Falsos amigos sobre o Natal

Chegou uma das minhas épocas preferidas do ano. Estive a pensar na quantidade de falsos amigos que existem em volta desta festa. Será porque cada vez entram mais realidades modernas e a nossa língua na Galiza sofre mais esse choque.

Seja como for, noutros post explicamos algumas palavras de uso comum e tradições. Hoje vamos limitar-nos ao vocabulário que dá confusão com uma pequena compilação animada. São conceitos que podem aparecer na consoada, na troca de presentes, nas compras, nas férias…e onde normalmente a pressão do castelhano é maior.

Apresentamos um placar de cortiça com post-it, cada bilhete tem uma palavra escrita. Se carregarem mesmo no escrito podem ver o significado em língua portuguesa.

Se quiserem continuar a aprender mais, deixo-vos neste link um jogo de bingo com vocabulário natalino.

E se não me encontrarem por cá em dias…boas festas e boas entradas!

Falso amigo: filhós, filhoses

Não sei se repararam, mas culinária e isoglossas por vezes fazem um bom par. Um dos sonhos da minha vida é termos uma história da culinária escrita por profissionais. Sabermos a origem de muitos pratos, porque o que é considerado totémico na nossa cultura se calhar é bem mais recente do que estamos a pensar.

Talvez vos tenha acontecido. Chegam a uma casa portuguesa ou restaurante e alguém oferece filhoses. No vosso imaginário está uma sobremesa de entrudo, redonda e de massa fina…mas a realidade mostra outro produto.

Uma filhó (plural filhós) ou filhós (plural filhoses), é uma especialidade gastronómica portuguesa, muito comum nas regiões do interior e no Seridó por altura do Natal. Filhoses e rabanadas são os produtos estrela na sobremesa da consoada. Realmente, a filhó recebe muitos nomes no país vizinho e há também muitas “modas” para prepará-las. Há quem lhe chame simplesmente “fritos” ou “bolos fritos”.

Coloco os ingredientes que normalmente aparecem, a filhó “padrão”, por assim dizer. Ela costuma ser feita com farinha e ovos, por vezes também com abóbora e raspa de laranja. É frita em azeite, ou outros óleos vegetais. Tem também os seus toppings porque podem ser polvilhadas de canela e açúcar.

Podem ver a receita do Pingo Doce que vos deixo cá ou, se forem mais da geração millennial e precisarem de vídeos podem conferir a Teleculinária.

Existe um outro prato típico do entrudo madeirense que é a malassada. Parece-se com os donuts, as bolas de Berlim ou as “chulas” da minha zona. Era confecionado, igual que as “filhoas” galegas para aproveitar toda a banha que restava antes da Páscoa. A sua história e relação com o Havaí é bem interessante. Não percam.

Falso amigo: pinha

O cheiro tem um papel muito evocador, para mim o cheiro a madeira leva-me à minha infância. Lembro-me de ir com meus primos aos pinhais apanhar pinhões como se fôssemos esquilos. Ir aos pinhões e às amoras era bem divertido porque estávamos em contacto com a natureza muito tempo e no final havia uma boa recompensa: comer tudo.

Não sei se sabem, mas as pinhas dos pinheiros têm sementes de futuras árvores. A natureza é sábia e guarda as sementes em cascas muito fortes e resistentes. É por isso que não é muito recomendável levarmos pinhas a casa, lá dentro estarão os novos pinheiros e também servem de alimento a outros animais roedores.

A verdade é que nunca vi o processo de germinação até consultar este artigo, apesar de ter visto na minha vida montes (que redundância!) de pinhas.

A palavra PINHA tem uma família léxica bastante extensa:

  • pinheiro: é o nome da árvore, dela aproveitamos muita coisa: os frutos, a madeira e a resina. Há vários tipos de pinheiros: pinheiro-manso, pinheiro-bravo, pinheiro-alvar…
  • pinheiro de Natal: a árvore de Natal é também chamada de pinheiro.
  • pinho: é a madeira do pinheiro. Dizemos então madeira de pinho.
  • pinhal: é o terreno onde crescem pinheiros ou um conjunto deles.
  • pinhão: é a semente comestível contida na pinha.

