Sofia Ribeiro em digressão

Outonalidades, circuito português de música ao vivo, traz a cantora Sofia Ribeiro para uma pequena digressão de concertos que começa hoje.

Sofia Ribeiro é uma cantora e compositora portuguesa dedicada ao jazz. Parece que o Salvador Sobral ter ganho a Eurovisão com a sua voz crooner e toques de jazz começa a ter impacto nas salas e nos contratos da Galiza. Ainda bem que começamos a perceber que a música tem muitos estilos.

A Sofia é licenciada em canto jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto (ESMAE), onde atualmente lecciona. Tirou um mestrado em canto jazz no Conservatório de Bruxelas, onde estudou com David Linx.

Ganhou vários prémios, entre eles o segundo lugar da competição internacional “Young Jazz Singers” e o primeiro prémio da competição international de jazz “Voicingers 2008”. Estudou na Berklee College of Music e no final da sua estadia  foi-lhe oferecido o prémio “Oliver Wagmann Memorial Scholarship”, prémio destinado a um(a) cantor(a) extraordinário(a) que demonstrou excelência académica na faculdade.

Tem seis discos publicados Dança da solidão (2005), Orik (2008), Porto (2010), Ar (2012), Mil e uma cores (2012) e Mar Sonoro (2017).

Então o esquema é assim, façam captura de ecrã:

-hoje em Bueu no Bar Aturuxo

-amanhã na Borriquita de Belém em Compostela

-depois de amanhã no Club Clavicémbalo em Lugo

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Birds Are Indie na Galiza

É tempo de virtuosismo e, até que enfim, de músicos que fazem música.

Salvador Sobral, representante de Portugal no Eurovisão, disse que a música não eram fogos artificiais, que a música era sentimento. Portugal deu, de uma maneira discreta, uma lição de bom gosto ao mundo. Está na hora de abrir as nossas mentes a outros estilos e ritmos.

Uma das nossas bandas fetiche, Birds are indie, está de volta na Galiza. Joana, Henrique e Jerónimo poderiam ter passado as tardes na Netflix, mas decidiram criar uma banda. E a coisa foi tão simples…que acho que isso também se reflecte na música: sons transparentes, delicados e muitas vezes até tocados com brinquedos.

Hoje vão estar em Lugo no Fa Ce La, amanhã no Riquela em Compostela e depois de amanhã no Ogrobe, no Náutico.

 

Jantar lusófono e Leo Minax em Lugo

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A associação Cultura do País comemora o 25 de abril com um jantar lusófono na sede da associação e um concerto no Clavicémbalo em Lugo este sábado.

  • Qual é a ementa?

Rissois
Pataniscas
Bolinhos de bacalhau
Francesinha
Arroz Doce

Vinho verde/tinto, cerveja, Sumol e água
Café

Preço jantar+concerto= 15 euros

  • E o concerto?

Conhecemos o Leo Minax por ter tocado na Arca da Noe com anterioridade, recordam-se? O cantor brasileiro voltará a nos deliciar com esse discurso musical próprio em Lugo.

Podem inscrever-se no email culturadopais@gmail.com até amanhã. Prometem que ninguém vai passar fome nem ficar aborrecido.

Podem ver mais detalhes do evento no Facebook.

Gonçalo Guerreiro na EOI de Lugo

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Amanhã na EOI de Lugo despedem o trimestre com uma jornada de fados. Gonçalo Guerreiro, a sua voz e o seu gosto musical estarão na cidade das muralhas para encher de ritmos lisboetas as paredes da escola.
Ele é desses homens faz-tudo na cultura galego-portuguesa atual. Membro de Elefante Elegante, estamos mais habituados a vê-lo nos palcos a encenar e levar peças teatrais pelo mundo afora.

Nasceu em Lisboa em 1974. Concluiu o curso de formação de atores na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa depois de passar pela Real Escuela Superior de Arte Dramático de Madrid com uma bolsa do Ministério da Educação português.

