Aline Frazão regressa

Aline Frazão, a musa do Lusopatia, volta à Galiza.

Amanhã estará em Compostela, na Casa das Crechas às 21h e no domingo estará em Vilar de Santos, na Arca da Noe.
Insular é o terceiro trabalho a solo da cantora angolana. Fala daquelas ilhas imaginárias entre o Nós e o Nós-próprios, fala da Angola atual e conta com colaborações como a da rapper Capicua.

O disco é “isolamento, a solidão, o contraste entre o individual e o colectivo”, por outras palavras, as caraterísticas que definem uma ilha.

A música portuguesa a gostar dela própria

Amanhã às 20h chega a Vilar de Santos, à Arca da Noe,  A música portuguesa a gostar dela própria.

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Aquelas pessoas que me conhecem bem sabem que sou uma pessoa que aborrece a música tradicional mesmo. Mas “A música portuguesa a gostar dela própria” vai mais além da tradição. Antes de mais, temos que dizer que o nome é já uma intencionalidade expressa, o projeto nasce com o intuito de valorizar aquelas formas de património vivo: as cantigas, os romances, os desafios…Aí já não há gosto ou não gosto pela minha parte, aí há um trabalho de anos que é necessário reconhecer.

Desde 2011 o realizador Tiago Pereira tem recolhido estas manifestações populares por todo o país vizinho. Acabei mesmo de entrar na página do Facebook deles e li agora uma afirmação que me fez muito feliz, por uma coisa que vos explicarei mais logo: “é urgente documentar, gravar e reutilizar fragmentos da memória de um povo“. O projeto já ultrapassou fronteiras, hoje estão em Vilar de Santos a gravar, portanto, quando falamos de “um povo” falamos de “um povo” maior do que os seus limites administrativos. E quem quiser ver, que veja.

Adelina da Límia, maravilha.

Todo este acervo cultural é material para o programa “O povo que ainda canta” que o Tiago dirige na Antena 1.

Amanhã às 20h podem então com este realizador, que vai apresentar o projeto na nossa taberna preferida.

 

Mamadu Baio na Galiza

Originário da Guiné Bissau, Mamadu Baio nasceu em Tabatô, uma aldeia em que todos são djidjius (trovadores). Quando praticamente todos os habitantes da tua aldeia são músicos, é difícil escapar àquela magia.

Esta aldeia é reconhecida como o berço de vários artistas afro-mandingas, descendentes do Império Mali, bem como da longa prática de construção de instrumentos tradicionais, como o balafon, os cora, o dundumbá ou neguilim. Todos estes instrumentos cantam à paz, à harmonia e à igualdade na sociedade.

O som do Mamadu tem uma visão contemporânea sobre a tradição musical a que pertence. A carreira musical dele começa no Mali, onde gravou um primeiro álbum com o seu grupo Super Camarimba, apadrinhado pelo músico internacionalmente reconhecido Salif Keita. Também co-escreveu a música do filme “A batalha de Tabatô” do realizador João Viana.

Vamos poder vê-lo nesta sexta em Alhariz e no sábado em Vilar de Santos. Confiram as horas no cartaz!

Em Vilar de Santos, na Arca da Noe, há jornada completa, porque António Alves também apresentará Guiné Bissau, Terra Sabi.

 

Kátya Teixeira em digressão

imagesKátya Teixeira é uma compositora, instrumentista e pesquisadora da tradição brasileira. Há pessoas que só têm um dom e a Kátya tem mais do que um, porque além de ter todas estas virtudes, ela possui uma voz muito especial.

A cantora brasileira vai fazer uma pequena digressão de concertos na Galiza. Começa amanhã na taberna do Couto Mixto em Compostela às 22h, continua na sexta na Ilha de Arouça às 21h e termina em Vilar de Santos no mercado de artesanato local às 18h no domingo.

Deixo-vos com a voz dela…

 

 

Kleber Albuquerque

Amanhã não sejam burros e vão aonde têm que ir! Kleber Albuquerque está na Galiza!

