Infinitivo Pessoal

O Infinitivo Pessoal é um desses traços definitórios da nossa língua. Durante anos estudamos muitas vezes este item gramatical na escola, mas infelizmente na prática o seu uso é muito marginal nas falas galegas. Acontece sempre com os elementos mais diferenciadores: são os primeiros em desaparecer pela pressão da língua dominante.

Tentei colocar nesta infografia umas dicas úteis para começarmos a utilizar esta forma verbal um bocadinho mais.

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As minhas apps favoritas

Atualmente estou a trabalhar no ensino secundário. Voltei e confesso que tenho saudades de certas coisas do meu trabalho anterior. Criar o meu próprio método de trabalho, acompanhar mais pessoalmente o progresso de cada aluno/a, fazer mais atividades lúdicas ou fora da escola e…usar o telemóvel para aprender.

Normalmente, nos liceus da Galiza este aparelho não é permitido nas aulas e eu vinha de ter outro método onde permitia (ou até encorajava) o uso de telemóveis para o aprendizado de português. Os temas do bullying, a privacidade, etc…têm afastado a net das escolas. Se a escola deve ser um reflexo da sociedade, afastar os telemóveis é um erro grave. Estamos a criar uma ficção.

Quando usamos o telemóvel podemos escrever e conversar. Isto quer dizer que nesse pequeno aparelho estamos a praticar a compreensão escrita, compreensão oral, expressão escrita e expressão oral. O telemóvel tem-se convertido nos últimos tempos também num recurso para aprender e parece que os professores/as ainda não tenham reparado nisso.

Primeiramente, ter o menu do telemóvel em português pode ser um bom início.

Vou-vos dar uma lista das minhas apps favoritas, aquelas que eu tenho ou que usei alguma vez nas aulas. Espero que gostem!

  • Dicionários:

-Priberam: Tem também uma app para telemóveis

  • Jogos:

-Akinator: o clássico jogo de computador tem também uma app. Um génio numa lâmpada desafia-nos. Temos que pensar numa personagem e ele com perguntas vai adivinhar quem é que é.

-Apalavrados: o clássico Scrabble.

-eTabu: um jogo onde os participantes de duas equipas adivinham as palavras-chave apresentadas pelos seus companheiros, que não podem usar as palavras ou gestos proibidos.

Dark Stories: um jogo onde temos que resolver crimes ou histórias enigmáticas. Ideal para uma tarde com os amigos/as.

Kahoot: se gostam do jogo com o computador, não duvidem em descarregar a app. Com ela podem seguir kahooters famosos/as, fazer desafios com os amigos/as e jogar mais kahoots interessantes.

Letrix: é um jogo que combina o Tetrix com o Scrabble e chega a ser muito viciante.

-Misturadinhos: um tabuleiro com letras misturadas. Temos que selecioná-las num tempo recorde e formar o maior número de palavras possível.

-Perguntados (Trivia Crack): um jogo tipo trivia onde podemos jogar contra adversários reais aleatórios. Nós também podemos criar ou traduzir as perguntas da comunidade.

Pictionary: dos criadores da app anterior. Este jogo permite desenhar com lápis, caneta ou marcador conceitos. O nosso adversário recebe-os no seu telemóvel e tem de adivinhar.

-Quizz up: é também um trivia, mas com montes de categorias, muitas delas bizarras: Simpsons, frutas, futebol, logótipos…

 

  • Métodos para aprender idiomas:

-Busuu: é como a página da net. Tem opções de conversa.

-Duolingo: tem uma prova de nível antes, o qual é bem prático. A partir disto abrem-se unidades que também são reguláveis quanto ao ritmo e periodicidade.

-Mondly: cada dia abre uma lição de graça. Também com opções de conversa.

  • Literatura:

-Aldiko Book Reader: uma app para levar livros no telemóvel.

  • Música:

-Rádio Comercial: a app da rádio Comercial. Podem ouvir música ao vivo e acompanhar as letras no aplicativo. Além disso, há podcasts dos melhores programas.

