Caboverdianas em Burela

caboverdeCaboverdianas en Burela (1978-2008), migración, relacións de xénero e intervención social é um livro escrito por Luzia Oca.

Luzia Oca fez um trabalho de investigação que teve vários reconhecimentos, entre eles o prémio Vicente Risco de Ciencias Sociais de 2014.

A imagem que temos da comunidade cabo-verdiana em Burela é muito idílica. Entendemos que é uma realidade livre de conflitos e onde as mulheres têm a faca e o queijo. Acreditamos nisso porque é uma realidade confortável para nós, mas temos que ver também o outro lado da moeda. Será que os galegos e galegas não somos assim tão hospitaleiros? a boa integração da comunidade cabo-verdiana em Burela é um mito? esta comunidade é matrifocal? estes e mais aspetos estão recolhidos nas teses da investigadora, que falará na livraria Lila de Lilith esta sexta às 20h.

 

 

O crânio de Castelao

2013021421041561822O amor pelo vintage chega também à literatura. Este post é sobre literatura de folhetim.

Esta terça-feira, 23 de julho, às 19h30, no Túmulo de Castelao na Igreja de São Domingos de Bonaval em Compostela terá lugar o lançamento do livro “O Crânio de Castelao”. O livro é um romance em folhetim, escrito por onze pessoas de países lusófonos.
Quem quiser passear pelas páginas desta obra, encontrará nomes de “cordelistas” como Carlos Quiroga, Antón Lopo, Suso de Toro, Quico Cadaval, Xavier Queipo e Xurxo Souto, Miguel Miranda (Portugal), Bernardo Ajzenberg (Brasil), Germano Almeida (Cabo Verde), Possidónio Cachapa (Portugal) e Luís Cardoso (Timor). Foram publicados capítulos em diferentes meios da Galiza, Brasil e Portugal e agora podemos contar com ele editado como livro junto com outras explicações graças a Através Editora.

Como se se tratasse de um capítulo de Murder, she wrote e tal como o género pede, a história parte de um roubo de uns ossos. Por melhor dizer, do crânio de Castelao. Um Catedrático de Medicina pede a um discípulo que o procure e nessa busca, que leva o jovem por várias geografias de Portugal, Cabo Verde, as Açores e o mesmo Índico, interfere a filha do velho professor. Quando recebem aviso final de regresso, pois o crânio fora substituído por outro, os meios conseguiram fazer crer que o roubo nada mais era do que uma ficção literária ligada ao mencionado Encontro Galego no Mundo-Latim em Pó.

Onde começa a literatura e onde a verdade? será que está o crânio no túmulo? será que o crânio é o de Castelao?

Só poderemos saber a verdade esta terça.

Que se lixe a troika! na Corunha

que se lixe a troika“Há uma balança entre o medo e a fome. Quando as balanças começam a equilibrar há um ponto de viragem”, diz o João Camargo.

O movimento “Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!”, é um movimento social português criado em junho de 2012 em Lisboa. Esta ação social vai contra a troika e as medidas do governo.

“Que se lixe a troika!” levou um milhão de pessoas às ruas a 15 de setembro numa manifestação em várias cidades portuguesas. Em Lisboa foram contabilizadas mais 500 mil participantes num protesto nacional contra as medidas de austeridade. A percentagem foi histórica.

Mas “Que se Lixe a Troika!” é também o título de um livro da autoria de João Camargo, ativista dirigente de “Precários Inflexíveis” que subscreveu, juntamente com outros camaradas, as duas últimas grandes manifestações populares ocorridas no 15 de setembro de 2012 e 2 de março deste ano. Trata-se de um livro que desmonta a farsa por detrás da crise e os seus esquemas.

Amanhã, pelas 20h, no CEIP Curros Enríquez da Corunha, teremos a oportunidade de ouvir o João Camargo e ler as teses do seu livro.

Antes da apresentação, Camargo terá um encontro com diferentes representantes de movimentos sociais galegos.

Deixo-vos com uma entrevista na RTP que auspiciava a ideia de uma resposta coletiva. Ele diz aqui que os portugueses têm uma “casca grossa”, que aguentaram muito. E nós? continuaremos a aguentar?