Kumpania Algazarra voltam à Galiza!

Uma das grandes satisfações para alguém que não é de uma cidade é ver como uma das bandas que gosta tocou antes na aldeia. Tem qualquer coisa de bairrista isto, eu sei.

Depois de terem o seu primeiro contacto com o público galego em Taragonha, como diz o Julio Iglesias “terra do meu paiiii”, os Kumpania Algazarra voltam à Galiza para tocar na capital.

A banda de Sintra mistura música cigana, folk, ska e ritmos balcânicos e não me passa pelo goto uma proposta melhor. Ritmo e ambiente de festa para uma sessão de 24 de julho em que eles vão ser a cereja no bolo. Depois de apresentar-nos em Taragonha o seu sucesso Super Cali, agora poderemos ouvir A festa continua…porque em Compostela, a festa não para!

Isto no dia 24 à noite vai dar barraca!

Depois dos Linda Martini, na Quintana, às 00h

Falso amigo: estufa

No passado dia 31 fiz contas de cabeça sobre como tem sido o tempo nos últimos anos. Nesse dia recordo-me de esperar um autocarro em Taragonha (Rianjo) com frio, muito frio, chuva…mas nunca como neste ano, com tanto calor. Não há maneira de negar a mudança do clima.

efeitoestufa2O efeito de estufa é um processo que ocorre quando uma parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera. Como consequência disso, parte do calor é irradiado para a superfície, não sendo libertado para o espaço.

O efeito de estufa dentro de uma determinada faixa é de vital importância pois, sem ele, a vida como a conhecemos não poderia existir. Serve para manter o planeta aquecido, e assim, garantir a manutenção da vida. É uma solução que o planeta oferece a uma ferida que nós fazemos. estufa

Eu sou de terra de estufas, em Padrón há quilómetros de plástico. A estufa é uma estrutura capaz de produzir o microclima ideal para o cultivo de plantas. Ela pode ser usada para o plantio e também para o armazenamento e a manutenção vegetal. Esse microclima faz com que os nossos pimentos possam ser produzidos mais meses. Estas condições (entre outras) também influenciam o sabor deles e assim, uns picam e outros não, como diz o ditado.

Deixo-vos cá um WikiHow sobre como construir uma estufa e também um vídeo que explica como fazê-lo de uma maneira muito ambientalista: aproveitando garrafas de PET.

E numa opção mais turística, a estufa que aconselho para visitarem é a Estufa fria de Lisboa, um jardim em estufa situado no Parque Eduardo VII, entre a Alameda Engenheiro Edgar Cardoso e a Alameda Cardeal Cerejeira. O seu nome provém de ter sido pensada como uma zona de abrigo de plantas diversas e de não ser usado um sistema de aquecimento (na zona fria). Azáleas, cameleiras, mangueiras…um acervo de plantas que é uma maravilha da botânica. Consultem horários e preços.

Com esta mudança do clima tenho imensa vontade de ligar o aquecimento, mas acho que toca esperar…

Kumpania Algazarra em Taragonha

Todos e todas sabemos as propriedades terapêuticas da música. O pessoal do Antros Pinos levou isto até o final: a reflorestação. Música e ação social é um matrimónio que toda a gente conhece e já neste blogue falámos em casos como este.
Mas para mim hoje é diferente. Vai ser complicado não cair na subjetividade e no sentimentalismo porque tenho um fraquinho por Taragonha. Foi muito difícil ver Campo Maneiro ardido em 2006.
O Festival Antros Pinos tem o mesmo nome da associação que o organiza. Os membros trabalham o ano todo para preservar a natureza e a cultura desta aldeia, por isso decidiram que o dinheiro dos bilhetes (sete euros) será empregue para reflorestar Campo Maneiro com árvores autóctones.

No que diz respeito à Lusopatia (vamos com isso!) não é este o primeiro ano que a organização traz uma banda lusa, segundo nos conta Tamara Brea, uma das organizadoras. No ano passado vieram os The Gilbert’s Feed Band e desta vez vocês poderão ouvir as músicas da banda portuguesa Kumpania Algazarra. O festival aposta nas músicas folk e ficou de olho nesta banda de Sintra, que mistura folk, música cigana e ritmos balcânicos. O registo destes músicos está na longa travessia por ruas, jardins, praças, becos, palcos, espaços alternativos e festas improvisadas. Música nómada, multi-linguística, universal e combativa.

Gostamos de Antros Pinos porque, como frisa Tamara, cada ano insistem “em trazer no mínimo uma banda portuguesa”. A associação, mesmo que seja com este pequeno gesto, contribui para manter uma relação mais fluida aquém e além Minho.

Deixo vocês agora com a minha canção preferida deles: Super Cali. Um ritmo para pular a noite do sábado 28!