Pronto, também, por metáfora chamamos de pinha a um aglomerado de coisas ou pessoas. Uma pinha de percebes.

E já agora…(suponho que estavam à espera) temos o verbo pinar que num contexto muito (muito) coloquial é “ter relações sexuais”. Na minha terra usávamos esse e também a expressão ir às pinhas.

Não sei se nesta altura é permitido apanhar pinhas, sei que houve tempos em que foi proibido. Se for proibido, esqueçam logo isto tudo que vos vou propor. Como já pusemos o toque “picante” toca agora dar a dica para toda a família. Vi na net umas ideias super-fixes para fazerem em casa enfeites de Natal com pinhas. Adorei esta da foto, é tão fofa…Podem consultar esta página e fazer durante estes dias.

(A outra palavra que estão a procurar mentalmente neste momento, acho que é ananás ou abacaxi. Uma é de origem guarani e a outra tupi, nomeadamente)

Dez canções de Natal que não canta a Mariah Carey

Será que já ouviram neste ano a canção daquela artista dos EUA? então é que é Natal mesmo. 

O Natal é uma das minhas festas prediletas. Há autênticas iguarias, prendas e uma ode ao mau gosto constante sem qualquer tipo de complexo. Tudo é aceite: lantejoulas, cetim, grinaldas ruídas, veludo, muito plástico, coisas doiradas e luzes a piscar. Há uma palavra em alemão para isto: kitsch.

As canções que ambientam não são muito melhores do que o resto dos enfeites. Repetitivas e em falsete, são duas características que unem as canções natalinas, as janeiras e as músicas pop do Natal. Eu penso que Last Christmas pode ser usada para alterar mecanismos do córtex cerebral.

Pensei em fazer uma lista com canções na nossa língua. Tinha alguma coisa em mente, mas quando me estava a documentar, encontrei verdadeiros achados e foi impossível não querer partilhá-los.

Têm cá a minha apresentação, se carregarem nas bolinhas verdes, podem ver os vídeos.

Explico-vos um bocado as escolhas:

Popota em versão Popomodel
  • Luísa Sobral: está três vezes nesta lista porque é, sem dúvida, a dona disto tudo em Portugal (junto com a Áurea, mas esta última canta em inglês e então decidi não incluir). Querido Pai Natal, Canção de Natal Natal mais uma vez. Não é que ela faça discos de Natal tipo Michael Buble ou Luis Miguel, mas a rapariga sempre tem um espaço para este género de músicas. E eu, até gosto. Vejam os clips de vídeo, porque são muito estéticos.
  • Zeca Afonso: estou com dor de cotovelos. Quanto talento. Este homem tinha sensibilidade também para criar uma canção de Natal com toques da cultura popular como as janeiras. Esta faixa devia mesmo estar na seleção.
  • A Popota: no Natal há vários seres inesquecíveis: duendes, Pai Natal, renas…e o Continente tem, atenção, uma hipopótama. A Popota é uma autêntica celebridade do Natal português e cada ano tem um vídeo novo, tem até uma página com jogos, passatempos e conteúdos interativos para os miúdos. Coloquei-vos o clip do ano passado porque ela fez uma cover de uma música do Agir. Na Galiza a única hipopótama que nós temos é a imagem que o nosso espelho nos devolve depois de quase 15 dias de jantaradas continuadas.
  • Rui Veloso: os velhos rockeiros também sabem chegar ao coração das pessoas. A letra desta canção é incrível, penso que faz uma crítica com muito lirismo. O Rui fala do Natal dos mais humildes e há lá vários temas sociais colocados na mesa. Ouçam.
  • Anjos e Susana: a Susana deste vídeo é a mesma Suzy de Eu quero ser tua que representou a Portugal no festival de eurovisão de 2014. Sim, essa. Em 1999 cantava isto canção com os Anjos, uma boy band. Ela era um boneco de neve e tinha a certeza de que ia derreter. Os Anjos e ela juntos é como ver os Back Street e a Britney à portuguesa, era a década de 90 e as influências eram as que eram. Nunca chegaremos a saber porque é que a Suzy, de Figueira da Foz, pronuncia todos os T como Tch. Comentem-me as vossas epifanias.
  • Xuxa: para mim este é um vídeo muito caricata. A Xuxa vestida, enfim, da Xuxa, no meio de um exército de crianças e lá no fundo o Pão de Açúcar.
  • Tema de Natal do Meo: estou a ser mesmo repetitiva porque em 2014 já vos disse que era fã deste vídeo. Prometo que se eu achar algum que supere isto, deixo de pôr. Por enquanto, isto está ainda do topo. Maravilha.
  • Boss Ac: não podia faltar uma faixa de rap e o Boss Ac é o homem. Com Carta ao Pai Natal lança versos tão sublimes como este: 

