V Português Perto

11159964_909527329110367_1716238317972025986_nEsta edição do Português Perto escreve-se com V. Com V de 5 em numeração romana e com V de Vitória, porque 5 anos já é coisa séria.

Um lustro manifesta a soma de vontades que em cada edição se reúnem para trabalharem. Cada edição é testemunha do interesse manifesto na língua e cultura portuguesas por parte da cidade de Ourense.

Neste ano, a parte mais estritamente lusopata é o ateliê OPS! de que já falámos noutros artigos algumas vezes.  Este ateliê visa demonstrar a vantagem competitiva dos galegos e galegas com a língua portuguesa. É uma atividade divulgativa criada pela AGAL que dura uns 100 minutos. O palestrante por meio de atividades interativas dá a conhecer os pontos fortes (e fracos) dos galegos a respeito da lusofonia.

Neste Português Perto temos três dias de programação para desfrutar dos diferentes sabores da nossa língua. Começa amanhã o ateliê OPS mas no resto dos dias temos o melhor da música galega atual concentrado nestes concertos.

O crânio de Castelao

2013021421041561822O amor pelo vintage chega também à literatura. Este post é sobre literatura de folhetim.

Esta terça-feira, 23 de julho, às 19h30, no Túmulo de Castelao na Igreja de São Domingos de Bonaval em Compostela terá lugar o lançamento do livro “O Crânio de Castelao”. O livro é um romance em folhetim, escrito por onze pessoas de países lusófonos.
Quem quiser passear pelas páginas desta obra, encontrará nomes de “cordelistas” como Carlos Quiroga, Antón Lopo, Suso de Toro, Quico Cadaval, Xavier Queipo e Xurxo Souto, Miguel Miranda (Portugal), Bernardo Ajzenberg (Brasil), Germano Almeida (Cabo Verde), Possidónio Cachapa (Portugal) e Luís Cardoso (Timor). Foram publicados capítulos em diferentes meios da Galiza, Brasil e Portugal e agora podemos contar com ele editado como livro junto com outras explicações graças a Através Editora.

Como se se tratasse de um capítulo de Murder, she wrote e tal como o género pede, a história parte de um roubo de uns ossos. Por melhor dizer, do crânio de Castelao. Um Catedrático de Medicina pede a um discípulo que o procure e nessa busca, que leva o jovem por várias geografias de Portugal, Cabo Verde, as Açores e o mesmo Índico, interfere a filha do velho professor. Quando recebem aviso final de regresso, pois o crânio fora substituído por outro, os meios conseguiram fazer crer que o roubo nada mais era do que uma ficção literária ligada ao mencionado Encontro Galego no Mundo-Latim em Pó.

Onde começa a literatura e onde a verdade? será que está o crânio no túmulo? será que o crânio é o de Castelao?

Só poderemos saber a verdade esta terça.