Cantos na maré 2016

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Aquelas pessoas apaixonadas pela música lusófona, por favor, não façam planos para o dia 16 do corrente mês.
O Festival Cantos na Maré volta depois de um hiatus de quase mais de um ano. O esquema é parecido com os anteriores, direção artística de Uxía Senlle e direção musical de Paulo Borges. O lugar? Ponte Vedra.

Mudam é as vontades, que têm crescido depois da ausência neste intervalo e os artistas do cartaz, obviamente.

  • Alceu Valença foi o último artista em ser confirmado. Pernambucano influenciado pelos maracatus e repentes de viola, faz fusão disto tudo com guitarra elétrica, baixo e sintetizador. Se Zucchero fosse brasileiro, seria Alceu Valença.
  • Jorge Palma é um dos pais do rock português, daqueles que fazem ora rock transgressor, ora baladas que tocam o coração. Dylan, Lou Reed ou Led Zeppelin são as suas influências. “Encosta-te a mim” é quase um hino em Portugal. Simplesmente uma lenda.

Deixo-vos este vídeo onde aparecem os melhores artistas portugueses. Vamos lá ver se reconhecem algum/alguma.

  • Karyna Gomes é guineense, como Manecas Costa e Eneida Marta. Volto a nomear estes dois artistas, porque infelizmente chegam poucos músicos da Guiné à Galiza. Esperemos que agora com a Karyna esta tendência esteja mais consolidada.

Filha de ex-combatentes, os seus olhos viram vários conflitos armados. Iniciou a sua carreira musical longe da sua terra natal, no Brasil, em coros de gospel.

Karyna faz música urbana em crioulo guineense, mesmo que não haja instrumentos ocidentais nas faixas, aquilo é música de cidade.

  • Thaïs Morell é a voz feminina brasileira do festival. Compositora e multi-instrumentista vem com um leque de sons tipicamente brasileiros. Esta cantora emergente é uma rajada de ar fresco.
  • Uxía e Narf são os representantes das nossas latitudes. Não precisam apresentação. Deixo-vos com Baladas da Galiza Imaginária, com a esperança de um dia vê-la virar realidade. Espero-vos em Ponte Vedra.

Festival Osa do Mar

Poesia, reggae e ainda outras propostas musicais mais hipsters é que se concentram neste fim de semana primeiro de setembro. Não há desculpas para ficarmos em casa. Do Festival de Poesia no Condado ao Minhoreggae, e do Minhoreggae ao Osa do Mar.

cartaz-osa-do-mar-2015A praia da Marosa em Burela tem uma carga muito afetiva para mim. Burela inteira foi o meu abrigo num ano em que eu tinha estado em Lisboa e voltava cheia de saudades.

Neste município comecei a dar os meus primeiros passos na docência, conheci professores e professoras que me marcaram muito. Também vivi uma realidade multicultural muito rica, que foi o melhor paraquedas para alguém que chega de Lisboa.

Quando vi que havia um festival nesta praia…não pensei mais, tinha que ver qual era o programa.

O Festival Osa do Mar é daqueles que não esquecem o bom gosto. E friso isto porque infelizmente acho que na Galiza por vezes deixamos de parte o bom gosto entre a reivindicação e o folclore. Entrem na própria página da organização e façam a prova: um visual moderno e em galego. Não preciso de mais palavras.

Temos proposta lusopata? Temos, com certeza! Entre as minhas pesquisas, consegui saber destas bandas. Peço desculpa se me esqueço de alguma, mas as informações que pude arranjar não eram muitas.

  • No dia 4, Black Bombaim, às 21h. Um trio de Barcelos de rock psicadélico: o Tojó toca baixo e faz muros, o Senra toca bateria e faz calçado, e o Ricardo toca guitarra e serve cafés e também faz grandes sandes de presunto. Quem o diz é o road manager deles. São um grupo instrumental – a única voz que se ouve num dos temas é de Adolfo, dos Mão Morta – e gostam de músicas longas. São esse género de rapazes que na escola não gostavam de jogar futebol…e criaram uma banda.
  • No sábado 5:

-Na praia da Marosa às 17h, Batuko Tabanka. As Batuko são a bandeira de Burela. 12 mulheres de origem cabo-verdiana que levam o nome do município pelo mundo afora. Alegria, força e morabeza. Tocam o batuko, um instrumento tradicional de percussão que é um pano pregado colocado entre as pernas. Burela…Sabi, sabi!

