Não é degradê, é o brilho da Pongo

Este sábado é a grande final do Festival da Canção. Como confessei na publicação anterior eu torço pela dupla formada pelo Tristany e a Pongo.

Ok, talvez ainda estejas a te recuperar da surpresa de saberes que a Pongo é a menina e o Tristany é o rapaz. Acontece. Um dia falaremos também do Mia Couto e de muitas pessoas surpreendidas.

Pongo & Tristany não têm (ainda) muita popularidade na Galiza, mas hoje vais descobrir que já conhecias a Pongo. Só que tu não sabias disso. Escrevi esta thread na minha conta pessoal de Twitter onde comento alguns dados biográficos sobre a cantora e explico alguma referência angolana de uma das suas letras.

A Pongo não é degradê, ela toda tem intensidade e brilho.

Este pode ser o meu post do 8M onde sempre falo de mulheres que me inspiram? Pode. Sei que chega atrasado, mas chega.

Tenho muitos desejos em volta do conteúdo deste post:

  • que a Pongo chegue aos palcos de Turim
  • que faça uma digressão de concertos pela Galiza
  • que o kuduro seja um estilo musical mais conhecido nestas terras

Vejam o Festival da Canção amanhã na G2. Não se esqueçam da Lusofesta!

Glossário feminista

É comum no dia 8 de março (e nem só) dedicarmos neste blogue um espaço para a luta feminista.

Noutros anos fizemos uma playlist, jogos com diversas biografias…e desta vez não quisemos deixar passar a oportunidade de partilhar com vocês a explicação de alguns termos muito usados no feminismo. Muitos deles são em inglês e parece que chegaram para ficar.

Para quem gostar de ler, pode ver este glossário da Revista Capitolina. Eu usei também em aulas neste ano porque achei muito didático e correu muito bem.

Quem precisar de conteúdos mais visuais ou dinâmicos pode ver este vídeo e assim também fica a par.

Chegou a hora de verificarem o aprendido. Conseguem? Tenho este Passa a Palavra aqui para vocês. Força!

II Encontro de mulheres da lusofonia

É com incontido orgulho que venho por este meio anunciar o II Encontro de mulheres da lusofonia. Um espaço de reunião e partilha para mulheres que partilham(os) uma língua comum.

Este ano o tema será Mulheres, territórios e memórias.

 

Entre a Lila de Lilith, a Casa da palavra comum e a Casa das mulheres Xohana Torres temos um bom ciclo de palestras hoje, sábado e domingo.

Hoje e amanhã o programa decorre na livraria Lila de Lilith em Compostela. Hoje às 19h30 temos a projeção de Era uma vez um arrastão e o posterior colóquio com a realizadora, Diana Andriga, e Luzia Oca. Amanhã na mesma hora e lugar vão ser lidos poemas por escritoras galegas.

Na Casa da palavra comum, também amanhã, três palestras: Diásporas lusófonas na Galiza, com Jéssica Azevedo e Sónia Mendes da Silva; Entre o ativismo e a pesquisa: mulheres na resistência, com Diana Andriga e Teresa Sales e Entre o ativismo e a pesquisa: prisões políticas e democracia, com Luís Farinha e Mariola Mourelo.

E no domingo, na Casa das mulheres Xohana Torres, duas mesas redondas para partilhar ideias: Feminismos em Compostela Feminismos no espaço lusófono. Encerram o ato Maria Dovigo e Joana Sales.

Não têm como não gostar!