Jorge Serafim no Sete Falares

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Volta um dos eventos mais esperados do mês de junho: Sete Falares. Para quem não souber, Sete Falares é um festival internacional de narração oral que enche de estórias vários espaços da cidade do Teucro. Este encontro conta já com uma longa tradição, vai pela quinta edição.

Sete Falares é um festival que está sempre entre as nossas linhas porque é habitual que apareça no programa algum representante do mundo lusófono. Esta é a vez do Jorge Serafim. Conhecemo-lo por ter contado antes no Festival Atlântica há uns anos.jorge-serafim

Jorge Serafim é uma cara conhecida do stand up comedy português. Colabora em programas da RTP e da SIC e é autor de vários livros. A maneira que ele tem de improvisar, usar o humor, tecer estórias é um espetáculo em si mesmo. Por favor, não percam a oportunidade de ouvi-lo.

No dia 5, às 17h30, no Centro de Interpretação das Torres Arcebispais, em Ponte Vedra.

Festival Atlântica 2015

Storyteller, cuentero/a, cuentacuentos, contador/a, conteur…e outras múltiplas vozes que definem esta profissão reúnem-se novamente num festival de narração oral.

Dizemos Olá mais uma vez ao festival Atlântica que chega este ano com contadoras por nós conhecidas por terem participado noutras edições.

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De 12 a 19 de março narradores de todas as partes do globo trarão as suas histórias para dar-lhes vida na Galiza. Junto com os nossos contadores (Pepo de Suevos, Quico Cadaval, Avelino González, Paula Carballeira, Celso Sanmartín…) estarão também vozes vindas da lusofonia: Sofia Maul e Ana Lage. Desta feita apenas temos duas portuguesas, outros anos o cartaz vinha bem mais carregadinho, mas mesmo assim fico feliz por termos estes pontos de encontro.

Sofia Maul e Ana Lage dão circularidade à programação porque abrem e encerram, nomeadamente, o festival. Podem consultar o programa e ver os participantes nesta ligação.

maxresdefaultA madeirense Sofia Maul é já “aluna repetente” neste evento. Participou na anterior edição e trouxe aquele dom da mestiçagem. Vai contar a história Explicação do amor no De catro a catro, em Vigo, o dia 12 de março às 21h. Não sei se este é um desses contos de protagonismo marcadamente feminino onde fala de mulheres em lavadouros da Madeira. Ando curiosa…

ana lageAna Lage é uma voz nova para nós. Minhota de nascimento e lisboeta de adoção é perita em literatura infantil. Leva histórias a todos os contextos da vida e é por isto que conta com regularidade em bibliotecas, escolas, hospitais e cárceres. Jogos da vida é o título do seu conto na Nave de Vidán. Dia 19 de março, às 22h.

Deem ouvidos a todas as histórias que ouvirem. Acreditem, que a fantasia é para isso que foi criada.

 

 

Festival Atlântica: mulheres e lusofonia

Cláudia Fonseca, Sofia Maul e Clara Haddad são três vozes lusófonas que ouviremos na próxima edição Festival Atlântica. A partir do dia 11 de março começam as narrações orais, que poderemos ouvir em locais de Compostela, Teu e Vigo. Estou muito contente com a programação deste ano: mais lusofonia e mais mulheres. São visibilizadas e conjugadas duas inquietações minhas.

Para quem não souber, o Festival Atlântica é um encontro de storytellers, por outras palavras, o que na Galiza conhecemos como “contacontos”. O evento é muito especial, porque quebra fronteiras mentais e linguísticas: um espírito atlantista invade a cena. Pessoas de um e outro lado do Atlântico, falantes de galego internacional ou de galego local, contam histórias de cá e acolá. O Festival Atlântica é vanguardista e pioneiro em rachar estruturas mentais porque considera a Galiza como um porto de mil quinhentos quilómetros de cais, um porto onde atracam histórias e culturas. O programa envolve isto e nem só, porque também há espaço para o debate e o colóquio sobre a criação literária.

Qual é a nossa proposta lusópata? vão lá ouvir Cláudia Fonseca, Sofia Maul e Clara Haddad.

ft.-Clara-215x197Clara Haddad. É atriz , produtora cultural e narradora profissional luso-brasileira mas as suas raízes estão no Líbano.
Conhecida internacionalmente pelo seu estilo próprio de narrativa, que inclui por momentos o uso do livro, tapetes narrativos e música. Tem realizado performances em vários países como: Brasil, Portugal, Espanha, Bélgica, França, Peru, México e Venezuela.

Sofia_Maul_cadro-215x197Sofia Maul. Madeirense descendente de alemães, suecos, americanos e ingleses tem como bagagem todas estas culturas para criar histórias. A sua ligação às línguas e aos contos é clara e evidencia-se na sua carreira: tradutora e terapeuta da fala. Ela prefere histórias “que vêm da pequena ilha no meio do Atlântico, onde volto sempre que puder para abraçar família e amigos, para contar e apanhar histórias e também para plantar dragoeiros e fotografar muito”

Claudia_Fonseca_Cadro-215x197Cláudia Fonseca. Nascida no Rio, mas nordestina de coração, mora em Portugal há mais de vinte anos. “Meus contos são de ir e vir, navegam entre Brasil e Portugal, entre o Nordeste brasileiro onde estão as minhas raízes, o Rio de Janeiro, onde vivi tantas e boas histórias e estas terras lusitanas onde me fiz narradora. Tantas formas de contar em português…”

Agora só resta saberem onde e quando. Vejam o programa.

A contar no Festival Atlântica

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Os melhores spots de Santiago de Compostela vão ficar cheios de estórias, contadores de todo o mundo invadem a capital nacional no festival Atlântica. Com uma programação virada adultos e crianças, mas também para o debate e a reflexão sobre a criação literária e a leitura. Num país profundamente à beira-mar plantado, como o nosso, a tradição oral tem uma importância enorme, gostamos de ouvir contos e de contar, é sempre um momento tão necessário, neste tempos de tanto barulho, no que uma pessoa conta uma história e os outros ouvimos.

O festival vai acontecer de 26 de fevereiro até 16 de março em muitas das melhores salas de Compostela, e vai contar com a presença de duas figuras da lusofonia, uma é o Jorge Serafim, já tive ocasião de o ouvir na saudosa Esmorga, em Ourense, e foi realmente uma experiência surpreendente, espontaneidade, humor e inteligência à mistura não deixam ninguém indiferente, alentejano de Beja, contador, humorista em stand-up comedy e narrador é uma cara bem conhecida dos portugueses pelas suas participações no programa “Levanta-te e Ri” da RTP2, com as suas estórias carregadas de humor. Ele vai estar 14 de março no Modus Vivendi às 20h30, sozinho, e o dia 15 às 21h30 no auditório da Galiza acompanhado do grande, enorme, Quico Cadaval.

Clara Haddad

A outra presença lusófona será a brasileira residente em Portugal Clara Haddad, contadora profissional e actriz, tem representado em inúmeros países europeus e americanos, com muito senso de humor conta histórias que ouviu e reteve da sua avó libanesa e outras que angariou nas viagens dela pelo mundo em onze anos de trajectória profissional, portuense desde 2005 participa em projectos não apenas culturais mas também no âmbito empresarial, a não perder no Pub Atlântico o dia 14 de março às 20h30.