“Mãe” de Paulo Silva Trio

Paulo Silva é um percussionista brasileiro que leva mais de dez anos connosco. É fácil vê-lo acompanhar a Uxia, Sérgio Tannus, The Lakazans…porque é desses músicos virtuosos e com um registo amplo. Neste ano, o Paulo Silva descolou. Começa um projeto próprio com dois grandes músicos da Galiza: Valentín Caamaño e Alberte Rodríguez.

Paulo Silva Trio lança amanhã Mãe na sala Riquela às 22h em Compostela. Este vai ser o início de uma digressão de concertos que levarão por toda a nossa geografia o bom fazer destes rapazes.

O nome do disco, Mãe, parece um regresso às essências, uma sorte de anagnórise. Habituados/as como estamos a ver o Paulo interpretar todo o tipo de estilos, teremos agora que ouvi-lo na pureza de um único ritmo: o jazz. O repertório é de reinterpretações de clássicos do jazz norteamericano como Isfahan (Duke Ellington), Birk Works (Dizzy Gillespie) ou Body and Soul (Johnny B. Green), mas isto tudo é também misturado com temas de criação própria.

Podem ouvir o disco nesta ligação do Spotify, mas se eu fosse a vocês, ia amanhã ao Riquela.

Leo Minax e Paulo Silva na Arca da Noe

k3z0hwvxr15rrx87c701O dia 13 de junho é o dia do Santo António. Sou super-fã daquele santinho. Encontra todo o tipo de coisas perdidas, amoricos… e é, por assim dizer, uma figura que junta muitas coisas que eu gosto: Portugal (Lisboa) e Itália (Pádua).

Se eu fosse presidenta da Galiza e me perguntassem qual seria o nosso dia nacional, diria o dia de Santo António ou o São João, porque há qualquer coisa no nosso ADN, rituais e outras coisas, que fazem toda a diferença. Longe de qualquer cristandade, a Galiza e Portugal festejam estes dias de santos populares de maneiras muito similares.

E para o dia do meu Santo Antoninho querido, tenho também uma proposta para vos oferecer: vão à Arca da Noe, em Vilar de Santos. Noemi V. Nogueiras, a programadora cultural da Arca, fez um programa carregado de atividades que podem ver nesta ligação. Um roteiro, uma feira, um colóquio, uma apresentação de licores e ainda uns concertos.

Pelas 22h30 Leo Minax e Paulo Silva darão o seu melhor para quem for lá ter.

Leo Minax começa a sua trajetória artística em 1986, quando decide viajar à Europa e abandonar definitivamente o seu trabalho como jornalista no Brasil.
Já publicou seis discos na Europa, comercializados por diferentes selos discográficos. Intérprete exigente, Leo desenvolve há muito o seu discurso musical. É um artista com linguagem própria, mas o seu trabalho evidencia e reivindica as suas origens.
Mantém viva a sua relação com a música brasileira, fazendo cada vez mais shows no seu país de origem. Também trabalha regularmente com artistas no Brasil ao longo de todos estes anos de carreira no exterior. Seja com os parceiros, ou com os colaboradores, a música deste artista está associada aos nomes de Vítor Ramil, Arnaldo Antunes, Jorge Drexler, Ana Belén, Kepa Junkera, Iván Ferreiro… e agora também Paulo Silva.

 

III Português Perto

Português PertoJá podemos afirmar que isto é uma tradição. Cada ano na cidade de Ourense temos um festival da lusofonia, o Português Perto. Esta é a terceira edição.

O festival é organizado pela Vice-reitoria do Câmpus de Ourense, com a colaboração da Pró- Academia Galega da Língua Portuguesa e Associaçom Galega da Língua.

Este ano o programa é muito variado e interativo. Durante o mês de maio redescobriremos a lusofonia através da nossa identidade e vantagem como galegos e galegas.

Recomendamos vivamente o ateliê “Percussões” com Paulo Silva. A não perder!

Vamos colocar aqui o programa:

7 de MAIO.

20h00. QUICO CADAVAL (Galiza)

8 de MAIO.

18h, 20h30, 23h. Projeção do filme :“Tabú” de Miguel Gomes. Cineclube Padre Feijoo. (Cinebox) (Portugal)

19h. Ateliê: PERCUSSÕES. Ritmos afro-brasileiros com PAULO SILVA (Brasil).

9 de MAIO,

20h Concerto CLAVE DE FADO (Galiza)

10 de MAIO,

20h30 TASCA e LITERATURA com poetas galegos e portugueses e concerto de RUI DAVID (Portugal) (Cafe Cultural Auriense).

As atividades são abertas a todo o público. O ateliê será na Ludoteca do Edifício de Faculdades e o concerto e conta-contos na Sala Emilia Pardo Bazán no Edifício de Faculdades (Edifício de Ferro)

O português está perto, o português também está em Ourense.