SELIC 2018

A Semana do Livro de Compostela não foi sol de pouca dura, veio para ficar e esta é a sua segunda edição. Desde o dia 1 de junho até ao dia 10 poderão estar em contacto com livrarias e editoras do país além de usufruir de um amplo programa de atividades.

Este ano a cidade convidada é a Póvoa de Varzim. O seu festival literário “Correntes d’escritas” acho que é hoje um referente e está na hora de que se conheça mais na Galiza. A propósito disto, no dia 3 de junho às 12h30, no exterior da carpa, há dança tradicional poveira, as chamadas “rusgas”. Nesse mesmo dia às 18h30 a escritora portuguesa Dulce Maria Cardoso falará com o público galego.

Dulce Maria Cardoso foi escolhida para partilhar com o público o processo criativo que a leva a fazer da sua biografia uma experiência literária. Ela nasceu em Trás-os-Montes no ano 1964 e passou a sua infância em Angola. Regressou depois da descolonização.

No ano 2001 publicou a sua primeira obra, Campo de Sangue, seguiram-se outros romances como: Os meus sentimentos, O chão dos pardais, O retorno…

Algumas das suas obras foram adaptadas como roteiro de cinema e muitos dos seus livros são objeto de estudo em universidades do mundo todo.

No dia 4, às 19h30 temos as “Correntes de conversa”, uma conversa sobre o “Correntes d’escritas” entre Manuela Ribeiro, organizadora do festival, e Carlos Quiroga, professor de literaturas lusófonas na USC.

No dia 5, às 20h. “Um guitarrista português e um poeta”, poesia musicada por Aurelio Costa e Carlos Costa.

Durante toda a semana do livro, poderão também encontrar a banca da Através editora e dar uma olhada às suas últimas publicações. Deem um passeio pela carpa!

Rita Azevedo no Numax

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A realizadora portuguesa Rita Azevedo visita a compostelana sala Numax amanhã às 19h45 para apresentar o seu mais recente filme: A vingança de uma mulher (A woman’s revenge)

Mas a coisa não acaba aqui para a Rita Azevedo. No sábado às 11h30 vai dar uma oficina sobre cinema que leva por título “Cinema: luz feliz e maligna” e que está dentro do projeto “Os ollos verdes” da sala Numax. Este projeto visa pôr em contacto criadores de primeiro nível com o público para trocar experiências e visões. Rita Azevedo falará da luz e da cor no cinema.

A realizadora traz também uma série de livros que lhe serviram de inspiração e que farão parte o acervo da livraria Numax.

Bd portuguesa em Ponte Vedra e Vila Garcia

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As Eoi de Vila Garcia e Ponte Vedra trazem uma atividade super-interessante para aqueles e aquelas que amamos desenhar e ler bd.Sessões em Pontevedra

Entre hoje e amanhã o crítico português de banda desenhada, Pedro Moura, fará uma panorâmica do melhor da bd portuguesa.

Crítico e escritor em blog lerbd, para além de outras publicações e outras funções associadas a essa área, assim como a ilustração e animação, o Pedro Moura fez uma tese de Mestrado em Filosofia Estética (na Nova) sobre a “Memória em sete casos da banda desenhada francófona contemporânea”.

Para já, o blogue Ler Bd é desses que recomendo vivamente para aqueles leigos na matéria que começam nisto da banda desenhada. Uma visão crítica, contemporânea e sempre bem informada do que está a dar neste género. Na minha época de livreira era daqueles blogues que tinha nos marcadores e nunca deixei de ler, é por isso que fico muito feliz por este autor nos visitar.

Vejam as expetativas que ele coloca: “O propósito tem mais a ver com a conhecer a realidade da língua portuguesa, mas espero ter oportunidade de despertar o interesse de novos leitores pelos trabalhos existentes na nossa “cena contemporânea”, sejam livros mais críticos da nossa sociedade e atentos à situação económica-social, sejam livros que procurem de alguma forma criar ficções bem-dispostas, ou mesmo aqueles autores que viverão em espaços intermédios em termos de forma e conteúdo”

À conversa com escritores na EOI de Compostela

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A Escola de Idiomas de Santiago de Compostela começa hoje umas sessões de convívio Galiza-Portugal em volta do tema literário. Hoje teremos a presença de Pedro Guilherme Moreira. A sessão continua depois em dezembro na cidade invicta, para quem quiser fazer um bocado de turismo.

