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As pessoas galegófonas fomos abençoadas nas últimas semanas. Quem se importar com a língua tem visto como nos últimos anos os apoios institucionais foram dizimados nas escolas e outros organismos. As associações que têm a língua como foco sabem disto. Mas nestes dias houve uma volte-face, pequenos gestos que fizeram a diferença. Sabela, uma cantora galega que está a concorrer no programa espanhol Operación Triunfo, decidiu cantar na sua (nossa) língua. Ela é jovem, mulher, galegófona e sem preconceitos. Digo isto último porque para além de cantar na nossa língua, escolheu interpretar uma canção da banda Marful, escrita com as mesmas grafias que eu estou agora a usar. As suas ações deram visibilidade a uma realidade linguística desconhecida por muitos e muitas e também a um modelo ortográfico muitas vezes colocado em questão.
Através dos programas da tv e das redes sociais pudemos ver as reações de quem a ouvia, pessoas de cá e de lá. Fãs até do Brasil e Portugal. Surgiram montes de dúvidas e debates interessantes. É galego? é português? vejam este vídeo do Eduardo Maragoto.

Se calhar pensam que este não é o espaço para este género de coisas, mas queria aproveitar o post para dar os parabéns à nossa Sabela e também, é claro, falar de questões linguísticas. É por isso que vou destacar algumas construções e léxico:

  • VOTAR: o verbo rege a preposição EM. Portanto, Eu voto na Sabela cada dia através da aplicação.
  • ESCOLHER vs ELEGER: Já tínhamos falado nisto noutro post anterior. É só para vos lembrar que não são sinónimos e que há um contexto de uso para cada um deles.

Como neste ano próximo vamos ter também eleições, vou matar dois coelhos de uma cajadada e adiantar algum vocabulário também sobre isto:

  • assento, cadeira: o quociente eleitoral distribue o número de cadeiras ou assentos que irão ocupar os representates políticos, então, os resultados eleitorais são medidos em votos e cadeiras.
  • autarca: é o ou a presidente de uma câmara municipal.
  • autárquicas: são as eleições ao governo da câmara municipal.
  • boletim de voto ou voto: é o papel que depositamos na urna para votar.
  • urna: vaso ou objeto similar onde se recolhem os votos num ato eleitoral, num sorteio, lotaria, etc. As furnas são umas cavernas ou covas naturais, de facto, há várias praias na Galiza e Portugal assim chamadas. O voto é sério não depositem na areia.
  • recenseamento eleitoral: operação para determinar o número de habitantes de um país, cidade, freguesia…para os cidadãos registados terem direito ao voto.
  • vereador, -a: cada um dos membros eleitos para constituírem a câmara municipal.

Votaram já hoje na Sabela? Eu já fiz. Só sonho com que ela chegue a ser presidente!

Primeiro encontro de Lusópatas

 

Este é, sem dúvida nenhuma, o artigo mais bizarro que tenho feito em anos. Não sei como se sentiu o Justin Bieber quando ouviu pela primeira vez a palavra “belieber”…mas começo a ter uma ideia.

Como não pensamos nisto antes? Uma conta no Meetup, vontade e paixão pelo português foi o que levou a Roberto Brenlla, estudante de português da EOI que morou na infância no Brasil, a organizar isto tudo. Falo do Primeiro encontro de Lusópatas na Corunha.

O evento vem definido como “Encontros em português. Grupo para praticar a língua portuguesa em todas as suas variantes. Não importa o nível. Nativos de países de língua portuguesa são muito bem-vindos, mas também pessoas de cá sem qualquer relacionamento prévio com ela. A vantagem do português é que se pode começar por falar galego e ir a pouco e pouco modificando-o até conseguir falar português como língua própria”. Eu não o poderia explicar melhor.

Então, se tiverem tempo e vontade no dia 31 às 20h podem ir ao Mandatory Galera na Corunha e meter dois dedos de conversa. Eu até estou a pensar em pintar as unhas, amigas!

Palavras russas no português

Poucas vezes saio do meu mundo, mas das vezes que consegui e tive vontade (estas duas condições nem sempre apareceram juntas) faço um artigo sobre língua X e português.

