Compostela em festas

Em muitos países orientais ser impontual é uma coisa horrível. Eu também não gosto de pessoas que não chegam nas horas combinadas…pouco perdão tenho hoje. Queria há dias fazer um artigo sobre as festas em Compostela, mas umas férias improvisadas têm-me afastado do teclado por uns tempos.

Então, fiquem a saber que já não dá para eu falar de Selma Uamusse (Moçambique), Bixiga 70 (Brasil), Vânia Couto (Portugal) ou Celina da Piedade (Portugal). Andei nas nuvens…pelo menos ainda chego para vos dar três recomendações:

-dia 22, sábado, Maria Gadu (21h, Praça 8 de março). Quem não conhece o Shimbalaiê? Shimbalaiê é Maria Gadu. A cantora paulistana, criadora de grandes sucessos da MPB, virá a Compostela com um repertório de clássicos, mas também com o seu novo álbum no braço: Guelã.

-dia 24, segunda, The Gift (22h, Praça da Quintana). Necessitam qualquer apresentação? amamo-los e queremo-los sempre de volta. O grupo português com mais presença no mundo inteiro chega de Alcobaça à Quintana para fazer barulho e tocar teremim.

A máquina desta banda está bem azeitada e funciona muito bem. Altar é o seu novo trabalho e a verdade é que a canção Big Fish é dessas para dar pulinhos.

-dia 25, terça, Bifannah (22h, Praça da Quintana). Uma banda da Galiza sedeada em Londres com canções escritas na influência da poesia experimental portuguesa. Como não havia de falar deles? Maresia é o seu trabalho mais recente. Toques de psicodelia, atlantismo e tropicália.

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Papel em branco


Quando queres ir a algum lugar aonde nunca foste, costumas elaborar um roteiro. Sabes que, caso não planeies, correrás o risco de ficar rodando à toa e não chegarás ao destino, e, se chegares, terás perdido mais tempo que o previsto.

Ao elaborarmos uma redação de opinião, não é diferente: se não tivermos um plano ou um roteiro previamente preparados, corremos o risco de ficar dando voltas em torno do tema, sem chegar a lugar nenhum. Por isso, antes de escrever a tua redação, é preciso planeá-la bem, procurando elaborar um esquema. Ele evita o pânico ao papel em branco, esse medo que muitas vezes engasga a nossa criatividade.

Podemos seguir os seguintes passos para elaborar um texto escrito:
-O primeiro passo para a elaboração do esquema é ter entendido o tema, pois de nada adiantará um ótimo esquema se ele não estiver adequado ao tema proposto.
-Em seguida, poderás dividir o seu esquema nas três partes básicas – introdução, desenvolvimento e conclusão. Na “Introdução”, é necessário estarmos informadas/os sobre a tese que defenderemos. No “Desenvolvimento”, tens que escrever as palavras capazes de resumir os argumentos que apresentarás para sustentar a tua tese. Na “Conclusão”, deverás escrever palavras que representem a tua ideia final.

Quando aprendemos uma língua, o medo do papel em branco soma-se à falta de vocabulário e isto faz com que percamos fluência na escrita. Precisamos de expressões que liguem umas ideias com as outras. Eis uns conetores que podem ser sempre de ajuda:
-para opor ideias: mas, pelo menos, todavia, ao contrário, a pesar de, contudo, porém, embora, por outro lado…
-para clarificar: assim, com efeito, dito de outro modo, isto é, ou seja, por exemplo, por outras palavras…
-para exprimir uma opinião pessoal: quanto a mim, acho que, penso que, na minha opinião…
-para resumir: em conclusão, em resumo, em síntese…

Esta ligação contém boas dicas:
http://www.bestreader.com/port/txcomoescrever.htm

Ainda faz falta que avisemos as musas?