Se és Pai Natal deves ser pai de alguém
Para mim Natal é a qualquer hora, basta querer
Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer
E já agora para acabar, sem querer abusar
Dá-nos Paz e Amor e nem é preciso embrulhar

Já agora para acabar, Paz, Amor e Feliz Natal!

Réveillon e tradições de Natal

Chega para mim um dos momentos mais esperados do ano: o Natal. Doçaria típica, prendas, ver pessoas que poucas vezes tenho oportunidade de ver no resto do ano…são essas coisas que me fazem gostar da festa. Sei que há quem não goste, mas eu adoro. Até gosto do presépio e dos Reis, sem ser eu uma pessoa religiosa, mas para mim é como uma continuação de andar a brincar com bonequinhos.

Nos outros anos já dei algumas notas culturais sobre o Natal. Neste post quero falar do réveillon e das tradições mais enraizadas de Portugal.

Vamos com o réveillon. Vou dar uma lista de “superstições” deste dia. Que coisas bizarras é que se fazem para atrair a sorte?

Há pequenas coisas que não devem deixar de fazer ao soar das 12 badaladas, segundo as tradições mais enraizadas de passagem de ano:

-Comer 12 passas e pedir correspondentes 12 desejos. Esta e a segunda que vos comento talvez seja a superstição mais conhecida.

-Subir a uma cadeira, porque é sinal de ascensão. Assim progredimos na vida.

-Brindar com champanha.brinde

-Ter uma nota no bolso ou no sapato para garantir a prosperidade económica no resto do ano.

-Fazer barulho com tampas de panelas. Assim afugentamos os espíritos maus.

-Levar roupa interior nova. Mas aqui o consenso é difícil de se encontrar, no que diz respeito à cor. Alguns defendem que deve ser azul, outros de cor vermelha. Supostamente o azul traz boa sorte, o vermelho sucesso amoroso, o amarelo garantias económicas, o branco paz, o verde saúde e o castanho melhora a carreira profissional.

-Dar um mergulho no mar. Carcavelos, Nazaré, Figueira da Foz e Matosinhos ou Vila Nova de Gaia são alguns dos locais que mantêm viva a tradição.

  • OUTRAS TRADIÇÕES que vão do Natal até ao Entrudo.

Como sabem, todas estas tradições têm uma origem pagã e estão ligadas ao solstício de inverno. Algumas delas ficaram no conceito “Natal” outras no de “Entrudo” uma vez que chegou o cristianismo.

Principalmente gosto muito destas últimas. Tenho andado nestes dias a mergulhar na net horas e horas a fio a ver vídeos e ler artigos. Todos muito interessantes. Queria, se me permitirem, monopolizar um bocado o artigo e falar da festa dos Rapazes, porque encontrei um bocado de mim, de nós, nessa celebração.