Mas não é apenas isto que Burela tem para oferecer. No palco as Batuko estarão com os Nistra, numa sorte de fusão: Nistra Batuko Exploration. Aforbeat galego é possível? É! Pelo amor de Deus…como é que temos coisas tão boas na Galiza e não sabemos? vejam este documentário porque é BRU-TAL!

Sequin, às 02h, no recinto da festa. Sob a produção de Moullinex, banda que adoro, não pode haver nada de má qualidade.

Sequin, pseudónimo de Ana Miró, é uma cantora nascida em Évora. Como outras cantoras-compositoras da era pós-Internet, manuseia tecnologia para expor um universo íntimo, seja a partir de movimentos rítmicos que convidam à sugestão dançante, como a partir da criação de ambientes de escuta doméstica.

Sequin não é elegante, Sequin é a elegância.

Mais Osas do Mar, mais, mais!

 

 

 

 

 

 

Festival da Poesia no Condado

Eventos há muitos, mas poucos deste género.

11880363_875634765818676_447456191745930225_nO Festival da Poesia no Condado é daqueles que têm longevidade na Galiza. 27 edições é o melhor currículo para eu vos apresentar esta festa das letras e das artes. Dois dias de convívio, palestras, música e muita carga poética em Salvaterra de Minho, aquela terra onde os talhos…são talhos. Pode ela não ser terra libertada por ser um condado, mas é livre de algum preconceito linguístico. Vejam só a ortografia do cartaz.

Tenho andado a acompanhar as últimas informações no perfil do Facebook destes dias e vi que há proposta lusófona para vos oferecer.

Este sábado podem lá ir e às 20h estar no festival poético e ouvir o português Alexandre Sá, na conversa com escritoras e escritores galegos e bascos. Lamento não ter muita informação deste autor, mas não encontrei muito na net. Vão lá e conheçam a obra dele ao vivo.

A música não falta, porque poesia e música nasceram juntas. Pega Monstro e Irmãos Makossa são as bandas que vão rolar a festa.

Pega Monstro, como diz o Jornal Público, é “rockar a sério”. Daquelas bandas girl power que deixam mossa. Foi ouvi-las e recordar-me das Amarguinhas, ai, como eu gostava delas!

E os Irmãos Makossa são uma banda que também gostava muito de ver. Depois de ter visto o Batida no Sol da Caparica este ano, fiquei fã dos ritmos afro-eletrónicos. Segundo as informações que eles mesmos fornecem: “dois amigos, pesquisadores de música africana da década de 70 e suas influências, decidiram cruzar os seus gostos e divulgar ao público o seu conhecimento! Os Dj sets dos Irmãos Makossa são a história de uma viagem por África e como África influenciou o mundo musical, contada pela música extraída dos vinis e cds que preenchem as suas malas”

Já não há desculpas para não gostar de poesia. Não há, não.

Olive Tree Dance em Redondela

CARTEL-FESTIVAL-MILLO-VERDE-2015-2-03Uns com tanto e outros com tão pouco. Redondela não pára. Não deixa de programar coisas interessantes, desde um festival internacional de títeres a um festival musical alternativo.

O Festival Alternativo Milho Verde vai pela nona edição. Música, grafitti, ateliês, danças africanas…constroem o bom ambiente deste evento em Chao das Pipas.

O cartaz inclui bandas galegas como Sancha na Horta e também portuguesas como Olive Tree Dance. Estes são uma banda do Porto, que já tocaram em Redondela em épocas anteriores ao nascimento deste blogue.f32d2e57-609b

O trio fusiona música jazz, afro-brasileira com música eletrónica. Pelos vistos, a primeira atuação deles no festival foi todo um sucesso e nesta edição os organizadores cairam na tentação de convidá-los novamente.

