Portulego Quartet no Carvalhinho

SofaSabem aquela coisa de ir a concertos e que parece que o músico/a toca mesmo para ti? Músicas de sofá é um evento onde cinco bandas tocam e parece que tocam na sala de uma casa qualquer. O cenário não pode ser mais aconchegante.

Umas semaninhas antes da festa do Polvo do Carvalhinho, a Câmara Municipal parece que quer deixar pronto o ambiente festivo.

Portulego Quartet Jazz é uma agrupação de músicos das duas beiras do Minho cujo vínculo comum é o jazz e os estudos na ESMAE do Porto.

O quarteto Interpretará temas próprios e junto de outros grandes clássicos do repertório jazzístico.

Amanhã às  19h15 hrs na rua Rosalia de Castro do Carvalinho. Lamento não ter um vídeo deles, não encontrei. Alguém tem?

Danças do Douro e do Minho

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A Gentalha do Pichel e a Central Folque organizam muitas vezes jornadas em volta da dança e músicas tradicionais. Desta vez o Lusopatia informa de um Baile Assalto especial dedicado às músicas do Minho e do Douro amanhã às 22h.

Chulada da Ponte Velha chega a Compostela para fazer-nos esquecer a vergonha e mesmo para que qualquer pé de chumbo possa dançar.


<p><a href=”https://vimeo.com/120253646″>Chulada da Ponte Velha – &quot;Ramaldeira da Reguenga&quot;</a> from <a href=”https://vimeo.com/mpagdp”>MPAGDP</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

O quinteto de Santo Tirso, nas redondezas do Porto, é um projeto resultado do interesse de vários músicos em retomar as práticas musicais do Douro e do Minho, em especial as chulas dos descantes. O uso das violas tradicionais do Norte de Portugal, da rabeca chuleira e do violão ponteado caracterizam o som desta banda. Junto com eles vem também Coreto, uma associação do Porto que tem como objetivo a promoção de artes e culturas tradicionais, assim como a promoção e divulgação de artes e culturas tradicionais originárias de todo o mundo.

O bilhete custa 5 euros para não sócios/as e 4 para sócios/as. Dançamos?

Mundo Segundo (Dealema)

Nunca antes me tinha acontecido, confesso.

Como sabem, Compostela está em festa. Estes dias andei em concertos e atividades. Noutros anos não ligava muito à programação “oficial” da cidade e andava por espaços mais alternativos. Desta vez reparti melhor o meu tempo e deu para ver um pouco de tudo. Tenho que dizer que é a primeira vez que gosto mais da proposta do concelho do que das outras. Quero dar os parabéns por uma programação variada onde há espaço para muitas propostas estéticas.

Ontem na Quintana senti com os Linda Martini e Kumpania Algazarra que aquela era a minha sintonia, porque como dizia Adrião Solóvio, num dos nossos melhores bildunsroman, “ser galego, é ser universal”.

imagesMas isto não acaba ainda, amigos e amigas. Até para uma pessoa como eu, que adora rap e hip-hop, isto ainda está para começar!

Capicua, M7, Boss Ac, Bob da Rage Sense, Sam the Kid e Dealema são daqueles nomes do hip-hop que vale a pena decorarem.

Dealema é uma banda de Vila Nova de Gaia/Porto, uma área que deu ao panorama musical luso muitos artistas relacionados com este género urbano. É dos grupos mais antigos do hip-hop português, levam a “representar” desde 1996 demonstrando que também bom hip-hop pode ser feito na língua de Camões. Há 18 anos que se mantêm no ativo com a mesma formação e para quem estiver distraído esclareço que Mundo Segundo é um dos seus integrantes. MC e produtor é um dos mais antigos embaixadores do movimento. Sem abandonar a sua banda de filiação, também cria músicas a solo e colabora com outros artistas como Sam the Kid.

Amanhã, em Vite, pelas 20h chega Mundo dos Dealema para dar o seu melhor e mostrar o seu flow num entardecer de hip-hop.

O baile dos candeeiros em Ribadávia

20090707-231740aO baile dos candeeiros do Coletivo Radar 360º virá a ser encenado no dia 24 do corrente mês em Ribadávia. Esta peça portuguesa faz parte do programa da MIT Ribadávia.

Os ajuntamentos de pessoas são vistos hoje como uma ameaça para muitas pessoas da classe política. As coisas cada vez viram mais pretas e as liberdades individuais correm muitos riscos. É bom vermos esta peça porque nesta “desconfiança” radica o quid desta obra.

