Cedeira homenageia Zeca Afonso


Desde o dia 19 até o dia 21 do corrente mês, o município de Cedeira organizará um festival de música galego-portuguesa.

O cantor Zeca Afonso será homenageado no trigésimo aniversário da sua morte. Este festival que começa hoje terá um formato variável e vem para ficar.

Como primeiro prato, hoje haverá o concerto “Cedeira canta Zeca Afonso” e também uma exposição fotográfica na sua memória.

Amanhã uma palestra sobre a relação do Zeca com a Galiza da mão de Paulo esperança e ainda concertos de João Afonso e Rogério Pires.

E no domingo, na sessão de encerramento, haverá concerto com projeção de vídeos.

Queremos ter notícias deste evento também para o próximo ano: bem haja para este projeto!

 

Anúncios

Coladera em digressão

wp-1455549430072.jpgA banda brasileira Coladera começa nesta semana uma pequena digressão pela Galiza. Casa das Crechas (Compostela), Arca da Noe (Vilar de Santos), Rede de músicas soltas (Redondela), A casa colorida (Nigrão) já estão a preparar os seus palcos.

O discurso musical da banda vai desde a música brasileira e cabo-verdiana ao jazz e flamenco. A equipa formada por João Pires, Vitor Santana  e Marcos Suzano fusiona três mundos com a língua portuguesa como veículo.

Portugal, Rio de Janeiro e Belo Horizonte misturam-se com Cabo Verde no mais novo voo destes três músicos.

Coladera, nome escolhido para o projeto, é um estilo musical e de dança cabo-verdiano e uma das matérias-primas do disco e da cultura daquele país.

A música autoral brasileira de Vitor Santana, a música ibérica e lusofónica do guitarrista e compositor português João Pires e a experiência e modernidade do conceituado percussionista brasileiro Marcos Suzano dão ao disco um acabado perfeito, fazendo da obra um cd de altíssima qualidade.
Confiram nas datas e lugares e não percam esta delícia para os ouvidos.

Escola do Rock de Paredes de Coura em Vigo

image

Paredes de Coura é conhecido por ter um dos melhores festivais deste mundo, mas talvez não saibam que este município vai muito à frente em muitas outras iniciativas.

A “Escola do Rock” é um projeto municipal que foi desenhado e tem a direção artística do Space Ensemble, permite a um conjunto de músicos portugueses em potência, desenvolver competências musicais e criativas, em especial na área da música rock.

Em volta desta escola há pequenos concertos, workshops, ensaios e muita experimentação. Já agora, tenho que dizer que a página tem um design impecável. Quanto temos que aprender!

A partir deste projeto nasce uma tour com o mesmo nome, um espetáculo que tem já circulação confirmada na Galiza, proporcionando assim uma hipótese única aos músicos participantes de entrar em digressão por algumas das melhores salas de além e aquém Minho.
O senão que uma pessoa como eu pode ver nisto é o espetáculo ser no mesmo dia que os Cantos na Maré, porque eu, sinceramente, gostava de ir às duas coisas. Programadores e programadoras culturais, por favor, amai-vos e uni-vos!

Voltamos ao ponto. A Escola do Rock estará em Vigo no sábado às 19h no Auditório Municipal. Vai dar barraca, migas!

<p><a href=”https://vimeo.com/117187676″>Escola do Rock [ Rock School ] Paredes de Coura 2014 (English subtitles)</a> from <a href=”https://vimeo.com/canal180″>Canal180</a&gt; on <a href=”https://vimeo.com”>Vimeo</a&gt;.</p>

Cantos na maré 2016

image

Aquelas pessoas apaixonadas pela música lusófona, por favor, não façam planos para o dia 16 do corrente mês.
O Festival Cantos na Maré volta depois de um hiatus de quase mais de um ano. O esquema é parecido com os anteriores, direção artística de Uxía Senlle e direção musical de Paulo Borges. O lugar? Ponte Vedra.

Mudam é as vontades, que têm crescido depois da ausência neste intervalo e os artistas do cartaz, obviamente.

