Rita Braga em Vilar de Santos

0004044125_10A Arca da Noe continua incansável com a programação de setembro.

Neste domingo irá a palco Rita Braga, uma lisboeta que podemos qualificar como de “mulher renascentista”.

Rita é dessas virtuosas que é capaz de interpretar músicas de Mozart, canções do faroeste ou Bollywood e aquilo, tudo junto nela, não nos é estranho no cenário. Licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa em 2009 e…por outras palavras, quem sabe, sabe.
Mas o talento da Rita Braga não fica por aí. Também é autora de bandas sonoras, deu voz a personagens de filmes de animação, música para publicidade e produziu cabarés imprevisíveis na cidade do Porto, onde reside atualmente.

Em 2011 lançou o seu álbum de estreia “Cherries That Went To The Police”, produzido por Bernardo Devlin, aclamado pela crítica e pelo público, após três EP’s de gravações caseiras low-fi.

Em 2012, durante a sua primeira tour no Brasil, Rita Braga formou a sua primeira banda de formação “rock” em São Paulo, que batizou de Indiozinhos Psicodélicos. A banda seguiu-a em tour nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2013 gravou o novo EP “Gringo in São Paulo” com temas originais compostos durante a estadia no Brasil com a participação destes e outros músicos de São Paulo.


Bárbara Eugênia em Vilar de Santos

barbara-eugenia-08O dia 6 de setembro embarca na Arca da Noe a cantora brasileira Bárbara Eugênia.

Vilar de Santos está, graças à Arca da Noe, à vanguarda da programação cultural no últimos tempos. Nesta “viagem” oferece-nos um concerto de Bárbara Eugênia. Nascida em Niterói em 1980, mora em São Paulo há dez anos. O produtor musical Apollo 9 convidou-a a cantar na trilha sonora da longa-metragem O Cheiro do Ralo, de Heitor Dhalia.

A carreira desta cantora e compositora e dessas com sino de superação, recuperada de um quisto nas cordas vocais nunca parou de se desafiar a si própria.

O primeiro disco dela data de 2009 e contou com a ajuda de Edgard Scandurra, Pupillo, Dengue, Tatá Aeroplano, Otto, Karina Buhr e Tom Zé.

Em 2012, foi uma das ganhadoras do concurso do selo Oi Música intitulado “Festival MPTM (música para todo mundo)”, que a contemplou com a gravação de seu segundo álbum e o show de lançamento do CD. “É o que temos” saiu em abril de 2013 e tem produção de Clayton Martin (Cidadão Instigado) e Edgard Scandurra. O disco conta com as participações de Pélico, Tatá Aeroplano e Mustache e os Apaches.
“É o que temos”, em pouco tempo, já rendeu a Bárbara Eugenia o Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria “Versão do Ano” com a faixa “Porque Brigamos”, sucesso de Neil Diamond eternizado em português pela cantora Diana.

Deixo-vos então com uma pequena amostra do talento desta brasileira, melodia e elegância dão-se bem nela e não brigam.

Felipe Antunes (Vitrola Sintética)

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Uma das melhores coisas que este blogue me tem dado é conhecer novas bandas, estilos, músicas.

Costumo sempre dizer que é muito complicado uma banda indie chegar a fazer vários concertos na Galiza. Estou começando a me enganar, porque cada vez faço artigos sobre estilos de música mais variados. Estamos no caminho.

Felipe Antunes é um cantor brasileiro, voz e viola na banda Vitrola Sintética. Está nestes meses a fazer uma turné ibérica e a Galiza é um ponto marcado para alguns desses concertos.

Em 2010 Felipe foi entrevistado em Portugal, onde mostrou músicas do primeiro álbum, na rádio Aveiro FM, de onde posteriormente veio o convite para que tivesse uma coluna no jornal Diário de Aveiro, portanto, não é a sua primeira vez em terras europeias.

Desta vez apresenta sozinho e ao vivo trabalhos que tem feito ultimamente a solo, mas também aproveitará para tocar algumas das canções da sua banda paulista Vitrola Sintética. Já agora, gostei muito do nome da banda, achei muito hipster. Consegue unir o vintage (vitrola) com o moderno (sintético), numa sorte de trocadilho entre sintético/sintetizador.

Vai estar em Vigo e em Vilar de Santos:

-Vigo: dia 26, Charenton.

-Vilar de Santos: dia 27, Arca da Noe, 22h.

Leo Minax e Paulo Silva na Arca da Noe

k3z0hwvxr15rrx87c701O dia 13 de junho é o dia do Santo António. Sou super-fã daquele santinho. Encontra todo o tipo de coisas perdidas, amoricos… e é, por assim dizer, uma figura que junta muitas coisas que eu gosto: Portugal (Lisboa) e Itália (Pádua).

Se eu fosse presidenta da Galiza e me perguntassem qual seria o nosso dia nacional, diria o dia de Santo António ou o São João, porque há qualquer coisa no nosso ADN, rituais e outras coisas, que fazem toda a diferença. Longe de qualquer cristandade, a Galiza e Portugal festejam estes dias de santos populares de maneiras muito similares.

