Cineuropa 2017

Começamos com uma edição do Cineuropa em grande, com montes de filmes em português para ver e com um ciclo dedicado ao realizador português Pedro Pinho.

Não se preocupem, a coisa chata de ver que filmes são em português…já a fiz eu. Então vamos lá!:

  • Arábia (Brasil, 2017) de Affonso Uchoa e João Dumans. (Dias 10 e 17). Conta a história de um rapaz de uma favela que um dia encontra um diário de um operário recentemente falecido.
  • As boas maneiras (Brasil, 2017) de Juliana Rojas e Marco Dutra. (Dias 22 e 24). Este filme já conta com vários prémios e parece daqueles em que a bilheteira vai esgotar logo! Uma rapariga é contratada como babá de um bebé que ainda não nasceu.
  • A mulher do pai (Brasil, 2016) de Cristiane Oliveira. (Dias 17 e 21). Igual que o anterior, o filme tem já vários prémios. Numa aldeia que faz fronteira com o Uruguai vive uma rapariga com o seu pai cego. Depois da morte da avó, ela terá que cuidar dele.
  • No intenso agora (Brasil, 2017) de João Moreira Salles. (Dias 15 e 17). Este documentário tem música de Rodrigo Leão e foi realizada após o descobrimento de uma fita amadora da Revolução Cultural Chinesa.
  • Pendular (Brasil, Argentina, França, 2017) de Julia Murat. (Dias 22 e 27). Um escultor e uma dançarina convivem numa galpão abandonado, onde cada espaço deles é separado por uma fita adesiva. Coreografia e plasticidade não vão faltar a um filme com menções à melhor fotografia em vários festivais.
  • O estranho caso de Ezequiel (Brasil, 2016) de Guto Parente. Ezequiel é um homem que acabou mesmo de virar viúvo. Um dia recebe uma visita de um alien em casa e depois…aparece a sua mulher falecida, como quem não quer nada! Evidentemente, nada vai ser igual na vida do Ezequiel.
  • Mi mundial (Uruguai, Brasil, 2017) de Carlos Andrés Morelli (Dias 12 e 25). Esta coprodução entre Uruguai e o Brasil conta em espanhol e português a história de Tito, um miúdo de 12 anos que é já um astro da bola. Este talento precoce também é um claro exemplo de “de pequenenino é que se torce o pepino”. Será capaz Tito de voltar a ser um rapaz bomzinho?Este filme entra dentro do ciclo CineuropaMiúda.

DENTRO DO CICLO SOBRE AS REVOLUÇÕES…

Temos dois filmes do realizador brasileiro Glauber Rocha. Também escritor e ator, o Glauber esteve exilado durante a ditadura em Portugal.

  • António das Mortes (França, Brasil e RFA, 1969) de Glauber Rocha (Dia 16). António das Mortes é um relato sobre um conflito entre classes na história brasileira.
  • Terra em transe (Brasil, 1967) de Glauber Rocha (Dia 13). O anarquista Paulo Martins vive no lugar fictício de El Dorado. Um relato tropical onde nada é o que parece.

PERSPETIVA PEDRO PINHO

Pedro Pinho é um realizador português novo que nos últimos tem deixado o patamar muito alto. Ele faz parte do coletivo Terratreme, criador da saga social A Fábrica de nada, vencedor em Cannes. História de um percurso de um espírito inquieto que começou na dança e chegou a ocupar casas. Aos 40 anos, é, porém, alguém com uma obra já com algumas credenciais no circuito internacional. Um artesão que tem ido do documentário à ficção com uma desenvoltura notável, passando também pelo trabalho como diretor de fotografia.

No festival poderemos ver deste realizador:

A fábrica de nada (Portugal, 2017) (Dias 19 e 20). As máquinas de uma fábrica são roubadas pela administração e os operários vêm-se obrigados a estarem lá…de mãos a abanar.

As cidades e as trocas (Portugal, 2014) de Pedro Pinho e Luísa Homem. (Dia 20). Este documentário em crioulo fala da crise turística de Cabo Verde.

Bab Septa (Portugal, 2008) de Pedro Pinho e Frederico Lobo. (Dia 22). Este documentário tem um título em árabe “Bab Septa” que não significa outra coisa que Ceuta. Fala mesmo dessa alfândega.

Um fim do mundo (Portugal, 2013) (Dia 21). Uma rapariga que chega nova à cidade e também um black-out. Será uma ocasião para conhecê-la melhor?

Desde hoje até ao 28 de novembro podem deixar descansar o Netflix!