Olive Tree Dance faz música orgánica com didgeridoo, melodias diferentes que estão fora das rádio-fórmulas e acabam com uma grande dança grupal. Energia positiva para este sábado 13.

Womex feito para nós

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O Womex, segundo a UNESCO, é a mais importante feira de world music do mundo. Palestras, concertos, filmes…e música, claro. Dentro da etiqueta world music, cabem vários estilos: músicas da diáspora, tradicional, folk, étnica, alternativa…Portanto, é proibido dizerem que não gostam, com tanta variedade é impossível.

Este ano o encontro é na nossa capital nacional. Decorrerá em vários pontos da cidade entre as datas 22-26 de outubro, mas o grosso da feira da indústria musical estará no Gaiás, onde vários artistas terão a oportunidade de estabelecerem novos contactos.

Revisto o programa, estamos contentes porque…nunca fizemos um artigo tão longo! nossa! quanta programação! Num festival internacional, essa percentagem de língua portuguesa é muito boa! Apanhem um lápis, porque a memória não vai ser suficiente para tanto.

-Batida (Angola/Portugal): estará no dia 24, às 0h45 na Quintana. Batida é o projeto musical de Pedro Coquenão, metade angolano, metade português. Faz música eletrónica com clara raiz na música tradicional angolana. Nesta semana lançou um novo disco, que se chama Luxo. Será também um luxo contar com Batida em Compostela. Alegria!

-Cesária Évora Orchestra (Cabo  Verde): estarão no dia 23, pelas 21h30 no auditório de Abanca. Uma banda com base nos músicos que acompanharam a artista nos seus últimos dez anos. Os músicos da “diva dos pés descalços” dão uma segunda vida ao seu repertório.

Nestes últimos dias, tenho descoberto uma outra homenagem do Stromae para a Cesária e agora tenho também muito orgulho em que tudo o que ela criou continue. Ideal para quem sentir “sodade” da Cesária.

-Ed Motta (Brasil): estará no dia 23, no auditório de Abanca, às 0h30. Cantor, compositor e produtor nascido no Rio e sobrinho do Tim Maia é o artífice de uma das minhas canções preferidas: caso sério. Com influências do MPB, funk e reggae, sabe misturar como ninguém para criar coisas lindas.

-Lula Pena (Portugal): estará às 23h n no auditório de Abanca no dia 25. Cantora portuguesa com um som quase hipnótico, é uma das vozes mais aplaudidas da música Pasión de Rodrigo Leão. Artista de culto, em cada música dá a sua visão do fado.

No OffWomex:

-Paulo Flores (Angola): vai estar no Salón Teatro, no dia 24, às 21h45. Um dos cantores mais populares de Angola. Começou com o kizomba, mas não deixou de parte a denúncia social. Para quem pensar que Angola é apenas Anselmo Ralph, por favor, abram os ouvidos com ele.

Na secção Atlantic Connections:

-Custódio Castelo (Portugal): no dia 23 às 21h no Teatro Principal. Músico e compositor português, acompanhou Amália Rodrigues, Carlos do Carmo, Camané, Mísia…Com sete anos construiu o seu primeiro instrumento musical e já não largou a música nunca.

Sertanília (Brasil): vindos da Bahia, regatam a tradição da sertaneza, a música do sertão. Podem vê-los no sábado, pelas 22h30 no Teatro Principal.

-Na DJ Summit: teremos a DJ Marfox uma autêntica lenda urbana, suburbana e do gueto lisboeta. Na Sala Capitol, na madrugada, pelas 3h30 fechando a noite do sábado.

Na cerimónia dos Womex awards (dia 26)será premiada a fadista Mariza em reconhecimento à sua carreira. Não imaginaria um final melhor!

Play-doc: documentários em português em Tui

homePlay-doc é um festival de cinema atípico, com estilo próprio, que cria um ambiente íntimo. Há dez anos que em Tui fazem um evento dedicado ao cinema de não-ficção: os documentários.

Não faz falta que para fazer grandes coisas, estas sejam feitas em lugares grandes. Eis o exemplo, Tui, um município fronteiriço que organiza um festival que foi destacado em Nova Iorke como um dos dez melhores do mundo especializados no género.

