Cedeira homenageia Zeca Afonso


Desde o dia 19 até o dia 21 do corrente mês, o município de Cedeira organizará um festival de música galego-portuguesa.

O cantor Zeca Afonso será homenageado no trigésimo aniversário da sua morte. Este festival que começa hoje terá um formato variável e vem para ficar.

Como primeiro prato, hoje haverá o concerto “Cedeira canta Zeca Afonso” e também uma exposição fotográfica na sua memória.

Amanhã uma palestra sobre a relação do Zeca com a Galiza da mão de Paulo esperança e ainda concertos de João Afonso e Rogério Pires.

E no domingo, na sessão de encerramento, haverá concerto com projeção de vídeos.

Queremos ter notícias deste evento também para o próximo ano: bem haja para este projeto!

 

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Homenagem a Rosália de Castro e José Afonso

12705527_799737653488283_7482409823561378660_n Este é um desses artigos que me vai na alma.

Os meus dois amores juntos: Galiza e Portugal, Rosália e Zeca…os dois…na minha terra.

Este sábado na minha vila padronesa haverá uma homenagem a estes dois vultos da cultura galego-portuguesa com motivo dos atos rosalianos. Juntamos um amigo em cada esquina e a figura do Zeca será homenageada conjuntamente com a da cantora do Sar. Recordemos a frase do intérprete do Grândola: “a Galiza é a minha pátria espiritual”.

Começamos às 18h com uma palestra com Eduardo Pires Oliveira intitulada “Minho-Galiza: 2000 anos de mãos dadas”.

E como todo bom evento, acabamos com música.  Canto d’Aqui dará um concerto.

Unidos pela paixão pela música e pelo prazer de tocar e de cantar, o grupo Canto D’Aqui, surge como uma associação cultural, que procura transmitir à cultura portuguesa aquilo que existe de mais profundo nas suas raízes, deixando um importante tributo para as gerações futuras.

Natural de Braga, foi fundado em 1984, e desde aí tem vindo a desenvolver um trabalho de pesquisa e divulgação da música tradicional e popular portuguesa, desde o Minho até às Ilhas. É composto atualmente por 11 elementos, que executam instrumentos como guitarras, bandolins, viola braguesa, cavaquinho, baixo, flauta transversal, clarinete e percussões. O cariz tradicional dos instrumentos, associado aos arranjos musicais e à originalidade com que interpretam as canções, atribui-lhe uma sonoridade única, sendo já uma referência no panorama nacional. No sábado chegarão a Padrão para oferecer-nos um um repertório baseado nas canções do Zeca e em vários poemas rosalianos.

Venham mais cinco eventos como este!

25 de abril também em Caldas

10881504_965672606785171_7820461643892575838_nAdoro fazer estreia de tags. Hoje escrevo uma nova: Caldas.

Nunca tinha feito um artigo sobre este município e é sempre bom alargar a família dos lugares lusopatas e mais ainda dos lugares lusopatas que não são cidades, porque isso significa que há qualquer coisa nas sensibilidades que está a mudar.

Este post é especial por vários motivos. Vejam só o cartaz da imagem. Nesta semana o Lusopatia tem dois eventos a falar dele próprio (ontem fomos à EOI de Compostela) e será uma tal Carmen Saborido que fale disso.  O nome dela nunca foi escrito junto com entidades tais como a RTP, mas pelo que me disse, vai dar o seu melhor.

No marco da programação cultural da Associação Zona Afectada com motivo do 25 de abril, daremos uma pequena palestra sobre a Revolução dos cravos e cultura portuguesa.

De aqui, muito obrigada à associação por pensar em nós para tal desafio.

O nosso pequeno colóquio serve como introdução a um ciclo de cinema que vem logo a seguir. O programa de atividades inclui noticiários, curtas e documentários de vários países lusófonos. Encerramos, obviamente, com o Grândola. Vejam:

  •       Noticiário RTP do 25 de abril de 1974
  •       Documentário da Revolução dos Cravos
  •       Tudo que movimenta, de Thamara Pereira
  •       Ana Monstro, de Francisco Miranda
  •       Assinado Inês, de Rita Fernandes
  •       Igual, de Ruben Sabrão
  •       Grândola, Vila Morena, de Zeca Afonso

Este domingo, às 19h, a gente vê-se no Hotel O Cruceiro de Caldas. Traz um amigo também!

Dulce Pontes em concerto

dulceA primeira vez que eu tive um disco de música portuguesa nas mãos eu devia ter uns onze ou doze anos. A minha irmã tinha uma fase de ouvir fados vezes sem conta e tínhamos um cd de Dulce Pontes ao vivo no Coliseu do Porto como banda sonora em casa. Eu dizia para ela que não gostava, mas quando ela não estava em casa eu ouvia o disco na nossa aparelhagem (uma aparelhagem daquelas da década de noventa que ocupava o espaço de um estaleiro do grande que era).

E foi assim, entre o Xabarín Club, o Xou da Xuxa e a Dulce Pontes que comecei a sentir a atração de um íman que nunca me abandonou. Depois viriam muitas outras coisas…

Como quem volta a casa depois de muito tempo e sente o cheiro do conhecido e familiar, assim é voltar a ouvir Dulce Pontes para mim. A artista portuguesa estará na Galiza o próximo mês em dois concertos:

-7 de novembro, 21h. Auditório Palácio de Congressos Mar de Vigo. Vigo.

-8 de novembro, 21h. Palácio da Ópera. Corunha.

Fados, pop e folclore unidos numa cantora só. Não percam a oportunidade de reviver músicas do Ennio Morricone, Zeca Afonso, Amália Rodrigues ou rememorar o hit Canção do mar.

Deixo-vos com a canção que eu cantava em segredo, com ela foi a Dulce ao Eurovision Song Contest. Para mim esta artista era uma Witney Houston, com a vantagem de que eu percebia a letra toda da canção. Laca, brincos enormes e aparelhagens que bem podiam ser uma coluna dórica, era a década de 90.

 

Traz um amigo também

AJA_GALIZA-480x753O fraquinho do José Afonso pela Galiza não é segredo nenhum. “A garrafa vazia de Manuel Maria” e “achega-te a mim, Maruja” são alguns exemplos do intercâmbio musical criado entre a Galiza e Portugal graças a ele.

Embaixador não oficial das terras galegas, exportou uma outra imagem de nós. Além e aquém Minho é recordado como um símbolo de esperança.

Amanhã, pelas 19h na Faculdade de Filosofia em Compostela haverá um ato para apresentar a Associação José Afonso (AJA) na Galiza.

Poderemos ver um documentário sobre o cantor e depois haverá uma palestra-colóquio com o Paulo Esperança (vice-presidente da AJA), Judite Almeida, Joana Afonso e Xico de Carinho (todos eles membros da AJA).

Uma intervenção poético-musical encerrará o ato. Mónica de Nut e Uxia Senlle interpretarão melodias de esperança, de lembrança e de liberdade.

Falso amigo: folga

Heróis precisam é de um dia de folga. Sempre de cá para acolá, a salvarem pessoas, sem tempo para baterem uma soneca ou namorarem. Que stresse! Mesmo o Super-homem quer folgar.

Se repararem bem, “folga” tem a mesma raiz que “folgança”, “folgado” ou “folgazão”. Um dia de folga é um dia de descanso, não tem nada a ver com um protesto.

Amanhã este blogue estará inativo não por folga, mas por greve. Armar-nos-emos em super-heróis para lutar contra os vampiros.