Pongo, a rainha do kuduro, na Galiza

É rara a vez que à Galiza chega uma cantora do país vizinho se não é para cantar fados. Cada vez que sei de uma notícia destas recebo-a com a maior das alegrias, porque acho que estas escolhas por parte das pessoas que programam a cultura ajudam muito a romper a caricatura construída em volta do que é Portugal.

Pongo, a rainha do kuduro, chega à Galiza depois de nos ter deixado de boca aberta no Festival da Canção 2022. No dia 11 de março eu publicava cá três desejos sobre a cantora e parece que esta visita vai fazer com que se concretizem alguns deles, embora o assunto de Turim já seja um impossível.

Em 6 deste mês poderemos ouvi-la ao vivo no festival Con voz de muller em Ponte Vedra. Abrirá este ciclo de concertos protagonizados por vozes femininas na Praça da Ferreria às 22h30. Parece que a Galiza não virou costas a esta realidade musical e poderemos repetir a experiência no Festival Maré no dia 24 de setembro em Compostela.

Se estiverem ainda com dúvidas e não sabem de quem é que te falo, podem ler este fio do Twitter.

Sakidila é o novo trabalho da Pongo. O título significa Obrigado em kimbundo, uma das línguas originárias de Angola. Eu fico muito grata por ela ter a oportunidade de cantar na Galiza e trazer estes ritmos. Deixo cá a ligação do álbum, para o pessoal conhecer o que é o kuduro.

Itália e Portugal: algumas conexões

O dia 25 de abril é feriado em Portugal e também na Itália. No país de “lo stivale” é o “giorno della liberazione” porque comemoram o fim da ocupação nazista. Suponho que num blogue como este é escusado explicar o motivo deste feriado em Portugal.

Recentemente tenho feito uma viagem à Itália e durante o percurso dei em mim a pensar nas muitas conexões entre estes dois países. Decidi criar este “livro” interativo de atividades onde vos explico um bocado algumas delas. Toquem, cliquem, reproduzam…!

Os meus podcast para o 8 de março

O 8 de março pode ser um dia muito bom para começares a acompanhar podcast e conheceres muitas pessoas criativas. Já demos anteriormente algumas recomendações cá, mas hoje vamos focar naqueles programas produzidos por mulheres. Desde que comecei a experiência com As Womansplainers a procura por este tipo de conteúdos tem sido uma obsessão. Esta é a minha seleção, espero que gostem dela!

É nóia minha?. A Camila Fremder, escritora, roteirista e agora a tua paranoica habitual, partilha as suas paranoias connosco e também com convidados. Os teus pensamentos repetitivos e ciclos viciosos vão adorar este podcast.

Há algum episódio com uma dinâmica “especial” intitulado “Roleta do unfollow”: uma genialidade.

Eu não sou a sua mãe. Tive imensa pena quando este projeto acabou, mas temos que agradecer todos os programas que fizeram e que ainda possamos desfrutá-los. Quatro mulheres de esquerda portuguesas metiam conversa sobre temas complexos. Acompanhem-nas nas redes socias: sempre certas!

Mamilos. Mamilos é “jornalismo de peito aberto”. Os temas mais polémicos das redes sociais são debatidos cá com empatia, respeito e profissionalismo. O toque de humor também não falta.

Têm muitos programas e acho que é dos podcast melhor sucedidos do Brasil. Não percam esta oportunidade.

Imagina juntas. Este é um podcast de millennials que tentam ser adultas e pagar as contas. A sanidade mental está em risco. Parece que desde dezembro de 2021 o projeto não teve continuidade, mas têm muitos episódios para poder usufruir.

As Mathildas. Um podcast sobre cultura audiovisual, cinema e artes. Não tem continuidade desde 2020, mas deixaram um acervo sonoro muito valioso para desfrutarmos. Teste de Bechdel, este é o teu programa.

Gordacast. Este nome é uma sedução. Autoestima e bodypositive, mas este podcast quebra muitos mais padrões do que os simplesmente estéticos.

Calma, gente horrível. Vou gravar esta frase para dizer no Twitter de tempos em tempos. Este é o teu podcast de reclamações semanais de referência. Ana Roxo, Rita Alves, Tati Fadel e Malu Rodrigues falam de política, ciência, sociologia e outros temas. Podem (e devem, com todo o direito) surtar.

