Ciclo de cinema brasileiro

No dia em que foi aprovada a ILP Valentim Paz Andrade, não se me ocorre outra maneira melhor de festejar que com um post.

indexA ILP visa um maior aproveitamento da vantagem galega dentro da lusofonia, provomendo um estreitamento de laços entre a Galiza e os países lusófonos. Então, para começarem a aproveitar…que melhor que um ciclo de cinema brasileiro? O cineclube luguês Valle-Inclán propõe uma série de filmes do outro lado do océano. Comédia, drama e documentários premiados pela crítica fazem parte do menu cultural do mês de março da cidade da muralha.

O ciclo já começou ontem, mas podem visionar ainda os títulos:

-Durval Discos (comédia, 2002): uma loja de discos de vínil e uma trilha sonora espetacular que não vai deixar ninguém indiferente perante a história que a fita conta.

-Linha de passe (drama): quatro irmãos de pais diferentes à procura do seu destino, entretanto, a mãe espera o quinto filho.

-Edifício Máster (documentário): retrato da vida urbana no Rio. O edifício Máster está em Copacabana e os seus moradores são os protagonistas deste documentário.

Podem ver o programa, datas e horas nesta ligação.

 

António Zambujo na Galiza

António Zambujo é um homem com uma vasta formação musical. Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros.

Não há muito tempo, cantava na casa de fado Sr Vinho de Lisboa. Hoje é um artista muito conceituado, mesmo foi eleito melhor intérprete masculino de fado.

Nestes dias teremos a oportunidade e privilégio de ouvir a sua música. Em Lugo, no San Froilán, a dia 12 e também em Compostela nos dias 14 e 15, na Casa das Crechas. Poderemos cantar as suas letras, canções que intensificam o fado mais clássico e trazem aliás ritmos da África e do Brasil.

Mais informações no Calendário

João Afonso e Fred Martins em digressão


Já começou, não vai ser surpresa para muitos, mas para as pessoas que, como eu, só se apercebem das coisas depois delas terem acontecido, fiquem a saber que ainda vão a tempo de assistir a um dos concertos que o João Afonso e o Fred Martins vão dar pelo país fora. O dia 23 estiveram na Casa das Crechas em Compostela, a quinta dia 2, estão no Ultramarinos, também na capital nacional, o dia 4 no bar Liceum do Porrinho e o 5 de Maio ruma o João Afonso sozinho para o Clavicémbalo, em Lugo.

Datas não faltam, vontade também não, e ainda que nunca fui apreciador de canção de autor, quem gostar, tem aqui uma bela oportunidade com uma das vozes mais importantes de Portugal, João Afonso. Na verdade o seu primeiro e último nomes são João Lima, mas ele nunca quis desertar do nome do meio, o materno, e esconder que é sobrinho do José, o Zeca, um ícone e Portugal e não só. Depois de começar carreira em 1996, não parece que seja preciso ir à sobra de ninguém, nem de ser submetido a injustas e arbitrárias comparações. Com uma sonoridade corajosa, que arrisca misturar clarinete, guitarras eléctricas e cavaquinhos o resultado é uma música própria, do João Afonso. Ainda por cima podemos desfrutar dele a contracenar com o “nosso” Fred Martins, um brasilego que não por ter aparecido muito por este blogue vamos deixar de recomendar.