12932648_837569009680378_9005144883197240498_nKleber Albuquerque é um cantor brasileiro autodidata e multidisciplinar. Começou a compor já na adolescência, juntando às letras próprias pedaços de poesias e narrativas de Gabriel García Márquez, Pessoa, Jorge Luis Borges…

Entre banda e banda de rock começou a participar de festivais de música brasileiros e num deles o compositor paulista J.C. Costa Netto ficou de olho nele. Desta união nasceu o seu primeiro disco, chamado 17.777.700. Tempo depois viriam outros com nomes igualmente curiosos: “Para A Inveja Dos Tristes”,
“O Centro Está Em Todas As Partes”, “Desvio” e “Só O Amor Constrói.

Com que nos irá deleitar nesta mini-tour na Galiza? com um lançamento de um disco novo com um nome carregado de poesia: 10 Coisas Que Eu Podia Dizer No Lugar
De Eu Te Amo.

E como amanhã é 1 de abril, o dia da mentira, suponho que por isso incorporaram uma mentira no cartaz. As datas, dias, horas e ruas estão certas, não assim o país 🙂

Coladera em digressão

wp-1455549430072.jpgA banda brasileira Coladera começa nesta semana uma pequena digressão pela Galiza. Casa das Crechas (Compostela), Arca da Noe (Vilar de Santos), Rede de músicas soltas (Redondela), A casa colorida (Nigrão) já estão a preparar os seus palcos.

O discurso musical da banda vai desde a música brasileira e cabo-verdiana ao jazz e flamenco. A equipa formada por João Pires, Vitor Santana  e Marcos Suzano fusiona três mundos com a língua portuguesa como veículo.

Portugal, Rio de Janeiro e Belo Horizonte misturam-se com Cabo Verde no mais novo voo destes três músicos.

Coladera, nome escolhido para o projeto, é um estilo musical e de dança cabo-verdiano e uma das matérias-primas do disco e da cultura daquele país.

A música autoral brasileira de Vitor Santana, a música ibérica e lusofónica do guitarrista e compositor português João Pires e a experiência e modernidade do conceituado percussionista brasileiro Marcos Suzano dão ao disco um acabado perfeito, fazendo da obra um cd de altíssima qualidade.
Confiram nas datas e lugares e não percam esta delícia para os ouvidos.

Rita Braga em Vilar de Santos

0004044125_10A Arca da Noe continua incansável com a programação de setembro.

Neste domingo irá a palco Rita Braga, uma lisboeta que podemos qualificar como de “mulher renascentista”.

Rita é dessas virtuosas que é capaz de interpretar músicas de Mozart, canções do faroeste ou Bollywood e aquilo, tudo junto nela, não nos é estranho no cenário. Licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa em 2009 e…por outras palavras, quem sabe, sabe.
Mas o talento da Rita Braga não fica por aí. Também é autora de bandas sonoras, deu voz a personagens de filmes de animação, música para publicidade e produziu cabarés imprevisíveis na cidade do Porto, onde reside atualmente.

Em 2011 lançou o seu álbum de estreia “Cherries That Went To The Police”, produzido por Bernardo Devlin, aclamado pela crítica e pelo público, após três EP’s de gravações caseiras low-fi.

Em 2012, durante a sua primeira tour no Brasil, Rita Braga formou a sua primeira banda de formação “rock” em São Paulo, que batizou de Indiozinhos Psicodélicos. A banda seguiu-a em tour nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2013 gravou o novo EP “Gringo in São Paulo” com temas originais compostos durante a estadia no Brasil com a participação destes e outros músicos de São Paulo.


Bárbara Eugênia em Vilar de Santos

barbara-eugenia-08O dia 6 de setembro embarca na Arca da Noe a cantora brasileira Bárbara Eugênia.

Vilar de Santos está, graças à Arca da Noe, à vanguarda da programação cultural no últimos tempos. Nesta “viagem” oferece-nos um concerto de Bárbara Eugênia. Nascida em Niterói em 1980, mora em São Paulo há dez anos. O produtor musical Apollo 9 convidou-a a cantar na trilha sonora da longa-metragem O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia.

A carreira desta cantora e compositora e dessas com sino de superação, recuperada de um quisto nas cordas vocais nunca parou de se desafiar a si própria.

O primeiro disco dela data de 2009 e contou com a ajuda de Edgard Scandurra, Pupillo, Dengue, Tatá Aeroplano, Otto, Karina Buhr e Tom Zé.