Como este ano estão de aniversário, criaram um novo espaço: o LAP. Um laboratório de apontamentos fílmicos, um lugar para poder trocar ideias, fazer rascunhos de roteiros e dedicar tempo à reflexão sobre as artes, maravilhoso, não é?

De 2 de abril a 6, podem ver os documentários propostos pelo festival. O Lusopatia aconselha a secção de cinema português.

-Alvorada vermelha: um documentário sobre o Mercado Vermelho de Macau. As tonalidades vermelhas do sangue, da carne, dos baldes e até dos olhos dos peixes, transportam o espectador para um universo estranho e assustador mas, ao mesmo tempo, belo e intrigante. Dado o valor estratégico que Macau tem na atualidade, acho que a obra pode ser muito interessante.

-É na Terra não é na Lua: a ilha do Corvo, no arquipélago dos Açores é o objeto do documentário, que pode ser entendido como um caderno de bitácora. 440 habitantes, uma cratera e uma natureza selvagem.

-Terra de ninguém: bombástico! reparem na pequena sinopse que vou dar. O doc conta a história de um mercenário de um comando de elite na guerra colonial de Moçambique e depois de Angola, que depois do 25 de abril trabalhou como segurança em Portugal e mais tarde como assassino a soldo da CIA e dos GAL.

E para dar continuação a uma máxima do jornalismo, já explicamos o Que, já informamos do Como e do Onde, apenas resta o Quando. Consultem os horários nesta ligação.

Música e pimentos com Ensemble Rosa del Ciel

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Todas as sextas-feiras do mês de julho o convento de Herbón acolhe uma série de concertos de música clássica, ou por melhor dizer, de música com instrumentos clássicos. A oferta é muito vairada, desde recitais líricos e quartetos de vento até duetos de piano e gaita de foles.

recitais líricos, cuartetos de vento, música barroca ou un dúo de piano e gaita – See more at: http://ocioengalicia.com/coruna/i-festival-de-musica-de-herbon-as-notas-do-pemento/#sthash.TVi8JoaQ.dpuf

O festival não pode ter um nome mais delicioso: As notas do pemento. O convento de Herbón foi o primeiro a cultivar os nossos cotados pimentos, que fazem de Padrón um lugar dos que se podem encontrar no mapa. Antes de cada atuação há uma desgustação desta prezada iguaria de verão e uma visita guiada pelo convento.

A organização tem uma grande missão. Por um lado valorizar o nosso produto culinário (que as pessoas conheçam a história e labor do convento franciscano, mas também o sabor autêntico do pimento), e por outro lado desautomatizar a música. A música clássica é para  toda a gente e também pode ser interpretada entre as plantas, campos, estufas… Esqueçam os preconceitos!

A parte lusópata disto é o concerto desta sexta-feira às 20h30. Ensemble Rosa del Ciel é um grupo formado por uma rapariga galega e dois rapazes portugueses,  todos alunos do curso de Música Antiga da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo na cidade do Porto.

A banda nasceu da vontade latente de experimentar o cancioneiro europeu e as práticas musicais do séc. XVI e XVII, respectivamente Renascença e início do período Barroco. O grupo propõe uma abordagem plural desse repertório, onde une música, poesia, teatro e dança. Com três vozes, alaúde, guitarra barroca, e por vezes também violoncelo barroco e viola da gamba, Esperanza Mara, Guilherme Barroso e Thiago Vaz contam a vida e o mundo dos nossos antepassados.

Festival internacional de teatro em Gondomar

ponte na escena“Ponte…na escena” é um spin off da iniciativa Ponte…nas ondas. Uma experiência educativa que se vem desenvolvendo desde o ano 1995 graças à cooperação entre escolas de primário e secundário da Galiza e do norte de Portugal, com a participação de outras escolas de outros países. Trata-se da emissão de 12 horas de programação radiofónica realizadas integramente por alunos e alunas galegos e portugueses. Mais uma ponte entre a Galiza e a lusofonia. Uma iniciativa lusópata pioneira no nosso país.