Em finais dos anos 60, fazia-se na Foz do Douro, no Porto, o baile dos cinco candeeiros. Esse encontro, que serve de inspiração para esta produção da Radar 360º, era um espaço de liberdade numa época em que os ajuntamentos populares eram encarados com desconfiança, mas era também um momento de dor, pois aí se faziam as despedidas dos soldados que iam lutar para a guerra colonial.

O diretor António Oliveira apanhou esta ideia e criou um espetáculo de rua que mistura música, dança clássica, contemporânea e teatro e assim faz do espaço público um lugar de celebração e de crítica contra o individualismo.

Em definitivo, vamos ver o quê? cinco candeeiros vintage a dançar espalhados por pontos estratégicos. Aos poucos, vamos estar mais envolvidos com esta dança e esse vai ser o nosso momento de libertação.

01h, na Praça Maior de Ribadávia.

Fado Violado

índiceAlguém, pela primeira vez, misturou um dia presunto e melão. Com certeza nos primeiros momentos deveu de parecer uma mixórdia bem estranha, haveria quem levasse as mãos à cabeça, mas hoje podemos dizer que aquela pessoa foi uma visionária. Como dizia Pessoa, “primeiro estranha-se e depois entranha-se”.

Fado Violado também anda no caminho do estranhamento e entranhamento. Esta dupla do Porto faz fusão de músicas ibéricas. Eles, qual filme de Carlos Saura,  uniram o fado e o flamenco. Podemos ir a um concerto e ouvir bulerias e guitarra portuguesa e aquilo…condiz.

Quem puder ver nisto uma agressão ao fado, que fique descansado. Para assegurar a presença da canção portuguesa  mais internacional temos a cantora Ana Pinhal, uma das fadistas novas mais reconhecidas.

Dia 19 (este domingo!!), às 23h, na Praça do Toural

Olive Tree Dance em Redondela

CARTEL-FESTIVAL-MILLO-VERDE-2015-2-03Uns com tanto e outros com tão pouco. Redondela não pára. Não deixa de programar coisas interessantes, desde um festival internacional de títeres a um festival musical alternativo.

O Festival Alternativo Milho Verde vai pela nona edição. Música, grafitti, ateliês, danças africanas…constroem o bom ambiente deste evento em Chao das Pipas.

O cartaz inclui bandas galegas como Sancha na Horta e também portuguesas como Olive Tree Dance. Estes são uma banda do Porto, que já tocaram em Redondela em épocas anteriores ao nascimento deste blogue.f32d2e57-609b

O trio fusiona música jazz, afro-brasileira com música eletrónica. Pelos vistos, a primeira atuação deles no festival foi todo um sucesso e nesta edição os organizadores cairam na tentação de convidá-los novamente.

Olive Tree Dance faz música orgánica com didgeridoo, melodias diferentes que estão fora das rádio-fórmulas e acabam com uma grande dança grupal. Energia positiva para este sábado 13.

O amor dos infelizes

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E vem aí janeiro com as forças renovadas e propostas teatrais do outro lado do Minho.

Teatro Bruto do Porto chega novamente à Galiza para levar a palco O amor dos infelizes. A peça é baseada no segundo capítulo da obra de Valter Hugo Mãe, Filho de mil homens. Não é a primeira vez que a companhia e o autor de A Máquina de fazer espanhóis colaboram, de facto, é habitual fazerem criações conjuntas em residências artísticas.

Desta feita, Margarida Gonçalves introduz como novidade para encenar esta peça a figura de uma anã que explora territórios. Ela é expectadora de si própria. Está na história sem estar, a cavalo entre um narrador e uma personagem.

Vendo esta obra podemos meter-nos nos sapatos de uma pessoa com 80cms de altura, vista pelo resto do mundo por vezes como uma criança que nunca cresceu. A sua existência limita-se, aos olhos dos outros, à sua deformidade, à sua monstruosidade, à intransponibilidade daquele corpo. Vive das sobras das pessoas grandes, do amor possível – o amor dos infelizes.

Quinta-feira, dia 22, às 20h30 no Salón Teatro.

 

As marionetas do Porto fazem anos e voltam!

teatro marionetas porto

No lusopatia somos verdadeiros fãs de marionetas, temos muitos post aqui a dar boa prova disso, o Teatro das Marionetas do Porto volta à Galiza e desta vez marcam presença em Lalim, no Titirentroido, um festival que junta o útil ao agradável, marionetas e Carnaval tudo à mistura. A organização está sob a direcção da companhia local Viravolta.