  • Alceu Valença foi o último artista em ser confirmado. Pernambucano influenciado pelos maracatus e repentes de viola, faz fusão disto tudo com guitarra elétrica, baixo e sintetizador. Se Zucchero fosse brasileiro, seria Alceu Valença.
  • Jorge Palma é um dos pais do rock português, daqueles que fazem ora rock transgressor, ora baladas que tocam o coração. Dylan, Lou Reed ou Led Zeppelin são as suas influências. “Encosta-te a mim” é quase um hino em Portugal. Simplesmente uma lenda.

Deixo-vos este vídeo onde aparecem os melhores artistas portugueses. Vamos lá ver se reconhecem algum/alguma.

  • Karyna Gomes é guineense, como Manecas Costa e Eneida Marta. Volto a nomear estes dois artistas, porque infelizmente chegam poucos músicos da Guiné à Galiza. Esperemos que agora com a Karyna esta tendência esteja mais consolidada.

Filha de ex-combatentes, os seus olhos viram vários conflitos armados. Iniciou a sua carreira musical longe da sua terra natal, no Brasil, em coros de gospel.

Karyna faz música urbana em crioulo guineense, mesmo que não haja instrumentos ocidentais nas faixas, aquilo é música de cidade.

  • Thaïs Morell é a voz feminina brasileira do festival. Compositora e multi-instrumentista vem com um leque de sons tipicamente brasileiros. Esta cantora emergente é uma rajada de ar fresco.
  • Uxía e Narf são os representantes das nossas latitudes. Não precisam apresentação. Deixo-vos com Baladas da Galiza Imaginária, com a esperança de um dia vê-la virar realidade. Espero-vos em Ponte Vedra.

Carmen Souza na Galiza

wpid-fb_img_1448359032566.jpg
Houve um tempo em que fui livreira, uma época breve mas muito intensa.
Ser livreira não é apenas vender livros, é ouvir aquilo que as pessoas sentem, as necessidades de uma alma, e criar um ambiente aconchegante que acenda aquela chama que nos leva a iniciar uma boa leitura.
Decoração, atendimento e música são os ingredientes para fazer de uma livraria um ninho. Música. Música não pode faltar. É a chave.
Recordo-me de ouvir canções de Carmen Souza e olhar o Sai se puderes cheio de água de chuva. Eu lá com os meus pensamentos, a evocar dias ensolarados e viajar com a imaginação a praias cabo-verdianas.carmen souza
Carmen Souza é uma cantora luso-cabo-verdiana. Iniciou a carreira num grupo de gospel de Portugal. Aos 17 anos, conheceu o baixista Theo Pas’Cal, que passou a ser seu produtor. Juntos, os dois criaram um estilo unindo a cultura cabo-verdiana aos ritmos tradicionais africanos e ao jazz.

A crítica tem-na definido como a “Norah Jones de Cabo Verde”. Eu odeio estas comparações, acho que cada artista é único e estas coisas de comparar com referentes da cultura ocidental são próprias de mentes pouco abertas. Então, aceitem o desafio que eu vos proponho: vão lá e desmintam tal etiqueta.

Vão ter duas datas para ouvirem esta maravilha:
-29 de novembro, Garufa Club, Corunha
-30 de novembro, Lugo Jazz Fest

Falua

12091291_1638015349802193_2405051816550918217_oJá está na hora de ouvir tradição fadista na Gentalha do Pichel.

Falua é o nome de uma embarcação tradicional de carga usada no Tejo. Igual que as águas chegam aos oceanos, a música chega aos corações e aos ouvidos mais duros.

Sara de Sousa e Gom de Abadim formam uma dupla única na Galiza. Com voz e guitarra acústica conseguem fazer-nos caminhar imaginariamente por roteiros ora esquecidos, ora longínquos, porque o seu repertório combina músicas de raiz galega, portuguesa e lusoafricana. Sem abandonarem a tradição fadista, dão novos ares a temas já clássicos.

No dia 16, às 22h30, na Gentalha do Pichel.