-Spotify: podemos acompanhar muitas listas. Recomendo Digster à Portuguesa, dá uma visão geral da música que está a ser criada em Portugal no momento.

-Yokee: um karaoke para cantar canções do Youtube. Permite gravar a nossa voz e carregar a nossa “criação” nas redes sociais.

  • Outras:

-Bring! Lista de compras: uma app para criar listas para fazer as compras. Podemos aprender muito vocabulário das comidas, roupas, produtos de limpeza e higiene…

-SimSimi: é um chatbot que, através de um acervo de frases em constante crescimento, conversa com os seus visitantes. Promove boas risadas. É possível ensinar o sistema como responder a determinadas perguntas, restringir o uso de palavrões, customizar o seu layout e alterar o idioma para português – são mais de 40 línguas no total.

Falso amigo: pastilha

Como alguém começou a mascar pastilhas? ninguém tem certeza de quais foram as origens.

Sabemos, sim, que a pastilha elástica já era conhecida desde as antigas civilizações. De facto, é um hábito tão espalhado que na nossa língua temos até três nomes para o mesmo conceito: pastilha na Europa, chiclete no português do Brasil (de origem náuatle) e chuinga em Moçambique e Angola (uma adaptação da expressão chewing gum).

Algumas pessoas afirmam que o hábito de mascar pastilhas surgiu entre os índios da Guatemala, que mascavam uma resina extraída de uma árvore chamada chicle com a finalidade de estimular a salivação. Outras, que o hábito surgiu entre os maias, no México, e ainda há quem diga que a coisa vem dos astecas.
Na Antiga Grécia, também mastigavam a resina de uma árvore como forma de escovar os dentes e melhorar o hálito.

Industrialmente só podemos começar a datar o surgimento das pastilhas em 1800. Uns anos depois foi descoberta uma parafina doce que suplantou o sucesso da resina. Em 1860, Antonio López de Santa Anna, mexicano exilado nos EUA, trouxe para a América do Norte uma resina nova e mais cremosa feita com derivados do látex à que chamou de chicle. Depois juntou-se ao inventor Thomas Adams, e os dois melhoraram a fórmula acrescentando licor. Contudo, considera-se que William F. Semple é o inventor, pois foi ele quem a patenteou em 1869.

No princípio do século XIX chegaria a bubble gum criada por Walter Diemer, a primeira pastilha que permitia criar bolinhas.

Mas foi com as duas grandes guerras que se espalhou o sucesso do produto, em grande parte porque começou a ser vendido com fins terapéuticos. Acreditava-se que mascar podia aliviar o stress de vítimas e aumentar a concentração de soldados.

O aumento da popularidade do produto fez com que aparecessem novos tipos: sem açúcar, novos sabores, em drageias…

E se viajar a Singapura não leve pastilhas! é proibida a venda e consumo. A cidade é tão limpa que o turista que for apanhado com pastilhas pode até ser detido.

 

Falso amigo: garrafa

garrafa

É impossível dizer exatamente quem foi o inventor/a da garrafa, mas podemos afirmar que as suas origens são pré-históricas.

As primeiras garrafas de que há conhecimento datam de há cerca de 3500 anos, altura em que eram utilizadas pelos egípcios. Nessa época, eram ainda de argila, pois só por volta do século I a. C. começaram a ser mais populares as de vidro.

As primeiras garrafas de vidro foram feitas feitas pelos fenícios e foram usadas num início para preservar perfumes e lágrimas de seres queridos.

Entretanto, os gregos produziram umas garrafas ligeiramente diferentes, com umas pequenas asas para se pegar. Mais parecidas com as ânforas.

A garrafa também teve sua importância na Roma antiga, onde se referiam a ela com o termo ampulla – de origem náutica-. Aí é que podemos começar a associá-la ao vinho.

A primeira garrafa para uma bebida carbonatada foi patenteada pelo fabricante de refrigerantes Hiram Codd, em 1872. O seu protótipo tornou-se popular muito em breve na Europa, Ásia e Austrália, melhorando progressivamente conforme as necessidades mudaram.

