Ana Luísa Amaral na livraria Ciranda

AnaAna Luísa Amaral é uma escritora e professora portuguesa que leciona na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Tem um doutoramento sobre Emily Dickinson e temas feministas, portanto, que melhor que uma visita dela ao espaço Lila de Lilith-Ciranda à volta do português, conjugando lusofonia e feminismo.

Amanhã, pelas 19h estará na livraria para falar de Ara e Escuro, os volumes mais recentes dela. Apresentada pelo professor Carlos Quiroga, comentará o melhor dos dois livros.

Ara é um romance subversivo. Duas mulheres, dois iguais que se apaixonam.

Escuro é mais virado para a metaliteratura. Reflete-se sobre literatura, inquietações do quotidiano…e tudo isto através de um diálogo com Fernando Pessoa.

Parece que vai ser uma boa tarde de inverno.

José Luís Pires Laranjeira e Luandino Vieira na livraria Ciranda

10363320_594082537364463_6558917995559632089_nNesta semana no calendário brasileiro (20 de novembro) é comemorado o Dia da Consciência Negra. Também nesse dia teremos o estudioso José Luís Pires Laranjeira e o escritor Luandino Vieira na livraria Ciranda, que propõe uma tarde de quinta-feira próxima dos livros, da literatura angolana e da negritude.
Quando estudante, nas aulas de Literaturas africanas de língua portuguesa estes dois nomes ecoavam com frequência, portanto vai ser uma grande sorte tê-los em Compostela uma tarde.

Para quem não conhecer, José Luís Pires Laranjeira é professor associado da FLUC. Ele é uma das vozes mais reconhecidas na investigação no âmbito das literaturas africanas, já que é autor de obra vasta sobre a matéria, tendo dedicado boa parte de seu esforço de investigação à questão da negritude. Falar em negritude no Dia da Consciência Negra é um plano superbom.

José Luandino Vieira não é a primeira vez que vem à livraria compostelana, já nos tinha honrado com a sua presença em eventos anteriores, mas mesmo assim, vou fazer também um breve percurso biográfico.

Nascido em Portugal, viveu a infância e juventude em Angola, onde participou no movimento de libertação nacional.Trabalhou em diversas profissões até ser preso acusado de terrorismo e libertado depois de mais de 14 anos.

Em 2006 foi-lhe atribuído o Prémio Camões, o maior galardão literário da língua portuguesa. Luandino recusou o prémio alegando, segundo um comunicado de imprensa, «motivos íntimos e pessoais»
Hoje vive em Vila Nova da Cerveira, afastado da vida pública, mas muito ativo no tecido social com a Associação Porta XXIII e a Editora Nossomos.
Esta quinta-feira eles dois falarão sobre a nova poesia angolana. Dia 20 às 20h (fácil de recordar, não é?)

Ritmos lusófonos na Ciranda

índiceE continuamos com a agenda desta semana, carregada de eventos imperdíveis para qualquer lusopata. Alguém de vocês não quer/pode pagar para ir a um dos concertos propostos no Womex? ainda há solução, amigos e amigas.

No marco do Womex a livraria Ciranda e a Central Folque aproveitam para nos aproximar da cultura musical lusófona. Vejam o programa, que começa hoje e decorrerá até a próxima semana:

– hoje, pelas 20h30: Fred Furtado (de Barbacena, Minas Gerais) trabalha no âmbito da música e o audiovisual mas também é escritor. Vai apresentar o seu livro: A vida em Jazz, Contos para jazzeificar a vida.

– 25 de outubro, sábado 12h30: Celina da Piedade, de quem já falámos, apresentará o seu trabalho a solo.

– 29 de outubro, quarta-feira 20h30: Apresentação e mesa redonda de musica brasileira com outra velha conhecida do Lusopatia,  Lia Marchi e Benjamim Taubkim, um dos mais conceituados pianistas do Brasil. A Lia vai apresentar a sua produtora, Olaria Cultural e trará materias disponíveis à venda: livros e cd’s. Por sua vez, o Benjamim apresentará o livro Viver de música- Diálogos com artistas brasileiros, um depoimento de onze artistas brasileiros sobre os ossos do ofício.

Mais uma vez…Ondjaki

angolegoEstavam a pedir, estavam a desejar isto desde a última vez que o Ondjaki veio à livraria Ciranda. Parece que aquela apresentação do livro soube a pouco e agora vamos voltar a ter o Ondjaki connosco.

Amanhã na livraria compostelana Ciranda haverá uma mesa redonda com Felisa Rodríguez Prado, Carlos Quiroga e o escritor angolano de Os Transparentes. Angolano de nascença e angolego de coração (como diz este cartaz da FSCH), o escritor e os professores da USC conversarão com os assistentes sobre literatura angolana.

O ato está marcado às 20h, mas quem já estiver na experiência anterior, sabe bem como são as horas e o tempo para o nascido em Luanda. O melhor será a história criada para justificar a demora. Não conhecem ainda o Ondjaki e as histórias dele? impossível! Vejam como interage com os leitores e leitoras no mundo 2.0.

Conversas e amigos…todos bem recebidos no aconchegante local da Ciranda.

Luandino Vieira na livraria Ciranda

Vieira-460x250O autor de Luuanda vai visitar Compostela e a livraria Ciranda amanhã. Não sei o que se passa, mas a Ciranda e Angola têm uma relação muito especial, este vai ser já o segundo escritor angolano em pisar a livraria em menos de um ano.

Luandino Vieira estará pela primeira vez na capital nacional. Anteriormente já tinha havido um encontro marcado com ele, mas infelizmente não pôde estar connosco. Desta vez teremos tempo de ouvi-lo, que nos conte coisas da editora Nossomos e as atividades da associação poética Porta XIII.

Que imensa sorte ter a oportunidade de passar umas horazitas com um vulto da literatura em português e uma figura tão importante na independência de Angola.

Ondjaki na livraria Ciranda

ondjakiUma vez, quando criança, provoquei magicamente uma cheia no rio Sar. Não foi de propósito, mas provoquei-a e peço desculpas. Talvez conte a história noutro post. Aquele tinha sido o meu primeiro e único contacto com a magia.

Eu nunca tinha invocado pessoas, até há uns meses. Estava na loja, pacatamete, a trabalhar, como muitos outros dias. Mas naquele dia, terminei de dizer a palavra On-dja-ki e, assim, como quem não quer nada, o Ondjaki apareceu. Juro!

E com toda essa magia, Ndalu de Almeida “Ondjaki” (que significa “guerreiro” em umbundu) voltará à livraria Ciranda, à volta do português pelas 20h no dia 28. Virá apresentar o romance Os Transparentes, ganhador da oitava edição do Prémio José Saramago. Um prémio que ganhou o Ondjaki e Angola inteira, por sinal.

Para quem estiver por fora destas coisas, deixo esta ligação.  O Ondjaki começa do zero, praticamente do abc: onde é que Angola fica, qual foi a história do país, quem faz literatura…E com esta introdução já ninguém andará meio desligado na quinta-feira próxima.

Literatura angolana, um “angolego” e bons momentos na Ciranda!