Tenham os fones por perto!

O Festival Atlántica está de volta

Como sabe bem voltar a escrever artigos sobre eventos e termos novidades para anunciar. O Festival Atlántica é desses que já têm um espaço reservado no calendário lusopata. Para quem não souber, este é um evento internacional de narração oral, onde quase sempre alguém lusófono marca presença dentro do programa. Nesta ocasião temos dois narradores, um brasileiro e uma madeirense, esta última muito presente entre as nossas notícias sobre festivais deste género. Lembram-se da Sofia Maul? Se não me enganar esta será a quarta vez que nos visite. Agora, depois da minha experiência na Madeira, tenho ainda mais vontade de a ouvir. Com a Sofia chegam desta vez uns contos de arrepio virados para o público adolescente.

Dedicaremos então um bocado mais de tempo a falar do Thomas Bakk, porque é caloiro neste blogue. O Thomas nasceu no Rio de Janeiro, mas já quase podemos considerá-lo um português de gema, porque mora no país luso desde há mais de 20 anos. É formado em Arte Dramática. Entre os seus talentos está o canto, a interpretação, a poesia e o contar estórias, obviamente. Tem muitas obras publicadas como dramaturgo e até compôs com o artista brasileiro Lenine.

Ele leva estórias a escolas, hospitais, cárceres…e festivais de narração como este, onde poderemos vê-lo interpretar várias personagens em cena, porque é o seu selo interpretativo pessoal, por assim dizer.

Então, como já temos os nossos contadores apresentados, está na hora de falarmos da agenda. Marquem aí porque é uma oportunidade de ouvirem português fora dos ecrãs e isto há tempo que não acontece.

Thomas Bakk: Sexta 2 de julho, 11h30, Parque Eugenio Granell, Santiago de Compostela: contares que não calam, contos de bichos que falam. Público infantil +5 anos

Thomas Bakk com Marcelo Ndong: Sábado 3 de julho, 21h30, Parque de Bonaval, Santiago de Compostela: O que fazem os fang quando contam contos/ Contares doutras terras e mares (espanhol e português) Público adulto.

Sofia Maul: Domingo 4 de julho, 21h30, cemitério de Bonaval, Santiago de Compostela: Contos de arrepio. Público adolescente.

Consultem a página porque para alguns espetáculos é necessária uma reserva.

Ceuta

Faz sentido falar de Ceuta num blogue dedicado a assuntos lusófonos? Cabe a mim falar nisto? Embora muitas pessoas não saibam, a história de Ceuta tem vínculos estreitos com a história de Portugal.

Estamos cá para falar do olho de Camões, das tripas, de horny jail e de bandeiras. Viva a vexilologia!

