Férias ou Feiras?

Vamos com esse cavalo de batalha. Um osso dos difíceis para os meus alunos e alunas.

A situação é assim, estamos nas aulas pacatamente a meter conversa e…aparece de maneira constante esta dúvida. Vamos com isto, que não é assim tão complicado. Força!

As férias, assim no plural, são uns dias em que trabalhadores e estudantes descansam. São dias consecutivos, se for um dia à solta, dizemos que é um dia de folga. Para quem trabalhar no ensino ou quem estiver a estudar, é um conceito fácil de se entender: para uma professora ou estudante as férias são no Natal, no Entrudo, na Páscoa e no verão (as férias grandes).

Para o verão até tínhamos criada uma playlist especial neste artigo anterior. Lembram-se?

Uma feira costuma ser um grande mercado, muitas vezes ao ar livre, onde são vendidas mercadorias. Na minha terra, Padrão, tem uma periodicidade fixa. Todos os domingos (sem exceções, mesmo que seja 1 de janeiro, Natal…) há feira. Pimentos, polvo à feira, peixe, cestos, livros, queijos…e até uma viagem de carrossel podem ser comprados lá. Eu amo os domingos de manhã em Padrão.

Contudo, o meu amor a Lisboa obriga-me também a falar doutra feira importante: a feira da ladra. Terças e sábados, chova ou faça sol, lá estão os feirantes com as suas bugigangas. Trata-se da feira mais antiga da cidade. Além de ver e poder comprar objetos antigos, em segunda mão e tesouros da cultura alfacinha, o ambiente que lá se respira é espetacular.

Se a palavra “feira” estiver acompanhada de um numeral, então estamos a falar nos dias mediais da semana. Isto é, todos aqueles que não forem fim de semana: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira. Por assim dizer “feira” é o apelido que acompanha esses numerais, mas muitas vezes usamos a versão curta: segunda, terça, quarta…

Existe então a palavra dia no português? existe, claro. Não se esqueçam dela! Aproveitem estes dias e ponham a conversa em dia!

Convergências 2019

É com incontido orgulho que começo a redigir este post. Há poucos onde eu possa escrever sobre a terra em que nasci, portanto, deixem-me saborear cada palavra.

Não há muitas pessoas que conheçam o facto de que a Rosália tem um poema intitulado “Desde as fartas orelas do Mondego”. Esta composição que tem o Camões como referente foi escrita com ç, nh e lh. Muitas vezes pensamos que culturalmente o nosso mundo não está tão aquém da lusofonia ou que este assunto é historicamente recente na Galiza, mas como podem ver, há provas de que isto não é bem assim.

A minha terriola (Padrão), Santiago de Compostela e Braga convergirão nesta semana num encontro cultural com um vasto programa: exposições, música, cinema, teatro…muitas disciplinas artísticas para um único sentimento de união.

Podem ver o programa nesta imagem.

O plano para quem não quiser deslocar-se muito está nos dias 22, 23 e 24 entre Compostela e Padrão.

No dia 22 temos na Gentalha o concerto de Primo Convexo.

No dia a seguir, no Teatro Principal, haverá um tributo a José Afonso com a Banda Municipal de Compostela.

No dia 24 na Casa da Rosália haverá um concerto em homenagem à poeta homónima com Canto D’Aqui e Iria Estévez.

Quem me dera a mim poder ir a Braga e fazer o programa completo!

Homenagem a Rosália de Castro e José Afonso

12705527_799737653488283_7482409823561378660_n Este é um desses artigos que me vai na alma.

Os meus dois amores juntos: Galiza e Portugal, Rosália e Zeca…os dois…na minha terra.

Este sábado na minha vila padronesa haverá uma homenagem a estes dois vultos da cultura galego-portuguesa com motivo dos atos rosalianos. Juntamos um amigo em cada esquina e a figura do Zeca será homenageada conjuntamente com a da cantora do Sar. Recordemos a frase do intérprete do Grândola: “a Galiza é a minha pátria espiritual”.

Começamos às 18h com uma palestra com Eduardo Pires Oliveira intitulada “Minho-Galiza: 2000 anos de mãos dadas”.

E como todo bom evento, acabamos com música.  Canto d’Aqui dará um concerto.

Unidos pela paixão pela música e pelo prazer de tocar e de cantar, o grupo Canto D’Aqui, surge como uma associação cultural, que procura transmitir à cultura portuguesa aquilo que existe de mais profundo nas suas raízes, deixando um importante tributo para as gerações futuras.

Natural de Braga, foi fundado em 1984, e desde aí tem vindo a desenvolver um trabalho de pesquisa e divulgação da música tradicional e popular portuguesa, desde o Minho até às Ilhas. É composto atualmente por 11 elementos, que executam instrumentos como guitarras, bandolins, viola braguesa, cavaquinho, baixo, flauta transversal, clarinete e percussões. O cariz tradicional dos instrumentos, associado aos arranjos musicais e à originalidade com que interpretam as canções, atribui-lhe uma sonoridade única, sendo já uma referência no panorama nacional. No sábado chegarão a Padrão para oferecer-nos um um repertório baseado nas canções do Zeca e em vários poemas rosalianos.

Venham mais cinco eventos como este!

Fado 1111

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De maneira lendária o povo português afirma que o rei Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, nasceu no ano 1111. Não é por acaso que a formação Fado 1111 tenha escolhido este número. A banda reúne num todo muitos símbolos nacionais: a data de nascimento do rei, o facto de serem de Guimarães -onde nasceu Portugal- e o fado.

O que eles têm de especial? Fado 1111 é a mistura do fado lisboeta e a canção de Coimbra. As duas visões do fado são reunidas nos concertos deles. Expõem de forma autentica e genuína as suas fortes divergências de estilo, mas também os seus claros pontos de contacto.

Segundo Fado 1111 diz: “Neste sentido, e recorrendo a um elenco próprio de músicos especializados em cada género, ou em posse de uma clara versatilidade, o projeto Fado1111 apresenta-se como uma eclética organização artística, permitindo-nos criar diferentes perspetivas cénicas – um espetáculo de Fado de Lisboa, um espetáculo da Canção de Coimbra, ou ainda um cativante e original espetáculo, onde os dois géneros se juntam

Querem ouvir grandes vozes e viola dedilhada? agendem!

sexta 9, Perilho. Auditório d’A Fábrica, 20h30

sábado 10, Padrão. Auditório Municipal, 20h30.