Mais recentemente, a garrafa de plástico foi inventada para uso comercial em 1947, embora não fosse acessível ao público até 1960, coincidindo com a aparência do polietileno de alta densidade. Suponho que já sabem a quantidade de problemas ambientais que esta invenção trouxe.

Se estiverem a pensar em reduzir o seu consumo de plástico, podem pensar em fazer esta atividade DIY que achei muito interessante. Transformar garrafas em maçãs!

Os meus (e também teus?) pesadelos ortográficos

Chega aquela festa que odeio, mas para não ser ostracizada socialmente, decidi fazer uma coisa temática.

Um dos assuntos que mais me arrepiam no mundo é a palavra *voçê assim escrita e o verbo *Posser: “eu posso, tu posses, ela posse…” Tiram-me do sério. Isso e o Samaim.

Reuni valor, alhos e balas de prata e criei uma lista de 7 ou 8 erros supercomuns. Atrevem-se a ler cada página da infografia?

Fogo, Incêndio e Lume

É duro ter um blogue desde 2011 e ter um rascunho aí na gaveta. É pertinente? É oportuno? Interessa? Mais duro ainda é que todos os anos haja motivo para publicar este artigo.

Deixando de parte o tema das causas e responsáveis, vamos ao estritamente linguístico, porque acho que nem merecemos uma terra queimada nem uma língua queimada.

Três conceitos então, gente!:

  • Fogo: é a manifestação da combustão, seja ela por causas naturais ou humanas. Usamos esta expressão normalmente no singular. Quando usada no plural, tem a ver com jogos de artifício: foste ver os fogos do 25 de julho?
    • Em Portugal, no singular, é também uma interjeição de surpresa ou indignação: 3 euros por um café? fogo!
    • Outra dica mais para quem quiser aprender fonética do português: é também dessas palavras como olho/olhos. Com O fechado no singular e O aberto no plural.
    • Palavras da família: fogueira, fogão, foguete…
    • Verbos para fogo: atear, lançar, cessar, ativar, avivar…

 

  • Incêndio: é um fogo fora do nosso controlo, um fogo que devora. Uma catástrofe natural em muitos dos casos. É um substantivo contável, isto é: podemos dizer Um incêndio, Dois incêndios, Três…por isso tem também plural. Esta contagem conhecemo-la bem de um e outro lado do Minho.

 

  • Lume: é um fogo doméstico, controlado, para uma utilidade. O lume da lareira, por exemplo, que dá calorinho e luz.
    • Umas expressões:
      • dar a lume, que significa “publicar”. Terá a ver com dar à luz no sentido de parir? claro que tem!
      • lume brando: cozinhar os alimentos pouco a pouco, com um calor de baixa intensidade.
    • Palavras da família: luminária, vaga-lume…
    • Verbos para lume: acender, apagar…
    • Provérbios: Não há fogo sem lume. Se as duas palavras aparecem num ditado popular, será então que não são sinónimas totais, não acham? O ditado fala de algo que começa governado e termina por se desgovernar…

Em definitivo, eu gosto de lumes nas lareiras, quero sim que haja lumes. Não gosto é dos incêndios nem de queimar os registos da língua com cada fogo.

Expressões idiomáticas: mar, água, navios, navegações

Estamos já no verão e para aquelas pessoas mais sortudas…isso até pode ser sinónimo de férias. Daqui a poucos dias eu serei uma delas.

Como cada vez que vou de férias faço um post temático sobre o meu destino e, desta feita, decidi que o único que vou fazer é descansar na praia; cá vos deixo um catálogo de expressões que, ora têm origem marítima, ora anda alguma das suas palavras nesse campo semântico. Tentei agrupá-las por ordem alfabética.

  • Andar à toa. Significa andar sem destino, despreocupado, passando o tempo. O que eu menos pensava é que esta expressão tivesse origem marítima. Pelos vistos, a “toa” é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar.
  • Anda mouro na costa. É um grito de alerta, para estarmos prontos por causa de uma eventualidade qualquer, um problema, alguma coisa inesperada. A expressão terá tido origem nos tempos da pirataria dos corsários árabes que atacavam Portugal e Espanha. Estes tinham espiões na costa que os informavam.
  • Canto de sereia. É uma expressão de uso comum, sempre que se quer dizer que alguém está iludido por algo. Está a predizer que esse alguém vai ter uma deceção se insistir nisso que está a acreditar.