Este verão vou de férias à Rússia e decidi investigar um bocado. Quis ver quais eram as palavras russas que eu conhecia, ou por melhor dizer, dar um explicação dessas palavras russas que estão na nossa língua.

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balalaika: o instrumento é um símbolo nacional russo. A forma e o som pode fazer-nos lembrar um banjo, mas a balalaika tem uma caixa triangular.balalaika_prima_deluxe_variegated_1

Deixo aqui uma ligação de uma das minhas bandas portuguesas de preferência, Anaquim. Balalaikas é o nome da música!

bistrô: Ok, vão dizer, não é russo, é francês!. Eu sou uma bon vivant e sei muita coisa de restaurantes e de comer bem.

Bistrô é um restaurante pequenino, de poucas mesas, singelinho e confortável. A palavra tem uma origem um bocado obscura. Vou-vos dar a versão que diz que vem do russo, a propósito deste artigo.

Há quem diga que os militares russos, ao invadirem Paris, exclamavam “bistrô! bistrô!” ao atacarem os cafés da capital francesa; isto é pela presença do termo ‘bystro’, que tem o sentido de ‘rápido, rápido’, no russo.

-blini: ora bem, não sei se esta palavra é dessas típicas que toda a gente conhece, eu tentei fazer uma vez este prato…e tive pouco sucesso ou nenhum, por isso o termo ficou gravado no meu cérebro. Alegadamente o processo de preparação não tem muita dificuldade, mas eu sou um pé de chumbo na cozinha. A língua russa possui uma expressão “fazer como blini”, que na Galiza poderíamos traduzir como “fazer cestos”:  fazer algo rápido e em grandes quantidades.Blini4-small2

Blinis são como crepes, ou talvez sejam mais parecidos com as “filhoas” galegas. O prato é muito antigo, era já cozinhado em território russo mesmo antes da chegada do cristianismo.Nesse período pagão cheio de simbolismo, os blinis com a sua forma redondinha representavam o sol e estavam na mesa em muitos rituais. Recorda-vos isto a alguma coisa cristã? Estes crepes são imprescindíveis na festa de Maslennitsa, que marca o fim do inverno e a memória dos recém-falecidos membros das famílias russas, uma coisa assim como os nossos Defuntos.

bolchevique: estudei COU e passei logo a conhecer a palavra, planos de estudos antigos criavam intelectuais, amigas. Saudades!

Aquelas pessoas que pertenciam ao Partido Comunista, partido único na União Soviética, eram chamadas de bolcheviques. Num dos assuntos que o partido discutia, o grupo liderado pelo Lenine atingiu a maioria de votos e a palavra foi assim usada para se referir a todos os aliados do futuro líder soviético. Aos poucos, “bolchevique” foi usado como sinónimo de “maioria” e “menchevique” como sinónimo de minoria.

Nos primeiros tempos do bolchevismo, em Portugal não era usado o termo Bolchevique e estas pessoas recebiam no nome de maximalistas.

-gulag: é a abreviação para “Diretoria Geral de Campos de Prisoneiros”, criada na década de 1930. Criminosos e presos políticos cumpriam uma mesma “condenação”: realizarem trabalhos duríssimos. De facto, o termo passou a usar-se como sinónimo de repressão política ou pena de morte.

-kalachnikov: criada por Mikhail Kaláchnikov quando tinha 20 anos de idade, é uma das armas mais famosas do mundo. A sua designação oficial é  AK-47.

Esta é uma das palavras que oxalá não se tivessem inventado nunca.

-matriochka: quem não conhece estas bonecas? quantas vezes nos serviram para fazer um símile! Realmente, esta é a primeira imagem que me vem à cabeça quando penso na Rússia.

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O mecanismo destas bonequinhas é muito conhecido e acho que todos e todas em crianças tivemos um brinquedo parecido. Eu tinha uns cubos que dentro tinham outros cubos…também tive um hipopótamo assim. Tempo depois, alguém me comprou uma Matriona. Na verdade, a boneca chama-se assim, Matriochka é só o seu diminutivo.

