Teresa Salgueiro em Tui

Tui é desses municípios com grande valor estratégico, tanto geográfica como politicamente. O peso simbólico, aliás, que Tui tem na história dos vultos do reintegracionismo é muito. É só estudarmos o discurso de Murguia nos Jogos Florais de 1891 e entendermos muita coisa sobre nós e a nossa língua.

Esta terra está a comemorar desde ontem o tratado que erigiu uma fronteira histórica com um programa abrangente que envolve artistas dos dois lados do Minho: Sondeseu ontem e Teresa Salgueiro hoje.

Parece que desde o ciclo Nexos a Teresa ainda anda pelas nossas terras e dará um concerto de graça na Rua Compostela, às 22h30.

Espero que no futuro comemoremos mais coisas que nos unam!

 

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Haēma na Galiza

10688034_723341757747644_8417274482523208144_oE vamos às origens. Haēma é em grego Sangue. Também é o nome da dupla lisboeta formada por Susana Nunes e Diana Cangueiro.

Elas têm um som muito particular, fundamentado no Trip-hop, pop e jazz. Em palavras das integrantes da banda, Haēma é “o espaço que criamos para reinterpretações e redescobertas e para experiências sem barreiras numa busca sinestésica”.

Na verdade não encontrei muitas informações sobre elas na net. Mas é sempre bom encontrar novas artistas. Querem conhecê-las um bocado mais? Ouçam-nas na soundcloud.

Vão tocar hoje na Borriquita de Belém em Compostela (21h30) e amanhã em Tui (22h) no pub Betún.

Vamos deixar, como o sangue, o som fluir.

PlayDoc 2016, Da Chick e Youthless

play-doc-2016

Contagem regressiva para este evento, 3, 2, 1! Chega o PlayDoc, o maior festival de documentários da Galiza.

Entre os dias 13 e 17 do corrente mês temos em Tui a possibilidade de ver magníficas obras fílmicas de realizadores e realizadoras do mundo inteiro.

Qual é a minha seleção?

  • And when I die, I won’t stay dead. Uma coprodução EUA-Portugal. Um documentário sobre Bob Kaufman, o poeta americano. Através desta obra podemos ver como a poesia nos ajuda a sobreviver cada dia.
  • Occidente é um documentário dirigido pela brasileira Ana Vaz. Podemos dizer que é quase um jogo de espelhos onde vemos refletida uma história colonial que se repete. O empregado torna-se patrão, o colonizado colonizador e o exotismo é mais um presente para comprar numa loja de recordações.


<p><a href=”https://vimeo.com/111859150″>Ana VAZ : Occidente (EXCERPT)</a> from <a href=”https://vimeo.com/ripbm”>ripbm</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • Wayward Fronds é um filme de Fern Silva, novamente uma coprodução EUA-Portugal. A reflexão que este documentário nos transmite tem a ver com os acontecimentos que ajudaram a conformar a região dos Everglades na Flórida. Como os nativos se adaptaram? qual vai ser o futuro da região? geologia e ficção unidas em 13 minutos de documentário.

Deixo-vos aqui os horários. Confiram e organizem-se bem que isto está prestes a começar!

E agora chega um dos momentos mais duros da minha vida: saber que Da Chick vai estar na Galiza e eu não poderei vê-la. Play-doc é um festival de documentários que reúne também outras atividades: palestras, ateliês…e concertos.da chick

Da Chick é a minha segunda artista portuguesa preferida. Realmente é uma joia. Portugal tem sorte de ter uma artista assim tão completa e moderna. Adoro esta gaja. Ela sozinha é capaz de combinar funk e novos ritmos mais arrojados, sempre com um toque de elegância e sem abandonar a qualidade vocal e cénica. Ouvir Da Chick é fazer uma viagem imaginária ao Nova York mais funky sem sair do nosso quarto.

Teresa Freita da Sousa a.k.a Da Chick tem colaborado recentemente com outras bandas que amo, como HMB.

youthlessO festival ainda dá pano para mais mangas!

A banda lisboeta Youthless também vai tocar!

António Variações definia o seu ritmo como algo situado entre Braga e Nova York, os Youthless são uma coisa parecida. Com um som inconfundível, eles estão entre Londres e Lisboa, onde os seus fãs têm vindo a crescer exponencialmente. Querem ouvir?

O melhor da músida portuguesa atual chega a Tui neste fim de semana.