Advogado e escritor, o portuense foi dos primeiros advogados a ganhar o Prémio João Lopes Cardoso e como escritor, estreou-se em 2011 com o romance A Manhã do Mundo. Ele e a galega Ledicia Costas estarão esta tarde na Eoi numa sessão aberta para conversar com os que lá forem.

O escritor também estará na livraria Ciranda à volta do português hoje das 18h às 19h15 e amanhã das 11h30 às 12h30 para assinar livros.

Ana Luísa Amaral na livraria Ciranda

AnaAna Luísa Amaral é uma escritora e professora portuguesa que leciona na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tem um doutoramento sobre Emily Dickinson e temas feministas, portanto, que melhor que uma visita dela ao espaço Lila de Lilith-Ciranda à volta do português, conjugando lusofonia e feminismo.

Amanhã, pelas 19h estará na livraria para falar de Ara e Escuro, os volumes mais recentes dela. Apresentada pelo professor Carlos Quiroga, comentará o melhor dos dois livros.

Ara é um romance subversivo. Duas mulheres, dois iguais que se apaixonam.

Escuro é mais virado para a metaliteratura. Reflete-se sobre literatura, inquietações do quotidiano…e tudo isto através de um diálogo com Fernando Pessoa.

Parece que vai ser uma boa tarde de inverno.

José Luís Pires Laranjeira e Luandino Vieira na livraria Ciranda

10363320_594082537364463_6558917995559632089_nNesta semana no calendário brasileiro (20 de novembro) é comemorado o Dia da Consciência Negra. Também nesse dia teremos o estudioso José Luís Pires Laranjeira e o escritor Luandino Vieira na livraria Ciranda, que propõe uma tarde de quinta-feira próxima dos livros, da literatura angolana e da negritude.
Quando estudante, nas aulas de Literaturas africanas de língua portuguesa estes dois nomes ecoavam com frequência, portanto vai ser uma grande sorte tê-los em Compostela uma tarde.

Para quem não conhecer, José Luís Pires Laranjeira é professor associado da FLUC. Ele é uma das vozes mais reconhecidas na investigação no âmbito das literaturas africanas, já que é autor de obra vasta sobre a matéria, tendo dedicado boa parte de seu esforço de investigação à questão da negritude. Falar em negritude no Dia da Consciência Negra é um plano superbom.

José Luandino Vieira não é a primeira vez que vem à livraria compostelana, já nos tinha honrado com a sua presença em eventos anteriores, mas mesmo assim, vou fazer também um breve percurso biográfico.

Nascido em Portugal, viveu a infância e juventude em Angola, onde participou no movimento de libertação nacional.Trabalhou em diversas profissões até ser preso acusado de terrorismo e libertado depois de mais de 14 anos.

Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário da língua portuguesa. Luandino recusou o prémio alegando, segundo um comunicado de imprensa, «motivos íntimos e pessoais»
Hoje vive em Vila Nova da Cerveira, afastado da vida pública, mas muito ativo no tecido social com a Associação Porta XXIII e a Editora Nossomos.
Esta quinta-feira eles dois falarão sobre a nova poesia angolana. Dia 20 às 20h (fácil de recordar, não é?)

O crânio de Castelao

2013021421041561822O amor pelo vintage chega também à literatura. Este post é sobre literatura de folhetim.

Esta terça-feira, 23 de julho, às 19h30, no Túmulo de Castelao na Igreja de São Domingos de Bonaval em Compostela terá lugar o lançamento do livro “O Crânio de Castelao”. O livro é um romance em folhetim, escrito por onze pessoas de países lusófonos.
Quem quiser passear pelas páginas desta obra, encontrará nomes de “cordelistas” como Carlos Quiroga, Antón Lopo, Suso de Toro, Quico Cadaval, Xavier Queipo e Xurxo Souto, Miguel Miranda (Portugal), Bernardo Ajzenberg (Brasil), Germano Almeida (Cabo Verde), Possidónio Cachapa (Portugal) e Luís Cardoso (Timor). Foram publicados capítulos em diferentes meios da Galiza, Brasil e Portugal e agora podemos contar com ele editado como livro junto com outras explicações graças a Através Editora.