O número de figuras que se conseguem encaixar é, geralmente, de 6 ou 7, ainda que existam algumas com um número impressionante de peças.

A sua forma é simples, os membros são pintados. De facto, a sofisticação das matriochkas reside no virtuosismo de quem pinta.

O design pode ir do mais folkie dos vestidos das mulheres russas até este exemplo dos grandes líderes. Engraçado, pois não?

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A origem da boneca está noutro país que adoro: o Japão. No século XIX chegaram à Rússia uns brinquedos desmontáveis japoneses que foram a “semente” para a criação destas bonecas.

-pogrom: vamos com um pouco de Filologia. A palavra provém do verbo gromít que significa “destruir, liquidar”, e disto derivou o significado atual: uma ação de extermínio contra um grupo concreto de pessoas: assaltos, destruição de casas, empresas, edifícios de culto religioso. Os pogrom mais populares foram contra os judeus, mas hoje, infelizmente, acho que todos e todas temos na cabeça infinitos exemplos atuais.

sputnik: Cada vez que ouço esta palavra, penso num dos meus filmes favoritos, Adeus, Lenine! e da corrida aeroespacial. O termo significava literalmente “companheiro de viagem”, mas depois de a URSS ter lançado o primeiro satélite, foi adquirindo outro valor semântico tal e como o conhecemos hoje.

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Jornal russo fala do lançamento do Sputnik

-tróika/tróica: é uma carruagem ou grande trenó russo, puxado por três cavalos. Apareceu na Rússia em meados do século XVIII, para ajudar no serviço postal e atravessar longas distâncias.

Hoje o uso desta palavra é um bocado uma alegoria. Usamos tróica para nos referir a um conjunto de três pessoas ou entidades com uma finalidade política. A palavra era usada para designar alianças dos líderes na União Soviética: os três supremos chefes dos estados comunistas, o chefe de estado, o chefe de governo e o líder do partido.

Na Europa atual esta união é formada pelo  Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional e a Comissão Europeia. É uma forma moderna de triunvirato.

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Que se lixe a tróika! Queremos as nossas vidas! é um movimento social português que nasceu em 2012 contra as medidas económicas do governo português. Convocaram uma manifestação que levou um milhão de pessoas às ruas, em várias cidades portuguesas, e em Lisboa foram mais 500 mil pessoas num protesto nacional contra as medidas de austeridade. Este movimento foi a inspiração para o dos Indignados em Espanha.

E o povo, pá? de Homens da Luta, o Grândola do Zeca, ou Que Parva que eu sou dos Deolinda foram o hino de muitas pessoas durante as manifestações.

tsar, csar ou tzar: outra dessas palavras do COU. Ai, COU, quanto me deste!. Nesse ano estudei coisas deste império que agora começo a lembrar graças à minha viagem.

Tsar é uma versão reduzida da palavra latina caeser, introduzida ao vocabulário popular em 1547 por Ivan, o Terrível. É o título oficial do monarca russo.

Rússia é um país de dinastias. No período entre 1613 e 1917, quem governava eram os Roamnov. O primeiro tsar desta família foi Mikhail Fiódorovitch e o  último Nikolai II, que abdicou do trono em 1917 a favor do seu irmão mais novo Mikhail, que, mesmo seguindo o exemplo do Nikolai e recusando-se a ser o próximo monarca, é formalmente considerado o último tsar russo.

Os Romanov têm aquela coisa charmosa e misteriosa.

O íman das lendas urbanas é forte e acho que todos e todas alguma vez colocamos alguma hipótese sobre o que deveu de ter acontecido com a princesa Anastásia.

vodca/vodka:a vodca é uma popular bebida destilada russa que surgiu no século XV. É a bebida nacional, sem dúvida nenhuma.

O nome vodca é o diminutivo de água (“aguinha“) em várias línguas eslavas, mas não há muito consenso quanto à origem etimológica disto, pode ser um acaso, um caso de homonímia.

vodka

A vodca é um destilado obtido a partir de arroz, cevada, milho, trigo, centeio, ervas, figos ou batatas, fermentados. Cada”ingrediente base” dá à bebida um sabor e qualidade diferentes. A fórmula também varia em cada região, como acontece com o nosso licor café. Popularmente, a vodca tem 40% de teor alcoólico, mas a sua graduação pode variar entre os 35 e os 60%.

