Moonspell na Sala Malatesta

Amanhã na sala Malatesta temos um encontro com o metal lusitano.

Os Moonspell levam defendendo o Gothic Metal desde 1992. Em 2015 já nos visitaram no Resurrection Fest, agora é a vez de Compostela.

O seu último trabalho, 1755, é cantado integramente em português. Este disco supõe uma maturidade quanto à harmonia para a banda. E o título? o título é uma promessa de uma terra que vai tremer com a melodia porque, recordem, 1755 é a data do terremoto de Lisboa.

O quinteto ainda mantém sua mesma personalidade musical, o contraste entre as influências agressivas de seus tempos anteriores com a estética elegante do doom / gothic metal. Mas agora, há alguns coros gregorianos e wagnerianos e orquestrações.

A terra vai tremeeeer!

 

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Sepultura em Viveiro

No ano 2015 falávamos da presença dos Moonspell em Viveiro no Resurrection Fest, três anos antes noticiávamos a chegada dos Sepultura à Galiza. Esse artigo foi, de facto, uma pole position no nosso ranking de mais lidos durante anos. Pronto, esse e um intitulado “Mulheres a fazer filmes”, porque sempre há uma pessoa tarada que faz uma leitura pornográfica de tudo e contou também como visitante do blogue.

No dia 7 deste mês, no Resurrection Fest em Viveiro, chega a banda dos irmãos Calavera (mas sem eles) para dar à lusopatia o toque heavy de que estávamos à espera. Nem tudo vai ser fado, ‘migas! E como eu gosto de mostrar que o Brasil é um país musicalmente muito diverso, que tem tudo, todos os ritmos, e todos eles passam por aquele crivo da brasileirização.

Neste 2017, os Sepultura lançaram o seu 14º álbum de estúdio, Machine messiah, e com isto demonstram que a máquina ainda está azeitada e continua a funcionar. Mas…pode uma banda com 32 anos de carreira ser ainda relevante? Pode, sim, tomando como motivos temas atuais para as suas letras. Este disco é uma referência, segundo diz o seu líder Andreas Kisser, à dependência moderna de gadgets e à subordinação humana a inteligências artificiais.

Por outra parte, os temas políticos não escapam. Na faixa 4, Alethea, há críticas à Lava Jato e da situação da corrupção no Brasil.

Contexto fora, a crítica tem falado bem deste trabalho nos últimos meses. Pelos vistos o álbum supera o Roots de 1996, trabalho que incluiu cânticos de índios xavante e a participação do Carlinhos Brown. O grupo visa tornar este álbum num segundo clássico. O tempo sozinho dirá…

Quanto aos ritmos, o quarteto investe no prog, mas sem descuidar o seu assalto sonoro, esse “maracatu drak” a que estamos habituados.

Estão prontos?

Moonspell em Viveiro

moonspell_by_helelbenshachar-d3emokfA produção musical portuguesa é fruto de uma cultura aberta ao mundo. Dentro da música feita em Portugal, podemos encontrar todo o tipo de géneros e estilos, entre eles também o metal.

No dia 18 de julho chegam os Moonspell ao Resurrection Fest em Viveiro.  O Resurrection leva desde 2006 e aos poucos ganhando espaço e hoje é um dos maiores festivais de hardcore/punk e metal da península.

Moonspell é na atualidade uma das bandas portuguesas de metal com maior reconhecimento internacional e isto é tanto assim que vão tocar ao lado dos Motorhead ou Korn. Eu conheci-os porque alguma vez os ouvi na Antena3 (sim, em Portugal também passam heavy nas rádios) e agora voltei a ouvi-los numa lista de Spotify que acompanho por recomendação de um amigo: Digster à portuguesa. Lá há uma mostra bastante representativa da música portuguesa moderna.

A banda vinda de Amadora tem nas suas letras referentes tão literários como José Luís Peixoto, Fernando Pessoa, Mário Cesariny. Querem coisas mais portuguesas? lá vão mais: arranjos com guitarra portuguesa ou letras dedicadas à deusa lusitana Ataegina.

Deixo-vos com Ópium, uma música inspirada em Opiário de Álvaro de Campos, heterónimo de Pessoa.

ah! e vou dar também uma dica para o outfit! se tiverem aquela t-shirt da Agal de NH-LH, levem e representem o bloco heavy-reintegrata.

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