Quando podem ouvi-los ao vivo? neste sábado 16, às 00h30, na Sala Metropol.

 

 

 

 

 

Play-doc: documentários em português em Tui

homePlay-doc é um festival de cinema atípico, com estilo próprio, que cria um ambiente íntimo. Há dez anos que em Tui fazem um evento dedicado ao cinema de não-ficção: os documentários.

Não faz falta que para fazer grandes coisas, estas sejam feitas em lugares grandes. Eis o exemplo, Tui, um município fronteiriço que organiza um festival que foi destacado em Nova Iorke como um dos dez melhores do mundo especializados no género.

Como este ano estão de aniversário, criaram um novo espaço: o LAP. Um laboratório de apontamentos fílmicos, um lugar para poder trocar ideias, fazer rascunhos de roteiros e dedicar tempo à reflexão sobre as artes, maravilhoso, não é?

De 2 de abril a 6, podem ver os documentários propostos pelo festival. O Lusopatia aconselha a secção de cinema português.

-Alvorada vermelha: um documentário sobre o Mercado Vermelho de Macau. As tonalidades vermelhas do sangue, da carne, dos baldes e até dos olhos dos peixes, transportam o espectador para um universo estranho e assustador mas, ao mesmo tempo, belo e intrigante. Dado o valor estratégico que Macau tem na atualidade, acho que a obra pode ser muito interessante.

-É na Terra não é na Lua: a ilha do Corvo, no arquipélago dos Açores é o objeto do documentário, que pode ser entendido como um caderno de bitácora. 440 habitantes, uma cratera e uma natureza selvagem.

-Terra de ninguém: bombástico! reparem na pequena sinopse que vou dar. O doc conta a história de um mercenário de um comando de elite na guerra colonial de Moçambique e depois de Angola, que depois do 25 de abril trabalhou como segurança em Portugal e mais tarde como assassino a soldo da CIA e dos GAL.

E para dar continuação a uma máxima do jornalismo, já explicamos o Que, já informamos do Como e do Onde, apenas resta o Quando. Consultem os horários nesta ligação.

Troca por troca

troco x troco

É assim como o povo diz quando quer dar uma coisa por outra,  sem que haja qualquer outra compensação, e é assim como o governo galego apresentou um projecto de circuito organizado de teatro entre a Galiza e Portugal, devia ser o natural, não devia ser notícia mas infelizmente é, e ainda bem. Quatro teatros galegos, quatro salas portuguesas e oito companhias de ambas as margens do Minho participam neste programa com 32 representações que decorrerão neste outono e ainda no primeiro semestre de 2014.

As companhias vão entrar em palco em Narón, Ourense, Compostela, Tui, Braga, Coimbra, Évora e no Porto. O protocolo foi já assinado entre a Agência Galega de Industrias Culturais, o Centro Dramático Galego e a Cena Lusófona- Associação Portuguesa para o intercâmbio teatral. Os eventos visam recuperar (se é que alguma vez houve) e normalizar as relações entre as cenas galega e portuguesa, para conseguir que o diálogo teatral possa transcender o âmbito exclusivamente profissional e envolva também o público.

Para além do acto institucional de apresentação no Salón Teatro da capital, no que nos diz respeito,  entre as companhias portuguesas que nos visitarão, destaque para a Companhia de Teatro de Braga que vai chegar à Galiza com as peças “Concerto “a la carte””, do dramaturgo alemão Franz Xaver Kroetz e “Sabe Deus Pintar o Diabo”, texto inédito do Abel Neves estrito de propósito para a Companhia de Teatro de Braga, e para a Seiva Trupe, a companhia portuense traz-nos “Adivinhe que vem para rezar”, do autor brasileiro Bid Carneiro Neto. As companhias A Escola da Noite e o Cendrev participarão no TrocoxTroco com espectáculos que serão estreado na próxima temporada teatral.

O projecto começou a ser desenhado no início deste ano, e desde um começo contou com uma participação muito activa dos oito teatros envolvidos numa iniciativa que, em tempos de grande depressão, procura a racionalização da gestão administrativa no âmbito da difusão e distribuição do teatro. Ainda falta um bocadinho para que cheguem mas façam marcação nas vossas agendas, confiram aqui locais, dias e horas.

Deixo aqui um pequeno excerto de uma das mais bem sucedidas peças da única companhia que já vi e recomendo, a Seiva Trupe.