Em 2012, foi uma das ganhadoras do concurso do selo Oi Música intitulado “Festival MPTM (música para todo mundo)”, que a contemplou com a gravação de seu segundo álbum e o show de lançamento do CD. “É o que temos” saiu em abril de 2013 e tem produção de Clayton Martin (Cidadão Instigado) e Edgard Scandurra. O disco conta com as participações de Pélico, Tatá Aeroplano e Mustache e os Apaches.
“É o que temos”, em pouco tempo, já rendeu a Bárbara Eugenia o Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria “Versão do Ano” com a faixa “Porque Brigamos”, sucesso de Neil Diamond eternizado em português pela cantora Diana.

Deixo-vos então com uma pequena amostra do talento desta brasileira, melodia e elegância dão-se bem nela e não brigam.

Felipe Antunes (Vitrola Sintética)

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Uma das melhores coisas que este blogue me tem dado é conhecer novas bandas, estilos, músicas.

Costumo sempre dizer que é muito complicado uma banda indie chegar a fazer vários concertos na Galiza. Estou começando a me enganar, porque cada vez faço artigos sobre estilos de música mais variados. Estamos no caminho.

Felipe Antunes é um cantor brasileiro, voz e viola na banda Vitrola Sintética. Está nestes meses a fazer uma turné ibérica e a Galiza é um ponto marcado para alguns desses concertos.

Em 2010 Felipe foi entrevistado em Portugal, onde mostrou músicas do primeiro álbum, na rádio Aveiro FM, de onde posteriormente veio o convite para que tivesse uma coluna no jornal Diário de Aveiro, portanto, não é a sua primeira vez em terras europeias.

Desta vez apresenta sozinho e ao vivo trabalhos que tem feito ultimamente a solo, mas também aproveitará para tocar algumas das canções da sua banda paulista Vitrola Sintética. Já agora, gostei muito do nome da banda, achei muito hipster. Consegue unir o vintage (vitrola) com o moderno (sintético), numa sorte de trocadilho entre sintético/sintetizador.

Vai estar em Vigo e em Vilar de Santos:

-Vigo: dia 26, Charenton.

-Vilar de Santos: dia 27, Arca da Noe, 22h.

Leo Minax e Paulo Silva na Arca da Noe

k3z0hwvxr15rrx87c701O dia 13 de junho é o dia do Santo António. Sou super-fã daquele santinho. Encontra todo o tipo de coisas perdidas, amoricos… e é, por assim dizer, uma figura que junta muitas coisas que eu gosto: Portugal (Lisboa) e Itália (Pádua).

Se eu fosse presidenta da Galiza e me perguntassem qual seria o nosso dia nacional, diria o dia de Santo António ou o São João, porque há qualquer coisa no nosso ADN, rituais e outras coisas, que fazem toda a diferença. Longe de qualquer cristandade, a Galiza e Portugal festejam estes dias de santos populares de maneiras muito similares.

E para o dia do meu Santo Antoninho querido, tenho também uma proposta para vos oferecer: vão à Arca da Noe, em Vilar de Santos. Noemi V. Nogueiras, a programadora cultural da Arca, fez um programa carregado de atividades que podem ver nesta ligação. Um roteiro, uma feira, um colóquio, uma apresentação de licores e ainda uns concertos.

Pelas 22h30 Leo Minax e Paulo Silva darão o seu melhor para quem for lá ter.

Leo Minax começa a sua trajetória artística em 1986, quando decide viajar à Europa e abandonar definitivamente o seu trabalho como jornalista no Brasil.
Já publicou seis discos na Europa, comercializados por diferentes selos discográficos. Intérprete exigente, Leo desenvolve há muito o seu discurso musical. É um artista com linguagem própria, mas o seu trabalho evidencia e reivindica as suas origens.
Mantém viva a sua relação com a música brasileira, fazendo cada vez mais shows no seu país de origem. Também trabalha regularmente com artistas no Brasil ao longo de todos estes anos de carreira no exterior. Seja com os parceiros, ou com os colaboradores, a música deste artista está associada aos nomes de Vítor Ramil, Arnaldo Antunes, Jorge Drexler, Ana Belén, Kepa Junkera, Iván Ferreiro… e agora também Paulo Silva.