V Português Perto

11159964_909527329110367_1716238317972025986_nEsta edição do Português Perto escreve-se com V. Com V de 5 em numeração romana e com V de Vitória, porque 5 anos já é coisa séria.

Um lustro manifesta a soma de vontades que em cada edição se reúnem para trabalharem. Cada edição é testemunha do interesse manifesto na língua e cultura portuguesas por parte da cidade de Ourense.

Neste ano, a parte mais estritamente lusopata é o ateliê OPS! de que já falámos noutros artigos algumas vezes.  Este ateliê visa demonstrar a vantagem competitiva dos galegos e galegas com a língua portuguesa. É uma atividade divulgativa criada pela AGAL que dura uns 100 minutos. O palestrante por meio de atividades interativas dá a conhecer os pontos fortes (e fracos) dos galegos a respeito da lusofonia.

Neste Português Perto temos três dias de programação para desfrutar dos diferentes sabores da nossa língua. Começa amanhã o ateliê OPS mas no resto dos dias temos o melhor da música galega atual concentrado nestes concertos.

Outubro ou nada, Estou lá

festival estou lá

cartaz do Estou lá

Como bem sabem os leitores deste nosso blogue, vai acontecer em Ourense o XVIII Colóquio da Lusofonia, e em paralelo com este evento, entre outras coisas temos um festival de música lusófona o Estou Lá. Essas músicas e letras que nos unem vão soar bem alto e para ser ouvidas, da África, Europa, Brasil e até da Palestina, a língua chega a todo lado.

O encontro é o sábado 6 de Outubro no Auditório Municipal de Ourense, e os bilhetes estão à venda e custam 12 euros. O festival enquadra-se dentro também da FITO, o festival internacional de teatro de Ourense e é fruto da parceria da AGLP, da Pró-AGLP, do pelouro da cultura da Câmara Municipal de Ourense (seja quem for a vereadora na altura que isto está feio mesmo) e também da Agal.

Entre os artistas temos algumas novidades para conhecer e os suspeitos do costume. Entre as novidades está a cantora guineense Eneida Marta, nascida na Guiné-Bissau mas radicada em Portugal, é uma das mais vibrantes vozes africanas dos dias de hoje. Eneida mistura a sua notável voz com ritmos como o Gumbé, Tina, Singa, Djanbadon, Afro-beat e cantando em Mandinga, Fula, Crioulo, Futa-Fula… combina as raízes da sua origem com a vibracidade dos arranjos de Juca Delgado, um dos mais importantes produtores de música africana em Portugal.

Najla Shami já é uma referência na Galiza, tive ocasião de a ver na versão reduzida dos Cantos da Maré em Ourense, com origens galegas e palestinianas, foi vocalista em distintas formações com uma grande variedade que abrange do jazz, à bossa nova e à musica experimental.

Os Couple Coffee são um duo brasileiro que já vi no Auriense, têm muita força e talento, a pesar do evidente handicap de contar apenas com voz e baixo. Fazem bons covers e os temas próprios são temperados com uma voz que acompanha e um baixo que canta. Deles não há vídeo que é muito vídeo para um post.

Ainda, e como estrelas da companhia, entrarão em palco Xoán Curiel e o João Afonso, vamos continuar à espreita.