são fruto da união de amigos que tinham em comum o desejo de construir algo bom para o mundo com a música e a vontade de se aprofundar na espiritualidade da vida. Com originalidade e sensibilidade, a banda mantém-se fiel às fortes vibrações do reggae de raiz jamaicana, levando ao público composições próprias, influenciadas também pela música brasileira e géneros como Ska, Ragga, Dub e R&B.

Oh, Lord, oh, Lord, oh, Jah…o tempo sozinho dirá!

 

 

 

 

 

 

Linda Martini

Linda-Martini3Uma das coisas bizarras que eu faço (e tenho muitas bizarradas) é colecionar músicas que falem de olhos no título. Nessa lista que tenho no Spotify e que guardo como um tesouro, há músicas como My father’s eyes, Dois olhos negros, Aquellos ojos verdes…Tenho mais de 120 canções.

Um dia, tentando engrossar essa coleção, dei com um álbum: Olhos de Mongol, de Linda Martini e aí…tive que criar uma nova playlist só para esta banda.

Linda Martini pertence ao novo rock português. De tempos em tempos surgem bandas como esta que evidenciam que a música portuguesa é um projeto aberto, grande e experimental que é capaz de envolver muitos estilos. Eles têm a força trovadora dos Toranja, as guitarras pungentes dos The Vicious Five e o experimentalismo dos Paus.

Longe das comparações que a crítica faz com os Ornatos Violeta, o tema Amor Combate foi um habitué das horas de música da Antena 3, estação que já agora, recomendo vivamente para estarem a par de todas as tendências e festivais.

No dia 24, na Quintana às 22h Dá-me a tua melhor faca e Dez tostões.