Kumpania Algazarra voltam à Galiza!

Uma das grandes satisfações para alguém que não é de uma cidade é ver como uma das bandas que gosta tocou antes na aldeia. Tem qualquer coisa de bairrista isto, eu sei.

Depois de terem o seu primeiro contacto com o público galego em Taragonha, como diz o Julio Iglesias “terra do meu paiiii”, os Kumpania Algazarra voltam à Galiza para tocar na capital.

A banda de Sintra mistura música cigana, folk, ska e ritmos balcânicos e não me passa pelo goto uma proposta melhor. Ritmo e ambiente de festa para uma sessão de 24 de julho em que eles vão ser a cereja no bolo. Depois de apresentar-nos em Taragonha o seu sucesso Super Cali, agora poderemos ouvir A festa continua…porque em Compostela, a festa não para!

Isto no dia 24 à noite vai dar barraca!

Depois dos Linda Martini, na Quintana, às 00h

Kumpania Algazarra em Taragonha

Todos e todas sabemos as propriedades terapêuticas da música. O pessoal do Antros Pinos levou isto até o final: a reflorestação. Música e ação social é um matrimónio que toda a gente conhece e já neste blogue falámos em casos como este.
Mas para mim hoje é diferente. Vai ser complicado não cair na subjetividade e no sentimentalismo porque tenho um fraquinho por Taragonha. Foi muito difícil ver Campo Maneiro ardido em 2006.
O Festival Antros Pinos tem o mesmo nome da associação que o organiza. Os membros trabalham o ano todo para preservar a natureza e a cultura desta aldeia, por isso decidiram que o dinheiro dos bilhetes (sete euros) será empregue para reflorestar Campo Maneiro com árvores autóctones.

No que diz respeito à Lusopatia (vamos com isso!) não é este o primeiro ano que a organização traz uma banda lusa, segundo nos conta Tamara Brea, uma das organizadoras. No ano passado vieram os The Gilbert’s Feed Band e desta vez vocês poderão ouvir as músicas da banda portuguesa Kumpania Algazarra. O festival aposta nas músicas folk e ficou de olho nesta banda de Sintra, que mistura folk, música cigana e ritmos balcânicos. O registo destes músicos está na longa travessia por ruas, jardins, praças, becos, palcos, espaços alternativos e festas improvisadas. Música nómada, multi-linguística, universal e combativa.

Gostamos de Antros Pinos porque, como frisa Tamara, cada ano insistem “em trazer no mínimo uma banda portuguesa”. A associação, mesmo que seja com este pequeno gesto, contribui para manter uma relação mais fluida aquém e além Minho.

Deixo vocês agora com a minha canção preferida deles: Super Cali. Um ritmo para pular a noite do sábado 28!