Como se se tratasse de um capítulo de Murder, she wrote e tal como o género pede, a história parte de um roubo de uns ossos. Por melhor dizer, do crânio de Castelao. Um Catedrático de Medicina pede a um discípulo que o procure e nessa busca, que leva o jovem por várias geografias de Portugal, Cabo Verde, as Açores e o mesmo Índico, interfere a filha do velho professor. Quando recebem aviso final de regresso, pois o crânio fora substituído por outro, os meios conseguiram fazer crer que o roubo nada mais era do que uma ficção literária ligada ao mencionado Encontro Galego no Mundo-Latim em Pó.

Onde começa a literatura e onde a verdade? será que está o crânio no túmulo? será que o crânio é o de Castelao?

Só poderemos saber a verdade esta terça.

Volta o Culturgal, com João Tordo

joão tordo na galiza

Volta o Culturgal, e isso lembra-nos que vamos voltar a passar o dia em Ponte Vedra, a desfrutar da cidade e dos stands da feira, este ano a equipa de redacção ou de “aredacção” do Lusopatia desloca-se em massa à cidade de Teucro com o objectivo claro de não perder nada do que se passe na feira, com especial foco em duas actividades especialmente lusópatas.

O sábado 1º de Dezembro, às 17 horas, no salão do Culturgal, o Instituto Camões e a X Mostra Portuguesa apresentam o autor português João Tordo, que para além de escritor é também jornalista e guionista, formado em Filosofia, estudou jornalismo e escrita criativa em Londres e Nova Iorque. Já escreveu para O independente, um semanário desaparecido dirigido pelo agora ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Portas, para a revista Sábado, o Jornal das Letras e Elle. Participou na escrita do guião da longa-metragem “Amália, a voz do povo.” Entre os livros publicados destaque para “O Livro dos Homens Sem Luz” (2004), “Hotel Memória” (2007), “As Três Vidas” (2009), “O Bom Inverno” (2010) e “Anatomia dos Mártires” (2011). O romance “As Très Vidas” valeu-lhe o prémio José Saramago para jovens escritores em 2009. Para quem tiver o azar de não poder ir ao Culturgal, o João Tordo vai estar na Casa de Arines em Vigo o 29 de Novembro às 18, na sala 1.5 da Universidade da Corunha o 30 de Novembro ao meio-dia e na biblioteca Anxel Casal o 30 de Novembro às 19, em Compostela. 

Ainda outra coisa interessante no Culturgal, também no sábado,vai decorrer uma conferência sobre os dez anos de Cantos na Maré, a tender pontes entre a lusofonia. Será ao meio-dia, no salão. Apareçam, que a gente encontra-se.

joão tordo

Livros à mostra em Vila Garcia

Livros é coisa que todos gostamos, lá isso é verdade. Uma exposição de livros pode soar um bocadinho bizarro à partida, mas quando se trata de livros lusófonos na Galiza, o assunto já começa a fazer mais sentido. Não resulta muito simples adquirir livros em português sem recurso à Net, para remediar o problema há iniciativas boas como a que aqui vimos apresentar: uma exposição de livros que está a ter lugar na Escola de Línguas de Vila Garcia durante os dias 11 e 12 de Janeiro, tudo por causa de uma parceria entre a Escola e a empresa Traz Traz, que vai ter como convidado o escritor Hugo Girão.

A empresa Traz Traz, com sede na Estremadura espanhola, é uma firma dedicada à difícil tarefa de aproximar Portugal a Espanha, fazem traduções, trâmites administrativos e são representantes da Cofina, uma das empresas de media mais importantes em Portugal, responsável entre outros por títulos tão importantes como o Record ou o Correio da Manhã. Mas a actividade principal é expor livros e outros produtos portugueses, contam com contratos com editoras das mais conceituadas como a Presença, a Bertrand ou Europa-América, um evento que de certeza fará as delícias dos amantes das letras.