Tenho um fraquinho por este ditado popular porque eu adoro sereias, por acaso até tenho tatuada uma.

A sereia é uma figura da mitologia, presente em lendas que serviram para personificar aspectos do mar ou os perigos que ele representa. Quase todos os povos que dependiam do mar para se alimentar ou sobreviver, tinham alguma representação feminina que enfeitiça os homens até se afogarem. Metade mulher, metade peixe (mas isto só desde a Idade Média), as sereias têm uma arma poderosa: o seu canto.

Na Odisseia conta-se que eram filhas do rio Achelous e da musa Terpsícore. Eram tão lindas e cantavam com tanta doçura que atraíam os tripulantes dos navios que passavam por ali para os navios colidirem com os rochedos e afundarem. Odisseu conseguiu salvar-se porque colocou cera nos ouvidos dos seus marinheiros e amarrou-se ao mastro de seu navio, para poder ouvi-las sem poder aproximar-se.

Lá vai a canção da minha vida, Sereia Louca.

  • Dobrar o Cabo das Tormentas. É sinónimo de vencer uma grande dificuldade. O Cabo das Tormentas é o nome antigo do Cabo da Boa Esperança. Em 1488 o navegador Bartolomeu Dias dobrou pela primeira vez o Cabo das Tormentas. Este era um território desconhecido na altura e só foi conhecido até passados vários dias de avistar tomentas, atingir este objetivo significou saber que existia uma conexão entre o Atlântico e o Índico. Camões personifica estas dificuldades na figura do Adamastor, na obra Os Lusíadas.

  • Embandeirar em arco. É dessas expressões que nunca pensei que tivessem a ver com o mar. É uma manifestação efusiva de alegria.
    Na Marinha, em dias de festa, os navios embandeiram em arco, isto é, içam pelos cabos bandeiras e cometas quase até ao topo dos mastros, indo um dos seus extremos para a proa e outro para a popa. Assim são assinalados esses dias de algaravia.
  • Fazer tempestade em copo d’água. Poderíamos usar esta expressão para ilustrar o que é uma antítese. As tempestades são fenómenos atmosféricos de grande magnitude e os copos d’água remetem para uma quantidade mínima de líquido. O contraste é evidente. A frase é utilizada para nos referir a uma reação exagerada.

  • Ficar a ver navios. É uma expressão popular da língua portuguesa que significa ser enganado ou também ficar desiludido. A frase tem origem no Sebastianismo. Sabem o que é? Dom Sebastião foi um rei de Portugal, desaparecido na África, na batalha de Alcácer-Quibir em 1578. O corpo nunca foi achado e o povo português ficou sempre à espera do seu regresso para ser salvo da dominação espanhola. Dom Sebastião nunca regressou, por isso muitos sebastianistas “ficaram a ver navios”.
  • Há mais marés que marinheiros. Este ditado popular transmite a ideia de novas oportunidades virem acontecer. Muitas vezes perdemos uma oportunidade, mas mais tarde, podemos recuperá-la.

  • Não é a minha praia/É a minha praia. Gostaria de saber a origem disto, porque nunca cheguei a saber. Usamos esta expressão para indicar que uma coisa é/não é o nosso forte. Por exemplo, imaginem que temos muito jeito na cozinha, então podemos dizer “cozinhar é a minha praia”.

Vai uma canção sobre uma praia bem linda, Porto Covo.

  • Navegar à vista. Quer dizer agir conforme as circunstâncias ou com os meios de que dispomos. A origem está também no tempo das grandes navegações, quando não existiam os mapas e os marinheiros portugueses navegavam o mais perto possível da costa, sempre vendo-a e seguindo-a de bombordo.

Os argonautas, um “fado brasileiro” cantado pela Elis e com inspiração no Fernando Pessoa. Que beleza, gente! Navegar é preciso, viver não é preciso.

