Adriana Calcanhotto em Compostela

Adriana Calcanhotto não precisa de ser apresentada. Talvez seja uma das artistas mais versáteis dentro da música brasileira. Além disso, não sei se sabem, atualmente está a dar aulas sobre “como escrever canções” na Universidade de Coimbra, pois ela é uma das embaixadoras desta entidade.

A descoberta de como escrever canções continua até 7 de maio mas, pelo meio… teremos um concerto único na Galiza, em Compostela.

Um conceito inspirado na “Mulher do Pau-Brasil”, movimento modernista brasileiro dos anos 20, com o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, a sua influência no Tropicalismo e toda a informação que chegava de fora do país a ser reinventada nos termos locais. A descolonização mental e cultural do Brasil foi resolvida assim, muito inteligentemente, em termos de antropofagia. O Brasil é uma nação capaz de apanhar produtos culturais europeus e “comé-los”, abrasileirá-los, fazer uma versão própria. Nós, muito pelo contrário, na Galiza resolvemos ser sempre comidos…

Deixo-vos o manifesto antropófago por se quiserem dar uma vista de olhos, porque é verdadeiramente interessante. Nele aparece o desenho do Abaporu, de Tarsila do Amaral, uma pintora que bem vale uns minutos de leitura sobre ela.

Podem ver o vídeo dela a recitar o manifesto em:

Amanhã em Compostela às 20h30 no auditório da Galiza.

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Fumaça preta

Fumaca Preta por Caroline Bittencourt 007Parece o início de uma dessas anedotas que brincam com as nacionalidades. Alex Figueiras, metade madeirense, metade venezuelano, descobriu o Tropicalismo em Amesterdão. Conheceu dois ingleses, um brasileiro emigrado em Nova Iorque e uma paulista e juntaram-se. O mundo é bem melhor com a mestiçagem e união de forças.

No marco do Curto-circuito Film Festival e do Wosinc atuam os Fumaça Preta no dia 8 deste mês na Zona C. Habemus concerto, habemus Fumaça Preta. Preparem-se para coisa boa, meus e minhas.

Os Fumaça Preta são reverberação dub e colorido psicadélico cuidadosamente criado em estúdio, são balanço funk, noite tropical e fuzz rock’n’roll. Como pode ser que fazendo música que respira tropicália eles possam mesmo ser uma revelação? porque eles fazem som de século XXI, são sempre uma reinvenção e ecoa um ar fresco.