Jorge Serafim no Sete Falares

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Volta um dos eventos mais esperados do mês de junho: Sete Falares. Para quem não souber, Sete Falares é um festival internacional de narração oral que enche de estórias vários espaços da cidade do Teucro. Este encontro conta já com uma longa tradição, vai pela quinta edição.

Sete Falares é um festival que está sempre entre as nossas linhas porque é habitual que apareça no programa algum representante do mundo lusófono. Esta é a vez do Jorge Serafim. Conhecemo-lo por ter contado antes no Festival Atlântica há uns anos.jorge-serafim

Jorge Serafim é uma cara conhecida do stand up comedy português. Colabora em programas da RTP e da SIC e é autor de vários livros. A maneira que ele tem de improvisar, usar o humor, tecer estórias é um espetáculo em si mesmo. Por favor, não percam a oportunidade de ouvi-lo.

No dia 5, às 17h30, no Centro de Interpretação das Torres Arcebispais, em Ponte Vedra.

Sete falares IV

11350422_999712563381075_151602691381870412_nChegam esses eventos de verão em que o Lusopatia sempre está de olho. Há alguém que não goste de contos?

Esta é já a quarta edição do Sete Falares em Ponte Vedra e tal e como aconteceu no ano passado, a organização também aposta na lusofonia. É sempre uma alegria ver que em cada edição a presença feminina cresce e neste ano contamos com a colaboração de duas narradoras, uma de Portugal, outra do Brasil.

  • Ana Lage (Portugal), parece que chegou para ficar. Fez este ano uma pequena tour pelas EOI da Galiza e também participou no Festival Atlântica. ana-lines-684x1024Em 2015 está a bombar, porque não paramos de falar dela e esperamos que assim seja por muito mais tempo.
  • Ana Lines (Brasil) é nova entre estes post. Narradora e investigadora, mistura tradições orais vindas de Portugal, África ou Japão, porque São Paulo, a sua cidade natal, é mesmo assim: uma força centrípeta que atrai o melhor de todos os mundos.

Foi também coach em diversas empresas de São Paulo e confio em que as suas narrações terão muita força, porque ela utilizava contos para motivar, potenciar a criatividade e melhorar as relações entre os trabalhadores.

Há alguma coisa dos contos que nos vai na alma. O conto é, por assim dizer, também uma forma de supervivência. Uma vez disse-me um angolano, que se uma pessoa angolana chega atrasada a algum lugar, nunca vai dizer o motivo do atraso, isso é prosaico demais, vai fazer é iniciar um conto. Compreendi então que a literatura são os olhos com que vemos e entendemos o mundo.

Ponte Vedra, 4, 5, 6 e 7 de junho. Confiram cá o programa.

 

Sete falares

10372005_798885990130401_8569575754360660165_nNo marco do Festival Internacional de Contadores de Histórias “Sete Falares” vamos ter a oportunidade de ouvir muitos sotaques diferentes. Seis dos contadores pertencem ao âmbito da língua galego-portuguesa: Avelino González (Galiza), Pablísimo (Galiza), Pavís Pavós (Galiza) e os do toque lusópata, que são Ângelo Torres (São Tomé e Príncipe) e Ana Sofia Paiva (Portugal). Completa o cartaz a galego-uruguaia Soledad Felloza.

10411325_800538913298442_341066448377305345_nÂngelo Torres já foi protagonista de algumas linhas neste blogue, porque sei que tinha feito uma tourné pelas EOI da Galiza, mas para quem não souber o Ângelo nasceu na Guiné e passou a infância em São Tomé. Podemos afirmar que aprendeu a contar estórias por ter ouvido em criança a sua avó, que prometia contar contos desde que todos os netos tomassem banho antes de irem à caminha.

De Ana Sofia Paiva não conseguimos arranjar muita informação biográfica, mas vamos conhecê-la pelos fatos. Quanta energia e força na expressão!

Podem consultar os horários no programa que aparece na página do Facebook do festival.