Não é degradê, é o brilho da Pongo

Este sábado é a grande final do Festival da Canção. Como confessei na publicação anterior eu torço pela dupla formada pelo Tristany e a Pongo.

Ok, talvez ainda estejas a te recuperar da surpresa de saberes que a Pongo é a menina e o Tristany é o rapaz. Acontece. Um dia falaremos também do Mia Couto e de muitas pessoas surpreendidas.

Pongo & Tristany não têm (ainda) muita popularidade na Galiza, mas hoje vais descobrir que já conhecias a Pongo. Só que tu não sabias disso. Escrevi esta thread na minha conta pessoal de Twitter onde comento alguns dados biográficos sobre a cantora e explico alguma referência angolana de uma das suas letras.

A Pongo não é degradê, ela toda tem intensidade e brilho.

Este pode ser o meu post do 8M onde sempre falo de mulheres que me inspiram? Pode. Sei que chega atrasado, mas chega.

Tenho muitos desejos em volta do conteúdo deste post:

  • que a Pongo chegue aos palcos de Turim
  • que faça uma digressão de concertos pela Galiza
  • que o kuduro seja um estilo musical mais conhecido nestas terras

Vejam o Festival da Canção amanhã na G2. Não se esqueçam da Lusofesta!

Katembe project: kuduro em família

KP02As atividades de lazer para crianças ou as atividades para fazer em família já não são aquelas lamechadas antigas. Ainda bem, porque sinceramente eu odeio a música etiquetada de “infantil”: refrões sem sentido, animalinhos e onomatopeias sem fim…Para aquelas pessoas que crescimos com o Xabarín Club, coisas destas não fazem sentido.

2011_1_5_QPz08in9Bm1DfLCCnsve03Dentro do festival MOTI (Mostra Ourensana de Teatro Infantil) há um espetáculo musical de uma banda que eu idolatro, sou mesmo fã: Katembe Project. Eles trazem kuduro e música eletrónica de Angola, movimentos impossíveis de break dance com ritmos que não saem da cabeça. Já tive oportunidade de vê-los duas vezes e que bom vai ser vê-los uma terceira. Os Katembe fazem um dos melhores espetáculos de dança que eu tenha visto. Julgem:

A agenda cultural da cidade das burgas dá a chance de ir ver o espetáculo este domingo dia 29, pelas 19h30 no auditório por 4 euros. Será um espetáculo para crianças com kuduro, uma coisa nunca antes vista. Não percam essa maka, camarás!