É em Trás-os-Montes que permanecem mais enraizadas as tradições ancestrais desta épica. A Festa dos Rapazes ou dos Caretos levada a cabo no Nordeste Transmontano é uma delas, com diversos desfiles de mascarados a acontecer em várias aldeias. Na verdade, eu já conhecia esta festa, mas não sabia que começava já em muitas aldeias no Natal ou Ano Novo. Gostei muito de conhecer este dado, porque alguns dos ciclos de entrudo galego mais autênticos também começam nos primeiros dias do ano.

Festa-dos-Rapazes

Como é esta festa? Em forma de “caretos”, “máscaras”, “chocalheiros” ou “mascarados”, os jovens percorrem os caminhos da terra vestindo fatos de serapilheira, máscaras de latão ou madeira e chocalhos à cintura. A sua missão neste ritual de passagem para a idade adulta passa por louvar os mortos, castigar os males sociais e purificar os habitantes. Também fazem “loas”, cantos satíricos onde denunciam os fatos mais importantes acontecidos na comunidade.

Feliz Natal e boas entradas, quer seja com anjos, quer com diabretes.

 

Lusopatia Especial Natal

azevinho

Chega uma das minhas festas preferidas do ano, o Natal.  Cada ano tenho que lidar com pessoas que dizem que não gostam. Longe da conceção religiosa a que as pessoas estão habituadas, para mim é a festa pagã maior da Europa, talvez uma das mais antigas. Adoro estas festas porque há dois elementos imprescindíveis que a conformam: comida e prendas. Como não gostar?

É certo que a crítica de que o Natal é uma festa do consumo é cada vez maior e também não desminto, mas podemos fazer uma focagem divertida, como fazem os do Gato Fedorento neste anúncio (o melhor anúncio de Natal da História)

Vamos ver agora algumas palavras à volta desta festividade:

  • ornamentação: árvore de Natal, presépio, visco, luzes de Natal ou pisca-piscas, azevinho, guirlandas…árvore
  • alimentação: bolo rei, consoada, uvas passas, aletria, rabanadas, filhoses, roupa-velha…

-Não é possível falar-se na doçaria típica da época natalícia, sem se falar do famoso Bolo Rei, com a sua forma de coroa, as suas frutas cristalizadas e frutos secos (amêndoas, nozes e pinhões), a fava e o brinde (um pequeno objeto metálico que faz função de “prémio). Para ver a receita clique aqui.

Este bolo está carregado  de simbologia, muito sinteticamente pode dizer-se que este doce representa os presentes oferecidos pelos Reis Magos ao menino Jesus. A côdea (a parte exterior) simboliza o ouro; já as frutas secas e as cristalizadas representam a mirra; por fim, o incenso está representado no aroma do bolo.

-O termo consoada serve tanto para designar o banquete familiar da noite de Natal e para descrever a entrega de presentes, que é entre os dias 24-25 de dezembro.

prendaSegundo a tradição portuguesa, a consoada consiste principalmente em bacalhau cozido, seguido dos doces, como aletria, rabanadas, filhoses e outros doces. Em algumas regiões do país (principalmente no Norte), o polvo guisado com couves e batatas também consta da mesa de Natal. Em Trás-os-Montes, peru no forno, canja de galinha e assados de borrego, porco ou leitão também marcam o Natal, enquanto na Beira Alta, o cabrito é uma tradição. No Alentejo e no Algarve, o peru recheado assado são pratos que podem constar das mesas.

-No dia 25 é comum em muitas casas comer no almoço roupa velha, um prato típico feito com as sobras do bacalhau. Vejam.

  • seres mitológicos: quem traz os presentes no Natal português é o Pai Natal, no brasileiro o Papai Noel.