As Marionetas do Porto entram em cena o dia 11, às 22:00, com uma peça para adultos, Capuchinho Vermelho XXX e voltam a terça-feira de entrudo, dia 12, às 18:00, com uma representação virada para crianças, embora eu não goste muito da classificação, Teatro Dom Roberto. Tudo no Museu Ramón Aller. A companhia acaba de fazer 25 anos e inaugurou um museu na baixa da invicta, na Rua das Flores.

A peça Capuchinho Vermelho XXX criada em 89 , foi reinventada no ano passado e agora nesta nova versão vamos mergulhar nesse universo delirante e hardcore tão peculiar e divertido onde os objectos se transformam em marionetas comestíveis. O intérprete único será Edgar Fernandes.

Representado desde há cerca de três séculos nas feiras, nas romarias, nas praias e nas ruas, o reportório do Teatro Dom Roberto inspira-se simultaneamente na tradição europeia, que lhe deu origem, e nas peças populares do Teatro de Cordel.
O personagem principal deste teatro de fantoches de luva, manipulados por um solitário bonecreiro, tem origem, como em muitos outros casos, no célebre polichinelo italiano, mas não possui características fisionómicos especiais. O seu nome, Roberto, popularizou-se possivelmente através de um empresário chamado Roberto Xavier de Matos que explorava um teatro em Lisboa e viria mais tarde a manter ao seu serviço várias companhias nas feiras portuguesas, numa época em que a maioria dos fantocheiros eram contratados para integrar pequenas trupes de teatro de feira.

Passem e vejam, a magia acontece.

 

Falso amigo: balão

Recordam o filme Up, altamente? nele, o Carl, um dos protagonistas coloca uns balões no topo da casa para fazer dela um meio de transporte, podem ver a imagem no vídeo.

Não há muito tempo descobri que existe também uma disciplina desportiva chamada balonismo onde as pessoas viajam de balão e demonstram as suas habilidades de orientação. O desporto tem adeptos em todo o mundo e na década de noventa, quando a fotografia não era digital, era comum ver imagens de “performances” de balonismo nos envelopes dos negativos que davam nas lojas de fotografia, lembram?

Na cidade do Porto, numa das noites mais mágicas do ano, o São João, os balões são também protagonistas. Toda a gente constrói estes brinquedos artesanalmente com papéis às cores e é delícia mesmo vê-los dançar no ar. Lindo!

Nesta época futebolística e com este artigo, chega a pergunta…sabem com que se joga futebol? joga-se com uma bola.

Já agora, é o mesmo nome do jornal desportivo A Bola. Se quiserem seguir notícias de futebol na nossa língua, podem começar por estas páginas.

Paris em Lisboa. Que chique!

Paris em Lisboa, o nosso título de hoje, é realmente o nome de uma conhecida loja de confeções do Chiado (Lisboa). A Galeria de Paris, no Porto, é uma das ruas mais chiques da cidade. Estes são bons exemplos para explicar o papel inspirador que a França jogou muitas vezes na moda, nas artes, na culinária…

Na língua não foi muito diferente, o português recebeu contributos léxicos de muitas outras línguas. A maioria das palavras da língua portuguesa tem origem latina, mas também grega, árabe, espanhola, italiana, francesa ou inglesa. Essas palavras são introduzidas por diversos motivos, sejam eles fatores históricos, socioculturais e políticos, modismos ou avanços tecnológicos. As palavras estrangeiras geralmente passam por um processo de aportuguesamento fonológico e gráfico, mas outras vezes também convivem sem se adaptar.

Lusopatia viaja a Paris e, com motivo da nossa visita ao país gaulês, hoje vamos expor alguns galicismos que existem no português.
Na vida diária de qualquer lusópata aparecem estas palavras de origem francesa: ateliê, baguete, batom, bege, bijuteria, carrossel, champanhe, chique, comité, conhaque, creme, croquete, guiché, manicura, menu, metro, omelete, puré, sutiã…Muito deste léxico pertence ao âmbito da culinária ou da beleza, como podem comprovar. França sempre vai ligado a chiquismo.

E já para fazer a despedida, antes de partir deixamos este vídeo de Dartacão e os três Moscãoteiros, uma magnífica adaptação da obra do romancista francês Alexandre Dumas. Quem escreve é do tempo do Dartacão e não pôde resistir.
Neste capítulo o cão protagonista viaja a Paris e vê, pela primeira vez, Julieta. Nós viajamos também a la ville lumière e a outro tempo, àquele em que a música de entrada de uma série podia durar mais de dois minutos.