  • Nem disse água vai nem água vem. Uma expressão curiosa. Pensei sempre (falsamente) que isto tinha a ver com navegar, mas…qual nada!

O sistema de esgotos das cidades veio a significar um grande avanço em questões de higiene. Antes disto existir, as pessoas deitavam os seus dejetos à rua pela janela e (aquelas mais cívicas) gritavam “água vai!”. Quando alguém faz alguma coisa sem nos avisar e devia mesmo ter-nos avisado é que usamos esta frase.

  • Puxar a brasa à (sua) sardinha. É levar vantagem exclusivamente em proveito próprio. Pelos vistos, antigamente os trabalhadores dos cortiços assavam sardinhas com as brasas dos candeeiros que serviam de luminária. Retirar e, portanto, puxar as brasas apagava essas fontes de luz nas casas.
    Para a elaboração deste artigo, li há uns meses um livro bem interessante que recomendo vivamente: Puxar a brasa à nossa sardinha de Andreia Vale.
  • Separar as águas. É uma dessas cenas bíblicas…já estão a pensar no Moisés? com efeito, o protagonista é ele. O profeta conduziu o povo hebreu criando uma passagem entre as águas do mar Vermelho.

O que significa? usamos esta expressão para fazer um crivo entre o importante e o supérfluo.

  • Ser como um peixe fora d’água. É estar fora do nosso habitat natural, numa situação de desconforto.

 

 

Passem bem nas férias. Eu vou descansar um bocadinho…mas continuarei a atualizar o blogue, é claro, porque o Lusopatia é sempre um bom porto.

Palavras terminadas em -om

Continuando com o nosso estudo dos ditongos e da nasalidade, hoje escrevo este artigo. Esta é uma dessas coisas que no início é um bocado confusa entre as minhas turmas e também opto por uma solução pouco inovadora, eu sei: decorar. Mas, por vezes, é melhor conhecermos a exceção do que a regra.

Começamos com um lembrete. Recordam-se quando grafávamos -am e quando -ão?

ESPANHOL

PORTUGUÊS

90% das vezes, nos casos em que o ditongo é tónico usamos -ão e nos casos em que é átono -am.

Canción

Canção

Ellas cantaron

Elas cantaram

Agora muita atenção! Deixamos cá uma lista de palavras que acabam em -om no português. Esta grafia é bastante infrequente, portanto, é melhor decorar e recordarmos que -ão e -am são terminações muito mais comuns.

  • bom

  • com

  • dom (dávida, talento) e Dom (título honorífico)

  • som (e os seus derivados: semitom, infrassom, destom…)

  • tom (e os seus derivados: meiotom, semitom…)

  • garçom (Br)/ empregado de mesa (Pt)

  • batom

  • bombom

  • pompom

  • edredom (também edredão)

Querem ouvir um bocado de funk brasileiro? esta é uma canção da Ludmilla. Quantas palavras com -om conseguem encontrar?

Falso amigo: pelo

axilasNão sei se alguma vez vocês já pensaram nisto. Eu sim. Nós e os nossos colegas macacos temos pelos, mas se repararem nas diferenças entre um humano e um orangotango vão ver que os pelos não foram distribuídos da mesma maneira.

Vou explicar melhor a questão. A pergunta é por que nos seres humanos, ao longo da evolução, a maior parte dos pelos do corpo permaneceu em certos lugares, como cabeça, tórax (no caso dos homens), axilas e partes íntimas? um macaco não tem quase pelos nas partes íntimas.

peito

Ao que parece, pelo que li na UOL, o causa deveu ser uma mudança climática muito forte acontecida no passado. Sair para caçar com pelos fartos e calor começou a ser um fardo. Só que…e assim todos nus…quando os humanos sabiam quando alguém era púbere? por uma questão evolutiva, os pelos voltaram a certas partes para diferenciar os humanos adultos das crianças.

O dos pelos nalguns animais ainda é também um mistério para mim. Cães e gatos perdem muito pelo…e nunca são carecas.