João Afonso e Fred Martins em digressão


Já começou, não vai ser surpresa para muitos, mas para as pessoas que, como eu, só se apercebem das coisas depois delas terem acontecido, fiquem a saber que ainda vão a tempo de assistir a um dos concertos que o João Afonso e o Fred Martins vão dar pelo país fora. O dia 23 estiveram na Casa das Crechas em Compostela, a quinta dia 2, estão no Ultramarinos, também na capital nacional, o dia 4 no bar Liceum do Porrinho e o 5 de Maio ruma o João Afonso sozinho para o Clavicémbalo, em Lugo.

Datas não faltam, vontade também não, e ainda que nunca fui apreciador de canção de autor, quem gostar, tem aqui uma bela oportunidade com uma das vozes mais importantes de Portugal, João Afonso. Na verdade o seu primeiro e último nomes são João Lima, mas ele nunca quis desertar do nome do meio, o materno, e esconder que é sobrinho do José, o Zeca, um ícone e Portugal e não só. Depois de começar carreira em 1996, não parece que seja preciso ir à sobra de ninguém, nem de ser submetido a injustas e arbitrárias comparações. Com uma sonoridade corajosa, que arrisca misturar clarinete, guitarras eléctricas e cavaquinhos o resultado é uma música própria, do João Afonso. Ainda por cima podemos desfrutar dele a contracenar com o “nosso” Fred Martins, um brasilego que não por ter aparecido muito por este blogue vamos deixar de recomendar.

Os Laia encerram o Outonalidades

Tudo aquilo que é bom (e mau) tem de ter um fim, e como o Outono termina está a acabar também o Outonalidades, esta espectacular iniciativa encerra com um duo lisboeta que da pelo nome de Laia e que tocam dia 15 de Dezembro no compostelano Ultramarinos, o 16 no Pub Gatos de Melide e o 17 na Auriense.

Detrás de uma aparência de tuga à moda antiga, de camisola de alças e palito na boca, escondem-se apenas personagens, porque o que eles fazem é um pós-rock no que geralmente tudo acontece de vagar, e no que se combinam os ritmos deste estilo com os instrumentos da música tradicional portuguesa como a guitarra e o adufe, numa música geralmente instrumental. Esta combinação aguça, no mínimo, a curiosidade por saber no que é que isto vai dar, respostas só indo aos concertos.