Trabalhou como ator nas companhias portuguesas A Barraca e Teatro do Montemuro. Encenou espetáculos do Teatro Escondido, da Compagnie Imagerie e da Compagnie Blablablah na Bélgica.
É diplomado pela École Lassaad, em Bruxelas, onde herdou a pedagogia de Jacques Lecoq do Teatro de Movimento. Estudou Commedia dell’Arte com António Fava na Itália e Antropologia Teatral com Eugénio Barba na Polónia, Dinamarca e Portugal. Além da sua atividade pedagógica, Gonçalo Guerreiro é ator e co-diretor artístico do Elefante Elegante Teatro.

Vejam uma pequena amostra do que ele é capaz de fazer no âmbito musical.

Amanhã às 17h30!

Carmen Souza na Galiza

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Houve um tempo em que fui livreira, uma época breve mas muito intensa.
Ser livreira não é apenas vender livros, é ouvir aquilo que as pessoas sentem, as necessidades de uma alma, e criar um ambiente aconchegante que acenda aquela chama que nos leva a iniciar uma boa leitura.
Decoração, atendimento e música são os ingredientes para fazer de uma livraria um ninho. Música. Música não pode faltar. É a chave.
Recordo-me de ouvir canções de Carmen Souza e olhar o Sai se puderes cheio de água de chuva. Eu lá com os meus pensamentos, a evocar dias ensolarados e viajar com a imaginação a praias cabo-verdianas.carmen souza
Carmen Souza é uma cantora luso-cabo-verdiana. Iniciou a carreira num grupo de gospel de Portugal. Aos 17 anos, conheceu o baixista Theo Pas’Cal, que passou a ser seu produtor. Juntos, os dois criaram um estilo unindo a cultura cabo-verdiana aos ritmos tradicionais africanos e ao jazz.

A crítica tem-na definido como a “Norah Jones de Cabo Verde”. Eu odeio estas comparações, acho que cada artista é único e estas coisas de comparar com referentes da cultura ocidental são próprias de mentes pouco abertas. Então, aceitem o desafio que eu vos proponho: vão lá e desmintam tal etiqueta.

Vão ter duas datas para ouvirem esta maravilha:
-29 de novembro, Garufa Club, Corunha
-30 de novembro, Lugo Jazz Fest

Toques do Caramulo em digressão

imagesA banda portuguesa Toques do Caramulo vai estar este fim de semana em terras galegas. O melhor da música serrana chega diretamente de Águeda à Galiza para nos fazer dançar.

Esta banda de folque conta com mais de uma década de estrada. Eles reinventam-se continuamente, fazendo música nova das velhas cantigas e levando o público a surpreender-se com o repertório esquecido da Serra do Caramulo. Com amplo reconhecimento nacional e internacional, este é um espetáculo de forte energia musical e interação com o público, fazendo de cada concerto uma grande festa para todas as idades.

Certeza que entre tanta música tradicional encontram alguma idêntica além e aquém Minho.

Onde vão tocar?:

-Dia 21, Calvicémbalo, Lugo, às 00h

-Dia 22, Sala Aturuxo, Bueu, às 20h

Flávia Coelho em Lugo

Para mim o São Froilão é uma das melhores festas do país, dessas que o povo sagrou e que estavam relacionadas com uma grande feira. Não vou tocar o tema de se o polvo é melhor em Lugo ou noutro lado, só fiquem a saber que sou uma Lugo-lover. Trabalhei lá duas vezes, uma num período longo e outra um bocado mais curtinho, mas sempre me senti lá muito bem. A desvantagem é que nunca me calhou um São Froilão e eu estar a viver em Lugo.

Não é a primeira vez que o programa de festas inclui um artista lusófono. Já vi lá os Deolinda, por exemplo. Neste ano teremos a oportunidade de ver Flávia Coelho, no dia 11 na Praça de Santa Maria às 21h30.

flavia-coelho-san-froilan-2015Quem é ela? pouco vos posso dizer. Ao que parece é uma dessas histórias de artistas brasileiras que no Brasil…passam ao lado e que na França souberam valorizar. Santos da casa não fazem milagres, infelizmente.

Ouvi músicas dela no Youtube e tornei-me fã, porque tem desses ritmos que desejas ouvir/dançar ao acordar de manhã para ter um dia feliz. Lá vão umas breves notas biográficas.

