Sim e Si

Este é um post para pessoas muito à frente. Um post afirmativo e positivo.

Vamos fazer hoje uma explicação muito rápida sobre estas duas palavras do título. Tanto Sim como Si existem em português, não pensem que só usamos o Sim. Cada uma destas palavras tem valores diferentes que passaremos a esclarecer. Começo então pelo Sim.

Sim é o contrário do Não. Trata-se de um advérbio para exprimir afirmação, concordância, consentimento…

Convidei-a a vir comigo de férias e ela disse que sim.

Vou agora comentar outros casos para quem está a aprender. Muitas vezes abusamos do Sim em situações em que um nativo não responderia dessa maneira.

Nas respostas:

Quando alguém nos faz uma pergunta onde só há duas alternativas possíveis, dessas de responder Sim/Não, na nossa língua normalmente a resposta afirmativa é com o verbo da pergunta. Nalguns casos até com o advérbio da pergunta, se esta tiver um advérbio. Quero dizer com isto que não é assim tão comum responder com um Sim, normalmente este é um reforço. Acho que com exemplos fica mais claro:

-Queres vir almoçar? Quero (ou Quero, sim)

Já jantaste? Já (ou Já, sim)

Vejam esta situação de Meu amor, você quer casar comigo?. Confiram a resposta…

Como bordão:

Numa conversa informal, quando o nosso interlocutor ou interlocutora está a falar muito e nós queremos indicar que “ainda continuamos aí a ouvir” ou que estamos a afirmar algo já repetido, o que dizemos é Pois.

-(interlocutor): bla bla bla bla bla

-(nós): pois, pois

-interlocutor: bla bla bla bla

-(nós): pois, pois

Ao telefone:

Quando alguém nos liga e queremos responder ao telefonema dizemos Estou ,‘Tou ou .

Suponho que isto é uma recordação dos telefones fixos. Lembram-se de quando alguém ligava e dizia “Bom dia, está a Teresa?” e a Teresa respondia “Estou, sim”.

Comento agora os valores do Si.

-Ele pode ser o nome de uma nota musical: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si…

-Pode ser um pronome pessoal: Você dá atenção a si mesmo?; Falou muito de si própria na entrevista de emprego; Guarde para si esta senha

Neste último caso, para não darmos erros, podemos apoiar-nos nas palavras Mesmo/a ou Próprio/a. Se a oração parece que pede uma destas duas palavras, então vamos usar inequivocamente o Si (e não o Sim).

O Zeca Afonso volta à sua pátria espiritual

Um dos grandes precursores musicais do vínculo Galiza-Portugal foi, sem dúvida, o Zeca Afonso.

A Associação José Afonso terá a partir de agora uma seção na Galiza. Ela será apresentada formalmente este sábado à tarde, com uma palestra, exposições e um concerto. Mas hoje já temos algumas coisitas na agenda para fazer, por exemplo, ir à exposição fotográfica na Casa das Crechas intitulada: Zeca: O que foi, O que é.

Podemos dizer que nós tínhamos uma dívida com o cantor luso. Devemos-lhe tanta coisa! abriu tantos caminhos na música e na cultura que não sei se há no mundo eventos que cheguem para agradecer, mas vamos tentar.

AJA juntará amigos galegos para recordar a herança que Zeca deixou. Frases como “A Galiza é para mim uma espécie de Pátria espiritual. Foi uma experiência maravilhosa. Algo especial. Talvez ninguém me entendesse como na Galiza ” ou “estou farto de dizer por todo o lado que a Galiza não é Espanha” demonstram que ele teve cá uma segunda casa e uma forte identificação cultural.

É impossível não relacionarmos o músico com Grândola vila morena. Talvez quem cá lê não saiba que esta canção foi tocada pela primeira vez em Compostela, no Burgo das Nações. Ele escolheu Compostela e para ver como a música funcionava e não foi por acaso.

Se quiserem comemorar a herança que ele nos deixou, não percam as atividades. O programa começa formalmente amanhã às 18h há uma palestra na Gentalha do Pichel sobre o «Triângulo mágico na vida e obra de José Afonso: África-Portugal-Galiza». Depois, às 22h, um concerto de homenagem ao Zeca na Sala Malatesta com artistas das duas margens: Uxia, Francisco Fanhais, Nao, Cais da Saudade, Falua, Tiago Fernandes, Banda das Crechas, Do fondo do peto, Chico de Carinho & Manolo Bacalhau.

E não, não é mentira nem exagero esse amor que o Zeca tinha pela Galiza. Ouçam só esta adaptação que ele fez de uma das nossas músicas populares. Sempre Zeca!

Escrever: escolher, eleger

Vamos agora com uma das minhas batalhas particulares: as escolhas.

Pessoas indecisas…como lidar com elas? quando se convive com uma pessoa indecisa, provavelmente colherá os frutos desta vida imprecisa, ou seja, vai ter que conviver com alguém que vive constantemente mudando de ideia e faltando com a sua palavra. Como de chato é isso de agora sim, agora não, talvez, sei lá…

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Coloquei esta questão logo no início para falarmos de dois verbos que nem sempre são fáceis de usar, sobretudo porque muitas vezes pensamos que são sinónimos totais e não. Uma vez que soubermos cada caso, o uso é bem simples.

  • Uma “escolha” é uma seleção de alguma coisa entre um conjunto de coisas. Isto vem do verbo “escolher“. Por exemplo: para escrever, eu escolho sempre a caneta azul; Havia montes de sapatos, mas eu escolhi os oxford.

Gostam de escolher e tomar decisões? atrevam-se com o quizz de Venha o Diabo e Escolha. As perguntas são fáceis, mas as respostas são sempre uma escolha bem difícil.

  • Derivado do verbo “eleger” é o substantivo “eleição”. Quando elegemos fazemos isso por meio de uma votação: hoje elegeram o representante da junta da freguesia.

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Então, como é que é? Sim ou Não?