PlayDoc 2016, Da Chick e Youthless

play-doc-2016

Contagem regressiva para este evento, 3, 2, 1! Chega o PlayDoc, o maior festival de documentários da Galiza.

Entre os dias 13 e 17 do corrente mês temos em Tui a possibilidade de ver magníficas obras fílmicas de realizadores e realizadoras do mundo inteiro.

Qual é a minha seleção?

  • And when I die, I won’t stay dead. Uma coprodução EUA-Portugal. Um documentário sobre Bob Kaufman, o poeta americano. Através desta obra podemos ver como a poesia nos ajuda a sobreviver cada dia.
  • Occidente é um documentário dirigido pela brasileira Ana Vaz. Podemos dizer que é quase um jogo de espelhos onde vemos refletida uma história colonial que se repete. O empregado torna-se patrão, o colonizado colonizador e o exotismo é mais um presente para comprar numa loja de recordações.


<p><a href=”https://vimeo.com/111859150″>Ana VAZ : Occidente (EXCERPT)</a> from <a href=”https://vimeo.com/ripbm”>ripbm</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

  • Wayward Fronds é um filme de Fern Silva, novamente uma coprodução EUA-Portugal. A reflexão que este documentário nos transmite tem a ver com os acontecimentos que ajudaram a conformar a região dos Everglades na Flórida. Como os nativos se adaptaram? qual vai ser o futuro da região? geologia e ficção unidas em 13 minutos de documentário.

Deixo-vos aqui os horários. Confiram e organizem-se bem que isto está prestes a começar!

E agora chega um dos momentos mais duros da minha vida: saber que Da Chick vai estar na Galiza e eu não poderei vê-la. Play-doc é um festival de documentários que reúne também outras atividades: palestras, ateliês…e concertos.da chick

Da Chick é a minha segunda artista portuguesa preferida. Realmente é uma joia. Portugal tem sorte de ter uma artista assim tão completa e moderna. Adoro esta gaja. Ela sozinha é capaz de combinar funk e novos ritmos mais arrojados, sempre com um toque de elegância e sem abandonar a qualidade vocal e cénica. Ouvir Da Chick é fazer uma viagem imaginária ao Nova York mais funky sem sair do nosso quarto.

Teresa Freita da Sousa a.k.a Da Chick tem colaborado recentemente com outras bandas que amo, como HMB.

youthlessO festival ainda dá pano para mais mangas!

A banda lisboeta Youthless também vai tocar!

António Variações definia o seu ritmo como algo situado entre Braga e Nova York, os Youthless são uma coisa parecida. Com um som inconfundível, eles estão entre Londres e Lisboa, onde os seus fãs têm vindo a crescer exponencialmente. Querem ouvir?

O melhor da músida portuguesa atual chega a Tui neste fim de semana.

Quando podem ouvi-los ao vivo? neste sábado 16, às 00h30, na Sala Metropol.

 

 

 

 

 

Play-doc: documentários em português em Tui

homePlay-doc é um festival de cinema atípico, com estilo próprio, que cria um ambiente íntimo. Há dez anos que em Tui fazem um evento dedicado ao cinema de não-ficção: os documentários.

Não faz falta que para fazer grandes coisas, estas sejam feitas em lugares grandes. Eis o exemplo, Tui, um município fronteiriço que organiza um festival que foi destacado em Nova Iorke como um dos dez melhores do mundo especializados no género.

Como este ano estão de aniversário, criaram um novo espaço: o LAP. Um laboratório de apontamentos fílmicos, um lugar para poder trocar ideias, fazer rascunhos de roteiros e dedicar tempo à reflexão sobre as artes, maravilhoso, não é?

De 2 de abril a 6, podem ver os documentários propostos pelo festival. O Lusopatia aconselha a secção de cinema português.

-Alvorada vermelha: um documentário sobre o Mercado Vermelho de Macau. As tonalidades vermelhas do sangue, da carne, dos baldes e até dos olhos dos peixes, transportam o espectador para um universo estranho e assustador mas, ao mesmo tempo, belo e intrigante. Dado o valor estratégico que Macau tem na atualidade, acho que a obra pode ser muito interessante.

-É na Terra não é na Lua: a ilha do Corvo, no arquipélago dos Açores é o objeto do documentário, que pode ser entendido como um caderno de bitácora. 440 habitantes, uma cratera e uma natureza selvagem.

-Terra de ninguém: bombástico! reparem na pequena sinopse que vou dar. O doc conta a história de um mercenário de um comando de elite na guerra colonial de Moçambique e depois de Angola, que depois do 25 de abril trabalhou como segurança em Portugal e mais tarde como assassino a soldo da CIA e dos GAL.

E para dar continuação a uma máxima do jornalismo, já explicamos o Que, já informamos do Como e do Onde, apenas resta o Quando. Consultem os horários nesta ligação.