Nascida no Rio de Janeiro, em 2006 mudou para a França, onde além de ter ganho um concurso musical conheceu o músico dos Camarões Pierre Bika Bika, que a levou para o mundo dos ritmos musicais africanos e a ajudou a compor o seu primeiro disco, Bossa Muffin (2011). A fusão de muitos ingredientes musicais fez com que ganhasse vários prémios como o Génération Réservoir Newcomer e o Golden Women Music Breakthrought.

O The Guardian diz dela: “Flávia Coelho criou uma das mais prazenteiras e divertidas fusões deste ano. Como o título diz, as suas canções são construídas em torno de um confronto rítmico de estilos brasileiros e das Caraíbas… Coelho possui um estilo natural e relaxado que quase disfarça o seu talento de se ir de melodias contagiantes a rompantes de hip-hop incendiários”, não é pouco, né?

Olhem que bom feeling!

O lugar da mulher em Moçambique

image-1 Cochol Gomane é um nome que já apareceu duas vezes no Lusopatia. A primeira vez foi na Semana Galega de Filosofia. Agora temos uma segunda e esperamos que não seja a última vez dele neste blogue.

Gostamos dele. Gostamos porque descentraliza o universo lusófono: é moçambicano; gostamos porque no Lusopatia nem tudo é fado: ele é filósofo e gostamos porque trata temas de género.

Oxalá tivesse que escrever notícias sobre eventos deste género mais vezes. Bem haja para a relação Cochol Gomane/Galiza!

Nesta segunda, dia 27 de abril, pelas 18h, dará uma palestra na Sala de Atos da EOI de Lugo para falar sobre a questão do género e o lugar da mulher em Moçambique. Quem me dera andar por Lugo!

Khanimambo, Cochol Gomane.

Ciclo de cinema brasileiro

No dia em que foi aprovada a ILP Valentim Paz Andrade, não se me ocorre outra maneira melhor de festejar que com um post.

indexA ILP visa um maior aproveitamento da vantagem galega dentro da lusofonia, provomendo um estreitamento de laços entre a Galiza e os países lusófonos. Então, para começarem a aproveitar…que melhor que um ciclo de cinema brasileiro? O cineclube luguês Valle-Inclán propõe uma série de filmes do outro lado do océano. Comédia, drama e documentários premiados pela crítica fazem parte do menu cultural do mês de março da cidade da muralha.

O ciclo já começou ontem, mas podem visionar ainda os títulos:

-Durval Discos (comédia, 2002): uma loja de discos de vínil e uma trilha sonora espetacular que não vai deixar ninguém indiferente perante a história que a fita conta.

-Linha de passe (drama): quatro irmãos de pais diferentes à procura do seu destino, entretanto, a mãe espera o quinto filho.

-Edifício Máster (documentário): retrato da vida urbana no Rio. O edifício Máster está em Copacabana e os seus moradores são os protagonistas deste documentário.

Podem ver o programa, datas e horas nesta ligação.

 

António Zambujo na Galiza

António Zambujo é um homem com uma vasta formação musical. Cresceu a ouvir o cante alentejano. A harmonia das vozes, a cadência das frases e o tempo de cada andamento, foram para sempre uma influência. Nascido em Beja, em 1975, António Zambujo começou a estudar clarinete com 8 anos, estreando-se no Conservatório Regional do Baixo Alentejo.

Ainda pequeno, apaixonou-se pelo Fado e pelas vozes de Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro, João Ferreira Rosa, Max entre muitos outros.

Não há muito tempo, cantava na casa de fado Sr Vinho de Lisboa. Hoje é um artista muito conceituado, mesmo foi eleito melhor intérprete masculino de fado.

Nestes dias teremos a oportunidade e privilégio de ouvir a sua música. Em Lugo, no San Froilán, a dia 12 e também em Compostela nos dias 14 e 15, na Casa das Crechas. Poderemos cantar as suas letras, canções que intensificam o fado mais clássico e trazem aliás ritmos da África e do Brasil.

Mais informações no Calendário