Flávia Coelho em Lugo

Para mim o São Froilão é uma das melhores festas do país, dessas que o povo sagrou e que estavam relacionadas com uma grande feira. Não vou tocar o tema de se o polvo é melhor em Lugo ou noutro lado, só fiquem a saber que sou uma Lugo-lover. Trabalhei lá duas vezes, uma num período longo e outra um bocado mais curtinho, mas sempre me senti lá muito bem. A desvantagem é que nunca me calhou um São Froilão e eu estar a viver em Lugo.

Não é a primeira vez que o programa de festas inclui um artista lusófono. Já vi lá os Deolinda, por exemplo. Neste ano teremos a oportunidade de ver Flávia Coelho, no dia 11 na Praça de Santa Maria às 21h30.

flavia-coelho-san-froilan-2015Quem é ela? pouco vos posso dizer. Ao que parece é uma dessas histórias de artistas brasileiras que no Brasil…passam ao lado e que na França souberam valorizar. Santos da casa não fazem milagres, infelizmente.

Ouvi músicas dela no Youtube e tornei-me fã, porque tem desses ritmos que desejas ouvir/dançar ao acordar de manhã para ter um dia feliz. Lá vão umas breves notas biográficas.

Nascida no Rio de Janeiro, em 2006 mudou para a França, onde além de ter ganho um concurso musical conheceu o músico dos Camarões Pierre Bika Bika, que a levou para o mundo dos ritmos musicais africanos e a ajudou a compor o seu primeiro disco, Bossa Muffin (2011). A fusão de muitos ingredientes musicais fez com que ganhasse vários prémios como o Génération Réservoir Newcomer e o Golden Women Music Breakthrought.

O The Guardian diz dela: “Flávia Coelho criou uma das mais prazenteiras e divertidas fusões deste ano. Como o título diz, as suas canções são construídas em torno de um confronto rítmico de estilos brasileiros e das Caraíbas… Coelho possui um estilo natural e relaxado que quase disfarça o seu talento de se ir de melodias contagiantes a rompantes de hip-hop incendiários”, não é pouco, né?

Olhem que bom feeling!

António Zambujo na Galiza

António Zambujo é um homem com uma vasta formação musical. Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros.

Não há muito tempo, cantava na casa de fado Sr Vinho de Lisboa. Hoje é um artista muito conceituado, mesmo foi eleito melhor intérprete masculino de fado.

Nestes dias teremos a oportunidade e privilégio de ouvir a sua música. Em Lugo, no San Froilán, a dia 12 e também em Compostela nos dias 14 e 15, na Casa das Crechas. Poderemos cantar as suas letras, canções que intensificam o fado mais clássico e trazem aliás ritmos da África e do Brasil.

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