Mato Seco em Bueu

Esta é uma boa notícia para todas aquelas pessoas que gostarem do reggae. A banda brasileira Mato Seco chega amanhã a Bueu ao Aturuxo no marco dos concertos que vêm preparar o caminho para o Minhoreggae.

A história destes brasileiros não é fácil assim de acompanhar nas redes. Ao que pude saber, com duas décadas de carreira musical e três trabalhos de estúdio, os Mato Seco são uma das bandas mais reconhecidas dentro deste estilo musical no Brasil. As suas canções Brilho Oculto, Tudo nos é dado, Pedras Pesadas, Resistência ou Caminho da Luz são autênticos hinos para todas as pessoas de filosofia rastafari. Estou feliz por ter sabido isto, porque amo reggae e sempre é bom alargar a lista de nomes. Natiruts, Chimarruts, O Rappa ou Cidade Negra estão há anos no meu Spotify. Está na hora de incluir os Mato Seco então.

Como é que foram os seus inícios? Sete amigos da infância de São Caetano do Sul juntaram-se em 2002 para criar música de resistência. O assunto era difícil porque nenhum deles sabia tocar, mas depois de muito esforço e aulas com profissionais eis o resultado.

Segundo li, o nome vem da sua filosofia de vida. Entendem que tudo faz parte de um ciclo. Um mato pode ser verde, ter vida e depois secar, para servir de adubo a outras plantinhas. Isto pode ser visto como um símbolo de resistência e assim é como eles querem que vejamos a cena. E falando em resistência…

O Mato é Seco, mas não morto. Jah Bless!

Videobrasil no MARCO

Gostamos imenso de voltar a escrever na categoria LusopatizARTE, que levava desde a exposição de Paula Rego na Corunha um tempo sem ser atualizada.

Desde o dia 11 de setembro até 7 de fevereiro poderemos ver em Vigo a exposição Videobrasil no museu MARCO.

05_Luiz de AbreuA coleção é um projeto da Associação Cultural Videobrasil, de São Paulo. Nasce como fruto do desejo de acolher institucionalmente um acervo crescente de obras e publicações, reunidas desde a primeira edição do Festival Videobrasil, em 1983. Desde então, a associação trabalha sistematicamente no sentido de ativar essa coleção, que reúne obras do Sul geopolítico do mundo – América Latina, África, Leste Europeu, Ásia e Oriente Médio –, clássicos da videoarte, produções próprias e uma vasta coleção de publicações sobre arte.

Pelo que ouvi no programa Diário Cultural, da mão de Natalia Poncela -a minha guru das artes- o vídeo é usado como ferramenta de crítica por forma a nos fazer refletir sobre os suportes da arte, o modo em que as galerias expõem as obras e é também um instrumento documental que ajuda a lembrar muitos episódios históricos. Poderemos ver pequenos filmes, instalações e performances.

A seleção que cá chegou tem como denominador comum a violência de estado, as fronteiras políticas, e o preconceito. Uma revisão da história do sul do planeta de um ponto de vista brasileiro para curar a nossa amnésia permanente.