E para o dia do meu Santo Antoninho querido, tenho também uma proposta para vos oferecer: vão à Arca da Noe, em Vilar de Santos. Noemi V. Nogueiras, a programadora cultural da Arca, fez um programa carregado de atividades que podem ver nesta ligação. Um roteiro, uma feira, um colóquio, uma apresentação de licores e ainda uns concertos.

Pelas 22h30 Leo Minax e Paulo Silva darão o seu melhor para quem for lá ter.

Leo Minax começa a sua trajetória artística em 1986, quando decide viajar à Europa e abandonar definitivamente o seu trabalho como jornalista no Brasil.
Já publicou seis discos na Europa, comercializados por diferentes selos discográficos. Intérprete exigente, Leo desenvolve há muito o seu discurso musical. É um artista com linguagem própria, mas o seu trabalho evidencia e reivindica as suas origens.
Mantém viva a sua relação com a música brasileira, fazendo cada vez mais shows no seu país de origem. Também trabalha regularmente com artistas no Brasil ao longo de todos estes anos de carreira no exterior. Seja com os parceiros, ou com os colaboradores, a música deste artista está associada aos nomes de Vítor Ramil, Arnaldo Antunes, Jorge Drexler, Ana Belén, Kepa Junkera, Iván Ferreiro… e agora também Paulo Silva.

 

Celina da Piedade

10659385_821264331271782_4215724443656072388_nAquelas pessoas que leem este blogue (ainda nem acredito que tenha leitores/as) sabem que há pouco fiz um artigo onde explicava o que era isso da Arca da Noe. Pronto, a Arca já sarpou, mas tem rumos novos cada mês.

Celina da Piedade estará em digressão em vários pontos da Galiza: Vigo, Compostela, Ribadeu…mas vamos pôr em destaque o concerto dela em Vilar de Santos, na Arca da Noe, por ser ele no rural e não numa cidade e toda a conquista cultural que isso significa.

Reconheço que sempre me senti um bocado atraída pelo som do acordeão. É um piano? é um fole? é engraçado. Para uma pé de chumbo, como eu sou, a ideia de coordenar dos dois braços é sempre um repto. Falo-vos de acordeão, porque a Celina da Piedade e este instrumento vivem em harmonia e numa fusão constante.

Ela leva a música de acordeão a toda a parte, até aos mais diferentes contextos. Transforma a música mais tradicional em melodias modernas e universais. Estudiosa da música tradicional alentejana, é uma acordeonista que conta com reconhecimento europeu. Como garantia de sucesso, podemos dizer que ela tem tocado na festa do Avante e no festival Andanças, colaborou com Rodrigo Leão e foi membro fundador de Uxu Kalhus.

Para além de concertos, a Celina dedica-se ao estudo e ensino da música tradicional. Está disponível para lecionar oficinas de canto tradicional, cante alentejano e danças.

Agora vamos deixar que a música fale. Ela conta histórias bem melhor do que eu…

Sábado, 25 de outubro, às 21h30 na Arca da Noe.

 

 

Viagem ao Brasil tradicional

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Conhecer uma realidade é afastar-nos dos seus lugares comuns. O Brasil é um desses países que têm a mochila carregada deles. Sobram estereótipos nas cabeças das pessoas. Ao ouvirmos a palavra “Brasil” logo vêm às nossas mentes imagens de praias, futebol e tangas. Hoje temos uma cura.

Este curso que hoje anuncio nasce a partir da união de várias forças: primeiro a da CentralFolque e o seu amor pela música, depois a da vontade da investigadora brasileira Lia Marchi por mostrar uma visão diferente do país dela e, em último lugar, a da incombustível Noemi V. Nogueiras, alma mater de A Arca da Noe, um novo local de intervenção cultural em Vilar de Santos (Ourense).

Parte das notícias que neste espaço dou, são graças à Noemi. Ela leva anos no associativismo, no reintegracionismo e na programação cultural de muitas noites ourensanas. Agradeço que existam pessoas assim, que nutram as nossas vidas de conteúdos interessantes. Agora ela tem este novo projeto e ainda lhe devo uma visita. Uma taberna-cultural no rural, uma proposta empresarial levada por uma mulher e com temas como o que nos propõe para esta sexta-feira. Bem haja para a Arca da Noe! que venham muitos dilúvios culturais!

Uma das travessias que a Arca fará é este curso, uma viagem ao Brasil tradicional a partir das festas populares, bailes, cantos e danças para descobrir um país pouco conhecido.
A pesquisadora e cineasta brasileira Lia Marchi, regista há 17 anos a cultura popular brasileira e sua rica música de tradição. A partir de filmes realizados por ela, fotos, áudios e excertos dos seus livros, visitamos a diversidade da cultura brasileira em diferentes expressões.

Passando pelas festas, instrumentos, músicas e costumes de diferentes regiões, o curso é uma ponte para descobrir um Brasil pouco visitado, para conhecer melhor a realidade das comunidades tradicionais e dialogar sobre os desafios contemporâneos da tradição.

Esta sexta-feira às 21h em Vilar de Santos!