“Ponte…na escena” é a continuidade do trabalho destas pessoas e uma nova oportunidade para dar a conhecer as expressões do nosso património comum. O projeto é muito importante porque a partir de aqui abre-se a porta à realização de co-produções entre companhias da lusofonia. Construir uma dramaturgia comum pode ser um dos objetivos a atingir num futuro.
Será o primeiro festival de teatro lusófono na Galiza. No auditório Lois Tobio de Gondomar serão encenadas peças galegas, portuguesas e brasileiras. Diferentes propostas cénicas contadas numa mesma língua com diversos sotaques.
24, 25 e 26 deste mês, Gondomar será a capital do teatro com nh.
Dia 24 é para peças galegas e sábado e domingo serão os dias mais internacionais. No sábado poderemos ver as obras brasileiras “Quando se abrem os guarda-chuvas” e “Olympia”. No domingo “Labirinto de amor e morte” e “A visita”, duas peças portuguesas.
Podem ver aqui o programa inteiro: 20130527_ponte-na-escena
Para os que lá forem, fiquem a saber que o bilhete é 4 euros uma peça. Se arranjarem um bónus, podem ver todas as peças que forem encenadas nesse dia por 6 euros.

Sebastião Antunes na Carvalheira

Não é exactamente um festival, nem uma festa daquelas com banda musical pimba, é uma Festa, uma Festa com muita tradição. Quando penso na idade que eu já tenho e nos anos que leva a Festa da Carvalheira de Sás, apercebo-me de que há mesmo uma data de anos que isto se faz, e que as pessoas gostam, acreditem.

Na mais popular e veterana das festas que pelo país fora honram a música folk, o sábado 4 de Agosto e a partir das 9 da noite na lendária Carvalheira vai aparecer Sebastião Antunes e Quadrilha, já com seis álbuns editados, apresentam música popular baseada na tradição portuguesa com as suas diferentes influências, da chamada música de raiz celta àquela que provém do Norte de África. O espectáculo da Carvalheira de Sás será uma óptima oportunidade para ouvir as canções do álbum “Com um Abraço”, a ser lançado a 24 de Setembro. Este disco é também fortemente marcado pela ida do músico ao Mali, onde fez uma grande pesquisa e recolha de novas sonoridades e instrumentos e que resultam numa versão do tema tradicional “Senhora do Almortão”  que Sebastião acompanha com um Ngoni (instrumento tradicional) e que mostra a semelhança entre a música tuaregue e da Beira Baixa.

Quem quiser saber mais que vá à Festa da Carvalheira de Sás, ainda vai a tempo, e espaço.

O português está perto, mesmo aqui ao lado

Hoje trazemos um outro festival que nos vai aproximar à língua portuguesa, à sua riqueza e diversidade. Com o mote de “aquelas nossas músicas” apresenta-se em Ourense a segunda edição do Festival “Português Perto”. O evento visa dar a conhecer músicas (e não só) que nos ponham em contacto com as sonoridades de Angola, Brasil, Portugal e Galiza. As actividades dividem-se em dois grandes blocos, actuações e workshops. O 7 de maio, às 20:30, vai contar histórias com pronúncia da Arousa o actor Carlos Blanco, o dia 9 às 20:30 tocará NARF, também da Galiza. No dia a seguir é a vez dos Terra Morena subir a palco, sempre às 20:30. Para terminar, a presença portuguesa estará a cargo dos Andarilhos, o 10 de Maio.

No que diz respeito aos workshops, o dia 8, Sandra Diéguez e Sérgio Tannus, galega e brasileiro, vão mostrar as diferenças e/ou semelhanças entre a percussão dos dois lados do atlântico, começa às 19 horas. O dia nove de Maio é o turno da nossa Aline Frazão, também às 19, fazer outro dos seus cacimbos, dos que já demos devida conta neste Lusopatia.

Os festival, e apesar dos cortes, é organizado pela Vice-Reitoria do Pólo de Ourense da Universidade de Vigo, os workshops serão leccionados na ludoteca do Edifício de Faculdades em Ourense e os concertos serão na sala Emília Pardo Bazán, no mesmo prédio, a gente encontra-se lá, quero ver a todos.