  • outros: embrulhar presentes, troca de presentes, amigo secreto ou amigo oculto, cartões de Natal, músicas natalinas, janeiras…

-As janeiras é uma tradição em Portugal que consiste no cantar de músicas pelas ruas por grupos de pessoas anunciando o nascimento de Jesus, desejando um feliz ano novo. Esses grupos vão de porta em porta, pedindo aos residentes as sobras das festas natalícias. Hoje em dia, essas ‘sobras’ traduzem-se muitas vezes em dinheiro.

Vejamos como o Bruno Aleixo canta janeiras…

Vamos ver agora a visão que a Porta dos Fundos tem sobre estas festas. De certeza que será irreverente…

 

 

Rabanadas de Natal

Nestes tempos de crise, necessitamos ideias que não custem um balúrdio. Lusopatia quer hoje desejar-lhes um Feliz Natal com uma receita muito rápida e simples, uma sobremesa.

Não há consoada de Natal sem rabanadas. As rabanadas são o doce natalício por excelência: fáceis de fazer e económicas.

Esta sobremesa aparece documentada no século XV, ao parecer como prato indicado para recuperar de partos. São feitas geralmente com “sobras” de pão e podem ser servidas polvilhadas com açúcar e canela ou regadas com calda de mel.

Ingredientes:rabanada

  • cerca de 10 fatias de “sobras” de pão
  • 1 lata de leite condensado
  • a mesma medida de leite
  • 3 ovos batidos temperados com 1 pitada de sal
  • óleo
  • canela em pó misturada ao açúcar

Preparo:

Misture o leite condensado com o leite normal numa tigela. Mergulhe as fatias de pão na mistura até que elas fiquem completamente encharcadas. Utilize uma escumadeira para retirar as fatias de pão de dentro do recipiente. Tomando cuidado pois o pão estará frágil. Deixe escorrer um pouco e passe as fatias no ovo batido. Em seguida, vá fritando as rabanadas numa frigideira com bastante óleo bem quente. Mantenha-as no fogo até que estejam douradas e crocantes. Retire as rabanadas e escorra em papel absorvente. Para terminar, passe as rabanadas na mistura de açúcar com canela. Sirva logo em seguida numa travessa.

Bom apetite e boas festas!!

6 ideias lusópatas para este Natal

Pensaram já na prenda perfeita para qualquer lusópata neste Natal? adornaram a casa? ainda não têm nada!?
Lusopatia dá umas dicas que podem resolver a situação de nervosismo final nesta contagem decrescente.

1)A loja Imperdível da Agal. Têm muita coisa fixe, podem comprar livros, colantes, mapas, bandeiras, sacas, filmes, CD e mesmo t-shirts para fãs do Ç, NH e LH. Podem dar uma vista de olhos, porque cá há sempre boas ideias e o sistema de pagamento é seguro.

2)Se quiserem mais livros e fazer a estreia de novas tecnologias podem optar por descarregar livros em PDF na Alfarrabio. Esta é hoje a maior base de literatura em português de acesso livre.

3)Numa casa lusópata tem de haver um galo de Barcelos, pois não? Traztraz Serviços Raianos envia-os às casas, mas estes galos são muito especiais: estão em branco e nós é que devemos pintar. Os marcadores podem ir incluídos ou não. Acho muito divertido!

4)Se forem mais tradicionais podem também fazer um presépio e ainda (isto como novidade) podem rever conceitos de Geometria em casa. Procurem uma tesoura, cola e paciência!
http://hoin.blogspot.com/2009/12/presepio-para-montar.html

5)Mais ornamentos para a casa, desta vez com a técnica do origami, que é sempre melhor que cortar uma árvore e ocupa pouco espaço.

6)Isto é a cereja no bolo! Sabem que podem criar vocês próprios um pin do Bruno Aleixo? No Clube de fãs do Bruno Aleixo podem descarregar esta fotografia, imprimi-la e colocar depois um imperdível por trás. Fogo!