  • Ceuta sempre foi considerado um enclave estratégico, um primeiro passo para as conquistas ultramarinas. A data da tomada de Ceuta durante o reinado de Dom João I (1415) é considerado o espoletar das viagens ultramarinas portuguesas. Dom João I necessitava de uma nova façanha que reforçasse a sua posição internacional e a relação com a Santa Sé. A chegada dos portugueses à atual praia de Santo Amaro inicia um facto: a presença de portugueses em toda a parte do globo. Isto, ora por colonialismo, ora por emigração, é quase um traço da identidade nacional.
  • Esta cidade norte-africana só passou para posse espanhola em 1640, tendo sido administrada por portugueses mesmo durante o domínio filipino. Portugal recuperou a sua independência de Espanha nesse ano, mas a cidade de Ceuta decidiu não reconhecer como rei o português João IV e permanecer sob os domínios de Espanha, o que ficaria oficializado no Tratado de Lisboa assinado por ambos países em 1668. O reino português perdeu assim uma cidade que não lhe tinha oferecido tantos lucros como esperava, já que a sua manutenção gerou elevados custos à coroa lusa.
  • O fito da tomada de Ceuta foi recolhido muitas vezes ao longo da literatura e historiografia portuguesa. Gomes Eanes de Zurara foi o primeiro cronista a relatar este episódio na Crónica de Dom João I, mais conhecida como a Crónica da tomada de Ceuta. Nestas páginas podemos encontrar a participação de uma das figuras mais importantes da independência de Portugal: o Condestável Nuno Álvares Pereira, herói de Aljubarrota.
  • O Santuário e Igreja de Santa Maria de África foi construído no século XV. Tem uma imagem da Virgem que foi doada pelo Infante Dom Henrique. Artisticamente não tem grande valor, mas reveste-se de grande importância espiritual porque é a padroeira da cidade.
  • A bandeira e o brasão de Ceuta remetem imediatamente para símbolos da vexilologia e heráldica portuguesas. O desenho da bandeira, gironado de oito peças de negro e prata, exibe a clara ligação à bandeira de Lisboa, cidade de onde proveio a armada que conquistou Ceuta. A ligação a Portugal é ainda mais intensa no brasão. Vejam só as imagens, porque elas falam.
  • Se forem à Estação de São Bento, no Porto, podem ver toda a tomada de Ceuta “aos quadrinhos”, porque está pintada nos seus azulejos. E como estamos a falar da invicta, temos que também explicar o motivo de lhes chamar “tripeiros” aos portuenses. Há várias teorias, mas todas ligadas à tomada de Ceuta.
    • Segundo Germano Silva, carneiros, porcos, bois, muitos bois, foram mortos para serem a provisão de quem partia em barco para a conquista de Ceuta. A carne foi esquartejada, salgada, metida em barricas, ou caixas de madeira, feitas propositadamente para este efeito, e acomodadas nos porões dos barcos. Só as tripas não puderam embarcar, porque corriam o risco de rapidamente apodrecerem.
    • Aos 21 anos, o Infante D. Henrique retorna para o Porto a pedido do seu pai D. João I, a fim de liderar construções para a conquista de Ceuta. Estas construções pediam muito esforço físico para os homens que lá trabalhavam, então foi prometida toda a carne da cidade para eles, o resto de cidadãos comeria apenas as tripas. Nasceram aí as “tripas à moda do porto”?
  • Luís Vaz de Camões, pelo seu talento e cultura, provocou paixões entre damas da Corte, dentre as quais a lnfanta D. Maria, filha de Dom Manuel e irmã de Dom João III, e Dona Catarina de Ataíde. Por este motivo é “desterrado” algum tempo para longe da Corte, até que resolve “exilar-se” em Ceuta (1549), como soldado raso. Sim, Ceuta foi a sua horny jail. Mas a coisa não fica por cá, nesta cidade perde o olho direito, facto que conta nos seus versos e traço físico que o faz único. Tem hoje uma rua dedicada, a “Calle Camoens” (sic). A vida dele dava um filme.
  • Como continuidade do vínculo Ceuta-Portugal, o Auditório da cidade foi obra do arquiteto português Álvaro Siza Vieira

Espero que tenham desfrutado destas curiosidades todas.

Oxalá não existam colónias, nem fronteiras. Quem me dera deixar à minha filha um mundo com mais empatia e justiça social.

Os meus podcast portugueses favoritos

Ando agora com a cabeça ocupada com muita coisa. Poucas vezes tenho concentração ou tempo para ler, quando vejo séries dou por mim a mexer no telemóvel e quando vejo vídeos de Youtube que duram mais de três minutos reparo em que no minuto dois já estou a ver a secção de comentários com pouca paciência para ver o final.

Há uns dias recebi uma mensagem no meu Twitter. Uma pessoa que conheço pedia para me unir a um projeto de podcast. Abrir aquela mensagem foi como abrir o cofre de um tesouro. Aquilo tudo brilhava com muita força e logo disse sim. Sem ter refletido muito antes, na verdade. Mas é que o projeto é muito empoderante.

Já sabia o que era um podcast. Conhecia o formato, mas nunca tinha reparado nas suas vantagens de edição. E agora que estou por dentro, comecei a acrescentar no meu Spotify mais podcast portugueses. Fiz até uma seleção e quero partilhá-la convosco.

O É preciso ter lata de Mariana Soares Branco é um espaço onde ela fala dos seus interesses, dá as suas opiniões sobre aqueles temas onde precisamos de uma dose de coragem ou…lata, sim. Tem um episódio sobre os idiomas.

