Hamlinho em Lugo

Boas notícias para quem estiver hoje por Lugo. O Deparatmento de português da Eoi e a associação Mádia Leva trazem hoje às instalações do C.S. Mádia Leva (Rua Serra dos Ancares, 18) às 21h, a peça de teatro Hamlinho escrita por Pepablo Patinho.

Pepablo Patinho, para quem não souber, é um autor e diretor teatral de Ferrol, que está ao comando de Teatro Ghazafelhos. Hamlinho, um dos seus textos, é uma versão muito engraçada e particular do sempre auxiliado Hamlet de Shakespeare. A cereja no bolo é que o espetáculo será completamente de graça e encenado integramente em português pela companhia brasileira Espelunca.

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Shakespeare com nh em Ribadávia

índiceComo cada ano, Lusopatia está de olho na programação do festival nacional de teatro mais bem sucedido: o MIT de Ribadávia. Pai do teatro galego moderno, o MIT tem sido abrigo de companhias lusófonas e já demos conta disso em post anteriores.

Neste ano, a presença lusófona é bem mais modesta, mas mesmo assim temos programação para anunciar. Há duas peças que todo lusópata deve ver: A Tempestade de William Shakespeare e A 20 de novembro. A primeira delas nem sequer precisa de apresentação ou argumentos, é um clássico, apostem nele. William Shakespeare sempre faz de nós pessoas melhores. Acrescentem uma experiência destas às suas vidas.

A obra vai ser levada a palco pelas companhias Teatro Bruto e Mafalda o sábado 19 de julho às 23h no Auditório do Castelo.

A 20 DE NOVEMBRO de Lars Noren_Joao Pedro Mamede_foto de Jorge GonçalvesPara verem A 20 de novembro têm mais hipóteses de dias. Domingo 20 e segunda 21, Artistas Unidos encenam às 21h na igreja da Madalena a peça de Lars Norén.

Eu batizaria a peça (a olho nu) como um Bowling for Columbine teatral: a 20 de novembro de 2006, Sebastian Bosse atirou sobre alunos e professores do seu antigo liceu antes de se suicidar.
A partir do seu diário íntimo publicado na Net, Lars Norén escreve um texto intenso, frio e clínico. Sozinho no palco, o ator expõe os mecanismos de humilhação que levaram o adolescente à vingança e ao suicídio e interroga a nossa responsabilidade.