Festival Osa do Mar

Poesia, reggae e ainda outras propostas musicais mais hipsters é que se concentram neste fim de semana primeiro de setembro. Não há desculpas para ficarmos em casa. Do Festival de Poesia no Condado ao Minhoreggae, e do Minhoreggae ao Osa do Mar.

cartaz-osa-do-mar-2015A praia da Marosa em Burela tem uma carga muito afetiva para mim. Burela inteira foi o meu abrigo num ano em que eu tinha estado em Lisboa e voltava cheia de saudades.

Neste município comecei a dar os meus primeiros passos na docência, conheci professores e professoras que me marcaram muito. Também vivi uma realidade multicultural muito rica, que foi o melhor paraquedas para alguém que chega de Lisboa.

Quando vi que havia um festival nesta praia…não pensei mais, tinha que ver qual era o programa.

O Festival Osa do Mar é daqueles que não esquecem o bom gosto. E friso isto porque infelizmente acho que na Galiza por vezes deixamos de parte o bom gosto entre a reivindicação e o folclore. Entrem na própria página da organização e façam a prova: um visual moderno e em galego. Não preciso de mais palavras.

Temos proposta lusopata? Temos, com certeza! Entre as minhas pesquisas, consegui saber destas bandas. Peço desculpa se me esqueço de alguma, mas as informações que pude arranjar não eram muitas.

  • No dia 4, Black Bombaim, às 21h. Um trio de Barcelos de rock psicadélico: o Tojó toca baixo e faz muros, o Senra toca bateria e faz calçado, e o Ricardo toca guitarra e serve cafés e também faz grandes sandes de presunto. Quem o diz é o road manager deles. São um grupo instrumental – a única voz que se ouve num dos temas é de Adolfo, dos Mão Morta – e gostam de músicas longas. São esse género de rapazes que na escola não gostavam de jogar futebol…e criaram uma banda.
  • No sábado 5:

-Na praia da Marosa às 17h, Batuko Tabanka. As Batuko são a bandeira de Burela. 12 mulheres de origem cabo-verdiana que levam o nome do município pelo mundo afora. Alegria, força e morabeza. Tocam o batuko, um instrumento tradicional de percussão que é um pano pregado colocado entre as pernas. Burela…Sabi, sabi!

Mas não é apenas isto que Burela tem para oferecer. No palco as Batuko estarão com os Nistra, numa sorte de fusão: Nistra Batuko Exploration. Aforbeat galego é possível? É! Pelo amor de Deus…como é que temos coisas tão boas na Galiza e não sabemos? vejam este documentário porque é BRU-TAL!

Sequin, às 02h, no recinto da festa. Sob a produção de Moullinex, banda que adoro, não pode haver nada de má qualidade.

Sequin, pseudónimo de Ana Miró, é uma cantora nascida em Évora. Como outras cantoras-compositoras da era pós-Internet, manuseia tecnologia para expor um universo íntimo, seja a partir de movimentos rítmicos que convidam à sugestão dançante, como a partir da criação de ambientes de escuta doméstica.

Sequin não é elegante, Sequin é a elegância.

Mais Osas do Mar, mais, mais!

 

 

 

 

 

 

Kumpania Algazarra voltam à Galiza!

Uma das grandes satisfações para alguém que não é de uma cidade é ver como uma das bandas que gosta tocou antes na aldeia. Tem qualquer coisa de bairrista isto, eu sei.

Depois de terem o seu primeiro contacto com o público galego em Taragonha, como diz o Julio Iglesias “terra do meu paiiii”, os Kumpania Algazarra voltam à Galiza para tocar na capital.

A banda de Sintra mistura música cigana, folk, ska e ritmos balcânicos e não me passa pelo goto uma proposta melhor. Ritmo e ambiente de festa para uma sessão de 24 de julho em que eles vão ser a cereja no bolo. Depois de apresentar-nos em Taragonha o seu sucesso Super Cali, agora poderemos ouvir A festa continua…porque em Compostela, a festa não para!

Isto no dia 24 à noite vai dar barraca!

Depois dos Linda Martini, na Quintana, às 00h