 

Agora é a minha vez de aprender palavras novas. Adeus, Galiza! до свидания , Галисия, do svidaniya , Galisiya

 

Porta para o exterior

Cartaz_Porta_LançamentoEu sempre disse que o reintegracionismo não era nada filológico, que para mim era uma filosofia ou um estilo de vida e como tal precisava de um bom filme.

A geração X tinha os seus filmes caraterísticos, os millenials também têm…estava na hora de os e as reintegratas vermos o nosso pensamento em cenas.


<p><a href=”https://vimeo.com/166870660″>Porta para o exterior_promo</a> from <a href=”https://vimeo.com/axouxerestream”>axouxerestream</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

Sabela Fernández e José Ramom Pichel estarão daqui a uns minutos na Faculdade de Filosofia da USC para apresentar este documentário. História viva contada…por nós. Já ninguém pode deter a primavera.

Se não e Senão

Vamos hoje com uma dica express dessas muito rápidas.

A dupla Se não/Senão faz muita confusão não só nas pessoas que escrevem português, mas também em falantes de espanhol. Como na Galiza há um pouco de cada realidade, decidi fazer este post.

Basicamente os usos de Senão e Se não coincidem nas duas línguas a exceção de um caso. Vou então ilustrar com uma imagem cada um dos usos.

Eu acompanho a página Língua Portuguesa do Facebook e a verdade é que nos últimos tempos tem tornado mais fáceis muitas das explicações que dou. Uma imagem vale por mil palavras…

wpid-fb_img_1438592984198.jpgEntão fiquem com a dica, se pudermos substituir por Caso contrário, então é Senão. Se estivermos numa oração condicional negativa, então é Se não.

Um outro uso da palavra Senão é como substantivo. Neste caso significa Defeito, Desvantagem…Por exemplo: Por mais que eu explicasse, ele só encontrava senões na minha argumentação/ Os telemóveis têm aquele senão de deixar-nos cada vez mais isolados.

Recapitulamos…

Cantamos um bocadinho?

Português no verão da EOI de Compostela

maxresdefaultO verão é mesmo longo e podemos chegar a pensar que não o aproveitámos bem. Chega agosto e parece que passámos os meses na pasmaceira sem fazer nada de útil. Ai…que sensação feia!

A Associação de Antigos Alunos da EOI de Compostela organiza um ano mais os seus cursos de verão. O antídoto contra o tédio estival.

Este julho serão ofertadas as mesmas línguas que se podem estudar na EOI durante o ano com uma nova incorporação: um curso de chinês inicial. Eu estudei lá japonês e foi uma experiência muito marcante, adorei.

E com português? o que é que se passa? estamos com sorte, neste verão, pela primeira vez, há dois níveis: inicial e intermédio. Inicial é para quem nunca tenha estudado antes português e intermédio é para aquelas pessoas que já tenham um contacto, umas noções…

Com uma abordagem comunicativa e inovadora e dois professores que já têm trabalhado juntos em projetos de inovação educativa e criação de materiais didáticos, os cursos têm como objetivo fornecer as ferramentas linguísticas necessárias para iniciar o caminho no estudo da língua portuguesa ou aperfeiçoar os conhecimentos já adquiridos.

Se está à espera de um curso tipo fill the gaps…este não é o seu. Ora bem, quer aprender, conversar, saber das culturas lusófonas? Então, confira nesta ligação para saber que documentação precisa para formalizar a inscrição.

 

II Jornadas de português na Ciranda

Um ano depois da primeira experiência com estas jornadas, a Ciranda visa fazer desstes cursos já uma tradição.11081003_653325938106789_1947924963166341868_n

Dada a aprovação da lei Paz Andrade para o aproveitamento do ensino do português na Galiza, cada vez mais pessoal tem mais interesse por conhecer procedimentos e recursos para pôr em andamento uma matéria de Língua Portuguesa no seu centro de ensino.