O Valium da Sara Vicário é um desabafo. Fala de coisas que a tiram do sério. Coisas irritantes: os vizinhos, os exames, o trânsito…Afinal toda a gente partilha os mesmos desapontamentos.

Assim a nível linguístico, gosto muito porque dá para me manter atualizada da fala mais descontraída e aprendo muitos bordões. Parece que o programa não tem mais continuidade, mas lá estão os episódios.

A mãe é que sabe é um podcast com chefia feminina. Joana Paixão Brás e da Joana Gama falam de muita coisa e, às vezes, de maternidade.

O Maluco Beleza é desses programas veteranos nisto dos podcast. É um projeto do multifacetado Rui Unas que sabe levar o programa sem constrangimentos de tempo. Podem acompanhar isto no Spotify e também no Youtube. Se quiserem estar a par de quem é celebridade e quem não em Portugal este é vosso podcast.

A minha vida dava um filme é uma criação da Joana Miranda que tem conversas sobre cinema, atuação, elites artísticas…

Reconheço que num primeiro momento vim ao programa como uma traça, atraída pelo brilho do seu título e depois fiquei porque aprendo muito mesmo e eu quero deixar de ser burra.

Perguntar não ofende é um programa sobre matéria política criado pelo Daniel Oliveira, portanto, se quiserem ficar por dentro dos equilíbrios de poder este é o vosso podcast. Em cada programa há diferentes pessoas convidadas que achegam pontos de vista bem interessantes

E no último lugar deixo este tesouro da minha amada Marta Bateira aka Beatriz Gosta, #quem vai acredita. Não me ocorre mulher do norte mais genuína do que esta. Rapper, youtuber e futura mamã. Saboreiem bem estes episódios porque o programa acabou, mas fiquem com a dica e…com esse sotaque!

Espero que gostem da seleção e que também me sugiram mais podcast novos!

Tiago Fragateiro em Tui

A música eletrónica é ainda uma área inexplorada no nosso blogue. Falamos pouco em djs.

Pode a techno ser lusopata? pode. A Lusopatia tem poucos limites e o Tiago Fragateiro chega do Porto para demonstrá-lo.

Segundo a alineaa.net ele está na cena musical há mais de 20 anos, primeiro como programador cultural nos melhores clubs do Porto e depois como dj.

Privou com DJ Yellow em Mindz Kontrol Ultra e isto permitiu-lhe encontrar logo a sua própria linguagem musical.

Os EPs que editou em nome próprio na Composite acabaram por servir de montra e atrair as atenções de labels conceituadas tendo já editado pela Ovum Recordings, Freerange Records, Plastic City e Compost Records.

Deixo-vos este showcase de exemplo. Quem me dera agora estar no BPM Festival em Portimão…ai!

Então, se quiserem imaginar que estão ao calor na praia, podem ir amanhã (dia 4) à discoteca Metropol em Tui. Mas não se esqueçam de comprarem antes as entradas!

Ari(t)mar 2019

Isto é já amanhã, amigas. Um dos eventos mais importantes a nível lusopata e esta que escreve não vai poder lá estar. É com grande pena (de mim mesma) que escrevo este artigo.

É escusado dizer o que é o Ari(t)mar, isto já toda a gente (que presta) sabe. Música e poesia das duas margens do Minho, unidas e entranhadas.

Cabe a mim fazer de apresentadora neste artigo e falar da gala e dos premiados. Lá no Auditório da Galiza, o mestre de cerimónias será este ano o Carlos Blanco, portanto, já sabem que a dose de humor está garantida. Realmente é um dos grandes ingredientes do evento.

O prémio à embaixatriz da amizade Galiza e Portugal é para a nossa Uxia, que tanto merece depois de anos como capitã do Cantos na Maré, festival que deu a conhecer tantas bandas lusófonas na nossa terra. Muitos parabéns, Uxia!

E da Uxia passamos a outras duas mulheres premiadas na categoria de melhor poema. Não poderia ter mais orgulho em falar neste artigo de tão bons referentes femininos. Da nossa parte está a Susana Sanches Arins, que a sinto “mais da nossa parte” do que nunca, obviamente por muitas questões, uma delas a ortográfica. A Susana ganha com Isso é o amor. Este é um ano de prémios para ela. E mais que merece!