O cartaz deste ano trata diversos aspectos, desde a focagem lúdica à colaborativa. Tudo isto com os melhores docentes e ainda com o plus de ser uma atividade homologada pela Conselharia de Educação.

 

Estrátegias comunicativas para guias de turismo

1782184_482452255194159_1229318969_nNormalmente quando temos de comunicar numa língua próxima da nossa encontramos muitas facilidades e temos tendência para pensar que a nossa comunicação é muito boa, mas…será que isto é mesmo assim? Quando nos dirigimos a um público de língua portuguesa podemos fazê-lo muito melhor, evitando erros muitas vezes bastantes graves.

Com este espírito, Ciranda à volta do português faz um curso de formação de 6h para pessoal do sector turístico, porque o turismo de qualidade quer uma comunicação de qualidade. As pessoas interessadas podem enviar um correio a ciranda@ciranda.pt e irão receber informações sobre como formalizarem a inscrição.

O programa é muito atraente porque vai àqueles pontos fracos que os galegos e as galegas temos e também reforça a ideia da nossa vantagem. Com uma focagem dinâmica e lúdica, este curso promete não deixar ninguém indiferente.

É guia? não perca esta oportunidade de melhorar!

Jornadas de português na Ciranda

Documento-1 (1)Queres introduzir uma linha de português no teu centro e não sabes como? queres saber como lhe está a correr a outros e outras colegas? Gostavas de introduzir algumas noções de português na disciplina que lecionas? Este é o teu curso!

O Parlamento galego aceitou a Iniciativa Lexislativa Popular (ILP) “Valetín Paz Andrade”, pela qual o português terá uma maior presença no marco educativo galego. A empresa Ciranda organiza umas “Jornadas de Português” o sábado 18 de janeiro en Santiago de Compostela sobre este tema.
A Ciranda começa o ano com uma aposta forte. O pessoal do quadro da empresa pensou que havia uma carência neste tipo de formação, porque no diálogo dia a dia com o corpo docente, vinha à tona este assunto muitas vezes. Esperemos que após receberem as informações do curso, muitos professores e professoras deem um passo à frente na introdução do português no ensino na Galiza. Vamos fazer figas!
O curso, homologado pela Xunta, está focado nos professores interesados em dar aulas de português. Explicar-se-ão tanto as vias para introduzir o idioma luso na escola como o  resultado da experiência em centros onde já é lecionado. Podem ver o programa na imagem de acima, mas para terem um bocado mais de dados, informo que estarão alguns vultos imprescindíveis, as pessoas que mais têm reflectido sobre a importância da língua portuguesa e das melhores maneiras para os alunos e alunas se achegarem a ela sem preconceitos.
 Os autores do livro “O galego é uma oportunidade” Valentim Fagim e José R. Pichel serão palestrantes nas jornadas e também Eduardo S. Maragoto, autor de “Como ser reintegracionista sen que a familia o saiba”. Eu estou com muita pica por saber o que tem para dizer o pessoal todo do programa.

IV Encontro de Didática do Português

“Os meios audiovisuais e a legendagem no ensino do Português” é como se intitula este IV Encontro de Didática do Português organizado por Docentes de Português na Galiza.

O encontro, dividido em duas partes, decorrerá entre os dias 10 e 11 de novembro na cidade de Vigo e a 12 de janeiro em Compostela. As inscrições estarão abertas até 8 de novembro e o limite máximo é de 50 pessoas.

Eu já assisti a outros dois encontros e gostei muito da experiência. São expostas novas ideias, experiências e materiais. Neste último sentido, em dia 12 de janeiro, os autores do manual Bússola irão falar do projeto em Compostela.

A temática escolhida para esta sessão é os média. Aprenderemos a tirar partido das traduções, dos meios audiovisuais, das legendas e da dobragem.

Ensinar é muito mais que passar conteúdo. Ensinar é questionar, partilhar e criar. Inscreva-se e atualize visões e técnicas que apurarão o seu labor docente.

Pode ver o programa, endereços e horários neste PDF: IV Encontro de Didática do Português – Programa