Da parte portuguesa temos a Marta Chaves, que ganha com o poema Fachada. Podem ler uma entrevista à autora nesta ligação.

Na cena musical a seleção musical dos finalistas não foi muito arrojada (tradição e pop). Digo sempre, salvo exceções raras, a música que aparece não é muito representativa daquela que passam nas rádios portuguesas. Este ano temos às galegas Tanxugueiras com Que non mo neguen, com um videoclip bem fixe que podem ver aqui.

Do lado português ganharam Os azeitonas com Efeito do Observador. Eu tenho um fraquinho por eles há tempo. Quem és tu, miúda é uma dessas músicas que me acompanham.

O clipe de vídeo da canção premiada também é desses que vale a pena ver pela qualidade estética. Altíssima qualidade, já agora.

Uma vez já ganhou o rap. Quando poderá haver espaço para kizomba, kuduro, trap…? disso também temos na nossa língua.

Aqueles e aquelas afortunados têm um encontro amanhã, às 21h no Auditório da Galiza. Ari(t)mem!

Cineuropa 2019

Começa o Cineuropa. Desta vez, na edição 33, temos novo pessoal na capitania, mas o festival conserva toda a sua magia.

O Lusopatia faz uma folha de navegação para quem quiser estar a par de todo o conteúdo lusófono. Falaremos dos prémios, dos filmes e dos espetáculos…o critério é a língua aparecer. Confiram!

PRÉMIOS

Neste ano o prémio Cineuropa 2019 será para a realizadora Rita Azevedo Gomes. No Lusopatia estamos muito felizes, porque ela ocupa e ocupará sempre um espaço entre os nossos post. É só pesquisarem entre os nossos artigos e verão que ela já andou na Numax, no Encontro de Mulheres da Lusofonia…

A entrega será no dia 16 às 20h.

Muitos parabéns, Rita!

FILMES

Um dia mais com vida (quinta 14, 19h15), Raúl de la Fuente, Damian Nenow; Espanha, 2018, Animação. Kapuściński é um reporter polaco que em 1975 viaja a Angola. Lá conhece a guerrilheira Carlota, que vai mudar a sua vida para sempre e propiciará uma mudança profissional: ele agora será um escritor.

-Tras las luces (sexta 15, 16h), Sandra Sánchez, 2011, Espanha, Documentário. A diretora segue a vida da Lourdes, uma feirante que anda nas feiras com uma atração de carrinhos de choque.

Danses macabres, squelettes, et autres fantaisies/ danses macabres, sketetons and other fantasies (sábado 16, 20h), Pierre León, Rita Azevedo, Jean-Louis Shefer; França, Portugal, Suíça, 2019, Documentário. E se a dança da morte não fosse só realmente a posta em cena da morte na Idade Média? e se fosse a criação da Europa moderna?

A vingança de uma mulher/A woman’s revenge (quarta 20, 22h), Rita Azevedo, Portugal, 2012, Drama. O filme não é novo entre as nossas linhas, recordam-se? Podem ver a sinopse nesta ligação.

Vitalina Varela (domingo 24, 22h, e segunda 25, 18h15), Pedro Costa, Portugal, 2019, Drama. O filme conta a história de uma mulher de 55 anos que chega a Lisboa depois do enterro do seu marido.

A portuguesa/The portuguese (quarta 27, 20h15), Rita Azevedo, Portugal, 2018, Drama. Um dos filmes mais reconhecidos da realizadora portuguesa. A fita leva-nos à Idade Média, onde a nova esposa de Lord Von Ketten vive num castelo da Ilátia à espera de o seu homem voltar da guerra. Podemos ver como é que ela passa o seu tempo, nesse embaraço do jogo do amor.

MÚSICA

Maria de Medeiros and The Legendary Tigerman (quarta 13, 20h30, Auditório da Galiza) o guitarrista e a atriz e cantora fazem este troca-troca de músicas de cinema no trabalho 24 milla baci.

Com toda esta informação…não quero agora ninguém perdido!